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By Luiz Sérgio F. CastroHistory
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  • Diário da História: 11 de junho de 1963, Monge budista ateia fogo ao próprio corpo no Vietnã do Sul
    No dia 11 de junho de 1963, um evento chocante ocorreu no Vietnã do Sul que capturou a atenção do mundo inteiro. Nesse dia fatídico, um monge budista chamado Thích Quảng Đức ateou fogo ao próprio corpo, como forma de protesto contra a perseguição religiosa e as políticas do governo vietnamita. Essa ação dramática e perturbadora deixou uma marca indelével na história do Vietnã e ressoou em todo o globo. Neste artigo, exploraremos o significado desse ato de autoimolação e suas implicações mais amplas para a sociedade e a luta pelos direitos humanos.
    Contexto histórico e motivos do protesto:
    O Vietnã do Sul, na década de 1960, vivia um período turbulento, marcado por tensões políticas e religiosas. O governo, liderado pelo presidente Ngô Đình Diệm, promovia uma política de favoritismo em relação aos católicos no país, discriminando outras religiões, especialmente o budismo, que era amplamente praticado pela população vietnamita. Essa discriminação religiosa gerou descontentamento generalizado entre os monges budistas, que buscavam liberdade e igualdade religiosa.
    O ato de autoimolação:
    Thích Quảng Đức, um respeitado monge budista, decidiu fazer um protesto drástico para chamar a atenção para a opressão que seu povo estava enfrentando. Sentado em uma posição de meditação, ele regou seu próprio corpo com gasolina e ateou fogo. Mesmo em meio a uma dor indescritível, ele permaneceu imóvel e em silêncio, demonstrando uma coragem e uma devoção incríveis à sua causa.
    Impacto e repercussão internacional:
    A autoimolação de Thích Quảng Đức foi fotografada e filmada por jornalistas presentes no local, e as imagens se espalharam rapidamente pelo mundo. A cena angustiante despertou horror e comoção global, provocando debates sobre direitos humanos, liberdade religiosa e ações extremas de protesto. A atitude pacífica do monge, contrastando com o horror da situação, tornou-se um símbolo poderoso da resistência e da luta contra a opressão.
    O legado e a influência do ato: Embora a autoimolação de Thích Quảng Đức tenha sido um ato individual, seu impacto foi muito além. O protesto desencadeou uma série de manifestações e mobilizou monges budistas em todo o Vietnã do Sul, aumentando a pressão sobre o governo de Diệm. Eventualmente, essa pressão culminou em uma revolta que levou à queda do regime.
    Além disso, a autoimolação de Thích Quảng Đức inspirou uma geração de ativistas e defensores dos direitos humanos em todo o mundo. Seu ato corajoso trouxe à tona questões de liberdade religiosa, injustiça social e resistência pacífica, influenciando movimentos subsequentes de luta pelos direitos humanos, como o movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos e o movimento pró-democracia na China.
    Conclusão:
    A memória de Thích Quảng Đức e seu sacrifício permanecem como um lembrete de que a coragem e a ação pacífica têm o poder de desafiar a opressão e inspirar mudanças significativas.
    4 min
  • Diário da História: 10 de junho
    Neste dia, ao longo dos anos, aconteceram eventos significativos que marcaram a história de diferentes maneiras. Desde a morte de um renomado poeta até conquistas políticas e científicas, cada evento moldou o mundo de alguma forma. Vamos dar uma olhada nas principais ocorrências que marcaram o dia 10 de junho.
    10 de junho de 1580 - Morre o poeta Luís Vaz de Camões:
    Neste dia, o mundo literário perdeu um de seus maiores expoentes. Luís Vaz de Camões, considerado o maior poeta de língua portuguesa, faleceu em Lisboa, Portugal. Sua obra mais famosa, "Os Lusíadas", é um épico que narra a história dos descobrimentos marítimos portugueses. Camões deixou um legado duradouro na literatura e sua morte é lembrada até hoje como uma perda significativa para a cultura portuguesa.
