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Uma guerra é um constante processo de desumanização. As notícias das últimas semanas são provas disso: de um lado, israelenses são alvos de perseguição de uma ONG radicada na Bélgica, que monitora soldados e entra com ações contra eles, dificultando deslocamentos pelo mundo. Há, ainda, os reféns, há quase 500 dias em cativeiro. Do outro, claro, há os palestinos, alvos de ataques incessantes, vivendo em uma Faixa de Gaza absolutamente destruída. Há saída para esse processo de desumanização?
O tema desse episódio veio por causa de uma fala no podcast “Do lado esquerdo do muro”, apresentado por João Miragaya e pelo nosso convidado de hoje, Marcos Gorinstein.
Quem pode falar sobre antissemitismo? Ser judeu te torna automaticamente qualificado para abordar o tema? Como falar sobre um tema difícil e necessário para diferentes públicos? Em relação à forma e ao conteúdo, será que é necessário adaptar o discurso ao abordar o tema em diferentes contextos? Para responder essas e a outras questões, convidamos a Andréa Kogan, doutora em Ciências da Religião, com foco em estudos em judaísmo contemporâneo.
O início de um novo ciclo é, também, uma nova oportunidade que ganhamos para recomeçar. Finalmente, 2024 ficou para trás e, agora, chegamos a 2025. Esse episódio, inclusive, vai ao ar no dia 1º de janeiro. É uma chance que o calendário nos concede para pensarmos: quem queremos ser no ano que começa?
No dia 12 de outubro de 2023, David Grossman publicou um artigo no Financial Times em que questionou: Quem nós seremos quando emergirmos das cinzas? Será que mais de um ano depois do 7 de outubro, poderemos finalmente ter essa resposta? Nosso convidado hoje é David Diesendruck, diretor e cofundador do IBI.
O que foi 2024, mais do que uma extensão daquele 7 de outubro de 2023? Em 2024 vimos Trump ser eleito mais uma vez e acompanhamos o governo Lula 3. De que forma isso afetou judeus e judias da diáspora? 2024 foi um ano em que resistir contra o apagamento da identidade judaica e progressista foi mais uma vez um desafio. Ano em que a palavra “sionista”, mais do que nunca, se tornou palavrão, sobretudo nos meios ditos progressistas. A ideia hoje é tentar responder o que foi 2024 e o que esperamos para o ano de 2025.
O ano foi cheio de altos e baixos para Benjamin Netanyahu. O primeiro-ministro de Israel enfrentou grandes protestos quando 6 reféns jovens foram assassinados, mas não viu grande mobilização quando tirou Yoav Gallat do governo. Bibi viu um aliado do Irã cair, com o fim do regime de Bashar al-Assad, mas é o primeiro primeiro-ministro israelense a depor em uma acusação de corrupção durante o mandato. Qual o saldo do ano do premiê de Israel?
Para conversar com a gente e analisar a atual situação de Benjamin Netanyahu, nosso convidado é Nelson Burd, editor do portal Israel de Fato.
Muitos nazistas encontraram refúgio na América do Sul após a Segunda Guerra Mundial. Esses criminosos de guerra, na maioria das vezes, viveram confortavelmente e sem alterar suas identidades. Mas como isso foi possível?
Por mais de um ano, a fronteira entre Israel e o Líbano foi palco de uma escalada que parecia não ter fim. Mas agora, pela primeira vez em 13 meses, os ofensivas pausaram. Israel e Hezbollah concordaram em um cessar-fogo. Será mesmo o início de uma nova era de calmaria ou apenas uma pausa estratégica?
Você já pensou em algo mais ingênuo do que pedalinhos? O que tem de mais bucólico e lúdico do que barquinhos com pedais, para que as pessoas possam passear em um lago? Mas, essa imagem tão inocente pode mudar quando sabemos que o criador dos pedalinhos da famosa Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, é suspeito de ser um assassino, envolvido em mortes em massa de judeus durante o holocausto.
Viver em Israel é uma experiência que carrega inúmeras camadas de significado. Quando pensamos em quem decide ir morar ou estudar no país, nos vem à cabeça um perfil específico ou até mesmo estereótipos. Mas o que acontece quando alguém vem de um contexto um pouco diferente? Como é viver em Israel sendo negro, não judeu, e trazendo uma visão de mundo que não se encaixa nas narrativas mais conhecidas? Será que Israel é um país majoritariamente branco e racista como muitos dizem por aí?
Pra ter essa conversa hoje com a gente, nós convidamos o Rodrigo Vieira, que é planejador urbano dedicado ao desenvolvimento sócio-territorial e à moradia digna. Ele lidera a área de inovação e melhorias contínuas em Tecnologias Sociais na Gerando Falcões, integrando parcerias público-privadas e envolvendo a comunidade. Ele é formado em arquitetura e urbanismo e é mestre em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Tel Aviv. A trajetória do Rodrigo é marcada por iniciativas que abordam parcerias com companhias israelenses para soluções socioambientais e territoriais em diversas regiões do Brasil.
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