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No 'E eu com isso?', já falamos sobre as mais diversas formas de expressão do judaísmo, que deve ser sempre dito no plural, já que é muito mais que uma religião. Se você escutou o nosso último episódio, sabe bem disso. E o judaísmo vai muito além da ortodoxia e outras vertentes religiosas. Mas, dentro desse universo, sempre esbarramos numa polêmica, que muitos dos nossos ouvintes já pediram pra comentarmos aqui: o suposto judaísmo messiânico. Nossa convidada é Andrea Kogan, doutora em Ciências da Religião, com estudos em judaísmo contemporâneo. Apresentação: Amanda Hatzyrah e João Torquato.
O ano de 5783 bate à nossa porta e parece que ao longo desses milênios todos, apesar da insistência, ainda é preciso reforçar uma mensagem importante: a comunidade judaica não é um bloco monolítico. Judeus são diversos, a comunidade é plural, com todo tipo de pessoa. Não existe UM judeu que represente todos os outros. Tem judeus ricos, judeus pobres, judeus brancos, judeus negros, judeus progressistas, judeus conservadores, judeus religiosos e laicos. E eu poderia ficar horas falando sobre todos os tipos de judeus. Nosso tema hoje é a importância de respeitar a diversidade da comunidade judaica.
Nosso convidado é Daniel Douek, Cientista social, Mestre em Letras pelo programa de Estudos Judaicos e Árabes da USP e diretor do IBI. Apresentação: Anita Efram e João Torquato.
Há quase 30 anos, Israel e Palestina assinavam os acordos de Oslo e muitos acreditaram que aquele momento seria histórico, porque selaria a paz entre os povos. Tudo foi por água abaixo após o assassinato do primeiro-ministro israelense na época, Itzhak Rabin. Depois de tanto tempo, novas movimentações voltam a acontecer e parece que o cenário geopolítico do Oriente Médio está mudando. Hoje a gente vai falar sobre os Acordos de Abraão, um tratado de paz cujo primeiro passo foi dado entre Israel e Emirados Árabes e tem movimentado o Oriente Médio de maneira inédita. Firmados em 15 de setembro de 2020, esse ano são dois anos da assinatura.
Para isso, temos dois convidados: Henrique Cymerman, jornalista e correspondente internacional em Israel, e Karina Carandrin, doutora em Relações Internacionais pelo programa Santiago Dantas e coordenadora de projetos do Instituto Brasil-Israel. Apresentação: Anita Efraim e Amanda Hatzyrah.
Nos últimos anos, o debate sobre apropriação cultural vem aparecendo em diversos espaços e tomando muitas dimensões. Mas, o que de fato é uma apropriação cultural? Quando podemos afirmar que determinada ação foi parte de uma apropriação cultural? Afinal, pode ou não pode uma pessoa branca usar tranças? Quando pensamos no tema, não é difícil notar que a apropriação tem como foco símbolos de culturas não ocidentais, num movimento de esvaziamento de seus significados originais considerado por muitos, desrespeitoso.
Nossa convidada é Camila Ferreira, que é atriz, diretora teatral, pesquisadora, docente das artes e da psiquê e terapeuta transversal. Atua na clínica particular Ilê Morada Terapêutica e criadora do espaço Ilê Axé Terapia. Apresentação: João Torquato e Amanda Hatzyrah.
Pra grande parte dos judeus da diáspora, Israel tem realmente o status de terra santa. Muitos de nós agarram cada oportunidade que temos de visitar o país. Além disso, conhecemos de cor os pontos turísticos que não podem faltar no roteiro quando vamos ao país. Também não faltam mecanismos de incentivo para que judeus conheçam Israel e se conectem com a chamada “terra prometida”.
Mas, sem um contexto de formação sionista, Israel pode ter outro status - especialmente se a opinião sobre o país for formada por meio de notícias envolvendo o conflito. Nenhum estado surge de forma natural, mas as complexidades que envolvem cada país são mais profundas do que podem parecer à primeira vista. O IBI promoveu em agosto uma viagem com intelectuais, pesquisadores e pensadores a Israel, com o objetivo de debater e ampliar a reflexão sobre as intersecções entre racismo e antissemitismo. Nosso episódio de hoje é sobre essa viagem e sobre perspectivas complexas sobre o estado judeu.