    10 de junho de 1842 - Revoltas liberais chegam a Minas Gerais:
    No Brasil, as revoltas liberais se espalharam pelo país no século XIX, buscando lutar contra o absolutismo e a favor da democracia. Neste dia, as revoltas liberais chegaram a Minas Gerais, um importante estado na época. Esses eventos desempenharam um papel fundamental na luta pela independência e pela consolidação do regime democrático no Brasil.
    10 de junho de 1935 - Fundação dos Alcoólicos Anônimos:
    Em Akron, Ohio, Estados Unidos, foi fundada a organização Alcoólicos Anônimos (AA). Essa organização, baseada em princípios espirituais e de apoio mútuo, tem como objetivo ajudar indivíduos a se recuperarem do alcoolismo e a manterem a sobriedade. Desde então, os Alcoólicos Anônimos se tornaram uma referência global na luta contra a dependência do álcool e ajudaram inúmeras pessoas a reconstruírem suas vidas.
    10 de junho de 1945 - José Luis Bustamante Rivero é eleito Presidente do Peru:
    O Peru teve um marco importante em sua história política quando José Luis Bustamante Rivero foi eleito presidente do país. Bustamante Rivero foi um líder político respeitado, advogado e professor de direito. Durante seu mandato, ele buscou promover reformas democráticas e sociais, além de fortalecer a economia peruana. Sua eleição marcou um período de mudanças e esperança para o país.
    10 de junho de 1967 - Fim da Guerra dos Seis Dias:
    A Guerra dos Seis Dias, um conflito militar que envolveu Israel e seus vizinhos árabes, chegou ao fim neste dia. Israel conquistou uma rápida e surpreendente vitória sobre seus adversários, ampliando seu território e afetando o equilíbrio geopolítico no Oriente Médio. O fim da guerra teve consequências duradouras para a região, estabelecendo um novo panorama político e territorial.
    10 de junho de 1987 - Roubo das mãos do cadáver de Juan D. Perón:
    A Argentina testemunhou um ato de vandalismo chocante quando as mãos do cadáver de Juan Domingo Perón, ex-presidente do país, foram roubadas. Perón foi uma figura política importante na Argentina e líder do movimento peronista. Esse incidente macabro levantou questões sobre o respeito ao legado histórico e gerou discussões sobre a preservação dos restos mortais de figuras políticas proeminentes.
    10 de junho de 2003 - Nasa inicia exploração de Marte com o veículo Spirit:
    A exploração espacial atingiu um marco significativo quando a NASA lançou a missão do veículo Spirit a Marte. Essa missão fazia parte do programa Mars Exploration Rover e tinha como objetivo investigar a geologia e a possibilidade de vida no Planeta Vermelho. O Spirit foi o primeiro de uma série de rovers bem-sucedidos enviados pela NASA a Marte, abrindo caminho para descobertas científicas valiosas e uma melhor compreensão do nosso sistema solar.
    Pesquisa e Edição: Luiz Sérgio Castro
    5 min
  • A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL NA EUROPA OCUPADA
    O Triângulo Vermelho: Perseguição dos Maçons na Europa Ocupada durante a Segunda Guerra Mundial.
    A Segunda Guerra Mundial foi uma época de imensa agitação e conflito, afetando nações e indivíduos em escala global.
    Em meio a esse caos, a Maçonaria, uma antiga organização fraternal, enfrentou desafios e perseguições significativas durante o período que antecedeu a guerra, bem como sob o domínio dos regimes soviético e nazista nos países ocupados.
    Este artigo explora as ações tomadas pela União Soviética e Alemanha nazista em relação à Maçonaria durante este período tumultuado e examina o impacto sobre a fraternidade e seus membros.
    Tensões pré-guerra e repressão
    Nos anos que antecederam a Segunda Guerra Mundial, as tensões políticas estavam aumentando na Europa e a Maçonaria se viu presa no fogo cruzado.
    Tanto a União Soviética quanto a Alemanha nazista viam a Maçonaria como uma ameaça às suas agendas ideológicas e procuravam suprimir a influência da fraternidade.
    Na União Soviética, a Maçonaria foi oficialmente banida em 1922 como parte da campanha do governo contra as organizações “burguesas”. As lojas maçônicas foram fechadas e os membros foram perseguidos, muitas vezes enfrentando prisão, prisão ou execução. Essa onda de repressão visava erradicar qualquer oposição percebida ao regime soviético.
