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Um Portal para a Câmara do Meio
Por Wade E. Sheeler
Cada Companheiro que viajou para a Câmara do Meio, primeiro passou entre os dois grandes pilares de Jachin e Boaz que adornavam o pórtico do Templo do Rei Salomão. As origens do significado desses grandes pilares têm muitos e variados significados simbólicos.
Desde os primórdios da civilização, a entrada para lugares misteriosos e sagrados tem sido muitas vezes guardada por pilares gêmeos. Eles marcam a passagem do conhecido para o desconhecido.
Na mitologia grega antiga, os Pilares de Hércules era uma frase aplicada aos promontórios que ladeiam a entrada do Estreito de Gibraltar. Platão colocou a mítica ilha de Atlântida além dos “Pilares de Hércules”. A tradição renascentista diz que os pilares traziam o aviso Ne plus ultra (“nada mais além”), que servia de aviso aos marinheiros e navegadores para não irem mais longe.
Segundo fontes romanas, a caminho do jardim das Hespérides, na ilha de Erytheia, Hércules teve que atravessar uma montanha “Atlas” (de onde vem o nome do Oceano Atlântico). Em vez de escalar a montanha, Hércules usou sua força sobre-humana para atravessá-la e, assim, conectou o Oceano Atlântico e o Mar Mediterrâneo. As duas montanhas que guardam o Estreito de Gibraltar são Gibraltar e Jebel Musa.
No livro do Êxodo, capítulos 13 e 14, lemos a história de Moisés liderando os hebreus do cativeiro no Egito e vagando pelo deserto: “O Senhor ia adiante deles numa coluna de nuvem, para guiá-los pelo caminho; e de noite numa coluna de fogo, para os alumiar; ir de dia e de noite”.
O historiador judeu Flavius Josephus no primeiro livro de Antiguidades dos Judeus (por volta do século I d.C.) escreve sobre a lenda dos Pilares de Enoque. Lamech, que viveu antes do dilúvio e seu filho, Jabal, que descobriu a Geometria ou Maçonaria, e seu filho Jubal, o inventor da música, e Tubal Cain, o fundador da ferraria. Eles sabiam que Deus se vingaria dos pecados pelo dilúvio ou pelo fogo. Para preservar suas ciências, eles as inscreveram em dois pilares de pedra feitos por Jabal. Um sendo feito de mármore, que não queimava e o outro sendo feito de Lácero, que não afundava na água.
Cento e noventa anos atrás, seu irmão Johann Wolfgang von Goethe, um dos maiores poetas e escritores de todos os tempos, passou para o Oriente Eterno.
Johann Wolfgang von Goethe, o mais famoso escritor, dramaturgo e filósofo alemão, cujo 190º aniversário cai, juntamente com outros grandes artistas e intelectuais do seu tempo, mas também soberanos e estadistas, como Frederico II da Prússia, juntou-se à Maçonaria, que em o século do Iluminismo, às vésperas da Revolução Francesa, era muito ativo e muito na moda, correspondendo fortemente à sensibilidade da época. Goethe nasceu em Frankfurt em 28 de agosto de 1749 e morreu em 22 de março de 1832 em Weimar.
“Eu vim ao mundo - ele se diz chamando a si mesmo de “Queridinho dos deuses” - ao som dos sinos do meio-dia. A constelação teve sorte; o Sol estava em Virgem, no auge naquele dia; Júpiter e Vênus piscaram para ele amigavelmente, Mercúrio sem hostilidade; Saturno e Marte eram indiferentes; apenas a Lua, quase cheia, exerceu sua força adversa com maior intensidade ao entrar em sua hora planetária. Ela, portanto, se opôs ao meu nascimento, o que não poderia acontecer até que aquela hora tivesse passado. Esses aspectos afortunados, aos quais os astrólogos mais tarde deram muita importância, podem muito bem ter sido a causa de minha preservação, porque devido à incapacidade da parteira eu vim ao mundo como morto, e só com muito esforço eles conseguiram me mostrar a luz”.
