Mundaréu
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Mundaréu episodes

  • O Retículo Endoplasmático

    Seja bem-vinda, bem-vindo e bem-vinde à nossa viagem pela célula! Neste episódio, vamos perseguir um RNA mensageiro. Um pequeno resumo: na nossa primeira parada, o Núcleo, a gente encontrou limitações na inclusão de células femininas na pesquisa biomédica. Dizer que uma célula é feminina não significa muita coisa, ou melhor, pode significar muitas coisas diferentes. E também esbarramos nos perigos, científicos e sociais, de nos limitarmos às opções masculino e feminino. Mas continuo me perguntando se escolher uma célula atribuída como feminina pode ser uma mudança positiva para o avanço da saúde das mulheres. 

    Por isso, estamos perseguindo essa pequena cópia do material genético, o RNA. Ele carrega parte das informações para fora do Núcleo. As orientações que vêm do material genético serão traduzidas em proteínas. São elas, as proteínas, que comandam a estrutura e funcionamento da célula. Vamos ver o que é produzido a partir da utilização de uma célula atribuída como feminina.

    Será que o sexo do modelo determina de quem é o corpo que está sendo considerado na pesquisa biomédica? Faz diferença isso para outros corpos, de outros sexos, outras raças? Escolher uma célula marcada como feminina pode direcionar a pesquisa a favor dos interesses das mulheres?

    Vem comigo se perder e se encontrar pelo Retículo Endoplasmático?

     

    Mais Informações

    Transcrição completa do episódio

    Currículo Bruno Paranhos

    Currículo Aryella Maryah Couto Correa

     

    Materiais Extras

    MANICA, Daniela Tonelli; ASENSI, Karina Dutra; MAZZARELLI, Gaia; et al. Gender bias and menstrual blood in stem cell research: A review of pubmed articles (2008–2020). Frontiers in Genetics, v. 13, 2022. 

    MANICA, Daniela Tonelli. PEREIRA, Brunno Souza Toledo. Células-tronco adultas, potências condicionadas e biotecnologias de transformação. In: Rohden, Fabíola. Pusseti, Chiara. Roca, Alejandra (org.). Biotecnologias, transformações corporais e subjetivas: saberes, práticas e desigualdades. Brasília, DF: Aba Publicações, 2021. 

    MANICA Daniela Tonelli. Menstrual blood in stem cell research: “gender trouble” and governance. In:18th IUAES World, 2018, Florianópolis. Congress Conference Proceedings 18th IUAES World Congress, 2018, p. 1394 -1400. 

    MANICA, Daniela Tonelli. Estranhas entranhas: de antropologias, e úteros. Amazônica – Revista de Antropologia, v. 10, n. 1, p. 22–41, 2018.

    GARCIA-SIFUENTES, Yesenia; MANEY, Donna L. Reporting and misreporting of sex differences in the biological sciences. eLife, v. 10, p. e70817, 2021. 

    PLEVKOVA, J.; BROZMANOVA, M.; HARSANYIOVA, J.; et al. Various aspects of sex and gender bias in biomedical research. Physiological Research, v. 69, n. Suppl 3, p. S367–S378, 2020.

    KARP, Natasha A; REAVEY, Neil. Sex bias in preclinical research and an exploration of how to change the status quo. British Journal of Pharmacology, v. 176, n. 21, p. 4107–4118, 2019.

    BENJAMIN, Ruha. People’s science: bodies and rights on the stem cell frontier. Stanford (Calif.): Stanford university press, 2013. 

    SCHIEBINGER, Londa L. Has feminism changed science? Cambridge, Mass: Harvard University Press, 1999.

    NIEMANN, Tarek; GREINER, Johannes F.W.; KALTSCHMIDT, Christian; et al. EPO regulates neuronal differentiation of adult human neural-crest derived stem cells in a sex-specific manner. BMC Neuroscience, v. 24, n. 1, p. 19, 2023.

    RANDOLPH, Lauren N.; BAO, Xiaoping; ODDO, Michael; et al. Sex-dependent VEGF expression underlies variations in human pluripotent stem cell to endothelial progenitor differentiation. Scientific Reports, v. 9, n. 1, p. 16696, 2019.

