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Por Marco Antonio Peres
Duque é um título que se refere ao chefe de Estado de um ducado. É um título hereditário, mas pode ser também atribuído a uma pessoa, o que foi feito em 23 de Março de 1869, pelo Imperador D. Pedro II, ao nosso Irmão Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, único brasileiro que se tornou DUQUE – Caxias no Maranhão.
Exceção do Duque de Caxias, todos os duques brasileiros foram agraciados ainda no Primeiro Reinado, tendo os todos parentes de D. Pedro I: duas filhas dele com a marquesa de Santos – Domitila de Castro Canto e Melo a Marquesa de Santos: Duquesa de Goiás, concedido em 24 de Maio de 1826 à Isabel Maria de Alcântara Brasileira, Rio de Janeiro 23 de Maio de 1824 e falecida com 74 anos, na Alemanha, em 3 de Novembro de 1898.
Maria Isabel de Alcântara Brasileira, Rio de Janeiro, 13 de Agosto de 1827 e falecida de meningite, com seus poucos 20 dias de vida, a 25 de Outubro de 1827. Foi lhe concedido o título de Duquesa do Ceará em 13 de Agosto de 1828. Portanto o Ceará nunca teve realmente um duque ou duquesa.
Outro ducado existente foi o próprio Santa Cruz – Rio de Janeiro, concedido em 05 de Novembro de 1829 ao D. Augusto Carlos Napoleão de Beauharnais, em francês: Auguste Charles Eugène Napoléon, nascido em Milão de 9 de Dezembro de 1810 e falecido em Lisboa em 28 de Março de 1835, foi o primeiro marido da rainha Maria II. Foi também o segundo Duque de Leuchtenberg.
O Patrono do Exército Brasileiro nascido em Porto da Estrela em 25 de Agosto de 1803, hoje Cidade de Duque de Caxias. Faleceu em Valença, Cidade também no Estado do Rio de Janeiro, em 07 de Maio de 1880.
Caxias seguiu uma carreira militar, assim como seu pai e tios. Lutou em 1823 contra Portugal na Independência do Brasil e depois passou três anos na Cisplatina, que foi uma província do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves e, posteriormente, do Império do Brasil. A província correspondia ao atual território do Uruguai. As Lojas maçônicas de lá tinham a numeração das do Brasil no GOB. Os argentinos reivindicavam-na como parte do antigo Vice-reinado da Prata, o Império do Brasil a mantinha como necessária para a defesa das províncias do Sul. A separação ocorreu em 1825, com a independência do território que formou o Estado Oriental do Uruguai.
Logo depois as Lojas maçônicas de lá foram tiradas do rol da numeração do GOB, com isso algumas Lojas Maçônicas do Brasil, como a Augusta e Respeitável Grande Benfeitora Loja Simbólica Estrela do Rio Claro, hoje no 0496, tinham outro número.
Em agosto de 1896, Boletim Oficial No 6 - Ano 21, em sua primeira página, após a capa, traz um alerta aos maçons: “O último arranco”. Nas páginas de número 346 até 376 registra as Lojas Maçônicas no Brazil, – “Damos em seguida as Lojas que se constituíram sob a obediência dos Grandes Orientes aos Valles do Lavradio e dos Beneditinos, com diversos esclarecimentos ...”
Nesta lista com 529 Lojas, onde constam também Lojas do Uruguai - a Guerra da Cisplatina que havia ocorrido de 1825 a 1828, havia separado o novo País do Brasil, porém as Lojas Maçônicas só o foram separadas, da Maçonaria Brasileira, mais tarde. Neste rol das Lojas, aparece como sendo a de número 505, “Estrella do Rio Claro” – rito escosses – São João do Rio Claro, (S. Paulo) – 2 de março de 1896. Hoje o número desta Loja é 496 do GOB.
