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Não será a primeira nem a última vez que falaremos sobre manifestações de ódio contra minorias aqui no podcast. Recentemente trouxemos uma importante discussão sobre as diversas faces do antissemitismo na atualidade, o que nos fez refletir sobre qual o papel dos judeus e judias brasileiros em outras lutas, mais especificamente na luta antirracista. A intenção não é nem de longe atribuir à comunidade judaica um status de elevação moral, afinal, como gostamos de lembrar sempre em discussões como essa, Auschwitz não foi escola de direitos humanos. O que pretendemos propor, além da reflexão, é que cada vez mais a gente possa se ver como aliados na luta antirracista, porque, como já disse a escritora Conceição Evaristo, o racismo não é um problema que cabe à população negra resolver. Nossa convidada é Lia Vainer Schucman, doutora em Psicologia Social pela USP, professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina. Apresentação: Ana Buchmann e Amanda Hatzyrah.
A comida talvez seja um dos elementos que mais une pessoas ao redor do mundo. Quem não gosta de reunir amigos e familiares em torno de uma mesa bem servida? E essa ideia é um elemento fundamental no filme "Abe", do diretor Fernando Grostein Andrade, que estreou dia 5 de agosto nos cinemas. O longa conta a história de Abe, um menino de 12 anos que mora no Brooklyn, em Nova York, com a mãe judia de origem israelense e o pai palestino de origem muçulmana. O garoto é aprendiz de um chef de cozinha brasileiro, ama gastronomia e tenta se valer disso para manter sua família unida. A ideia hoje é bater um papo sobre a relevância de tratar as nuances da religiosidade na vida de uma pessoa, o papel da comida na formação cultural e a importância da tolerância. Nosso convidado é Fernando Grostein, diretor de "Abe". Apresentação: Amanda Hatzyrah e Anita Efraim.
Nos últimos dias, o mundo judaico esteve cheio de notícias. Foi tanta coisa acontecendo que a gente achou que não dava pra resumir todos esses assuntos num pequeno bloco no fim do programa. Por isso, hoje, em vez de a gente se aprofundar em um tema só, vamos falar de vários assuntos que movimentaram a vida dos judeus no Brasil e em todo o mundo. Teve o presidente Jair Bolsonaro se reunindo com uma parlamentar alemã de extrema-direita, teve a decisão da empresa Ben & Jerry’s de parar de vender sorvete nos territórios ocupados e, por fim, teve a polêmica da ferramenta israelense Pegasus, usada em todo o mundo para espionar autoridades muito relevantes. Nosso convidado é João Miragaya, historiador, editor do Conexão Israel e participante do podcast “do lado esquerdo do muro”.
A história é a seguinte: uma mulher de uma comunidade ultra ortodoxa de Nova Iorque decide aos 40 anos, deixar seu mundo definido pela religião para começar de novo no mundo secular. Sem um histórico de educação formal, ela lança sua própria linha de sapatos, se torna diretora criativa da La Perla, marca italiana de lingerie, e eventualmente, se torna CEO da Elite Models. Em resumo, essa é a história de Julia Haart, a estrela do reality show Minha Vida Nada Ortodoxa, disponível no Netflix. Esse é o tema do nosso episódio, dividido em duas partes: falamos com Marcela Zanetti, jornalista e apresentadora do podcast Pod Assistir e com Camila Assayag, brasileira ultraortodoxa que vive em Israel. Apresentação: Anita Efraim e Ana Buchmann.
A luta não é entre antissemitas e judeus. A luta é entre antissemitas e qualquer um que acredite em valores de equidade, justiça e liberdade”. Essa frase foi dita pelo Ministro das Relações Exteriores de Israel, Yair Lapid, em um discurso em 14 de julho de 2021. O antissemitismo e o ódio aos judeus, pra muitos, parece coisa do passado, mas não é. Os casos de violência e ataques contra judeus em todo mundo aumentam e geram grandes preocupações e, claro, medo. Como o antissemitismo se modernizou? O que mudou nele ao longo dos anos? E por que ele continua tão atual? Nossa convidada é Maria Luiza Tucci, doutora em História Social pela USP, livre-docente pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humana da USP, pesquisadora de temas como holocausto, autoritarismo, antissemitismo e memória, autora de diversos livros, como “Dez mitos sobre os judeus”, “ O Anti-semitismo nas Américas: História e Memória”, entre outros. Apresentação: Amanda Hatzyrah e Ana Buchmann.
