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Desde o início da guerra da Rússia, surgiram diversas narrativas sobre esse conflito. Da parte de pessoas do espectro ideológico da esquerda, uma das mais fortes foi a comparação do que faz a Rússia com a Ucrânia com o que faz Israel com a Palestina - mas as sanções contra a Rússia seriam muito mais fortes do que contra Israel. Outra argumentação que apareceu nas redes sociais foi sobre Israel ser nazista. Há quem argumente que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky não poderia ser responsável pela “nazificação da Ucrânia”, mas pessoas de esquerda rebatem: para elas o que Israel faz contra os palestinos é nazista. Daí pras ofensas e estereótipos chegarem aos judeus, é um passo. Aqui no “E eu com isso?”, a gente já falou várias vezes sobre esse antissemitismo mais clássico, vindo da direita, aquele que tem raízes nazistas. Mas não é só daí que vem o preconceito. A esquerda progressista, de forma corriqueira, reproduz teorias conspiratórias anti-judaicas, fazendo com que a gente se lembre que, dificilmente, há um lugar seguro. Nosso convidado é Gabriel Carvalho, graduando em ciências sociais pela Universidade do Vale do São Francisco e pesquisador da temática do antissemitismo e segunda escravidão. Apresentação: Anita Efraim e Ana Buchmann.
Conhecido como o "carnaval judaico", até pela proximidade das datas, Purim é a festa que celebra a vitória dos judeus sobre os persas, no século 4 antes da era comum. Esse chag, ou festa judaica, é uma daquelas que se encaixam perfeitamente na anedota do "tentaram nos matar, não conseguiram, vamos comer". Hoje não falaremos muito de Haman, do rei Ahasuerus ou mesmo de Mordechai, tio de Esther. Hoje falaremos da rainha Vashti, uma personagem que aparece tão rápido quanto desaparece da narrativa, e da própria Esther, que apesar de dar nome ao livro, não é representada como protagonista da própria história. É possível compreender e celebrar Purim a partir de uma perspectiva feminista? Nossa convidada é Andrea Kulikovsky, Estudante de Rabinato no Instituto Iberoamericano de Formação Rabínica Reformista, assistente de Rabinato da Associação Religiosa Israelita do Rio de Janeiro, bacharel em Direito e membro do International Youth Committee da WPJ e da comissão de revisão do Plaut Chumash para o Português. Apresentção: Anita Efraim e Amanda Hatzyrah.
Na última semana, as notícias são praticamente monotemáticas: só se fala no conflito entre Rússia e Ucrânia. Israel assumiu uma posição clara e condenou a invasão de tropas de Vladimir Putin ao território ucraniano. Além disso, a Ucrânia chegou a pedir para Israel mediar a situação. Mas qual a relação prévia entre Israel e a Rússia? Como o país está lidando com essa crise mundial? Nossa convidada hoje é Daniela Kresch, jornalista, correspondente internacional em Israel da Folha de S. Paulo e da Rádio França Internacional, além de colaboradora do IBI. Apresentação: Anita Efraim e Ana Clara Buchmann.
No último dia 18, estreou a quarta temporada da série The Marvelous Mrs. Maisel. A série é a mais premiada do serviço de streaming da Amazon e está sendo exibida em mais de 240 países ao redor do mundo. Só pra você ter ideia, a série já ganhou 20 prêmios Emmy com 54 indicações nas suas três primeiras temporadas. E um aviso: se você ainda não viu a série, é provável que se depare com alguns spoilers durante a nossa conversa, então fica por sua conta e risco. Se você acompanha a série, sabe como os elementos que retratam uma herança judaica ficam em evidência, seja nas expressões em ídiche, muitas delas incorporadas à língua inglesa até hoje, nas referências culinárias, ou pelas paisagens das Montanhas Catskill, onde Midge passa todos os verões com a família. No episódio de hoje, nós três, Amanda Hazyrah, Ana Clara Buchmann e Anita Efraim, vamos bater um papo sobre a Mrs. Maisel, mas também sobre a incorporação do judaísmo dentro da cultura norte-americana.
Na Idade Média, especialmente na órbita do Islã, era comum que judeus praticassem a astrologia. Um conhecimento profundo desta arte é evidenciado no Zohar e no Sefer Raziel, e a astrologia é frequentemente referida na poesia litúrgica medieval, nas obras de poetas como Kalir e Ibn Gabirol. Nesse episódio, nosso papo é sobre um dos assuntos preferidos dos millenials, a astrologia, além de curas e outras místicas. Convidamos para esse episódio a Rafaela Tempel, que mora em Israel, é Terapeuta de Energy Healing, Kinesiologia e especialista em espiritualidade judaica.
O termo “apartheid” ganhou notoriedade durante o século 20, por causa do regime de segregação racial que vigorava na África do Sul, quando negros eram impedidos de acessar os mesmos direitos que os brancos. Recentemente, esse termo passou a ser usado por críticos de Israel. A alegação é de que os palestinos e árabes israelenses - assim com os negros sul-africanos - vivem em um regime de segregação, sem os mesmos direitos. No dia 1o de fevereiro, a ONG britânica Anistia Internacional publicou um relatório acusando Israel de estabelecer um regime de apartheid. Esse é nosso tema neste episódio: o uso do termo apartheid é preciso? Nosso convidado hoje é Omar Ribeiro Thomaz, ele que é professor livre-docente do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social e do Programa de Pós-Graduação em História na Universidade Estadual de Campinas, e também coordena o Centro de Estudos de Migrações Internacionais na mesma universidade.