    A Propaganda e Repressão Antimaçônica da Alemanha Nazista
    O regime nazista na Alemanha abrigava um forte sentimento antimaçônico. Adolf Hitler e seus seguidores propagaram teorias da conspiração que acusavam a Maçonaria de fazer parte de uma conspiração judaica internacional para controlar o mundo. Isso levou a uma demonização generalizada dos maçons e sua influência percebida na sociedade.
    Sob o domínio nazista, a Maçonaria enfrentou severa perseguição. As lojas maçônicas foram fechadas, seus bens confiscados e os membros foram alvo de prisão, prisão ou execução.
    O notório Escritório Central de Segurança do Reich (RSHA) compilou listas de maçons, resultando na internação de milhares em campos de concentração. Os infames triângulos vermelhos ou amarelos, marcando os prisioneiros políticos, geralmente incluíam um esquadro e um compasso, o símbolo icônico da Maçonaria.
    Países ocupados: ações soviéticas e nazistas
    À medida que a Alemanha nazista expandia seus territórios e ocupava vários países da Europa, a Maçonaria enfrentava repressão nessas regiões. Países ocupados como França, Bélgica, Holanda e Noruega testemunharam a supressão das lojas maçônicas e a perseguição aos maçons.
    Nos territórios ocupados pelos soviéticos da Europa Oriental, a Maçonaria foi recebida com hostilidade semelhante. As lojas maçônicas foram fechadas e os membros foram submetidos a detenções, prisões e execuções. O regime soviético visava erradicar qualquer organização ou grupo que pudesse desafiar sua autoridade ou defender valores contrários ao comunismo.
    Resistência e ressurgimento
    Apesar dos imensos desafios e perseguições, a Maçonaria conseguiu resistir e até florescer em alguns casos. Nos países ocupados, surgiram redes maçônicas secretas e movimentos de resistência, permitindo que os membros apoiassem uns aos outros e se engajassem em atividades secretas contra as forças de ocupação.
    Estas redes prestaram assistência a indivíduos em risco e serviram de meio de comunicação e apoio num momento de grande incerteza.
    Após a guerra, a Maçonaria experimentou um ressurgimento, pois os membros sobreviventes buscaram reconstruir suas lojas e restabelecer os valores de fraternidade, tolerância e crescimento pessoal. Ao longo das décadas seguintes, a fraternidade procurou promover a paz, a compreensão e a filantropia, refletindo seus princípios fundamentais que resistiram às provações da Segunda Guerra Mundial.
    Conclusão
    O período que antecedeu e durante a Segunda Guerra Mundial foi marcado pela perseguição à Maçonaria sob os regimes soviético e nazista. A União Soviética e a Alemanha nazista viam a Maçonaria como uma ameaça às suas respectivas ideologias e tomaram medidas para suprimir e eliminar a fraternidade.
    No entanto, a Maçonaria demonstrou resiliência e resistência, com redes secretas e movimentos de resistência oferecendo apoio aos membros durante a ocupação. Após a guerra,
    A Maçonaria experimentou um ressurgimento, reconstruindo suas lojas e continuando sua missão de promover a caridade e o auto aperfeiçoamento, bem como a construção de uma Sociedade Justa.
    6 min
  • Diário da História: 8 de junho
    Diário da História: 8 de junho
    Neste dia, ao longo dos anos, ocorreram eventos importantes e marcantes. Desde o falecimento de uma figura religiosa influente até acontecimentos esportivos e políticos, vamos explorar alguns dos eventos notáveis que moldaram o dia 8 de junho ao longo da história.
    632: A morte de Maomé, fundador do islamismo
    No ano de 632: A morte de Maomé, fundador do islamismo Neste dia, em 632, em Medina, atual Arábia Saudita, faleceu Maomé, o fundador do islamismo. Maomé, cujo nome significa "altamente louvado", nasceu como Abulqasim Mohamed ibn Abdala ibn Abd al-Mutalib ibn Hashim. Ele foi uma figura central na história do islamismo, sendo considerado o último profeta por seus seguidores. Seus ensinamentos e a revelação do Alcorão são a base da fé islâmica.
