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  • "Ama Glória": Filme sobre imigrante cabo-verdiana estreia em França
    Estreia a 30 de Agosto em França "A ma Glória", filme da francesa Marie Amachoukeli. A história, rodada essencialmente na ilha de Santiago, tem como protagonista Glória, ama cabo-verdiana em França. Esta acaba por voltar para a sua terra natal, deixando desamparada a pequenina Cléo, disposta a tudo para reaver a companhia da sua principal referência feminina adulta. Um drama ligado à infância e à imigração que estreou em Cannes na "Semaine de la critique" em Maio passado.
    12 min
  • A luta pelo teatro no Festival OFF Avignon

    O Festival OFF Avignon, paralelo ao Festival de Avignon, apresenta, este ano, quase 1500 espectáculos. Avignon é em Julho uma cidade-teatro, com dezenas de salas abertas para o evento, milhares de pessoas que rumam aos teatros e centenas de profissionais a tentarem sobreviver. O encenador, actor e produtor Renato Ribeiro vai há cerca de 30 anos a Avignon e falou-nos sobre a sua luta.

    As ruas da cidade estão forradas de cartazes atados por cordéis a anunciarem todo o tipo de peças. De manhã à noite, são os mesmos que sobem ao palco que deambulam nas ruelas para convencerem os que por ali passam a irem vê-los. O ritual repete-se diariamente e é a parte visível dos bastidores deste evento que ocorre paralelamente ao IN, o Festival de Avignon fundado por Jean Vilar em 1947. O Festival OFF nasceu em 1966 e é um dos maiores festivais de teatro na Europa. Este ano, junta quase 1500 espectáculos, em 141 salas, entre 7 a 29 de Julho.

    O português Renato Ribeiro vai ao OFF há mais de 30 anos, como actor, encenador e/ou produtor. Para ele, Avignon é uma vitrina e também o espaço onde se assinam contratos para a próxima temporada. Um grande mercado do teatro, feito de muito investimento e que, segundo ele, só dá frutos quando se é presença habitual e se conhece toda a rede de programadores.

    “Avignon não é só um festival, também é um mercado, o maior na Europa, onde a gente consegue mostrar os nossos espectáculos para as salas a nível nacional e que são bastantes. Só cá em Avignon é que a gente consegue ter esta vitrina para mostrar os espectáculos para que os profissionais e os directores de salas possam ver, gostar e comprar”, conta Renato Ribeiro, no café do teatro Le Cabestan onde apresenta uma das suas peças. 

    Este ano, Renato apresenta dois espectáculos que encenou: "Belles Amies" e "G.E.E.K.", a primeira é uma “comédia dramática” e a segunda “uma comédia para toda a família”. Apesar de ser um grande investimento, Renato diz que vale a pena. “Avignon custa muito caro. É um custo muito grande para a produção porque temos os custos de criação, os custos de arrendar uma casa, de alugar o teatro, as deslocações e as comidas. É, no mínimo, 30.000 ou 35.000 euros. As entradas não chegam para a gente ter esse dinheiro. O que é bom para nós é esta vitrina e quantos mais teatros comprarem o espectáculo”, acrescenta.

    Filho de um casal que emigrou para França em 1969, Renato Ribeiro chegou a Tours com quatro anos. A paixão pelo teatro nasceu poucos anos depois e, aos dez, teve uma professora na casa dos pais a tentar convencê-los a deixarem o filho entrar numa peça de teatro da sua companhia. “Foi o meu primeiro contrato de actor. Aos 10 anos. E fiquei nessa companhia até aos 18”, lembra.

    Depois, foi para outra trupe na Normandia e, depois, Béziers. Seguiu-se Paris, onde foi actor, encenador e, mais tarde, director do espaço “La Comédia”. Entretanto, criou a própria produtora que “produz em média de 45 espectáculos por ano” e, actualmente, vive entre Portugal e França. Lisboa foi a partir de 2012, quando quis conhecer suas raízes e acabou por lá ficar oito anos. Deu aulas de teatro, foi colaborador de uma editora e chegou a trabalhar com Tiago Rodrigues, o actual director do Festival de Avignon, na direcção de actores em língua francesa. Renato também produziu espectáculos e agora, está a tentar abrir caminhos para o cinema a partir de Portugal. Quanto a Avignon, vai continuar a ser a “utopia do teatro popular” e o epicentro do seu trabalho.