Por Irmão Dário Ângelo Baggieri
O homem maçom, verdadeiramente iniciado, não se basta a si só, ele precisa da sociedade para sua cultura física, intelectual e moral. Para que ocorra o bem comum, é necessário à sociedade de líderes, que é a Maçonaria Universal, promover e disciplinar seus membros, os auxiliando na sua auto- lapidação contínua no aprimoramento moral, intelectual, pessoal, familiar, profissional e também coletivo.
O homem profano, que não é virtuoso, é propriamente todo aquele que está diante e fora do templo e das leis que o regem no cosmo universal.
Hoje nos deparamos com inúmeros " irmãos" que nunca evoluirão e serão eternos profanos de aventais.
Essa assertiva é tão cristalina, que tem desmotivado muitos irmãos pelo Brasil e pelo mundo e que estão esvaziando nossas colunas progressiva e paulatinamente, com uma evasão que vem se acelerando nestas três últimas décadas, conforme vemos nos vários trabalhos publicados por irmãos das Potencias Regularmente Reconhecidas. Vemos os mais antigos se pronunciarem: A Maçonaria não é mais a mesma.... Perdeu a sua Essência...Está sendo prostituída pela malversação de seus valores... Está se tornando um clube de serviços e festinhas.... Enfim, em um caminho de extinção inexorável, em algumas décadas, como uma Instituição paladina da Moral e dos Bons Costumes.
Vemos muitos irmãos propalarem que a abertura que a globalização promoveu, expondo de maneira desvirtuada, muito de nossos usos e costumes, de uma maneira promíscua e tendenciosa por muitos desses PSEUDO-INICIADOS, que trouxeram às redes sociais, uma vulgarização sem precedência, da Maçonaria, inclusive com viés comercial, vemos nas mídias, muitos aproveitadores criando lojas virtuais, convidando para se iniciarem, OBVIAMENTE PAGANDO UMA QUANTIA RAZOÁVEL, ou seja, a coisa está tão vulgarizada e que sarcasticamente, ainda pode piorar mais. As nossas liderança assistem impávidas e nada fazem de efetivamente prático para coibir tais disparates. Vimos nesse início de Julho de 2022, as Potencias Maçônicas GOB, GOMG e GLMEMG, promulgarem um manifesto conjunto sobre o que Maçonaria Regular, nas mídias. Mas é muito pouco. Atitude isolada regional mineira, que deveria ser encampada pela CMSB, COMAB E GOB à Nível Brasil.
Após esse pequeno preâmbulo, que pode parecer desproposital ao título em epígrafe, vemos que evoluir na senda das virtudes é uma tarefa extremamente penosa, difícil e exclusivamente pessoal, de cada irmão mas que redundará certamente no coletivo, em nossa Sublime Instituição.
Ir.’.VALERIO DE OLIVEIRA MAZZUOLI
Para que nos reunimos neste Augusto Templo? Esta é uma das indagações que o Venerável Mestre faz ao Irmão 1º Vigilante na abertura ritualística do REAA e cuja resposta é das mais complexas e significativas para toda a maçonaria universal:
“Para combater o despotismo, as tiranias, os preconceitos, as injustiças, a ignorância e os erros; para promover o triunfo da Verdade, da Liberdade e da Justiça; para pugnar pela evolução do Homem, o bem-estar da Pátria e da Humanidade, levantando Templos à Virtude e cavando masmorras ao vício”.
Uma análise escorreita da sentença exarada pela 1ª Vigilância faz-se necessária à exata compreensão dos propósitos maiores que levam a maçonaria a ultrapassar fronteiras, espraiando-se pelos quatro cantos do planeta. De fato, na maçonaria os propósitos maiores (coletivos) sempre prevalecem sobre os menores (individuais). Nesse sentido, cada Obreiro terá por missão propagar – sobretudo em sua vida profana – tais princípios e propósitos, para o seu próprio bem, de sua família, da sociedade e de toda a humanidade.
A apreensão do significado desses belíssimos propósitos maçônicos expressos na abertura ritualística do REAAé imperativa a todos os Irmãos de Ordem, que não podem se furtar em bem compreendê-los e devidamente aplicá-los, seja dentro ou fora da Oficina, transformando as lições ali apreendidas em verdadeira profissão de fé.
