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O Presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, está em Paris para acompanhar o início dos Jogos Olímpicos e em entrevista à RFI disse esperar que esta seja uma oportunidade para promover a paz no Mundo. Dos atletas cabo-verdianos, espera o melhor desempenho possível e ter uma medalha "seria muito bom".
RFI: É a primeira vez que um chefe de Estado cabo-verdianos vem acompanhar a Cerimónia de Abertura dos Jogos Olímpicos. Porque decidiu vir?
José Maria Neves: Os Jogos Olímpicos são um momento raro e nesses tempos de conflitos, de guerras geoestratégicas e de algum caos a nível das relações entre Estados e entre as pessoas, é importante estar num espaço que promove a paz e promove a solidariedade, a amizade entre os povos e as pessoas, para além de constituir também o momento importante de de encontro e de busca de possibilidades para o crescimento inclusivo dos países e para a busca de novas avenidas em termos de investimento nas pessoas. Mais educação, mais desporto, mais saúde, etc. Então, é bom estar nesses momentos, nesses bons momentos, para apresentar ao mundo que há sempre oportunidades para a amizade e para a paz.
Pela primeira vez, a equipa olímpica completa reuniu-se na Praia antes dos Jogos e depois vieram para França fazer um estágio. A sua vinda é também um apoio ainda mais pronunciado ao desenvolvimento do desporto e esta equipa olímpica cabo-verdiana?
Cabo Verde está a crescer e esse apoio do Comité Olímpico e das Empresas em Cabo Verde Corresponde efectivamente a esse crescimento do país em todos os domínios. Mas a minha presença demonstra a necessidade de estarmos presentes de Cabo Verde, continuar a apoiar e mas também a possibilidade de abrirmos novas avenidas para o desenvolvimento das indústrias desportivas e de entretenimento. Em Cabo Verde.
Há sete atletas de Cabo Verde. Quais é que são as suas expectativas?
As minhas expectativas é que representem condignamente Cabo Verde. Se vier uma medalha, será muito bom. Mas neste momento é importante essa participação e fazer tudo para ser uma representação condigna de Cabo Verde.
Os últimos Jogos Olímpicos foram em Tóquio. Claro que há a questão do fuso horário, a questão da própria diferença cultural. França é muito mais próxima de Cabo Verde. Como é que em Cabo Verde se estão a viver estes jogos?
Com muita expectativa. Desde logo porque há uma representação mais elevada de Cabo Verde. Há uma maior sensibilização e a proximidade permite também que os cabo-verdianos acompanhem directamente, quase que ao vivo, todas essas manifestações culturais que vão ter lugar e espero que os cabo-verdianos acompanhem mais de perto essas jornadas desportivas olímpicas aqui em Paris.
E a diáspora? França tem uma das maiores comunidades cabo-verdianas no Mundo. A diáspora está também muito entusiasmada?
Sim, pela primeira vez, também é uma experiência para Cabo Verde, que é a abertura da Casa de Cabo Verde nos arredores de Paris e aqui vai permitir o encontro não só de outras nacionalidades, mas também dos cabo verdianos que vivem aqui em França. E eu pude perceber na preparação da minha visita que há também um grande entusiasmo não só em relação aos jogos em si, mas também em relação à participação de Cabo Verde. Os atletas cabo verdianos chegaram antes aqui à França e há já um bom intercâmbio com a comunidade cabo verdiana, que participa ativamente em tudo o que acontece em Cabo Verde do ponto de vista político, económico, social, cultural e desportivo, e constitui uma grande riqueza para Cabo Verde.
Esteve aqui em Paris numa conferência sobre o desporto como factor de desenvolvimento sustentável, como desenvolvimento das populações. O que vemos nos Jogos Olímpicos, infelizmente, é que realmente há uma grande discrepância entre equipas. Não é, Por exemplo, se falarmos de uma equipa dos Estados Unidos, uma equipa do Japão com equipas de países com menos meios, a preparação é muito diferente, as capacidades de treino são diferentes. Como é que se luta contra esta desigualdade?
Em África temos que fazer o nosso trabalho de casa desde logo, investir mais na educação, na saúde e na qualidade nutricional dos nossos cidadãos. Depois, conseguir, através do desenvolvimento da educação, uma forte infraestruturação desportiva e massificar as actividades desportivas e de educação física. Ligar a Educação ao desporto. Imagine se em cada liceu, em cada escola, todos os dias houver actividades desportivas, se houver competições e, portanto, as nossas escolas, os nossos liceus, as universidades poderão transformar-se em laboratórios de formação de atletas de preparação para a alta competição. E também temos de criar as condições para que os atletas, as diferentes equipas, as diferentes modalidades, possam preparar-se. Termos equipamentos para além das instalações, para que as coisas aconteçam e mobilizar parcerias para o financiamento dessas infraestruturas e é criarmos as condições efectivamente para a criação das indústrias desportivas nos nossos países. Isso é fundamental. E essa cimeira apontou nesse sentido. Temos capacidades humanas. As diferentes equipas do mundo demonstram isso e então temos agora que fazer o nosso trabalho de casa e fazer os investimentos que são necessários.