    1914: Fundação da Confederação Brasileira de Desportos (CBF)
    No dia 8 de junho de 1914, foi fundada a Confederação Brasileira de Desportos, que posteriormente se transformou na atual Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A CBF é a entidade responsável por organizar o futebol no Brasil e representa a seleção brasileira em competições internacionais.
    1941: Invasão da Síria e do Líbano pelas forças aliadas
    Em 8 de junho de 1941, durante a Segunda Guerra Mundial, as forças aliadas britânicas e francesas invadiram a Síria e o Líbano. Essa operação militar teve como objetivo remover o controle francês da região, que estava sob o domínio de Vichy, o governo colaboracionista com os nazistas na França.
    1947: Eva Perón recebida com honras em Madri pelo General Franco
    No dia 8 de junho de 1947, Eva Perón, esposa do presidente argentino Juan Perón, foi recebida com honras em Madri pelo General Franco, ditador espanhol. Essa saudação do ditador para um dignitário internacional foi considerada rara na época e refletiu a influência e o carisma de Eva Perón, conhecida como Evita, tanto na Argentina quanto no exterior.
    1948: Fundação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)
    Em 8 de junho de 1948, foi fundada a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A SBPC é uma entidade científica que busca promover o avanço da ciência e da tecnologia no Brasil, além de atuar na defesa da pesquisa científica e na divulgação científica para a sociedade.
    1969: Captura de James Earl Ray, suposto assassino de Martin Luther King Jr.
    No dia 8 de junho de 1969, as autoridades anunciaram a captura de James Earl Ray, em Londres, o suposto assassino do líder pelos direitos civis Martin Luther King Jr. O assassinato de Martin Luther King Jr. em abril de 1968 chocou os Estados Unidos e teve um impacto significativo no movimento pelos direitos civis;
    1970: Golpe de Estado na Argentina depõe o presidente Juan Carlos Ongania
    Em 8 de junho de 1970, um golpe de Estado abalou a Argentina ao depor o presidente Juan Carlos Ongania. Ongania assumiu o poder em 1966, após um golpe militar anterior, e seu governo foi marcado por políticas autoritárias e repressivas. O descontentamento popular e a insatisfação com o regime culminaram no golpe, que resultou na queda de Ongania e na instabilidade política no país.
    1978: Suspensão da censura prévia à imprensa no Brasil
    No dia 8 de junho de 1978, o presidente brasileiro Ernesto Geisel anunciou a suspensão da censura prévia à imprensa. Durante o período da ditadura militar no Brasil, que durou de 1964 a 1985, a censura era uma prática comum e a imprensa sofria restrições severas. A suspensão da censura prévia representou um avanço na abertura política e na liberdade de expressão no país.
    1986: Kurt Waldheim é eleito presidente da Áustria
    Em 8 de junho de 1986, Kurt Waldheim foi eleito presidente da Áustria, apesar das alegações sobre seu envolvimento em atrocidades nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Waldheim serviu como secretário-geral da ONU de 1972 a 1981, mas sua eleição presidencial despertou controvérsias devido às revelações sobre seu passado. As acusações de seu envolvimento em crimes de guerra levantaram questões éticas e históricas na Áustria e no cenário internacional.
    1996: China realiza uma explosão teste nuclear no nordeste de Xinjiang
    No dia 8 de junho de 1996, a China realizou uma explosão teste nuclear no nordeste de Xin jiang. Esse evento foi parte do programa nuclear chinês e gerou preocupações e críticas da comunidade internacional. A realização de testes nucleares tem implicações políticas, ambientais e de segurança global, e a China foi pressionada a aderir aos tratados internacionais que buscam limitar a proliferação nuclear.
    1997: Guga conquista o título em Roland Garros
    Em 8 de junho de 1997, o tenista brasileiro Gustavo Kuerten, conhecido como Guga, conquistou o título de 1º lugar em Roland Garros, o prestigioso campeonato de tênis realizado na França. Essa vitória marcou um momento histórico para o esporte brasileiro, pois Guga se tornou o primeiro tenista brasileiro a vencer um Grand Slam. Sua conquista em Roland Garros elevou o tênis brasileiro a um novo patamar e inspirou gerações de jovens atletas.
    7 min
  • Diário da História: dia 7 de junho de 1929 - Nasce o Estado do Vaticano.