O objetivo deste ensaio é verificar como se desdobra – e, como consequência, como se interpreta devidamente – a resposta da 1ª Vigilância ao Venerável Mestre ao profundo questionamento por este realizado: Para que nos reunimos neste Augusto Templo?
Às vezes, geralmente se estabelece uma espécie de correspondência entre o maçonismo e o voltairismo. Mas o que não costuma ser dito é que Voltaire foi iniciado na Maçonaria aos oitenta e quatro anos, exatamente sete semanas antes de sua morte.
Foi na terça-feira, 7 de abril de 1778, que Voltaire deixou o mundo profano para entrar na sociedade dos mistérios. Especificamente no templo de Les Neuf Soeurs que ficava na sede do Grande Oriente. O busto de Luís XVI, o do Grão-Mestre, o do rei Frederico II da Prússia, o de Helvécio, suposto fundador da loja, davam as boas-vindas a Voltaire. Todos os grandes homens da Maçonaria Francesa estavam presentes, Benjamin Franklin entre eles.
O abade Cordier de Saint-Firmin foi o encarregado de apresentar Voltaire. A loja, a pedido do padre padrinho do profano, decidiu que, por causa de sua idade e problemas de saúde, Voltaire estava isento das provações mais dolorosas. Assim, ele não estava com os olhos vendados, por exemplo. Mas, em vez disso, uma cortina preta o impediu de ver o Oriente até o momento em que a iniciação foi um fato consumado. Uma comissão de nove membros nomeados pelo Venerável tinha o encargo de receber e preparar o candidato. Este, apoiado pelos irmãos Franklin e Court de Gébelin, entrou no templo. Depois de ter respondido de maneira notável às questões de moral e filosofia, que o Venerável levantou.
Lalande então o fez emprestar a obrigação; recebeu-o como aprendiz, seguindo o costume, e comunicou-lhe os sinais, as palavras e os sinais de reconhecimento. Uma coroa de louros veio a rodear-lhe a cabeça, que o novo irmão não quis guardar, e quando Lalande se aproximou dele para lhe pôr o avental que tinha pertencido a Helvécio, o novo irmão levou-o aos lábios, homenageando assim o seu memória.
Por Irmão Antonio Binni
A Maçonaria regula, em termos meticulosos e obrigatórios, a posição que o corpo deve assumir tanto quando o iniciado entra no Templo, como quando o deixa, seja esta uma Loja ou uma Câmara de aperfeiçoamento. Incidentes, observo que não há ritos que possam ser realizados sem o corpo. A Maçonaria, no entanto, ignora completamente a noção de corpo em si, no sentido de ser objetivamente considerado e assim entendido, embora obviamente a pressuponha.
Uma afirmação, aliás, nem negada nem contrariada mesmo quando em grau, que, para a devida discrição não nomeio, o Ritual enfatiza a importância dos sentidos entendidos como tantas fontes mediadas de conhecimento, janelas autênticas sobre o mundo circundante. Desse ponto de vista, o corpo não é de fato considerado em sua complexa singularidade, mas, ao contrário, como um organismo, ou seja, como uma soma de elementos cognitivos indiretos.
Por Rosmunda Cristiano
Não há coisa visível, em todo o mundo, mais digna do que o sol para atuar como símbolo de Deus, pois ilumina com vida visível, primeiro ele mesmo, depois todos os corpos celestes e terrestres. Dante
O Sol tem um significado muito importante na Maçonaria. Adorado por quase todos os povos antigos, indica sabedoria, amor e intelecto. Em sentido mais amplo, representa a parte masculina e remete à origem e à razão que traz luz onde a escuridão domina e ilumina o intelecto.
Talvez nenhum símbolo seja mais antigo que o do sol e tenha mais significado para o maçom.