    LI, Yanhui; WEN, Yan; GREEN, Morgaine; et al. Cell sex affects extracellular matrix protein expression and proliferation of smooth muscle progenitor cells derived from human pluripotent stem cells. Stem Cell Research & Therapy, v. 8, n. 1, p. 156, 2017

    MEYFOUR, Anna; ANSARI, Hassan; PAHLAVAN, Sara; et al. Y Chromosome Missing Protein, TBL1Y, May Play an Important Role in Cardiac Differentiation. Journal of Proteome Research, v. 16, n. 12, p. 4391–4402, 2017.

    LEE, Won-Jae; LEE, Seung-Chan; LEE, Jeong-Hyun; et al. Differential regulation of senescence and in vitro differentiation by 17³-estradiol between mesenchymal stem cells derived from male and female mini-pigs. Journal of Veterinary Science, v. 17, n. 2, p. 159, 2016.

    PUNDOLE, Xerxes N.; BARBO, Andrea G.; LIN, Heather; et al. Increased Incidence of Fractures in Recipients of Hematopoietic Stem-Cell Transplantation. Journal of Clinical Oncology, v. 33, n. 12, p. 1364–1370, 2015

    NGUYEN, Thong Ba; LAC, Quan; ABDI, Lovina; et al. Harshening stem cell research and precision medicine: The states of human pluripotent cells stem cell repository 155 diversity, and racial and sex differences in transcriptomes. Frontiers in Cell and Developmental Biology, v. 10, p. 1071243, 2023.

    KEZER, Camille A.; SIMONETTO, Douglas A.; SHAH, Vijay H. Sex Differences in Alcohol Consumption and Alcohol-Associated Liver Disease. Mayo Clinic Proceedings, v. 96, n. 4, p. 1006–1016, 2021.

    SKLOOT, Rebecca. A vida imortal de Henrietta Lacks. 1 ed. Nova Iorque: Companhia das Letras, 2011.

    CASTRO, Rosana. Economias políticas da doença e da saúde: uma etnografia da experimentação farmacêutica. São Paulo: Hucitec Editora, 2020. 

     

