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Nas duas últimas semanas do ano de 2021, a TV Globo exibiu a minissérie “Passaporte para a liberdade”. A produção promete contar a história de Aracy de Carvalho. O roteiro mostra a história de uma funcionária do consulado de Hamburgo, na Alemanha, que teria concedido vistos para judeus alemães fugirem. Aracy de Carvalho tem, inclusive, o título de “justa entre as nações”, ou seja, é uma pessoa que não é judia e que teria arriscado a vida para ajudar judeus a se salvarem. Acontece que há contestações sobre os mitos que foram criados ao redor da história do consulado de Hamburgo. Nossos convidados são Fabio Koifman, doutor em história e professor Associado da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, e Rubens Glasberg, jornalista e escritor, autor do livro “Os Indesejados: Uma História de Refugiados no Tempo do Nazismo”. Pra escrever o livro, acompanhou de perto as políticas do Estado Novo e da Europa em relação à imigração de judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Apresentação: Ana Clara Buchmann e Anita Efraim.
Na semana passada, ouvimos uma fofoca que deu o que falar. O Trump, que já não é flor que se cheire, resolveu cavocar no baú do seu governo, sua frustração com Bibi Netanyahu. As manchetes disseram, então, "Vai se fod**r, Netanyahu". Essa frase veio numa entrevista na qual o ex-presidente dos Estados Unidos contava mais sobre sua relação com o premiê israelense, e sua decepção ao ver que Israel foi o primeiro país a felicitar Biden pela vitória nas eleições. Então... Como estão as relações exteriores de Israel no momento? Nossa convidada hoje é a Daniela Kresch, jornalista, correspondente em Israel da Folha de São Paulo e da rádio França Internacional em português e colaboradora do IBI. Apresentação: Ana Buchmann e Amanda Hatzyrah
Hoje em dia é quase impossível encontrar alguém que não tenha lido ou que não saiba, ao menos, do que se trata o Diário de Anne Frank. No primeiro semestre de 2021, sua edição em HQ sofreu boicote de pais de alunos de um famoso colégio privado em São Paulo, que consideraram trechos da obra, especialmente aqueles em que Anne expressa curiosidade diante de sua sexualidade, inadequados. E essa não foi a primeira vez. Recentemente, o nome da menina judia, morta em um campo de concentração, também esteve entre os assuntos mais comentados do twitter. Mas por que uma obra escrita há décadas por uma garota de 13 anos mobiliza tanto, ainda hoje, os ânimos das pessoas? Qual a sua real mensagem e o que podemos aprender com Anne Frank para o século XXI? Nossos convidados são Thais Lancman, que é escritora, mestre em Literatura Judaica pela USP e doutora em Literatura Comparada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie - e também finalista do prêmio Oceanos com o livro Pessoas Promíscuas de Águas e Pedras. E o Paulo Werneck, editor da revista Quatro Cinco Um e também apresentador do podcast 451 MHz. Apresentação: Anita Efraim e Amanda Hatzyrah.
Leia AQUI a resenha de Thais Lancman de "Querida Kitty"
Leia AQUI o artigo de Conceição Evaristo sobre "O Diário de Anne Frank"
Logo no início do 'E eu com isso', fizemos vários episódios tentando explicar as diferentes correntes do judaísmo e de onde elas vieram. Quase como um be-á-bá de afiliações e ideologias. Se você precisa refrescar sua memória, pode voltar lá no episódio 26 em diante. Mas nos últimos anos, duas tendências, distintas, mas frequentemente combinadas, passaram a caracterizar os padrões de identidade denominacional dos judeus americanos. Um que podemos chamar de “não denominativo”, no qual os judeus se recusam a ver a si mesmos como alinhados com a Ortodoxia, o Conservadorismo, a Reforma ou o Reconstrucionismo (as principais opções denominacionais disponíveis para os judeus norte-americanos). Em pesquisas sociais, quando questionados sobre sua identidade denominacional, eles respondem, ou são classificados como "apenas judeus", "seculares" ou "qualquer outra coisa judaica". Pra falar desse assunto, nossos convidados são o rabino Natan Freller, que atua na comunidade norte-americana, na comunidade Etz Hayim, e também o rabino Rogério Cukierman, rabino da Congregação Israelita Paulista, que é formado no Hebrew College, que fica em Boston, e é um seminário não denominativo. Apresentação: Ana Clara Buchmann e Anita Efraim.
