e se orgulha de eu não ouvir isso da sua boca,
a si mesmo renega os próprios sentimentos,
fazendo essa cara blasé de homem racional,
você acredita ter o controle de tudo,
e mesmo nas frias madrugadas
quando não é mais possível aturar,
o seu coração salta a cadeia de montanhas geladas
que você construiu em torno de si,
na primeira calmaria você se esquece do próprio
não abandona essa fé de ser um homem sem fé no amor,
perdido a esmo, você aceita fácil demais o seu fim,
que você não consegue encarar,
com seu ar de propriedade
você esconde a minha saudade,
tenta escapar da verdade;
não se atreve a dar um passo,
no fundo, eu tenho muito ainda tem muito espaço
nesse peito gelado para me sentir