    Expediente de Produção

    Coordenação geral do Mundaréu: Daniela Manica

    Equipe Mundaréu: Daniela Manica, Clarissa Reche, Fernanda Mariath, Irene do Planalto Chemin, Igor Pereira e Maxie Viana
    Coordenação da série “Feminista In Vitro”: Fernanda Mariath e Daniela Manica
    Resultado da  dissertação de mestrado em Divulgação Científica e Cultural (Labjor/IEL, Unicamp): “Feminista In Vitro: Situando sexo e gênero na pesquisa biomédica com células-tronco” (CAPES Processo: 88887.826615/2023-00, código de financiamento 001), defendida por Fernanda Mariath e orientada pela professora Daniela Manica
    Projeto de jornalismo científico: “Amplificando um Mundaréu de sons feministas: projeto multimodal de jornalismo científico e divulgação científica” (FAPESP 2025/16311-2) e “Um Mundaréu feminista: projeto multimodal de jornalismo científico e divulgação científica” (FAPESP 2024/15321-1), sob responsabilidade de Fernanda Mariath e supervisionado pelas professoras Daniela Manica e Germana Fernandes Barata (Unicamp)
    Projeto de pesquisa relacionado: “Corpo, gênero e tecnociências: as “células-tronco” do sangue menstrual” (FAPESP 2018/21651-3)
    Equipe do projeto de pesquisa relacionado: Daniela Tonelli Manica (investigadora principal), Germana Fernandes Barata, Karina Dutra Asensi, Marko Synésio Alves Monteiro, Regina Coeli dos Santos Goldenberg e Simone Pallone de Figueiredo
    Projeto de pesquisa relacionado a este episódio: E-28/2021 – Programa de apoio a projetos temáticos no estado do Rio de Janeiro 2021
    Pessoas entrevistadas: Amiel Modesto Vieira, Aryella Maryah Couto Correa (IOC/FIOCRUZ), Bruno Paranhos (UFRJ), Daniela Tonelli Manica (Unicamp), Hannah Cowdell (University of Exeter, Inglaterra), Julia Helena Barros (UFRJ) , Karina Dutra Asensi (UFRJ), Malin Ah-King  (Stockholm University, Suécia), Regina Coeli dos Santos Goldenberg (UFRJ), Sarah Richardson (Harvard, Estados Unidos) e Tais Hanae Kasai Brunswick (UFRJ)
    Link no Repositório de Dados de Pesquisa da Unicamp: https://doi.org/10.25824/redu/HXWSLR 
    Entrevistadoras: Fernanda Mariath e Daniela Tonelli Manica
    Montagem e edição dos episódios: Fernanda Mariath 
    Transcrição completa do episódio: Fernanda Mariath 
    Revisão da transcrição dos episódios: Igor Pereira e Maxie Viana
    Identidade visual da série: Bianca Bursi 
    Trilha sonora da série: Gabriel Marcal 
    Sonoplastia: Fernanda Mariath 
    Montagem do teaser: Fernanda Mariath 
    Conteúdo do sítio eletrônico: Fernanda Mariath 
    Divulgação: Fernanda Mariah 
    Financiamento: FAPESP, CAPES, CNPq e Unicamp
    Agradecimentos: À Capes pela bolsa de mestrado (Processo: 88887.826615/2023-00, código de financiamento 001), à FAPESP pela bolsa Mídia Ciência (Processo: 2025/16311-2 e 2024/15321-1), aos funcionários do Labjor, às professoras Germana Fernandes Barata e Marina Nucci, a toda equipe do Mundaréu e do Labirinto que contribuíram para produção dessa série, aos meus amigos e minha família!

    Vamos adorar saber o que você achou, entre em contato: [email protected]

    37 min
  • O Núcleo

    Você sabe qual é o sexo das suas células? E qual é o sexo das células utilizadas na pesquisa biomédica? Será que masculino ou feminino são as únicas opções para essa resposta? Ou existem células femininas, masculinas, não-binárias, intersexo? Existem células queer? Que embaralham, disputam e desafiam o que é entendido como masculino e feminino? Nas nossas células, cabe a diversidade dos nossos corpos?

    O Núcleo armazena todo o material genético da célula, é como uma central de comando. Só que as orientações para estrutura e funcionamento da célula, em vez de estarem salvas em computadores, estão armazenadas em códigos bioquímicos nas fitas e mais fitas de DNA, que se enroscam e se entrelaçam, formando cordões em formato de X, os cromossomos. Como os cromossomos sexuais, que no discurso tradicional da biologia, definem o sexo das nossas células. 

    Na pesquisa com as células do sangue menstrual, a antropóloga Daniela Manica mostrou que o fato dessas células serem entendidas como “femininas” representa uma barreira para seu uso em pesquisas com células-tronco. Elas são explicitamente descartadas como um bom modelo, possível de ser amplamente adotado. Essa marcação se dá por causa da sua fonte. E a gente se perguntou no episódio passado: será que sexo e gênero são sempre levados em conta como fatores na escolha de modelos experimentais com células-troncos? Toda célula usada em pesquisas científicas é obtida a partir de partes dos nossos corpos. Corpos que têm sexo, gênero, raça ou etnia. Será que todas as nossas células são associadas a um sexo específico? Como essa atribuição é feita? E será que feminino ou masculino são as únicas opções realmente existentes? No Núcleo das nossas células, não caberia também a diversidade dos nossos corpos? Justamente por causa dessas perguntas, a gente veio parar aqui. A nossa primeira parada nessa viagem pela célula.

    Vem comigo nadar pelo núcleo à procura dos cromossomos sexuais?

