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Vivemos um momento curioso no mundo do marketing. Nunca se falou tanto de propósito, sustentabilidade, responsabilidade corporativa e impacto positivo — e, ao mesmo tempo, nunca foi tão legítima a dúvida sobre até que ponto estes conceitos se traduzem em decisões reais dentro das empresas.Quando falamos de um marketing com propósito, será que temos clareza sobre o que isso significa? E onde acaba a intenção genuína e começa o que poderíamos chamar de purpose-washing?
Para nos ajudar a pensar estas questões, ninguém melhor do a convidada deste episódio. Com um percurso no ensino e na investigação, a Marta Bicho está hoje à frente do IPAM – Instituto Português de Administração de Marketing. Tem sido uma ativa promotora da ligação entre a academia e o mundo empresarial e é apaixonada pelo tema da liderança e do marketing com propósito – sobre o qual conversamos neste episódio.
Falamos ainda do papel das escolas na preparação para um mundo instável e em mudança, e, inevitavelmente, das competências humanas de que vamos precisar num tempo cada vez mais dominado pela tecnologia.
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O papel da Academia: formar profissionais, não só técnicosMarketing B2B: menos “sexy”, mais provável
Quando ouvimos, e ouvimos a cada momento, que a inteligência artificial vai mudar tudo, o que significa esse “tudo”? E, se a mudança é tão avassaladora, como é que nos devemos preparar para ela? São perguntas que hoje estão na cabeça de todos nós, mas que têm ocupado especialmente o nosso convidado deste episódio.
O Pedro Aguiar tem um currículo que até assusta. É um empreendedor várias vezes reincidente, administrador de diversas empresas e pensador muito atento ao cruzamento entre a neurociência, a gestão e cultura organizacional.
É também docente e palestrante sobre muitos temas, mas com um grande destaque, nos últimos tempos, para a Inteligência Artificial – que é também o assunto do seu próprio podcast, o Decoding AI.
É essa multi e interdisciplinaridade que faz a riqueza desta conversa sobre uma transformação que não é só tecnológica. É cultural, social e afeta a própria compreensão do que significa sermos humanos.
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Vivemos uma era em que o marketing nunca teve tantas ferramentas — nem tantas desculpas. Dados, automação, inteligência artificial e canais digitais prometem eficiência total, mas trazem um risco: quanto mais tecnologia, maior a tentação de abdicar do pensamento estratégico.
Quem faz o alerta é Rui Nunes, convidado deste episódio e um dos profissionais mais experientes do marketing digital em Portugal. Com um percurso que passa por décadas, pela liderança de várias empresas e por um consistente sucesso em mercados internacionais, Rui alia o domínio técnico profundo a uma ideia muito clara: a de que ferramentas só criam valor quando sustentadas por estratégia, ética e entendimento real do cliente.
Neste episódio, Rui desmonta alguns vários mitos contemporâneos — da suposta morte do e-mail à ideia de que a IA pensa por nós. Fala sobre foco, contexto e profundidade como antídotos para a saturação comunicacional, explica por que a construção de marca continua a ser uma vantagem “injusta” no B2B e mostra como a tecnologia deve libertar tempo para decidir melhor — não para decidir menos. Um episódio para quem quer parar de correr atrás de tendências e começar a construir vantagem sustentável.
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Numa atividade como o marketing ou a comunicação, em que há uma tremenda pressão para fazer e fazer depressa, nem sempre é fácil encontrar o espaço para parar, ganhar distância e refletir sobre o que fazemos. É para contrariar esta dificuldade que, no nosso podcast, frequentemente temos convidados ligados à academia. Profissionais para quem esse pensar, esse ganhar distância, não é algo que acontece nos intervalos, mas é a atividade principal.
Mas é ainda melhor quando o nosso convidado leva essa capacidade de reflexão e sistematização para áreas normalmente associadas apenas ao talento individual – como é o caso da criatividade. É o que faz o Alexandre Duarte, professor e investigador de referência nas ciências da comunicação, com um foco na criatividade publicitária e na construção de marca. Com uma bagagem de muitos anos como criativo e estratega de comunicação, o Alexandre explica-nos neste episódio como se faz a ponte entre a teoria e a prática, e porque é que ela é tão importante nestes nossos tempos de mudança acelerada.