Os judeus chegaram à Polônia muito antes do holocausto. Nos anos 1000 Depois de Cristo, o rei Boleslaw III encorajou uma imigração judaica para apoiar o comércio do país, e daí em frente a comunidade floresceu e tomou espaço dentro da sociedade e governo polonês. Vários foram os reis que seguiram com acordos de proteção e apoio à comunidade judaica. Não que a gente vá falar sobre judeus na Polônia, mas a gente vai, sim, falar sobre ser amigo do rei. A Polônia não é nem o primeiro nem o último caso de alinhamento entre judeus e governos vigentes. Hoje, essa prática é definida como lobby. Sim, já existia o lobby antes mesmo dessa palavra existir. Mas o que é esse lobby judaico hoje em dia? Como ele influencia a política comunitária? Nosso convidado é Milton Seligman, professor do Insper, Global Fellow do Woodrow Wilson Center’s Brazil Institute e ex-ministro da Justiça e foi diretor da Conib durante 6 anos. Apresentação: Anita Efraim e Amanda Hatzyrah.
A sexualidade é um grande tabu na comunidade judaica. Não é só sobre a orientação sexual de cada um, mas a sexualidade em si, como cada pessoa entende e conhece o próprio corpo e a relação com o outro. E o que isso tem a ver com religião? Será que viver em uma comunidade religiosa inibe nosso interesse na sexualidade? Por um lado, o ato sexual é uma mitzvá no judaísmo. Por outro, há, supostamente, diversas proibições nas leis judaicas sobre relações sexuais sem o objetivo de reprodução. Afinal, como judaísmo e sexualidade se relacionam? Nosso convidado é o rabino Nilton Bonder, que lançou recentemente o livro "Cabala e a Arte de Apropriação do Sexo". Esse episódio é uma parceria com a comunidade Shalom. Apresentação: Anita Efraim e Ana Buchmann.
É verdade que Israel não é o primeiro país que a gente pensa quando fala em futebol. E talvez você nem soubesse que o país tem futebol feminino, mas essa é uma modalidade que está crescendo no mundo inteiro. Israel tem sua liga nacional de futebol feminino e atrai até mesmo jogadoras sul-americanas para serem reforços para as equipes locais. Temos duas convidadas e o programa vai ser dividido em duas partes, com duas jogadoras de vivências diferentes. Primeiro, a gente conversa com a Kelly Santana, jogadora do Hapoel Beer Sheva e ex-jogadora do Santos Futebol Clube, e, depois, com a Yael Katz, jogadora do Beitar Jerusalém. Apresentação: Anita Efraim e Amanda Hatzyrah
Ser ativista no mundo digital não é uma coisa nova, mas é verdade que as redes sociais têm tido um papel cada vez mais relevante quando se trata de manifestação política, sobretudo em tempos de pandemia e isolamento social. Com elas é possível disseminar ideias, fortalecer causas, compartilhar informações, dentre outras infinitas possibilidades. Mas qual o real impacto dessa atuação nas redes no mundo real? São milhares de postagens, áudios, stories, links e outros tipos de conteúdos publicados nesses espaços todos os dias. Nos últimos anos, grandes atos e manifestações de rua foram organizados a partir da internet, por exemplo. Agora, com a pandemia, muitos de nós se perguntam se é mesmo possível se manifestar politicamente sem sair de casa. Compartilhar uma hashtag, um story faz alguma diferença? Nosso convidados são Creomar de Souza, que é analista político, fundador da consultoria dharma e professor convidado da fundação Dom Cabral. E Julia Pires, especialista em mídias sociais, formada em relações públicas pela Casper Libero. Apresentação: Ana Buchmann e Amanda Hatzyrah
As religiões, em geral, são entendidas como sendo conservadoras e incapazes de acompanhar as mudanças da sociedade. Mas, nem sempre é assim. Tem gente que luta muito para que a religião seja capaz de acolher a todos, mesmo que os desafios sejam grandes. Junho é o mês do orgulho LGBT e esse é nosso assunto de hoje no “e eu com isso?”, podcast do Instituto Brasil-Israel. Além da nossa conversa hoje, ao longo desse episódio você também vai ouvir alguns depoimentos de judeus LGBTs e como eles se veem dentro da comunidade judaica. Nosso convidado é Diego Vovchuk, rabino argentino, formado pelo seminário rabínico latinoamericano Marshall Meyer, diretor de relações institucionais do mesmo seminários e rabino da comunidade Or Israel, em Buenos Aires. Apresentação: Anita Efraim e Ana Buchmann. Esse episódio é uma parceria com a comunidade Shalom.
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