A ética maçônica esotérica de “Fazer o Bem e Homens melhores. Por Irmão Greg Sudmeier
A domesticação do ego é a base do nosso propósito aqui, não a eliminação do ego. O antigo símbolo de um homem ou mulher em pé sobre um réptil ou lutando com um animal é a imagem usada para retratar essa realidade. Nosso eu superior se esforça para administrar o inferior. Um ego saudável, positivo e funcional é crucial para uma vida espiritual e emocional equilibrada. Um amor próprio saudável dá a verdadeira energia necessária para o amor dos outros. “Ame o seu próximo, como a si mesmo” não é apenas um conceito judaico ou cristão, é também a base da verdade hindu/budista, Namastê; o Divino em mim honra o Divino em você. Isso é equidade espiritual saudável.
Embora seja uma música bem conhecida e lindamente composta, “Amazing Grace” tem uma falha central na letra, “... que salvou um miserável como eu”. A ideia de que a verdadeira espiritualidade requer auto-ódio, ou o “matar” literal ou eliminação completa do ego é um dos piores conceitos da religião ocidental e também uma questão fundamental no bom desenvolvimento da saúde psicológica. Claro que fazemos coisas erradas ou mesmo más, mas esse não é o nosso núcleo. A vergonha doentia diz: “Eu fiz mal, portanto, SOU mal”. A vergonha saudável (verdadeiro arrependimento) diz: “Eu sou bom, mas cometi um erro grave e posso corrigi-lo e vou corrigi-lo”.
Além disso, aceitar a inverdade de que os humanos são essencialmente maus desde o nascimento permitiu que muito mal “religioso” prosperasse ao longo da história, incluindo pogromas contra judeus, a Inquisição, o Genocídio Armênio, o Holocausto, etc.
A demonização dos outros começa com o conceito teológico distorcido de que ainda não temos uma centelha do Divino em nós como indivíduos; que precisamos de um poder espiritual externo exotérico para se infiltrar em nosso núcleo terrível e nos salvar de nosso destino inerentemente condenado. Essa demonização é destrutiva porque cria uma comparação “Nós e Eles” entre os humanos; “Nós somos ‘bons’, eles não são, portanto eles estão sem Deus, ou pior... maus.”
Desenvolver a verdadeira Caridade e Amor que mudam a vida começa com a recuperação do equilíbrio entre nossas naturezas superior e inferior, não a eliminação completa do eu inferior (o que não é possível de qualquer maneira). O ego domesticado serve à natureza superior e estes trabalham juntos para permitir “O Caminho” em nossa caminhada espiritual.
Um Ego Indomável é o maior muro entre nós e o Todo-Poderoso. O ego indomável resiste a nos estendermos para nos reconectarmos com Deus.
A tendência de procurar culpados por nossos erros é um fenômeno bem conhecido e generalizado em nível social e individual. Chama-se "procurar um bode expiatório".
Ela remonta a um antigo costume do povo judeu que consistia em sacrificar um bode ao vingativo Javé, depois de ter transferido simbolicamente para ele todos os pecados e males da comunidade. A cabra foi levada para o deserto e apedrejada até a morte.
Hoje nos parece algo terrivelmente, bárbaro e arcaico que viraria de cabeça para baixo almas sensíveis, ativistas dos direitos dos animais e ecologistas. No entanto, continuamos a fazer isso com as pessoas em vez da cabra.
O bode expiatório pode ser uma pessoa ou grupo sobre o qual se projeta uma culpa que não pode ser atribuída a ele, para aliviar outra pessoa de suas responsabilidades.
Hoje, vários grupos carregam o estigma do bode expiatório. É o caso das minorias sociais que não se conformam com um único pensamento, sobre o qual uma parte da sociedade descarrega seu desconforto, seus medos, sua sombra.