Sai daqui de Paris com algumas pistas sobre como isso pode fazer. O presidente Macron apresentou um documento, mas imagino que toda a gente também tenha tido outras. Partilhar experiências, mas também apresentar outras soluções. Vai daqui com algumas ideias.
Antes da cimeira, todos os chefes de Estado foram convidados a refletir sobre esta matéria. E nós falamos um pouco sobre isso em Cabo Verde. As coisas estão a acontecer. Há as federações, os investimentos que o Governo está a fazer, que os municípios estão a fazer. Mas nós precisamos acelerar o passo, sobretudo na infraestruturação desportiva e na criação de condições para obtermos equipamentos e podermos desenvolver muito mais rapidamente as indústrias desportivas no nosso país. Estamos a investir fortemente na educação, na saúde, na segurança alimentar e são dados que poderão contribuir para um desenvolvimento muito mais produtivo do sector do desporto e da Educação Física em Cabo Verde.
Falou da associação óbvia entre o desporto e a educação, mas desporto e jovens e educação é quase uma tríade indissociável. Sabe-se que muitas vezes o desporto serve também como ferramenta de integração. Sabemos que há graves problemas, por exemplo, na Praia, em relação à criminalidade juvenil ou em relação ao abandono escolar. O desporto como ferramenta é uma saída para os jovens em Cabo Verde?
Nós em Cabo Verde, precisamos de desenvolver mais a criatividade nos bairros. Eu acho que o desporto e a cultura poderão ser dois pilares importantes para termos uma sociedade com amizade social. E é importante pensarmos nisso. Veja, há algumas actividades que podem ser desenvolvidas com infraestruturas e equipamentos mínimos, como os desportos náuticos e aquáticos e temos enormes potencialidades para desenvolvermos desportos náuticos e aquáticos. E então é preciso pensarmos nisso, desenvolver uma visão e catalisar o desenvolvimento deste sector. Mas podemos desenvolver bairros criativos em que as crianças, os jovens e os adolescentes participam em actividades nos seus bairros para terem entretenimento, ocuparem de forma útil os seus tempos livres. O desporto e a cultura e o entretenimento podem servir para combatermos a violência, para reforçarmos o espírito de equipa, para reconhecer o outro, ter a possibilidade de desenvolver boa vizinhança e relações de amizade nas nossas comunidades.
O Senhor Presidente vai estar com a comunidade cabo verdiana aqui. Uma das maiores queixas da comunidade cabo-verdiana, não só em França, mas um pouco em todo o mundo, é a questão dos transportes, a dificuldade de chegar e a dificuldade de cheganfo à Praia, ir até à sua ilha de origem. Eu sei que também é uma dor de cabeça para si, porque já disse isso publicamente. O que é que se pode fazer em relação aos transportes em Cabo Verde neste momento?
Bom, os transportes têm sido um grande calcanhar de Aquiles em Cabo Verde, mas é estratégico para o país. O Governo está neste momento a discutir várias soluções e para os transportes inter-ilhas o Governo está a criar uma empresa para garantir que haja uma maior conectividade entre as ilhas. Tenho dito que esta é uma questão que tem a ver com a competitividade da nossa economia, com a coesão territorial e com a própria segurança nacional. E espero que até ao final deste ano possamos ter já equacionada e resolvida essa questão dos transportes inter-ilhas. Quanto aos transportes aéreos internacionais, também há a busca de um conjunto de soluções e, designadamente, a possibilidade de companhias low cost poderem fazer voos para Cabo Verde. A Easyjet vai começar agora e a ideia é levar também para outras capitais, para além do Sal e da Boavista e podermos assim reduzir os custos. Portanto, a busca de soluções não tem sido fácil, mas eu espero que no horizonte deste ano tenhamos essas questões já resolvidas em termos bilaterais.
Cabo Verde e França mantêm uma relação muito forte. Como é que vê os próximos anos da relação bilateral?
Eu tive um encontro há duas ou três semanas com o senhor director geral da Agência Francesa de Desenvolvimento e estávamos a falar precisamente nisso. É importante dinamizar-mos as coisas. França e Cabo Verde podem ter relações muito mais fortes e a ideia é, nos próximos tempos, fazer tudo para reforçar essas relações bilaterais entre Cabo Verde e França. E é nessa linha que combinamos trabalhar, sensibilizar as autoridades, levar mais autoridades francesas a todos os níveis a Cabo Verde e haver trocas e possibilidades de realização de investimentos. E vamos continuar a trabalhar nessa linha.