    4 min
  • Marina Gomes leva os bairros pobres para o palco de Avignon
    Na fronteira entre dança hip-hop e teatro, o espectáculo de dança 'Asmanti [Midi-Minuit] mostra a vida nos bairros pobres. Esta é uma peça assumidamente política de Marina Gomes, coreógrafa e bailarina, para quem é uma conquista “levar o bairro para a cena” de Avignon. O objectivo é lutar contra o olhar exterior que “desumaniza” as pessoas que vivem nesses bairros. O espectáculo está no Festival OFF Avignon até 20 de Julho.
    9 min
  • Avignon: A dança cria pontes entre mundos intransponíveis
    O espectáculo de dança “Relative World”, que está no Festival Off Avignon até 27 de Julho, conta uma história de “amor em mundos paralelos”. O resumo é feito pela bailarina portuguesa Aline Lopes que contracena com Kim Evin na peça encenada por Manon Contrino e Toufik Maadi. Em palco, Aline Lopes e Kim Evin dançam o luto, lutam pela reunião, gritam saudade e criam um espaço para reinventar uma vida onde a morte aconteceu.
    11 min
  • Cartas de amor entre Albert Camus e Maria Casarès voltam a Avignon
    A actriz portuguesa Teresa Ovídio está pelo terceiro ano consecutivo no Festival OFF Avignon com a peça “Camus-Casarès, une géographie amoureuse”. O espectáculo conta a história de amor entre o escritor Albert Camus e a actriz Maria Casarès, a partir das 865 cartas que eles trocaram entre 1944 e 1959. A adaptação ao teatro é de Teresa Ovídio e Jean-Marie Galey, a mesma dupla que incarna esta história encenada por Elisabeth Chailloux.
    13 min
  • "A imaginação é uma arma" no "Jardim das Delícias" de Avignon
    “Le Jardin des Délices”, do encenador francês Philippe Quesne, é descrito pelo Festival de Avignon como “uma epopeia retrofuturista, entre bestiário medieval, ficção-científica ecológica e western contemporâneo”. Este é “um jardim das delícias” surrealista, num espaço natural, e inspirado numa pintura de Jérôme Bosch. Um dos actores é o português Nuno Lucas que canta “Inquietação”, de José Mário Branco, porque diz que o espectáculo é “uma viagem pela imaginação” e “a imaginação é uma arma”.
    16 min
  • Humor franco-português de David Castello-Lopes em Avignon
    O jornalista e humorista franco-português David Castello-Lopes está no Festival Off Avignon com o seu primeiro espectáculo, “Autêntico”, até 29 de Julho. A solo, David Castello-Lopes fala sobre o que é suposto ser “autêntico” e “verdadeiro” e brinca com clichés associados aos portugueses que vivem em França e de que ele também foi alvo.
    13 min
  • Em Avignon, dança-se o luto debaixo das estrelas
    “L'œil nu”, de Maud Blandel, é um espectáculo que fala sobre memória, em que a coreógrafa franco-suiça aborda a morte do pai a partir de explosões de estrelas e questiona o tempo que passa e o que dele fica. A peça, que está no Festival de Avignon de 10 a 16 de Julho, é um poema íntimo e colectivo que conta com a portuguesa Ana Teresa Pereira entre os seis bailarinos que investem o claustro de La Chartreuse de Villeneuve les Avignon. Ana Teresa Pereira falou com a RFI sobre o espectáculo.
    8 min
  • Em Avignon, dança-se o luto debaixo das estrelas
    “L'œil nu”, de Maud Blandel, é um espectáculo que fala sobre memória, em que a coreógrafa franco-suiça aborda a morte do pai a partir de explosões de estrelas e questiona o tempo que passa e o que dele fica. A peça, que está no Festival de Avignon de 10 a 16 de Julho, é um poema íntimo e colectivo que conta com a portuguesa Ana Teresa Pereira entre os seis bailarinos que investem o claustro de La Chartreuse de Villeneuve les Avignon. Ana Teresa Pereira falou com a RFI sobre o espectáculo.
    8 min
  • “Je suis Tigre”: Acrobacia poética e política contra a xenofobia
    O espectáculo infantil “Je suis Tigre”, de Florence Bernad, está no Festival Off Avignon até 22 de Julho. Esta é uma história contada através da dança, da acrobacia e do desenho que fala sobre migração, refugiados, guerra e amizade. Em palco, dois artistas interpretam Marie e Hichem: ela vive num mundo pacífico, ele fugiu à guerra. “O espetáculo é bastante político", resume a portuguesa Rita Carmo Martins, que interpreta Marie.
    12 min

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