    Em 7 de junho de 1929, a Cidade do Vaticano, localizada no coração de Roma, conquistou um status histórico ao se tornar um estado soberano. Esse evento marcou um ponto de virada na história política e religiosa da Igreja Católica e teve implicações significativas no cenário internacional. Neste artigo, exploraremos os antecedentes desse marco, os detalhes do tratado que concedeu a soberania à Cidade do Vaticano e as consequências políticas e religiosas dessa mudança.
    A Cidade do Vaticano tem uma longa história que remonta aos tempos da Roma Antiga. Originalmente, o local abrigava o Circo de Nero, onde ocorreram martírios de cristãos no século I. Ao longo dos séculos, a área se tornou o epicentro da fé cristã e da autoridade papal, culminando com a construção da Basílica de São Pedro e o estabelecimento da Cidade do Vaticano como sede do papado.
    O evento-chave que possibilitou a soberania da Cidade do Vaticano foi a assinatura do Tratado de Latrão em 7 de junho de 1929. Esse acordo foi celebrado entre o Papa Pio XI e Benito Mussolini, líder fascista italiano, e estabeleceu a independência política e religiosa da Cidade do Vaticano. O tratado reconheceu oficialmente a soberania da Cidade do Vaticano como um estado separado da Itália e definiu sua estrutura governamental.
    Para ser considerada um estado soberano, a Cidade do Vaticano precisava cumprir critérios específicos. Isso incluía a delimitação de um território, uma população permanente, um governo próprio e a capacidade de estabelecer relações diplomáticas com outros Estados. Com uma área de aproximadamente 44 hectares e uma população composta principalmente por membros do clero, a Cidade do Vaticano cumpre esses requisitos. Além disso, possui uma estrutura governamental autônoma e mantém relações diplomáticas com várias nações ao redor do mundo.
    A concessão da soberania à Cidade do Vaticano trouxe consigo implicações políticas e religiosas significativas. Politicamente, a Cidade do Vaticano se tornou um Estado independente, com o direito de participar de organizações internacionais e estabelecer acordos bilaterais com outras nações. Essa independência política fortaleceu a autoridade moral e espiritual da Igreja Católica, permitindo-lhe exercer influência global e interagir com outros líderes religiosos e políticos em pé de igualdade.
    Desde 7 de junho de 1929, a Cidade do Vaticano tem sido reconhecida como um estado soberano, marcando um momento significativo na história
    4 min
  • DIÁRIO DA HISTÓRIA: DIA 6 DE JUNHO DE 1944, O DIA D MARCOU A CHEGADA DAS FORÇAS ALIADAS À FRANÇA
    Apesar de ser comumente associado a operações militares ou eventos planejados, o termo "Dia D" carrega um significado especial para muitos como sinônimo do dia 6 de junho de 1944. Nessa data, as forças aliadas atravessaram o Canal da Mancha e desembarcaram nas praias da Normandia, na França, marcando o início da libertação do Oeste da Europa do controle nazista durante a Segunda Guerra Mundial.
    Em um prazo de três meses, a região norte da França seria libertada, enquanto as forças invasoras se preparavam para adentrar a Alemanha, onde encontrariam as tropas soviéticas avançando pelo leste. Na manhã anterior, o general americano Dwight D. Eisenhower, comandante das forças Aliadas na Europa, emitiu a ordem para o início da operação conhecida como "Overlord", a maior operação militar anfíbia da história. Sob sua liderança, cerca de 6 mil embarcações, navios e barcos de desembarque transportando 176 mil soldados partiram da Inglaterra em direção à França. Adicionalmente, 822 aviões carregados com paraquedistas estavam prontos para saltar na região da Normandia. Além disso, 13 mil aeronaves foram mobilizadas para fornecer cobertura aérea e apoio à invasão. No amanhecer do dia 6 de junho, 18 mil paraquedistas já haviam pousado em terra firme, e a invasão terrestre começou às 6h30. As tropas britânicas e canadenses encontraram certa resistência ao capturar as praias de Gold, Juno e Sword, enquanto os americanos enfrentaram desafios em Utah. A missão foi particularmente difícil na praia de Omaha, onde 2 mil soldados foram perdidos.