By RFI PortuguêsO Presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, está em Paris para acompanhar o início dos Jogos Olímpicos e em entrevista à RFI disse esperar que esta seja uma oportunidade para promover a paz no Mundo. Dos atletas cabo-verdianos, espera o melhor desempenho possível e ter uma medalha "seria muito bom".
RFI: É a primeira vez que um chefe de Estado cabo-verdianos vem acompanhar a Cerimónia de Abertura dos Jogos Olímpicos. Porque decidiu vir?
José Maria Neves: Os Jogos Olímpicos são um momento raro e nesses tempos de conflitos, de guerras geoestratégicas e de algum caos a nível das relações entre Estados e entre as pessoas, é importante estar num espaço que promove a paz e promove a solidariedade, a amizade entre os povos e as pessoas, para além de constituir também o momento importante de de encontro e de busca de possibilidades para o crescimento inclusivo dos países e para a busca de novas avenidas em termos de investimento nas pessoas. Mais educação, mais desporto, mais saúde, etc. Então, é bom estar nesses momentos, nesses bons momentos, para apresentar ao mundo que há sempre oportunidades para a amizade e para a paz.
Pela primeira vez, a equipa olímpica completa reuniu-se na Praia antes dos Jogos e depois vieram para França fazer um estágio. A sua vinda é também um apoio ainda mais pronunciado ao desenvolvimento do desporto e esta equipa olímpica cabo-verdiana?
Cabo Verde está a crescer e esse apoio do Comité Olímpico e das Empresas em Cabo Verde Corresponde efectivamente a esse crescimento do país em todos os domínios. Mas a minha presença demonstra a necessidade de estarmos presentes de Cabo Verde, continuar a apoiar e mas também a possibilidade de abrirmos novas avenidas para o desenvolvimento das indústrias desportivas e de entretenimento. Em Cabo Verde.
Há sete atletas de Cabo Verde. Quais é que são as suas expectativas?
As minhas expectativas é que representem condignamente Cabo Verde. Se vier uma medalha, será muito bom. Mas neste momento é importante essa participação e fazer tudo para ser uma representação condigna de Cabo Verde.
Os últimos Jogos Olímpicos foram em Tóquio. Claro que há a questão do fuso horário, a questão da própria diferença cultural. França é muito mais próxima de Cabo Verde. Como é que em Cabo Verde se estão a viver estes jogos?
Com muita expectativa. Desde logo porque há uma representação mais elevada de Cabo Verde. Há uma maior sensibilização e a proximidade permite também que os cabo-verdianos acompanhem directamente, quase que ao vivo, todas essas manifestações culturais que vão ter lugar e espero que os cabo-verdianos acompanhem mais de perto essas jornadas desportivas olímpicas aqui em Paris.
E a diáspora? França tem uma das maiores comunidades cabo-verdianas no Mundo. A diáspora está também muito entusiasmada?
Sim, pela primeira vez, também é uma experiência para Cabo Verde, que é a abertura da Casa de Cabo Verde nos arredores de Paris e aqui vai permitir o encontro não só de outras nacionalidades, mas também dos cabo verdianos que vivem aqui em França. E eu pude perceber na preparação da minha visita que há também um grande entusiasmo não só em relação aos jogos em si, mas também em relação à participação de Cabo Verde. Os atletas cabo verdianos chegaram antes aqui à França e há já um bom intercâmbio com a comunidade cabo verdiana, que participa ativamente em tudo o que acontece em Cabo Verde do ponto de vista político, económico, social, cultural e desportivo, e constitui uma grande riqueza para Cabo Verde.
Esteve aqui em Paris numa conferência sobre o desporto como factor de desenvolvimento sustentável, como desenvolvimento das populações. O que vemos nos Jogos Olímpicos, infelizmente, é que realmente há uma grande discrepância entre equipas. Não é, Por exemplo, se falarmos de uma equipa dos Estados Unidos, uma equipa do Japão com equipas de países com menos meios, a preparação é muito diferente, as capacidades de treino são diferentes. Como é que se luta contra esta desigualdade?
Em África temos que fazer o nosso trabalho de casa desde logo, investir mais na educação, na saúde e na qualidade nutricional dos nossos cidadãos. Depois, conseguir, através do desenvolvimento da educação, uma forte infraestruturação desportiva e massificar as actividades desportivas e de educação física. Ligar a Educação ao desporto. Imagine se em cada liceu, em cada escola, todos os dias houver actividades desportivas, se houver competições e, portanto, as nossas escolas, os nossos liceus, as universidades poderão transformar-se em laboratórios de formação de atletas de preparação para a alta competição. E também temos de criar as condições para que os atletas, as diferentes equipas, as diferentes modalidades, possam preparar-se. Termos equipamentos para além das instalações, para que as coisas aconteçam e mobilizar parcerias para o financiamento dessas infraestruturas e é criarmos as condições efectivamente para a criação das indústrias desportivas nos nossos países. Isso é fundamental. E essa cimeira apontou nesse sentido. Temos capacidades humanas. As diferentes equipas do mundo demonstram isso e então temos agora que fazer o nosso trabalho de casa e fazer os investimentos que são necessários.