     

    Mais Informações

    Transcrição completa do episódio

    Currículo Daniela Tonelli Manica

    Currículo Sarah Richardson

    Site GenderSci Lab

    Currículo Julia Helena Barros

    Currículo Bruno Paranhos

    Currículo Amiel Vieira

    Instagram do Núcleo de Consciência Trans (NCT) da Unicamp

     

    Materiais Extras

    Política “Sexo como variável biológica” do Instituto Nacional da Saúde dos Estados Unidos 

    Diretrizes SAGER (Sex and Gender Equity in Research) em periódicos 

    Aprovação Cotas Trans na Unicamp

    SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação & Realidade, 20(2). 2017. 

    VELOCCI, Beans. The history of sex research: Is “sex” a useful category? Cell, v. 187, n. 6, p. 1343–1346, 2024.

    VIEIRA, Amiel. COSTA, Anacely Guimarães. PIRES, Barbara Gomes. CORTEZ, Marina. Intersexualidade: desafios de gênero. Periódicus. 2021, n.16, v.1, p.01-20.

    FAUSTO-STERLING, Anne. Sexing the body: gender politics and the construction of sexuality. 1 ed. New York, NY: Basic Books, 2000.

    PAPE, Madeleine; MIYAGI, Miriam; RITZ, Stacey A.; et al. Sex contextualism in laboratory research: Enhancing rigor and precision in the study of sex-related variables. Cell, v. 187, n. 6, p. 1316–1326, 2024. 

    GRABEK, Anaëlle; DOLFI, Bastien; KLEIN, Bryan; et al. The Adult Adrenal Cortex Undergoes Rapid Tissue Renewal in a Sex-Specific Manner. Cell Stem Cell, v. 25, n. 2, p. 290-296.e2, 2019.

    HARAWAY, Donna Jeanne. O manifesto ciborgue. In: SILVA, Tomaz Tadeu da. Antropologia do ciborgue: As vertigens do pós-humano. Belo Horizonte: Autêntica. 2000.

    BARAD, Karen. Performatividade queer da natureza. Revista Brasileira De Estudos Da Homocultura, 3(11), 300-346. 2021

     

    Expediente de Produção

    Coordenação geral do Mundaréu: Daniela Manica

    Equipe Mundaréu: Daniela Manica, Clarissa Reche, Fernanda Mariath, Irene do Planalto Chemin, Igor Pereira e Maxie Viana
    Coordenação da série “Feminista In Vitro”: Fernanda Mariath e Daniela Manica
    Resultado da  dissertação de mestrado em Divulgação Científica e Cultural (Labjor/IEL, Unicamp): “Feminista In Vitro: Situando sexo e gênero na pesquisa biomédica com células-tronco” (CAPES Processo: 88887.826615/2023-00, código de financiamento 001), defendida por Fernanda Mariath e orientada pela professora Daniela Manica
    Projeto de jornalismo científico: “Amplificando um Mundaréu de sons feministas: projeto multimodal de jornalismo científico e divulgação científica” (FAPESP 2025/16311-2) e “Um Mundaréu feminista: projeto multimodal de jornalismo científico e divulgação científica” (FAPESP 2024/15321-1), sob responsabilidade de Fernanda Mariath e supervisionado pelas professoras Daniela Manica e Germana Fernandes Barata (Unicamp)
    Projeto de pesquisa relacionado: “Corpo, gênero e tecnociências: as “células-tronco” do sangue menstrual” (FAPESP 2018/21651-3)
    Equipe do projeto de pesquisa relacionado: Daniela Tonelli Manica (investigadora principal), Germana Fernandes Barata, Karina Dutra Asensi, Marko Synésio Alves Monteiro, Regina Coeli dos Santos Goldenberg e Simone Pallone de Figueiredo
    Pessoas entrevistadas: Amiel Modesto Vieira, Aryella Maryah Couto Correa (IOC/FIOCRUZ), Bruno Paranhos (UFRJ), Daniela Tonelli Manica (Unicamp), Hannah Cowdell (University of Exeter, Inglaterra), Julia Helena Barros (UFRJ) , Karina Dutra Asensi (UFRJ), Malin Ah-King  (Stockholm University, Suécia), Regina Coeli dos Santos Goldenberg (UFRJ), Sarah Richardson (Harvard, Estados Unidos) e Tais Hanae Kasai Brunswick (UFRJ)
    Link no Repositório de Dados de Pesquisa da Unicamp: https://doi.org/10.25824/redu/HXWSLR 
    Entrevistadoras: Fernanda Mariath e Daniela Tonelli Manica
    Montagem e edição dos episódios: Fernanda Mariath 
    Transcrição completa do episódio: Fernanda Mariath 
    Revisão da transcrição dos episódios: Igor Pereira e Maxie Viana
    Identidade visual da série: Bianca Bursi 
    Trilha sonora da série: Gabriel Marcal 
    Sonoplastia: Fernanda Mariath 
    Montagem do teaser: Fernanda Mariath 
    Conteúdo do sítio eletrônico: Fernanda Mariath 
    Divulgação: Fernanda Mariah 
    Financiamento: FAPESP, CAPES, CNPq e Unicamp
    Agradecimentos: À Capes pela bolsa de mestrado (Processo: 88887.826615/2023-00, código de financiamento 001), à FAPESP pela bolsa Mídia Ciência (Processo: 2025/16311-2 e 2024/15321-1), aos funcionários do Labjor, às professoras Germana Fernandes Barata e Marina Nucci, a toda equipe do Mundaréu e do Labirinto que contribuíram para produção dessa série, aos meus amigos e minha família!