Você já ouviu o conceito de gastronomia social? É um conceito que vê a gastronomia como uma forma uma ferramenta de combate às desigualdades sociais, à fome e outras mazelas da nossa sociedade. Há alguns anos, talvez parecesse que esse problema tinha diminuído no Brasil, mas o cenário mudou. Em uma situação como que o Brasil vive, é importante a gente conhecer pessoas que são agentes de mudança - e entender como nós podemos ser agentes de mudança também. Nosso convidado pra falar sobre esse tema é David Hertz, empreendedor social, chef e co-criador da Gastromotiva, do refeitório Gastromotiva no Rio de Janeiro, e do movimento de Gastronomia Social Global. Apresentação: Amanda Hatzyrah e Ana Clara Buchmann. Esse episódio é uma parceria com a Comunidade Shalom.
Em uma discussão durante o programa “Jornal da Manhã", da Jovem Pan, entre José Carlos Bernardi e Amanda Klein, o comentarista relacionou o sucesso econômico da Alemanha do século XXI com a morte sistemática de judeus. A fala de José Carlos Bernardi foi antissemita. Algumas pessoas acusaram ele de sugerir que o Brasil matasse judeus pra enriquecer - mas é preciso ser honesto, não foi isso que aconteceu. Foi antissemita por imputar aos judeus aquele estereótipo de serem ricos e capazes de resolver problemas econômicos, além de ser uma prática de revisionismo história. Bernardi pediu desculpas e foi demitido. Nossa convidada é Amanda Klein, jornalista e comentarista política da RedeTV! e Jovem Pan. Apresentação: Anita Efraim e Ana Clara Buchmann.
O terrível ano de 2021 nem acabou e a gente já precisa falar sobre 2022. O próximo ano será marcado por disputas políticas pesadas, polarizadas, com disputas de narrativas e decisões que devem alterar as vidas da população. E não, não estamos falando da eleição presidencial só do Brasil, mas também da França. Um sinal vermelho se acende quando falamos de Eric Zemmour, candidato de extrema-direita francês - ainda mais extremo que a família Le Pen, marca da direita francesa. E talvez você esteja se perguntando: E eu com isso? Zemmour é judeu, e esse atributo tem sido usado por ele na pré-campanha eleitoral. Nossos convidados são Miguel Lago, cientista político e professor da escola de assuntos públicos da Sciences Po, em Paris, e da Escola de Assuntos Internacionais e Públicos da Universidade de Columbia, em Nova York, e diretor do IEPS, Instituto de Estudos para Políticas de Saúde. E Michel Gherman, professor de História na Universidade Federal do Rio de Janeiro, coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Estudos Judaicos da UFRJ, pesquisador da Ben Gurion University e Diretor Acadêmico do Instituto Brasil-Israel. Apresentação: Anita Efraim e Amanda Hatzyrah.
Todas as grandes metrópoles do mundo têm um museu judaico pra chamar de seu. São Paulo não tinha, até agora, mas isso vai mudar a partir do próximo dia 5 de dezembro, com a abertura do novo Museu Judaico de São Paulo, no prédio do antigo Templo Beth-El, que foi restaurado e transformado para abrigar o que promete ser a maior instituição do Brasil a contar a história da vida judaica no país. Você já se perguntou como funciona a mobilização para abertura de um museu, da concepção de valores até o momento de colocar a mão na massa? Já pensou no desafio que é remar contra a maré para preservar a memória e cultura de um povo milenar? No episódio de hoje, vamos conhecer um pouco dos bastidores dessa grande inauguração. Nosso convidado hoje é o Felipe Arruda, diretor executivo do Museu Judaico de São Paulo. Apresentação: Anita Efraim e Amanda Hatzyrah.
Entre os dias 31 de outubro e 12 de novembro acontece a COP26, a conferência do clima, em Glasgow, na Escócia. Mais de 190 países vão se reunir para debater como frear a mudança climática. Como cada um pode contribuir para impedir que o mundo sofra as duras consequências do aumento de temperatura. Por que hoje todo mundo precisa se importar com a mudança climática? E como o judaísmo olha para o cuidado com o mundo e para o excesso de emissões de carbono na atmosfera? Nossos convidados hoje são Rubens Harry Born, engenheiro civil com especialização em engenharia ambiental, mestre e doutor em Saúde Pública, advogado com atuação em direito ambiental, e o rabino da comunidade Shalom, Adrian Gottfried. Apresentação: Anita Efraim e Ana Clara Buchmann. Esse episódio é uma parceria com a Comunidade Shalom.
Pela primeira vez, a Organização dos Estados Americanos, a OEA, tem uma pessoa cujo trabalho é se dedicar a monitorar e combater o antissemitismo. Outros lugares do mundo, como a União Europeia, os Estados Unidos e o Canadá já tinham esse posto. Será que a criação desse cargo é um sinal positivo ou negativo? Quer dizer que a organização está atrasada ou que o tema piorou tanto que é preciso ter ainda mais atenção? Nosso convidado é Fernando Lottenberg, advogado e primeiro comissário da Organização dos Estados Americanos para o combate e monitoramento do antissemitismo. Apresentação: Amanda Hatzyrah e Ana Clara Buchmann.
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