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Se há uns anos o caminho entre o "conhecer uma marca" e o "comprar o produto" parecia uma linha reta, hoje assemelha-se mais a um labirinto. No universo B2B, onde as decisões são complexas, os ciclos de venda longos e os interlocutores múltiplos, este desafio é ainda maior. Como é que uma marca se mantém relevante e coerente quando a tecnologia e os comportamentos estão sempre a mudar?
Para nos guiar nesta interseção entre marca, tecnologia e negócio, o convidado deste episódio é Rodrigo Gralheiro. Com um percurso que o levou das agências (Wunderman, BBDO) à liderança digital em grandes organizações, o Head of Digital Branding na NOS conhece como ninguém os desafios de criar uma marca num ambiente cada vez mais fragmentado, complexo de veloz.
Nesta conversa, mergulhamos no papel do digital não apenas como canal, mas como construtor de experiência e confiança. Falámos sobre o fim do "funil de vendas" tradicional, a ascensão do Thought Leadership como ferramenta crítica no B2B e o difícil equilíbrio entre a sofisticação técnica e a clareza na comunicação. O Rodrigo partilhou ainda a sua visão sobre a internalização de competências nas marcas e as transformações que a Inteligência Artificial já está a causar.
Oiça o episódio e descubra:
Como gerir a "personalidade da marca" em plataformas tão distintas como o LinkedIn e o TikTok sem perder a coerência.
Os desafios de medir o retorno no B2B: como avaliar o sucesso de ações de meio de funil que não geram vendas imediatas, mas qualificam leads.
As diferenças cruciais entre estratégias B2C e B2B e o papel central do Thought Leadership (webinars, artigos, podcasts) na criação de confiança empresarial.
Por que razão o modelo tradicional de agência está a mudar.
Como encontrar o tom certo na comunicação tecnológica: o equilíbrio difícil entre não alienar o público geral e demonstrar especialização aos decisores técnicos.
O conceito de "Messy Middle" e por que devemos abandonar a ideia linear do funil de vendas em favor de um planeamento baseado no comportamento.
Sobre o convidado:
Perfil de Rodrigo Gralheiro no LinkedIn
Linkedin da NOS SGPS
Podcast recomendado:
Prof G (com Scott Galloway)
Pessoas Mencionadas:
Carlos Vieira - Ones Atelier
Claude Hopkins
David Droga
Nick Law
Instituições e Eventos Mencionados
Universidade de Aveiro
South by Southwest (SXSW)
Empresas e Marcas Mencionadas
Wunderman
Uber
Glovo
WOO
Duolingo
Livro Mencionado
Lester Wunderman – Being Direct
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Dizer que as empresas são feitas de pessoas é obviamente um cliché – mas os clichés tornam-se clichés por alguma razão. Neste caso, talvez a necessidade de repetir tantas vezes esta frase venha de que, apesar de verdadeira e óbvia, ela seja tão fácil de esquecer.
Mas se há alguém que não se esquece, nem por um minuto, do papel das pessoas nas organizações, é a convidada deste episódio. Considerada uma das Top 10 entre os gestores de RH em Portugal pela Organização Internacional de Diretores de Capital Humano, Carla Regina Oliveira é Diretora de Recursos Humanos da Brasmar, empresa líder em produtos do mar e protagonista de um crescimento impressionante nos últimos anos.
Qual é o papel dos recursos humanos no suporte a esse crescimento e quais são os desafios que ele traz, especialmente num contexto de aceleração tecnológica? São algumas das questões que abordamos nesta conversa, em que a Carla partilhou princípios simples, mas muitas vezes esquecidos, como comunicar e envolver, aprender com quem chega, celebrar o que dá certo e ajustar o que falha. E ainda lembrou a importância de ter uma marca forte para quem queira atrair e reter o melhor talento.