Se não houvesse uma cultura de cancelamento hoje em dia, quase daria para acreditar que a Folha postou o artigo de Antonio Risério para se aproveitar de um assunto polêmico. O autor tentou aplicar uma lógica de "racismo reverso", no qual exibiu uma suposta frente organizada de negros contra brancos, e seu envolvimento com o antissemistimo. Resultado: a Folha saiu bem machucada. Ao utilizar o antissemitismo para legitimar a existência de um “racismo preto antibranco”, o autor colocou os judeus como parte do coletivo branco e descreveu o antissemitismo como uma das consequências desse racismo reverso - o que nos leva ao episódio de hoje. Nossos convidados são a professora Rosiane Rodrigues, que é doutora em antropologia pela UFF, e o Daniel Duek, que vocês já conhecem, cientista social, Mestre em Letras pelo programa de Estudos Judaicos e Árabes da USP e diretor do IBI. Apresentação: Ana Clara Buchmann e Amanda Hatzyrah.
No dia 27 de janeiro de 1945, o campo de concentração de Auschwitz foi libertado pelos russos. Esse dia marca, no calendário internacional, o Dia Internacional da Memória do Holocausto. A gente sempre fala sobre a shoá, o genocídio dos judeus aqui no “E eu com isso?”, porque a gente precisa sempre repetir: “nunca mais”. Mas falar “nunca mais” exige que a gente vá além, que a gente pense em genocídio além do genocídio do nosso povo. Por isso, a gente vai aproveitar a data pra falar do genocídio de outro povo, que, de certa forma, chegou até a inspirar a morte em massa de judeus durante o regime nazista. Hoje, vamos falar sobre o genocídio armênio. Nosso convidado é o Sarkis Sarkissian, professor dos cursos de 'Arte e Cultura Armênia', 'Língua Armênia Clássica I, II, III e IV' e 'Língua Armênia Ocidental' na Universidade de São Paulo, onde também é mestrando.
Logo mais entraremos no período de volta às aulas, e não poderíamos deixar de aproveitar o gancho para falar um pouco sobre educação e escolas judaicas. Educação sempre foi tema importante no judaísmo, na tradição judaica os mais velhos têm a obrigação de transmitir os conhecimentos para os mais novos. Na Torá e em outros livros considerados sagrados, não faltam exemplos e alusões à importância do recebimento e da transmissão de conhecimentos entre indivíduos. Você que está ouvindo a gente, sabe como funciona uma escola judaica? Já se perguntou quais são as características, similaridades e se há muitas diferenças quando comparamos com outras escolas? E mais do que isso, quais são os desafios que envolvem construir um ensino judaico significativo para as crianças e jovens do século XXI? Nossos convidados são Gabriel Douek, pedagogo e professor de educação infantil e Jacques Griffel, presidente do Conselho Deliberativo do Renascença e membro do Vaad haChinuch da Federação Israelita do Estado de São Paulo, a Fisesp, e também faz parte de um grupo que representa o Museu Yad Vashem em São Paulo. Apresentação: Amanda Hatzyrah e Ana Clara Buchmann.
Começamos o ano de 2022 com a notícia de que a surrogacia, prática popularmente conhecida como "barriga de aluguel", foi aprovada para casais gays em Israel, entrando em vigor a partir do dia 4 de janeira. No entanto, a medida, que parecia ser mais uma conquista para a comunidade LGBTQIA+, passou a ser criticada por setores feministas da sociedade israelense, a partir de uma questão complexa que, até então, não estava na pauta: como ficam as mulheres e pessoas com útero depois de passar por esse processo? Dá para dizer que é uma questão de escolha quando, na maioria das vezes, essas mulheres se submetem ao procedimento por necessidade financeira? E, para além dos efeitos físicos, quais são os efeitos mentais e os impactos nas relações sociais dessas pessoas? O assunto de hoje é bastante delicado e merece uma discussão mais aprofundada, por isso, temos dois convidados, a Elisa Tetelbom Schucmann, ela é judia, lésbica, médica gineco-obstetra, mae da Sofia. E também o Márcio Albino, que é jornalista, gay, esteve educador social de HIV/Aids no Grupo Dignidade e já foi diretor de comunicação da Aliança Nacional LGBTI+ (@aliancalgbti). É idealizador dos Voluntários Arco-Íris (@voluntariosarcoiris), organização comunitária LGBTQIA+ em Curitiba (PR). Prestou assessoria LGBT+ para o Museu do Holocausto de Curitiba e está como consultor LGBT+ do Memorial do Holocausto do Rio. Os dois são ativistas lgbtqia+ e fazem parte do coletivo Ga'avah. Apresentação: Amanda Hatzyrah e Anita Efraim
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