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Você já ouviu falar no Sigd? Esse é o termo em aramaico que dá nome à celebração de judeus etíopes, no dia 29 do mês de Cheshvan do calendário judaico, 50 dias após o Iom Kipur. A data marca a renovação do pacto entre o povo judeu, Deus e a Torá, e faz parte dos feriados nacionais em Israel, desde 2008. Este ano, Sigd aconteceu entre os dias 22 e 23 de novembro, impossível não fazer paralelo com o dia da Consciência Negra, data que, no Brasil, nos lembra da importância crescente do letramento racial para a luta antirracista. Nosso convidado é Theo Hotz, que é historiador pela Universidade de São Paulo, e rabino em formação pelo Seminário Rabínico Shechter e podcaster no Torá com Fritas. Ele mora em Jerusalém e vai contar para gente como é acompanhar de perto um dos feriados mais importantes para a comunidade judaica etíope local. Apresentação: João Torquato e Anita Efraim.
Tem vários eventos acontecendo no Brasil que assustam. Nas últimas semanas, vimos brasileiros estendendo o braço, em um gesto igual ao Seig Heil, a conhecida saudação nazista. Vimos também crianças usando fantasia de Hitler no Halloween da escola. Vimos ocupações do MST pichadas com suásticas. E se você não tá preocupado, talvez vocês não tenha entendido nada. As alusões ao nazismo parecem estar em toda parte. Nossa convidada hoje é Bianca Bastos, coordenadora do Laboratório “Novas formas de Antissemitismo no Brasil” do IBI no Campus, Mestranda do Programa de Pós-Graduação em História Social da Cultura da Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio) e vinculada ao Niej, o Núcleo Interdisciplinar de Estudos Judaicos, da UFRJ.
Apresentação: Anita Efraim e Amanda Hatzyrah
Essa semana começou a Copa do Mundo de futebol, um dos eventos mais esperados pelos brasileiros e pelos amantes de futebol do mundo inteiro. Claro que a gente ia dar um jeito de enfiar Israel no meio dessa história, né? Você sabia que o país só participou de uma Copa na História? Foi a de 1970, no México. Será que tem algum motivo específico pelo qual é tão difícil Israel se classificar pra maior competição de seleções do mundo? E sobre essa Copa do Catar, a primeira do Oriente Médio, o que esperar? Nosso convidado é Francisco Pedreira, professor e graduando em História, ativista da educação popular e são paulino. Apresentação: Amanda Hatzyrah e João Torquato.
Logo que Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito presidente do Brasil, uma nota parabenizando o petista chamou a atenção. O texto dizia que a eleição de Lula era (abre aspas) “uma vitória para todos os povos oprimidos ao redor do mundo, particularmente o povo palestino, pois ele é conhecido por seu forte e contínuo apoio aos palestinos em todos os fóruns internacionais”. A nota é do grupo terrorista Hamas, que domina a Faixa de Gaza.
Quando o Hamas parabenizou Lula, o tema ganhou não só a comunidade judaica, mas as redes sociais. Opositores passaram a relacionar diretamente o petista com o grupo terrorista. Hoje, nossa ideia é esclarecer se há efetivamente uma relação entre as partes. Nosso convidado é Guilherme Casarões, cientista político, professor da FGV de São Paulo e coordenador do Observatório da Extrema Direita. Apresentação: Anita Efraim e João Torquato.
Israel tem um vencedor na eleição: Benjamin Netanyahu. No “E eu com isso?”, a gente já falou sobre essa figura várias vezes. Mas, acontece que, junto com ele, podem chegar ao poder no país outras figuras que chamam a atenção: Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich. O partido dos dois é o “Sionismo Religioso” e foi o terceiro mais votado, somando 14 cadeiras. Com a ajuda deles, o bloco pró-Netanyahu pode chegar a 64 cadeiras. Ao mesmo tempo, se o primeiro-ministro decidir aceitar formar a coalizão com eles, Israel terá o governo mais à direita da história. Como isso mexe com o cenário político israelense? Nossa convidada hoje é Daniela Kresch, jornalista e correspondente do IBI em Israel. Apresentação: Anita Efraim e João Torquato.
Saiba mais sobre a eleição israelense no Expresso Israel.
Nos últimos anos a polarização política tem se acirrado cada vez mais e furando diversas bolhas, em 2018 o Mestre Moa do Katendê foi assassinado com doze facadas pelas costas após o primeiro turno das eleições. Vemos famílias inteiras divididas, amizades de anos entrando em conflito e até mesmo em aplicativos de relacionamento tem a opção para colocar em qual espectro político a pessoa se encontra e facilitar a escolha de um parceiro ou uma parceira com a mesma linha política que sua. A polarização política também chegou em espaços religiosos e em suas comunidades, judeus e evangélicos que se opõem aos discursos de ódio proferidos por setores da direita e da extrema direita, tem sua identidade e sua fé invalidada.