Muitos líderes políticos, especialmente em tempos de crise, exploram politicamente e sem escrúpulos esse mecanismo para desviar a atenção de suas próprias deficiências, para fugir de sua responsabilidade, culpando os outros. De repente, pessoas que viviam democraticamente unem forças contra esse "inimigo designado" que encarna a fonte de todos os seus males, com consequências gravíssimas para toda a sociedade.
Já foram mulheres bruxas, negros, judeus, ciganos, estrangeiros e maçons que foram perseguidos ou investigados.
Não é difícil entender qual minoria é designada na agenda. Basta ler os jornais aliados não na busca da verdade, mas no apedrejamento do “bode” de plantão. O bode expiatório é projetado para encobrir o fracasso e os erros do Rei Nu. Quem não obedece é excluído e punido.
Neste triste jogo social, todos são culpados: quem designou o bode, quem aceitou seu papel, quem participa e apóia o engano: jornalistas, políticos, pessoas que não pensam e a lista é longa. Todos culpados de consentir no apedrejamento do bode expiatório.
Ainda há esperança de mudar esse tipo de manipulação social?
A história ensina que existem mecanismos perversos que a sociedade continua a reiterar, completos com comemorações, aniversários, coroas, para apagar o horror.
No entanto, seja força ou fraqueza, sempre há esperança. Aquela que surge diante do forte despertar das multidões em todo o mundo e que permitiria acabar com as narrativas malucas, porém destinadas ao esquecimento.
Sobre o Retorno dos Trabalhos Presenciais:
Em Sessão Magna realizada na tarde do dia 21 de maio de 2022, a Academia Paraibana de Letras Maçônicasretomou os trabalhos presenciais, após período sabático motivado pela pandemia da covid-19 quando manteve sessões apenas virtuais, para dar posse aos irmãos PABLO ROAR JUSTINO GUEDES e TELDSON DOUETTS SARMENTO, que passarão a ocupar as Cadeiras de N.º 01 e 10, respectivamente, como Membros Efetivos daquele sodalício.
A sessão, prestigiado por grande número de Acadêmicos e convidados, foi presidida pelo Acadêmico EDISON ROBERTO CABRAL DA SILVA, que está à frente da APLM pelo segundo mandato consecutivo, e teve como Mestre de Cerimônias o Acadêmico CICERO CALDAS NETO e na Secretaria o Acadêmico ALVERIANO DE SANTANA DIAS.
Na mesma sessão, foi prestada homenagem especial ao Irmão Delgidio Gomes da Costa Neto, ex-ocupante da Cadeira N.º 10, com a entrega do Diploma de Fundador, Categoria Ouro, e a Medalha Comemorativa dos 10 Anos da Academia.
A APLM comemora neste ano de 2022 seus 18 anos de existência e já tem programação agendada para agosto, com uma conferência pública a ser feita pelo Acadêmico Aderaldo Pereira de Oliveira, Presidente de Honra daquela Casa de Letras Maçônicas e Grão-Mestre Emérito do GOBPB, quando abordará todas as tratativas realizadas que culminaram na fundação do sodalício, em agosto de 2004.
Quem são os Novos Membros:
O acadêmico Pablo Roar Justino Guedes, paraibano de Aguiar, possui graduação em Direito pela Universidade Federal da Paraíba (Campus Sousa); cursa o Mestrado em Ciências Jurídico-Criminais pela Universidade de Coimbra (Portugal); é professor de Direito Penal e Processo Penal; exerce a advocacia e também atua como Assessor Jurídico na Procuradoria Geral do Município de Cajazeiras (PB) e na Caixa Beneficente dos Oficiais e Praças Bombeiros e Policiais Militares da Paraíba. Na Maçonaria, é o atual Venerável Mestre da Loja José Rodovalho de Alencar N.º 2912 (GOB-PB), na cidade de Cajazeiras. É imortal da Academia de Artes, Ciências e Letras da Maçonaria do Estado da Paraíba; Comendador da Ordem do Mérito Pedro Américo (GOB-PB); Membro da Sociedade de Pesquisas Históricas Quatuor Coronati, em Londres (Inglaterra), e da Sociedade de Pesquisas Históricas Scottish Rite Reserach Society, com sede em Washington (USA).