    Vamos adorar saber o que você achou, entre em contato: [email protected]

     

    46 min
  • A Célula

    Você lembra o que são células? Das aulas de biologia da escola? As células são essas pequenas estruturas arredondadas que formam os nossos corpos e de todos os seres vivos. Tem a aparência de um ovo frito. A gente consegue ver as células através dos microscópios. 

    As nossas células, e de outros animais, são uma ferramenta importante na pesquisa biomédica. Elas servem para fazer de conta que é um corpo humano que está ali, e mostram como o corpo funcionaria em determinadas condições. Na pesquisa científica, a gente as chama isso de modelos in vitro. São   células cultivadas em placas de vidro, as placas de Petri. Pesquisar com células permite que diversas perguntas científicas sejam feitas com mais controle e precisão. Realizando experimentos com esses modelos in vitro, a gente aprende um pouco mais sobre o funcionamento dos nossos corpos ou de alguma doença. E isso direciona a produção de novas tecnologias em saúde, como medicamentos, vacinas, equipamentos de diagnóstico… Mas de quem é esse corpo que tem suas especificidades e interesses representados nesses modelos? De quem são as características e necessidades consideradas na escolha dessas células?  Quem se beneficia com as tecnologias em saúde que são produzidas? 

    Quando eu era estudante na Farmácia, a sala de cultura, esse espaço dedicado ao cultivo de células, parecia permanecer isolada dos meus problemas feministas, asséptica a todas essas inquietações. Será que não é possível fazer uma pesquisa feminista com células? Com modelos in vitro? Será que, em uma placa de Petri, as práticas feministas não cabem? Eu realmente ia ter que escolher entre ser cientista ou feminista? 

    Vamos juntas contaminar a sala de cultura? Uma contaminação feminista!

     

    Mais Informações 

    Transcrição completa do episódio

    Currículo Daniela Tonelli Manica

    Currículo Regina Coeli dos Santos Goldenberg

    Currículo Karina Dutra Asensi

     

    Materiais Extras

    Dissertação de mestrado “Feminista In Vitro: Situando sexo e gênero na pesquisa biomédica com células-tronco”

    MANICA, Daniela Tonelli; ASENSI, Karina Dutra; MAZZARELLI, Gaia; et al. Gender bias and menstrual blood in stem cell research: A review of pubmed articles (2008–2020). Frontiers in Genetics, v. 13, 2022. 

    MANICA, Daniela Tonelli; GOLDENBERG, Regina Coeli Dos Santos; ASENSI, Karina Dutra. CeSaM, as Células do Sangue Menstrual: Gênero, tecnociência e terapia celular. Interseções: Revista de Estudos Interdisciplinares, v. 20, n. 1, 2018.