Nossas convidadas são Bianca Santana, escritora, professora, jornalista e militante feminista negra, autora de livros como “Continuo preta: a vida de Sueli Carneiro” e de “Quando me descobri preta”, e também Luanda Carneiro Jacoel, dançarina, performer formada em Artes do Corpo pela PUC e educadora somática. As duas integram a diretoria executiva da Casa Sueli Carneiro. Apresentação: Anita Efraim e João Torquato.
O "E eu com isso?" passa por mudanças! A apresentadora Ana Clara Buchmann, também conhecida como Malka, deixa o podcast - pelo menos até o fim do ano. E para somar com a gente, chega João Torquato, músico, ativista do movimento negro e pesquisador dos conflitos que se originaram a partir da desintegracao da Republica da Iugoslavia - além de torcer para o Botafogo.
Desde 2019 até hoje, a cada ano que passa, o número de episódios neonazistas e antissemitas cresce no Brasil. Há três anos, foram 24 ocorrências. Em 2020, 37. Houve um salto em 2021, quando foram 67 casos. Até o fim de junho de 2022, foram 11 casos de antissemitismo e 37 ocorrências neonazistas. Os dados constam no Relatório de Eventos antissemitas e correlatos no Brasil, divulgado em meados do mês de agosto e acendem um alerta importante. Nossos convidados são Samuel Neuman e Claudia Heller, ambos membros do Observatório Judaico dos Direitos Humanos do Brasil, instituição responsável pelo levantamento. Apresentação: Anita Efraim e Ana Clara Buchmann.
Confira o relatório na íntegra.
Ciganinha, bunda de mulata, judeu errante, dama da noite, chá-de-bugre… Você já se deparou com algum desses nomes? É assim que são conhecidas popularmente diversas plantas da nossa flora, com algumas variações regionais. Nomes pejorativos, racistas, misóginos e até antissemitas que passam muitas vezes despercebidos pela maioria de nós. Mas não passou pela artista e pesquisadora Giselle Beiguelman, nossa convidada de hoje, que vem reunindo nos últimos anos nomenclaturas botânicas de plantas, árvores e frutos com nomes científicos e populares preconceituosos, investigando também o que originou e fez com que esse padrão se perpetuasse na nossa cultura.
Giselle Beiguelman é também curadora e professora da Faculdade de Arquitetura da USP, e está em cartaz no Museu Judaico de São Paulo, com a exposição Botannica Tirannica - e vale lembrar que você tem até dia 18 de setembro pra visitar. Apresentação: Anita Efraim e Amanda Hatzyrah.
Assista ao vídeo.
Nesses vários anos de 'E eu com isso?', já falamos sobre diversos temas. E sempre vale a pena lembrar dos grandes pensadores do judaísmo. Um deles é o grande filósofo judaico, o rabino Abraham Joshua Heschel, que marcou o século XX. Sua principal área de interesse era a ponte entre o judaísmo e a sociedade contemporânea, discutindo assuntos como ética e envolvimento político.
Durante o auge da luta pelos Direitos Civis, o Dr. Martin Luther King liderou uma marcha de Selma, Alabama, a Montgomery, Alabama. Uma das pessoas que participou dessa marcha ao lado de King foi o exatamente ele: o rabino Abraham Joshua Heschel.
Seu legado é mantido hoje por sua única filha, Susannah, que é presidente do departamento de Estudos Judaicos no Dartmouth College. Como Guggenheim Fellow, ela recebeu cinco doutorados honorários e bolsas da Fundação Ford, Fundação Carnegie, Centro Nacional de Humanidades dos EUA.
Em parceria com a comunidade Shalom, temos o prazer em recebê-la online para um bate-papo. Apresentação: Ana Clara Buchmann.
Esta conversa é em inglês. Uma versão legendada estará disponível no canal do IBI do YouTube.
Após o primeiro-ministro da Itália Mario Draghi perder o comando do Parlamento e renunciar, ficou estabelecido que o país passaria por novas eleições. No dia 25 de setembro, os italianos irão às urnas escolher um novo mandatário. E a perspectiva é preocupante. As pesquisas apontam que o partido Irmãos da Itália desponta como favorito para assumir o comando do país. Se a legenda vencer, será a volta da extrema-direita ao comando da Itália. Nosso convidado é Fábio Gentile, doutor em Filosofia e Política pela Universita Degli Studi di Napoli L'orientale e professor da Universidade Federal do Ceará. Ele desenvolve pesquisas sobre o neofascismo italiano e o pensamento autoritário brasileiro, do século XX aos dias atuais. Apresentação: Anita Efraim e Ana Clara Buchmann.
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