Sai daqui de Paris com algumas pistas sobre como isso pode fazer. O presidente Macron apresentou um documento, mas imagino que toda a gente também tenha tido outras. Partilhar experiências, mas também apresentar outras soluções. Vai daqui com algumas ideias.
Antes da cimeira, todos os chefes de Estado foram convidados a refletir sobre esta matéria. E nós falamos um pouco sobre isso em Cabo Verde. As coisas estão a acontecer. Há as federações, os investimentos que o Governo está a fazer, que os municípios estão a fazer. Mas nós precisamos acelerar o passo, sobretudo na infraestruturação desportiva e na criação de condições para obtermos equipamentos e podermos desenvolver muito mais rapidamente as indústrias desportivas no nosso país. Estamos a investir fortemente na educação, na saúde, na segurança alimentar e são dados que poderão contribuir para um desenvolvimento muito mais produtivo do sector do desporto e da Educação Física em Cabo Verde.
Falou da associação óbvia entre o desporto e a educação, mas desporto e jovens e educação é quase uma tríade indissociável. Sabe-se que muitas vezes o desporto serve também como ferramenta de integração. Sabemos que há graves problemas, por exemplo, na Praia, em relação à criminalidade juvenil ou em relação ao abandono escolar. O desporto como ferramenta é uma saída para os jovens em Cabo Verde?
Nós em Cabo Verde, precisamos de desenvolver mais a criatividade nos bairros. Eu acho que o desporto e a cultura poderão ser dois pilares importantes para termos uma sociedade com amizade social. E é importante pensarmos nisso. Veja, há algumas actividades que podem ser desenvolvidas com infraestruturas e equipamentos mínimos, como os desportos náuticos e aquáticos e temos enormes potencialidades para desenvolvermos desportos náuticos e aquáticos. E então é preciso pensarmos nisso, desenvolver uma visão e catalisar o desenvolvimento deste sector. Mas podemos desenvolver bairros criativos em que as crianças, os jovens e os adolescentes participam em actividades nos seus bairros para terem entretenimento, ocuparem de forma útil os seus tempos livres. O desporto e a cultura e o entretenimento podem servir para combatermos a violência, para reforçarmos o espírito de equipa, para reconhecer o outro, ter a possibilidade de desenvolver boa vizinhança e relações de amizade nas nossas comunidades.
O Senhor Presidente vai estar com a comunidade cabo verdiana aqui. Uma das maiores queixas da comunidade cabo-verdiana, não só em França, mas um pouco em todo o mundo, é a questão dos transportes, a dificuldade de chegar e a dificuldade de cheganfo à Praia, ir até à sua ilha de origem. Eu sei que também é uma dor de cabeça para si, porque já disse isso publicamente. O que é que se pode fazer em relação aos transportes em Cabo Verde neste momento?
Bom, os transportes têm sido um grande calcanhar de Aquiles em Cabo Verde, mas é estratégico para o país. O Governo está neste momento a discutir várias soluções e para os transportes inter-ilhas o Governo está a criar uma empresa para garantir que haja uma maior conectividade entre as ilhas. Tenho dito que esta é uma questão que tem a ver com a competitividade da nossa economia, com a coesão territorial e com a própria segurança nacional. E espero que até ao final deste ano possamos ter já equacionada e resolvida essa questão dos transportes inter-ilhas. Quanto aos transportes aéreos internacionais, também há a busca de um conjunto de soluções e, designadamente, a possibilidade de companhias low cost poderem fazer voos para Cabo Verde. A Easyjet vai começar agora e a ideia é levar também para outras capitais, para além do Sal e da Boavista e podermos assim reduzir os custos. Portanto, a busca de soluções não tem sido fácil, mas eu espero que no horizonte deste ano tenhamos essas questões já resolvidas em termos bilaterais.
Cabo Verde e França mantêm uma relação muito forte. Como é que vê os próximos anos da relação bilateral?
Eu tive um encontro há duas ou três semanas com o senhor director geral da Agência Francesa de Desenvolvimento e estávamos a falar precisamente nisso. É importante dinamizar-mos as coisas. França e Cabo Verde podem ter relações muito mais fortes e a ideia é, nos próximos tempos, fazer tudo para reforçar essas relações bilaterais entre Cabo Verde e França. E é nessa linha que combinamos trabalhar, sensibilizar as autoridades, levar mais autoridades francesas a todos os níveis a Cabo Verde e haver trocas e possibilidades de realização de investimentos. E vamos continuar a trabalhar nessa linha.

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