    MANICA, Daniela Tonelli. Estranhas entranhas: de antropologias, e úteros. Amazônica – Revista de Antropologia, v. 10, n. 1, p. 22–41, 2018.

    ASENSI, Karina Dutra. Alta resistência ao estresse oxidativo: possível vantagem terapêutica das células estromais mesenquimais derivadas do sangue menstrual no infarto do miocárdio. 2016. Tese (Doutorado em Fisiologia) – Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. 2016. 

    ASENSI, Karina Dutra. Sangue menstrual como fonte de células tronco resistentes ao estresse oxidativo. 2012. Dissertação (Mestrado em Fisiologia) – Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. 2012.

    FRANKLIN, Sarah. In Vitro Anthropos: New Conception Models for a Recursive Anthropology? The Cambridge Journal of Anthropology, v. 31, n. 1, 2013.

    BENJAMIN, Ruha. People’s science: bodies and rights on the stem cell frontier. Stanford (Calif.): Stanford university press, 2013.

    MARIATH, Fernanda. LOPES, Luis Philipe Nagem. A forma farmacêutica em perspectiva: cartas-diários como modos de fazer ciência feminista. Em: Modos de fazer e contar no labirinto: metodologias in(ter)disciplinares, feministas e criativas. MANICA, Daniela Tonelli; COSTA, Clarissa Reche Nunes da; CAMARGO, Fernando Monteiro (ORG.). Campinas, SP: Portal de Livros de Acesso Aberto, 2025. p. 296–325.

    CASTRO, Rosana; FLEISCHER, Soraya. Scientific policies and ethical economies in the development of vaccines against Zika. Ilha Revista de Antropologia, v. 22, n. 2, p. 63–95, 2020.

    HARAWAY, Donna. Ficar com o problema: Fazer parentes no Chthluceno. Trad. Ana Luiza Braga. São Paulo, SP: N-1 Edições, 2023.

    SCHIEBINGER, Londa L. O feminismo mudou a ciência? Editora da Universidade do Sagrado Coração. Bauru, 2001.

    Expediente de produção

    Coordenação geral do Mundaréu: Daniela Manica

    Equipe Mundaréu: Daniela Manica, Clarissa Reche, Fernanda Mariath, Irene do Planalto Chemin, Igor Pereira e Maxie Viana
    Coordenação da série “Feminista In Vitro”: Fernanda Mariath e Daniela Manica
    Resultado da  dissertação de mestrado em Divulgação Científica e Cultural (Labjor/IEL, Unicamp): “Feminista In Vitro: Situando sexo e gênero na pesquisa biomédica com células-tronco” (CAPES Processo: 88887.826615/2023-00, código de financiamento 001), defendida por Fernanda Mariath e orientada pela professora Daniela Manica
    Projeto de jornalismo científico: “Amplificando um Mundaréu de sons feministas: projeto multimodal de jornalismo científico e divulgação científica” (FAPESP 2025/16311-2) e “Um Mundaréu feminista: projeto multimodal de jornalismo científico e divulgação científica” (FAPESP 2024/15321-1), sob responsabilidade de Fernanda Mariath e supervisionado pelas professoras Daniela Manica e Germana Fernandes Barata (Unicamp)
    Projeto de pesquisa relacionado: “Corpo, gênero e tecnociências: as “células-tronco” do sangue menstrual” (FAPESP 2018/21651-3)
    Equipe do projeto de pesquisa relacionado: Daniela Tonelli Manica (investigadora principal), Germana Fernandes Barata, Karina Dutra Asensi, Marko Synésio Alves Monteiro, Regina Coeli dos Santos Goldenberg e Simone Pallone de Figueiredo
    Pessoas entrevistadas: Amiel Modesto Vieira, Aryella Maryah Couto Correa (IOC/FIOCRUZ), Bruno Paranhos (UFRJ), Daniela Tonelli Manica (Unicamp), Hannah Cowdell (University of Exeter, Inglaterra), Julia Helena Barros (UFRJ) , Karina Dutra Asensi (UFRJ), Malin Ah-King  (Stockholm University, Suécia), Regina Coeli dos Santos Goldenberg (UFRJ), Sarah Richardson (Harvard, Estados Unidos) e Tais Hanae Kasai Brunswick (UFRJ)
    Link no Repositório de Dados de Pesquisa da Unicamp: https://doi.org/10.25824/redu/HXWSLR 
    Entrevistadoras: Fernanda Mariath e Daniela Tonelli Manica
    Montagem e edição dos episódios: Fernanda Mariath 
    Transcrição completa do episódio: Fernanda Mariath 
    Revisão da transcrição dos episódios: Igor Pereira e Maxie Viana
    Identidade visual da série: Bianca Bursi 
    Trilha sonora da série: Gabriel Marcal 
    Sonoplastia: Fernanda Mariath 
    Montagem do teaser: Fernanda Mariath 
    Conteúdo do sítio eletrônico: Fernanda Mariath 
    Divulgação: Fernanda Mariah 
    Financiamento: FAPESP, CAPES, CNPq e Unicamp
    Agradecimentos: À Capes pela bolsa de mestrado (Processo: 88887.826615/2023-00, código de financiamento 001), à FAPESP pela bolsa Mídia Ciência (Processo: 2025/16311-2 e 2024/15321-1), aos funcionários do Labjor, às professoras Germana Barata e Marina Nucci, a toda equipe do Mundaréu e do Labirinto que contribuíram para produção dessa série, aos meus amigos e minha família!
    Dedicatória: À minha avó, Silvia Mariath, que teria adorado gravar o som da gargalhada como efeito sonoro.