Como escritor, lançou pela Editora Ísis, com sede em São Paulo (SP), o livro de filosofia e religião comparada “Da Fórmula dos Deuses Mortos” (ISBN 9788581890890).
Na APLM será o segundo ocupante da Cadeira N.º 01, que tem como patrono o irmão Leopoldo Pereira Lima, Grão-Mestre Emérito do GOB-PB, já falecido.
O acadêmico Teldson Douetts Sarmento é natural de Brasília (DF), mas reside na cidade de João Pessoa (PB) desde 1975. Empresário, advogado, bacharel em Teologia, radialista, genealogista, membro do Colégio Brasileiro de Genealogia (CBG) e da Associação Brasileira de Pesquisadores de História e Genealogia (ASBRAP), exerceu a presidência do Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica por dois mandatos consecutivos, mestre em Teologia e escritor.
Está na Maçonaria desde 1992, Mestre Instalado, Benemérito da Grande Loja Maçônica do Estado da Paraíba onde já exerceu a Oratória, a 1ª Vigilância e a Procuradoria de Justiça na alta administração daquela potência simbólica.
Na APLM passou a ser o segundo ocupante da Cadeira N.º 10, que tem como patrono o escritor Teobaldo Varoli Filho.
Por Irmão José Ronaldo Viega Alves
“As lendas que acompanhavam os mistérios e cultos dos povos antigos giravam em torno da marcha aparente do Sol declinando para o ocaso, para expressar, em linguagem figurada, que ele era aparentemente vencido pelas trevas, representando na mesma alegoria o gênio do mal; mas reaparecia depois como o herói vencedor ressuscitado.” (Figueiredo, 2009, pág. 483)
COMENTÁRIOS INICIAIS
Quantas são as passagens com as quais nos deparamos em nossos Rituais maçônicos que aludem direta ou metaforicamente ao astro rei, o sol?
Certamente, um bom número delas. E se considerarmos a variedade de Ritos que compõem a Maçonaria, ficará ainda bem mais difícil quantificar isso. Assim que, seria muita pretensão querer explanar aqui nesta sucinta peça de arquitetura todos os aspectos que envolvem um tema desta magnitude. Então, falaremos quando muito de alguns tópicos no decorrer deste trabalho, desde já, aconselhando aos leitores que se interessarem em saber mais, que é imperioso reforçarem o seu aprendizado com mais leituras versando sobre o tema.
Deidades solares, culto solar, adoração ao sol, mito solar, todas estas expressões remetem ao passado da humanidade, sendo que, a veneração do sol e o culto às deidades solares foram largamente praticadas durante o passado da humanidade.
Muitas das culturas que se destacaram no decorrer dessa história podem ser citadas quanto à prática dos cultos solares: babilônios, persas, hindus, egípcios, romanos, chegando até o nosso continente americano com as civilizações dos incas, dos maias e dos astecas.
A ideia de que a adoração ao sol possa ser a mais antiga das religiões humanas, já foi compartilhada por muitos estudiosos. De qualquer forma, o sol, por ter ocupado um lugar proeminente em muitas daquelas religiões antigas, em forma de idolatria, ainda guarda muitos resquícios desse seu simbolismo e dessa mitologia até mesmo em certas religiões conhecidas da atualidade.
Por outro lado, pelo menos duas daquelas culturas do mundo antigo parecem ter alguma preponderância quanto aos aspectos que envolvem simbolismo e se destacam, sobretudo, por suas prováveis influências na Maçonaria. Nossos rituais revelam que no exercício da ritualística, uma parte do simbolismo ali contido alude, por vezes, mesmo indiretamente, a alguns daqueles cultos, os quais foram praticados por antigos povos, dos quais, citamos como exemplos, os persas e os egípcios.