    No entanto, através de um esforço incansável e astúcia das tropas terrestres, o objetivo foi alcançado. Por outro lado, os alemães ficaram perplexos com a invasão e também com a ausência do renomado marechal Erwin Rommel, que estava de licença. Inicialmente, Hitler acreditava que a invasão era apenas um truque para desviar a atenção de um rápido ataque ao norte do rio Sena. Portanto, ele não enviou divisões próximas para contra-atacar, resultando em atrasos nos reforços que tiveram que ser trazidos de áreas distantes. Hitler também hesitou em mobilizar divisões blindadas para auxiliar na defesa. Além disso, a mobilidade dos alemães foi afetada pelo ataque aéreo aliado, que destruiu pontes e forçou desvios nas rotas. Embora não tenha ocorrido exatamente como planejado, como mais tarde admitido pelo marechal britânico Bernard Montgomery, os Aliados conseguiram desembarcar apenas uma parte dos suprimentos e veículos na França, o Dia D pode ser considerado um sucesso. Até o final de junho, os Aliados contavam com 850 mil soldados e 150 mil veículos na Normandia, prontos para continuar sua marcha por toda a Europa.
    4 min
  • DIÁRIO DA HISTÓRIA - DIA 5 DE JUNHO DE 1968 - SENADOR BOBBY KENNEDY É ASSASSINADO


    No dia 5 de junho de 1968, o senador Robert Kennedy foi atingido por tiros no Hotel Ambassador, em Los Angeles, depois de vencer as eleições presidenciais primárias na Califórnia. Um pouco depois de ele ter anunciado aos seus entusiasmados partidários que o país estava pronto para acabar com facções rebeldes, Kennedy foi atingido várias vezes pelos disparos efetuados pelo jovem palestino Sirhan Sirhan, de 22 anos. O senador de 42 anos morreu no dia seguinte.
    Aquele verão de 1968 nos Estados Unidos estava fervendo na história norte-americana. Era o ápice da Guerra do Vietnã e também do movimento contra a guerra. Martin Luther King Jr. tinha sido assassinado, o que gerou revoltas em todo o país.
    Diante desse cenário espinhoso, o presidente Lyndon B. Johnson decidiu não concorrer a um segundo mandato na próxima eleição presidencial. Robert Kennedy, irmão mais novo de John e ex-procurador-geral dos EUA, viu toda esta situação como uma oportunidade e encontrou uma grande onda de apoio em sua jornada rumo à presidência dos EUA
    . Ele era visto como o único político naquele momento capaz de unir a população. Contudo, seu caminho foi bruscamente abreviado pelo crime cometido por Sirhan. O palestino confessou o crime e foi sentenciado à morte, no dia 3 de março de 1969.
    Contudo, desde que a Corte Suprema do Estado da Califórnia deu fim à pena de morte em 1972, Sirhan passou à prisão perpétua.
    Hubert Humphrey acabou concorrendo às eleições presidenciais pelos Democratas, em 1968, mas perdeu por uma margem pequena para Nixon.
    3 min
  • DIÁRIO DA HISTÓRIA - 4 DE JUNHO DE 1989 – MASSACRE NA PRAÇA DA PAZ CELESTIAL
    No dia 4 de junho de 1989, a bela praça Tiananmen (Praça da Paz Celestial), em Pequim, foi o palco de uma terrível matança que resultou na perda das vidas de 400 a 2.000 pessoas, vítimas da força repressiva do exército chinês. Elas protestavam de forma pacífica, ao longo de quase dois meses, pelo fim da corrupção e por mais liberdade diante da ditatura imposta pelo Partido Comunista. Contudo, em vez de atender aos pedidos dos manifestantes, o governo decidiu responder com a fôrça, enviando tanques e o exército. No dia seguinte, 5 de junho, um jovem solitário e desarmado invadiu a Praça da Paz Celestial e faz parar uma fileira de tanques de guerra. O fotógrafo Jeff Uidener, da Associated Press, registrou o momento, e a imagem entrou para a história do fotojornalismo. O rapaz ficou conhecido como "o rebelde desconhecido" e foi eleito pela revista Taime como uma das pessoas mais influentes do século XX. Sua identidade e seu paradeiro são desconhecidos. Ainda na atualidade há manifestantes presos, enquanto ativistas e vítimas desejam que a Europa pressione o governo comunista a assumir sua responsabilidade na matança. Os protestos da praça de Tiananmen prejudicaram a reputação do governo chinês nos países ocidentais, já que os meios de comunicação tinham sido convidados ao país para cobrir a visita do político russo e Secretário Geral do Partido Comunista da União Soviética, Mikhaíl Gorbachov, em maio. Por conta disso, emissoras internacionais estavam em uma excelente condição para cobrir ao vivo a repressão do governo chinês no episódio dos protestos, especialmente a BBC e a CNN. Os manifestantes aproveitaram esta oportunidade para exibir cartazes dirigidos à opinião pública internacional.