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“Não existem commodities” - declarou, num artigo famoso, Theodore Levitt. “Todos os bens e serviços podem ser diferenciados”. Se, em teoria, isto é algo que ninguém discute, encontrar estes fatores de diferenciação pode ser mais difícil nuns setores do que noutros.
É o caso da papelaria, setor em que opera a Firmo, tanto no mercado B2C como no B2B. Um caderno é um caderno: como então manter a preferência de consumidores e empresas durante décadas, sem contar exclusivamente com o mais fácil – o preço?
Foi sobre isso que conversamos com a Ângela Araújo, Diretora de Marketing, que nos contou como a inovação, a qualidade do serviço e a capacidade de ouvir e antecipar-se ao mercado têm permitido à Firmo capitalizar o seu legado sem perder a relevância.
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Nos últimos anos, Portugal fez um caminho muito significativo na internacionalização das suas empresas, mas é um caminho que está apenas no começo. A internacionalização continua a ser uma prioridade, e, para nos falar sobre esse tema, ninguém mais qualificado do que o Luciano Montenegro Menezes.
Com uma carreira que passa pelo Brasil, Portugal e muitos outros mercados, o Managing Partner do World Trade Center Lisboa e Vice-Presidente da World Trade Centers Association vê a internacionalização como algo que deve estar no radar de todas as empresas, desde que nascem. Neste episódio, explica-nos também os erros mais comuns e partilha casos de sucesso na conquista de mercados internacionais.
Trazida para Portugal pelo nosso convidado, a marca World Trade Center quase dispensa apresentações – mas talvez nem toda a gente saiba a extensão da sua atividade na criação de conexões entre empresas e líderes do mundo inteiro. Por aqui, o World Trade Center Lisboa tem também esse papel de catalisador de negócios, estimulando a entrada de empresas estrangeiras no país e promovendo missões comerciais, entre outras atividades de apoio ao crescimento das empresas por cá e lá fora.
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Toda a gente fala dela, todos já sabemos que está a mudar o mundo e que ainda vai mudar muito mais – embora não saibamos exatamente como.
Trata-se, claro, da inteligência artificial, para a qual nos avisam de todos os lados que temos de estar preparados. Será que estamos? Ainda bem que há pessoas cujo foco é ajudar nessa preparação – como é o caso do André F. Costa, investigador, professor, consultor e claramente um entusiasta da inteligência artificial e das suas possibilidades.
Longe do hype e dos cenários distópicos, o André falou-nos de casos reais de adoção da IA, dos seus riscos concretos (e não os imaginados) e de como começar pequeno pode gerar grandes resultados.
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Nos últimos anos, se há uma atividade que fez a diferença não só na economia, mas no dia a dia das pessoas, na fisionomia das cidades e na vida de toda a sociedade portuguesa, foi o turismo. Um setor em que hoje Portugal é uma referência mundial, com as suas boas práticas a serem estudadas e reproduzidas por destinos concorrentes.
Para nos ajudar a entender como isto aconteceu, contamos neste episódio do nosso podcast com o Hugo Teixeira Francisco. Docente, empreendedor, consultor e palestrante, o Hugo é sobretudo um apaixonado pela tecnologia e pelo turismo – um setor, segundo ele nos explica, maioritariamente B2B na sua cadeia de valor.
Mas o turismo não foi só um fator de mudança. O próprio setor, como tantos outros, tem-se transformado de forma acelerada, sob o impacto da tecnologia. A revolução digital mudou a forma como planeamos, vivemos e recordamos as nossas viagens, e essa mudança não parece perto de estar terminada. Neste episódio, o Hugo mostra-nos também o que têm de fazer os profissionais do turismo para saírem ganhadores desta transformação.
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Formação e certificações mencionadas:
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Capítulos do Podcast
(00:00) Introdução Hugo Francisco(02:58) O sucesso do turismo em Portugal(08:16) Turismo sustentável ou predatório(13:37) A disrupção digital no turismo(19:10) Quem ganha e quem perde com a IA(25:23) O turismo também é B2B(31:35) Estratégias que funcionam(39:10) Motivação para a formação(42:42) Segmento final
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