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A trajetória de um pai caminhoneiro, que passou 50 anos de sua vida pelas estradas no país é contada pelo filho, José Henrique Bortoluci no ensaio biográfico "O que é meu", lançado pela editora Fósforo.
Durante um período da pandemia do covid-19, o sociólogo e escritor -- nosso entrevistado de hoje -- sentou para ouvir o pai, José Bortoluci, para relembrar as histórias que haviam preenchido seu imaginário durante a infância e adolescência, quando o pai voltava de viagens de um mês, um mês e meio, pelos Brasil dos anos 1960, um período de ditadura militar.
Essas conversas aconteceram quando o pai tratava também um câncer. "A escuta e a necessidade do cuidado criaram pontes entre nós dois que são um grande presente da vida. Hoje eu acho que uma das grandes coisas que eu tiro desse livro foi esse aprofundamento muito grande da relação com meu pai", diz a Gama.
O livro do José Henrique Bortoluci já era um fenômeno editorial antes mesmo de ser lançado, no começo de 2023. Doze países vão publicar o título, que se encaixa no gênero de autoficção.
Esse é o primeiro livro do autor, que é doutor em sociologia pela Universidade de Michigan em desde 2015, leciona na Fundação Getulio Vargas. É um livro que consegue, ao mesmo tempo, tratar de amor, de saudade, da diferença de classe que se formou entre os dois -- o pai caminhoneiro, o filho sociólogo -- e da história do Brasil.
A conversa deste episódio é sobre essa relação pai e filho, sobre distanciamentos e aproximações e sobre uma classe trabalhadora que é essencial na história do país, mas nem sempre é lembrada.
Roteiro e apresentação: Luara Calvi Anic
By Gama Revista5
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A trajetória de um pai caminhoneiro, que passou 50 anos de sua vida pelas estradas no país é contada pelo filho, José Henrique Bortoluci no ensaio biográfico "O que é meu", lançado pela editora Fósforo.
Durante um período da pandemia do covid-19, o sociólogo e escritor -- nosso entrevistado de hoje -- sentou para ouvir o pai, José Bortoluci, para relembrar as histórias que haviam preenchido seu imaginário durante a infância e adolescência, quando o pai voltava de viagens de um mês, um mês e meio, pelos Brasil dos anos 1960, um período de ditadura militar.
Essas conversas aconteceram quando o pai tratava também um câncer. "A escuta e a necessidade do cuidado criaram pontes entre nós dois que são um grande presente da vida. Hoje eu acho que uma das grandes coisas que eu tiro desse livro foi esse aprofundamento muito grande da relação com meu pai", diz a Gama.
O livro do José Henrique Bortoluci já era um fenômeno editorial antes mesmo de ser lançado, no começo de 2023. Doze países vão publicar o título, que se encaixa no gênero de autoficção.
Esse é o primeiro livro do autor, que é doutor em sociologia pela Universidade de Michigan em desde 2015, leciona na Fundação Getulio Vargas. É um livro que consegue, ao mesmo tempo, tratar de amor, de saudade, da diferença de classe que se formou entre os dois -- o pai caminhoneiro, o filho sociólogo -- e da história do Brasil.
A conversa deste episódio é sobre essa relação pai e filho, sobre distanciamentos e aproximações e sobre uma classe trabalhadora que é essencial na história do país, mas nem sempre é lembrada.
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