Um daqueles antigos cultos, o culto iniciático de Mitra, em algumas das suas práticas revela possuir algumas similaridades com a Maçonaria, mas, não é uma posição de consenso entre os estudiosos, essa sua influência, por isso, a razão de usar o termo “indiretamente” logo acima. Muitos dos cultos praticados na antiguidade desapareceram, outros evoluíram, ou até, ganharam novas roupagens.
Um pouco das origens sobre o mito solar e uma mostra dessa influência provinda dessas duas civilizações que foram citadas, será o leitmotiv do trabalho a ser desenvolvido na sequência.
O SOL: AS REFERÊNCIAS NA BÍBLIA E A CONCEPÇÃO DOS HEBREUS
Conforme o teólogo R. N. Champlin, no Antigo Testamento, as referências ao sol chegam ao número de 120. No Novo testamento, a palavra para referir-se ao sol (do grego helios) é usada cerca de 33 vezes. (Champlin, 2008, pág. 260)
Por Adrian Choeur
YHWH: significado do tetragrama divino. Como interpretar o nome inefável? Simbolismo e significado oculto na Cabala e na Maçonaria.
YHWH é o nome próprio de Deus no judaísmo: é uma palavra que pode ser escrita, mas que não deve ser pronunciada de acordo com o terceiro mandamento divino:
Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; pois o Senhor não deixará impune aquele que tomar o seu nome em vão. Êxodo 20.7
Pronunciar o nome YHWH constituiria, portanto, blasfêmia e pecado de vaidade; note que apenas o Sumo Sacerdote tinha o direito de pronunciar este nome no Santo dos Santos do Templo de Salomão, uma vez por ano no Yom Kippur. Esta tradição desapareceu, e na ausência de uma vogal no alfabeto hebraico, a pronúncia exata do tetragrama é desconhecida. Por todas essas razões, os judeus substituem o nome de Deus pelas expressões Adonai (“o Senhor”), Hashem (“o santo nome”) ou Elohim (“Deus”). Os cristãos, por outro lado, transcrevem e pronunciam Yahweh, Yahvé ou Jeová. A Igreja Católica, no entanto, prefere usar a expressão “o Senhor”.
Nota: Em sua forma latina, o tetragrama divino é escrito JHVH , que pode ser pronunciado "Jeová".
YHWH poderia ser derivado da raiz semítica hwy ou hyh que significa "ser", "tornar-se" ou "revelar-se", que pode fazer pensar no soproda criação.
Essa capacidade de "ser" (que somente Deus possui) é encontrada na seguinte passagem de Êxodo (a Sarça Ardente):
Moisés disse a Deus: Irei, pois, aos filhos de Israel e lhes direi: O Deus de vossos pais me enviou a vós. Mas, se me perguntarem qual é o nome dele, o que vou responder? Deus disse a Moisés: Eu sou quem sou. E acrescentou: Assim respondereis aos filhos de Israel: Aquele que se chama “Eu sou” me enviou a vocês.
Êxodo 3, 13-14
Vamos tentar abordar o significado do tetragrama divino YHWH.
YHWH: significado do tetragrama divino.
Na Cabala, a corrente mística do judaísmo, Ein Sof (literalmente “sem limite”) é Deus antes de qualquer manifestação; é infinito, incognoscível, oculto, inefável, sem nome, sem atributos, sem forma.
Para permitir a criação do mundo, Ein Sof se retira para que algo diferente dele possa existir. Essa retirada ou "vazio" é chamada de Tzimtzum . Assim, a luz de Deus desaparece para dar lugar a um reflexo luminoso que constitui a memória da luz primordial: aqui está Yod que aparece, a primeira letra do tetragrama divino.