Chamado Samas pelos babilônios, que é fiador da justiça, Elios pelos gregos, deus do fertilizante, como evidencia o antigo costume da fogueira do solstício de verão, cujas cinzas eram espalhadas para fertilizar os campos antes da nova semeadura.
Imagem do bem e governante do nosso destino segundo Platão, era considerada o elo entre o mundo sensível e o mundo supra-sensível, energia que, emanando do Uno, encarnava-se na matéria e possibilitava que todas as coisas voltassem a ser, ao Grande Arquiteto.
Juntamente com sua dualidade polar, a Lua é colocada no Leste, e também está presente no Quadro da Loja. O Sol está à direita do Venerável Mestre, enquanto a Lua está à esquerda.
Seu movimento marca o trabalho na Loja, pois tanto o Primeiro Vigilante quanto o Segundo Vigilante cumprem seu dever tendo-o como referência.
O dever do Segundo Vigilante é, de fato:
permanecendo no Sul, observe o Sol em seu Meridiano, chame os Irmãos do Trabalho para o Recreio e do Recreio para o Trabalho.
O Sol também é um gerador de luz e calor, portanto de vida. Sem sua existência, todas as formas vivas na Terra desapareceriam. Portanto, não deveria ser surpreendente se, por milênios, na maioria das culturas, ele foi reverenciado como uma divindade vivificante, em oposição ao fraco luar, fraco e pálido demais para desempenhar as mesmas funções que a estrela solar.
A chamada "religião solar" é tão antiga quanto o homem. Há vestígios disso desde os primeiros tempos. Inimigo da escuridão e, portanto, da morte, representa não apenas a vida, mas também o renascimento da natureza durante a primavera, quando o frio e a escuridão dão lugar ao calor e à luz e ao próprio homem, quando o gelo e a escuridão da ignorância profana se dissolvem graças à a irrupção da luz iniciática.
No momento em que o profano abandona seu mundo anterior e abraça a Luz Maçônica, ele renasce para si mesmo, não apenas simbolicamente, mas realmente, isto é, psíquica e espiritualmente. Ele é, portanto, "homem novo", ou "Homem de Luz" no sentido mais verdadeiro da linguagem simbólica. A Luz iniciática deve ser graduada e proporcional à sua efetiva capacidade de recepção.
Por Jesús Escribano
Vemos que no capítulo 25 do Livro do Êxodo, o candelabro judaico foi criado pelo Grande Arquiteto e por sua vez ordenando sua construção junto com a do Mishkan, o tabernáculo da reunião.
Para os católicos, o castiçal judaico ou menorá é um castiçal, é um objeto litúrgico muito importante. Eles são encontrados em todas as igrejas e são colocados em altares onde são iluminados para expressar fé e esperança através de sua luz. A luz sempre foi um símbolo muito importante para os cristãos, associada à ressurreição de Cristo, por isso carrega um significado profundo e majestoso.
Mesmo para os judeus, a luz era muito importante, como evidenciado por sua apreciação da menorá. A palavra Menorá vem da mesma raiz o, que significa luz, e refere-se ao castiçal de sete braços, símbolo do judaísmo. Na verdade, a menorá original era mais uma lâmpada a óleo do que um castiçal, mas a diferença era muito pequena neste caso, e hoje o castiçal de sete braços também é conhecido como menorá.
Mas o que é esse artefato?
A menorá é uma estrutura com sete hastes sobre a qual arde uma lamparina a óleo, descrita em detalhes em termos de forma, tamanho e material daquela que foi construída na Torá no Livro do Êxodo. De fato, quando o Grande Arquiteto apareceu a Moisés, ele o ordenou, entre outras coisas, a fazer algo tangível que se tornaria um símbolo do judaísmo: “Faça um candelabro de ouro puro. Sua base, seu pé, suas taças e suas flores formam uma única peça.” (Êxodo 25.31)
Sempre esteve associado à morada, ou seja, ao santuário móvel, que representa o lugar onde se manifesta a presença do Grande Arquiteto na terra.