Nossos convidados são Igor Sabino, que é doutorando em Ciência Política pela UFPE, mestre e bacharel em Relações Internacionais pela UEPB. É líder do The Philos Project no Brasil e autor do livro “Por Amor aos Patriarcas: reflexões brasileiras sobre anti semitismo e sionismo cristaos”; e Christina Vital, que é socióloga do Programa de Pós Graduação da Universidade Federal Fluminense, ela também é coordenadora do LePar, editora da revista Religião e Sociedade e colaboradora do ISER- Instituto de Estudos da Religião. Apresentação: Amanda Hatzyrah e João Torquato.
Queremos começar esse episódio contando sobre um episódio pessoal - ou melhor, institucional. Pra quem não sabe, a Anita também é coordenadora de comunicação do Instituto Brasil-Israel e cuido das nossas redes sociais. Dia desses, postamos um artigo que escrevemos na revista piauí sobre o aumento de casos de antissemitismo e neonazismo no governo Bolsonaro. Nos comentários, apareceram muitas críticas e a negação de um estudo científico, mas, o que mais chamou atenção foi um pastor dizendo: judeus de esquerda não são judeus de verdade.
Essa tem sido a tônica de uma comunidade judaica dividida, ou melhor, de uma sociedade dividida. Quem discorda, não é. Quem se opõe passa por um processo de deslegitimação da própria identidade. Esse é um dos temas tratados no livro “O não judeu judeu - a tentativa e colonização do judaísmo pelo bolsonarismo”, de Michel Gherman, nosso convidado de hoje. Michel é professor do departamento de sociologia da UFRJ, coordenador do Núcleo de Estudos Judaicos da mesma universidade, assessor acadêmico do Instituto Brasil-Israel e autor de “O não judeu judeu”. Apresentação: Anita Efraim e Amanda Hatzyrah.
Judias, judeus, e judies da comunidade judaica brasileira têm construído cada vez mais espaços para que todas as formas de ser e estar no mundo sejam acolhidas e principalmente respeitadas. O Gaavah, coletivo lgbtqia+ do IBI é um exemplo. Ainda assim, como no resto da sociedade, ainda há muito preconceito e lgbtfobia, sobretudo quando há rupturas nas configurações tradicionais familiares.
Aqui no podcast, já falamos sobre vários ritos que marcam o ciclo da vida judaica: do nascimento, passando pelos bat e bar mitzvah, até temas relacionados ao casamento e luto no judaísmo. E, para tornar este espaço cada vez mais plural, hoje falaremos sobre dupla maternidade possível, através das vivências de duas mães, mulheres lésbicas e judias.
Hoje vamos falar com Elisa Tetelbom Schuchmann, judia, lésbica, médica gineco-obstetra, e com a Helen da Rosa, também judia, lésbica e doutora em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, as duas são mães da Sofia, de 8 meses, e fazem parte do coletivo Gaavah. Apresentação: Amanda Hatzyrah e João Torquato.
A gente entende que, para parte da comunidade judaica no Brasil, um dos pontos a serem analisados na hora de escolher o candidato em quem votar é a relação que o chefe de Estado tem com Israel. O que pensam Lula e Jair Bolsonaro sobre Israel? Como o Brasil se relacionou com o país e se posicionou no cenário internacional sobre o conflito entre Israel e Palestina ao longo dos governos de ambos?
No Instituto Brasil-Israel, estamos sempre refletindo sobre esse tema e, quando chegou a sugestão da nossa ouvinte Daniela Boianovsky de falar sobre o tema, decidimos dedicar um episódio do nosso podcast a falar sobre esse assunto. Nosso objetivo aqui está longe de ser fazer política partidária. O que queremos, efetivamente, é informar e derrubar mitos. Nossa convidada hoje é Monique Sochaczewski, Doutora em História, Política e Bens Culturais pela Fundação Getulio Vargas (2012) e cofundadora e pesquisadora sênior do Gepom (Grupo de Estudos e Pesquisa sobre o Oriente Médio) e professora do mestrado em direito e Justiça e Desenvolvimento do IDP.
Apresentação: Anita Efraim e João Torquato
O brasileiro, ao ouvir o termo “eleições”, já liga o alerta para o que está acontecendo no país, que confirmou no último domingo, dia 2 de outubro, que terá segundo turno. Mas não é esse processo eleitoral que vamos falar hoje, é sobre a eleição para a Knesset, o parlamento israelense. A votação acontece em menos de um mês, no dia 1º de novembro. Os partidos árabes, antes unidos, racharam. A esquerda israelense e partidos tradicionais, como o trabalhista, o Avodá, enfrentam dificuldades para serem relevantes. Enquanto isso, Benjamin Netanyahu tenta voltar ao poder. Será que ele conseguirá somar 61 cadeiras para formar uma coalizão? A gente só vai ter certeza em um mês, mas vamos tentar entender como chegaremos até lá. Nossa convidada é a jornalista Daniela Kresch, correspondente do IBI em Israel. Apresentação: Anita Efraim e Amanda Hatzyrah.
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