Yod cria a escrita e a fala; veremos que esta carta contém em si o germe de toda manifestação.
A terra que gera o trigo, a água que amassa a farinha, o ar que favorece o fermento, o fogo que a cozinha contribuem para o seu nascimento. Terra, Água, Ar, Fogo: os quatro elementos primordiais se encontram no alimento primordial da história humana: o Pão. Um poema, podemos dizer, ao qual o céu e a terra puseram a mão.
Cesare Marchi
Muitas vezes entre os frisos das catedrais você pode ver o moinho e o homem que recolhe a farinha. À primeira vista parece uma cena comum, na realidade, passa um conhecimento alquímico e espiritual. No sentido simbólico, o moinho místico é o instrumento através do qual uma sabedoria do passado se torna sabedoria do presente.
O alimento místico que leva à transmutação do Ser é o "Pão", que é o "Pão da Vida", símbolo da Nova Consciência da qual Jesus, na forma de Grande Iniciado e não apenas como filho de Deus , foi o portador para transmiti-lo "a quem souber acolhê-lo, os chamados Homens de Boa Vontade", capazes de subjugar seu Ego.
O pão traz consigo memórias, valores simbólicos, tradições que vão além de simplesmente alimentar o corpo; também nutre o espírito. Esta é a sua peculiaridade: ser ao mesmo tempo alimento e signo.
Nas várias tipologias transmite mensagens e significados culturais através das suas formas, que podem ser variadas: geométrica, vegetal, floral, antropomórfica, simbolismo astral, iconografia greco-romana e judaico-cristã.
Na história das culturas e religiões mediterrânicas alude a um alimento privilegiado, mas também à dádiva mais frequente que o homem faz a Deus; desde a antiguidade representa um alimento sagrado introduzido em rituais e liturgias.
Dom Pernety escreve estas palavras sobre fermentação:
O fermento está no trabalho como o fermento está na panificação. O pão não pode ser feito sem fermento, assim como o ouro não pode ser feito sem ouro. O ouro é, portanto, a alma do que determina a forma intrínseca da pedra.
Não temos medo de aprender a fazer ouro e prata, como o padeiro que faz o pão, que é apenas uma mistura de água e farinha moldada e fermentada e não difere um do outro exceto pelo cozimento.
Da mesma forma, o remédio dourado é apenas uma composição de terra e água, ou seja, de enxofre e mercúrio fermentados com ouro; mas com um ouro renovado. Porque assim como não se pode fazer fermento com pão assado, também não se pode fazer ouro com ouro vulgar, enquanto permanecer ouro vulgar.
Mercúrio, ou água mercurial é esta água, enxofre esta farinha que se torna azeda com uma longa fermentação tornando-se levedura, com a qual se faz ouro e prata. Assim como o fermento se multiplica eternamente e sempre serve de matéria-prima para fazer pão, a medicina filosófica também multiplica e serve eternamente de fermento para fazer ouro.
1. A Importância da REGULARIDADE e do RECONHECIMENTO para uma Potencia Maçônica.
Todo maçom sabe da obrigação de preservarmos nossas Potências Maçônicas Regulares e Reconhecidas, não permitirmos que irregulares convivam no mesmo Território.
Tendo-se firmado em nível nacional e internacional como a Grande Loja-Mãe da Maçonaria Universal, a Grande Loja Unida da Inglaterra começou a exercer o papel de liderança mundial nas Lojas simbólicas. Começou também, com essa liderança, baixar normas, celebrando convênios e legislando para todos os ritos e obediências maçônicas. (anexo I)
O Supremo Conselho do Brasil do Grau 33 para o Rito Escocês Antigo e Aceito, hoje com endereço no Campo de São Cristóvão, nº 114 - São Cristóvão - Rio de Janeiro – RJ, havia conseguido sua REGULARIDADE e RECONHECIMENTO através do Tratado de Amizade com o Supremo A&AR, Inglês, em abril de 1867.
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