    3 min
  • DIÁRIO DA HISTÓRIA: DIA 3 DE JUNHO DE 2016 - MORRE O EX-PUGILISTA MUHAMMAD ALI.
    No dia 3 de junho de 2016 morreu, aos 74 anos, o lendário ex-lutador de boxe Cassius Marcellus Clay Jr., mais conhecido como Muhammad Ali. Um porta-voz da família informou que a causa da morte foi um choque séptico devido a causas naturais não especificadas. No início da década de 1980, o atleta havia sido diagnosticado com a doença de Parkinson.
    Nascido em 17 de janeiro de 1942, Ali foi o primeiro lutador a conquistar o título dos pesos-pesados três vezes. Venceu 56 vezes em seus 21 anos de carreira profissional. Foi eleito "O Desportista do Século" pela revista americana Sports Illustrated em 1999. Ele também era bastante atuante em causas humanitárias.
    Clay conquistou seu primeiro título mundial em 25 de fevereiro de 1964 ao bater o então campeão dos pesos-pesados Sonny Liston. Antes da luta, ele prometeu "flutuar como uma borboleta, picar como uma abelha", prevendo o nocaute. Quando foi coroado com o título, Clay gritou: "Eu sou o maior!". Pouco tempo depois, Clay confirmou os rumores de sua conversão ao Islã. Em 6 de março de 1964, ele mudou o seu nome para Muhammad Ali.
    Com a Guerra do Vietnã em curso, Ali foi intimado a se apresentar às Forças Armadas dos EUA em 28 de abril de 1967. Citando suas crenças religiosas, ele se recusou. Ali foi preso, e a Comissão Atlética do Estado de Nova York suspendeu imediatamente a sua licença de boxe, revogando o seu cinturão dos pesos pesados. Condenado por evasão de divisas, Ali recebeu uma pena de cinco anos de prisão e uma multa de US$ 10 mil. Ele permaneceu livre enquanto fazia apelação da sua condenação. Banido do boxe por três anos, Ali se manifestou contra a Guerra do Vietnã em várias ocasiões. No dia 3 de fevereiro de 1970, o lutador convocou uma coletiva de imprensa para anunciar que estava deixando o boxe.
    Em dezembro de 1970, a Suprema Corte do Estado de Nova York ordenou que ele recebesse novamente sua licença de boxe, e, no ano seguinte, a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou sua condenação em uma decisão unânime. Desta maneira, Clay mudou de ideia em relação à aposentadoria e voltou aos ringues. Em 8 março de 1971, teve oportunidade de recuperar sua coroa de campeão dos pesos-pesados na luta contra o campeão Joe Frazier, no que foi chamada de "Luta do Século". O invicto Frazier derrotou Ali, que sofreu a sua primeira derrota como profissional.
    A recuperação do título aconteceu somente no dia 30 de outubro de 1974, quando Ali, então com 32 anos, enfrentou o então campeão George Foreman, com 25 anos. A luta em Kinshasa, Zaire (atual Congo), foi apelidada de "Rumble in the Jungle". Ali venceu por nocaute no oitavo round e recuperou o título tirado dele sete anos antes. Em 15 de fevereiro de 1978, Ali perdeu o título para Leon Spinks. Sete meses depois, Ali derrotou Spinks em uma decisão unânime em uma luta de 15 rounds para recuperar a coroa dos pesos-pesados. O atleta se aposentou em 1981.
    5 min

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