Sua construção
O Tabernáculo Judaico foi construído exatamente como Moisés o descreveu em seu retorno do Monte Sinai. Originalmente era uma loja de tecidos. No interior foi guardado o chamado "lugar santo", a Arca da Aliança, que contém as Tábuas dos Dez Mandamentos e outros objetos sagrados. Então, de um paraíso turístico muito lotado, um Tabernáculo robusto e estável foi erguido. Esta sendo no século X aC, dentro do Templo de Jerusalém construído pelo Rei Salomão.
De qualquer forma, a Menorá era considerada um símbolo do judaísmo como algo tão precioso e importante que, ao saquear Jerusalém no ano 70 d.C., o imperador Tito quis que ela fosse imortalizada no arco triunfal que lhe foi dedicado no Fórum Romano.
Até hoje, não se sabe o que aconteceu com a Menorá (ou o candelabro judaico) guardado no templo. Uma das lendas diz que o que Tito roubou era na verdade uma farsa, e o original ainda está escondido em algum lugar de Israel. No entanto, o lustre premiado acabou reaparecendo na história. Primeiro nas mãos dos vândalos, e depois em Constantinopla, até que seu rastro se perdeu.
E seu simbolismo?
Algumas tradições da Menorá mostram a representação simbólica da sarça ardente na qual Moisés ouviu o eco da voz do Grande Arquiteto no Monte Horebe.
Portanto, o candelabro judaico de sete braços simbolizará a luz divina difusa. Para outros, as sete luzes da Menorá representam os 7 dias da criação do universo e que a luz central é o sábado.
Diz-se também que as sete lâmpadas representam 7 céus preenchidos com a luz do Grande Arquiteto, ou sua presença com 7 olhos observando o Templo, assim como o sistema planetário, o sol no centro e os planetas. Para a Cabala, o castiçal judaico também é um símbolo de todo o alfabeto hebraico. Na verdade, tem sete braços com 22 saliências, como 22 letras do alfabeto. Os judeus também afirmavam que o óleo ardente em suas lâmpadas era uma imagem material do que teria ungido o Messias.
Um ponto no círculo da união nacional e territorial!
Por Irmão Marco Antonio Peres
I – Introdução:
Porque os maçons têm uma data considerada como sua?
O intuito desse trabalho não é o de diminuir a importância da data do Sete de Setembro, quando se comemora a Independência do Brasil – data magna da nacionalidade, e sim a exaltá-la dando-lhe a importância devida. O que se abordará é o contexto que nos levou a lembrar-nos do ponto que fechou um círculo e iniciou outro.
Buscar-se-á, com o relato, no entanto, registrar a imagem de uma realidade histórica que, a nosso ver, deixou de ser colocada às claras, pelos historiadores, no contexto global, e dessa forma, apresentar ao povo de uma forma didática.
Devemos sim continuar a enaltecer o fato e até nos emocionar com o Grito do Ipiranga, que se comemorará 200 anos no próximo dia 7 de setembro de 2022.
Devemos lembrar que nossas discussões, divisões e decisões internas, na maçonaria são só nossas, e, muitas vezes, pontos importantes para mudanças de rumo na história universal se perdem para o cidadão profano.
Os maçons, e em especial maçons brasileiros, são detentores de informações estratégicas dos acontecimentos da Independência do Brasil, e outros, pelo fato de a maçonaria da época estava interligada com o desenrolar íntimo dos acontecimentos. Em linguagem moderna, pode-se afirmar que a maçonaria era a vanguarda do movimento da Independência do Brasil, se sobrepondo aos acontecimentos, uns aos outros, como as telhas de um telhado.
Como não existiam os partidos políticos ou entidades constituídas fortes para articular, coordenar e mobilizar o povo e as elites, a maçonaria agiu, individual e institucionalmente, como um verdadeiro aglutinador para a busca da Independência. Os maçons brasileiros daquela época juravam, ao ingressar na maçonaria, além dos compromissos habituais e cerimoniais, o de realizar a independência do Brasil.
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