     

    Vamos adorar saber o que você achou, entre em contato: [email protected]

     

    38 min
  • O Teaser

    Você já se perguntou como os medicamentos que você toma são testados? São anos de pesquisa pré-clínica com modelos de células, em animais, e mais alguns anos em ensaios clínicos com humanos. Antes disso, são décadas de pesquisa básica. Existe um tipo de célula que pode estar presente em todas essas etapas da pesquisa em tecnologias em saúde, da pesquisa básica à clínica: as células-tronco. 

    E se eu te contasse que no sangue menstrual é possível obter células com qualidades muito interessantes para serem escolhidas como modelo experimental em um laboratório? As células mesenquimais do sangue menstrual são abundantes, de fácil obtenção, super resistentes e rápidas de serem cultivadas. Mas… elas quase não são utilizadas! 

    Mesmo existindo diversos corpos que menstruam e mulheres que não menstruam, essas células são entendidas como femininas e, por isso, são descartadas como um modelo possível.  Só que, ao mesmo tempo, a pesquisa biomédica tem uma preferência histórica por modelos masculinos. Cientistas justificam que é possível extrapolar dados obtidos em modelos masculinos para todos os nossos corpos diversos. Se o sexo de uma célula dita masculina não é uma barreira, qual é então o problema de se escolher uma célula marcada como feminina? O sexo do modelo faz diferença? 

    Nessa série de podcast, eu, Fernanda Mariath,  vou te levar em uma viagem pela célula! E a partir das organelas, as partes pequeninhas dentro dela, vou te contar sobre as células do sangue menstrual e trazer discussões feministas sobre a pesquisa biomédica com células-tronco.

    Vem comigo por uma viagem pela célula?

     

    Materiais Extras

    Transcrição completa do episódio

    Dissertação de mestrado “Feminista In Vitro: Situando sexo e gênero na pesquisa biomédica com células-tronco”

    Artigo CeSaM, as Células do Sangue Menstrual: Gênero, tecnociência e terapia celular

    Revisão sobre a proporção de artigos com as células do sangue menstrual nas publicações com células mesenquimais

     

    Expediente de produção:

    Coordenação geral do Mundaréu: Daniela Manica

    Equipe Mundaréu: Daniela Manica, Clarissa Reche, Fernanda Mariath, Irene do Planalto Chemin, Igor Pereira e Maxie Viana
    Coordenação da série “Feminista In Vitro”: Fernanda Mariath e Daniela Manica
    Resultado da  dissertação de mestrado em Divulgação Científica e Cultural (Labjor/IEL, Unicamp): “Feminista In Vitro: Situando sexo e gênero na pesquisa biomédica com células-tronco” (CAPES Processo: 88887.826615/2023-00, código de financiamento 001), defendida por Fernanda Mariath e orientada pela professora Daniela Manica
    Projeto de jornalismo científico: “Amplificando um Mundaréu de sons feministas: projeto multimodal de jornalismo científico e divulgação científica” (FAPESP 2025/16311-2) e “Um Mundaréu feminista: projeto multimodal de jornalismo científico e divulgação científica” (FAPESP 2024/15321-1), sob responsabilidade de Fernanda Mariath e supervisionado pelas professoras Daniela Manica e Germana Fernandes Barata (Unicamp)
    Projeto de pesquisa relacionado: “Corpo, gênero e tecnociências: as “células-tronco” do sangue menstrual” (FAPESP 2018/21651-3)
    Equipe do projeto de pesquisa relacionado: Daniela Tonelli Manica (investigadora principal), Germana Fernandes Barata, Karina Dutra Asensi, Marko Synésio Alves Monteiro, Regina Coeli dos Santos Goldenberg e Simone Pallone de Figueiredo
    Pessoas entrevistadas: Amiel Modesto Vieira, Aryella Maryah Couto Correa (IOC/FIOCRUZ), Bruno Paranhos (UFRJ), Daniela Tonelli Manica (Unicamp), Hannah Cowdell (University of Exeter, Inglaterra), Julia Helena Barros (UFRJ) , Karina Dutra Asensi (UFRJ), Malin Ah-King  (Stockholm University, Suécia), Regina Coeli dos Santos Goldenberg (UFRJ), Sarah Richardson (Harvard, Estados Unidos) e Tais Hanae Kasai Brunswick (UFRJ)
    Projeto relacionado: Regina
    Link no Repositório de Dados de Pesquisa da Unicamp: https://doi.org/10.25824/redu/HXWSLR 
    Entrevistadoras: Fernanda Mariath e Daniela Tonelli Manica
    Montagem e edição dos episódios: Fernanda Mariath 
    Transcrição completa do episódio: Fernanda Mariath 
    Revisão da transcrição dos episódios: Igor Pereira e Maxie Viana
    Identidade visual da série: Bianca Bursi 
    Trilha sonora da série: Gabriel Marcal 
    Sonoplastia: Fernanda Mariath 
    Montagem do teaser: Fernanda Mariath 
    Conteúdo do sítio eletrônico: Fernanda Mariath 
    Divulgação: Fernanda Mariah 
    Financiamento: FAPESP, CAPES, CNPq e Unicamp
    Agradecimentos: À Capes pela bolsa de mestrado (Processo: 88887.826615/2023-00, código de financiamento 001), à FAPESP pela bolsa Mídia Ciência (Processo: 2025/16311-2 e 2024/15321-1), aos funcionários do Labjor, às professoras Germana Barata e Marina Nucci, a toda equipe do Mundaréu e do Labirinto que contribuíram para produção dessa série, aos meus amigos e à minha família!

    Vamos adorar saber o que você achou, entre em contato: [email protected]

     

    5 min
  • Episódio #36: É possível fazer uma ciência feminista no século XXI?

    Este episódio foi gravado no 48° encontro anual da ANPOCS, a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais, que aconteceu na Unicamp,  Campinas, em meados de outubro de 2024.

    Como parte da pesquisa do Mundaréu sobre perspectivas feministas da ciência e tecnologia na América Latina, organizamos uma mesa redonda na ANPOCS que nomeamos com uma pergunta que fizemos para nós mesmas o tempo todo nessa pesquisa: “É possível fazer uma ciência feminista no Brasil do século XXI?”.  A proposta original da mesa foi esta:

    Se há algo evidente nas crises que enfrentamos nesses últimos anos, é de que muitos problemas estão estruturados em torno de questões ligadas às ciências. Há mudanças e alterações significativas nos regimes de legitimidade. Em especial, cientistas que escolhem uma posição marcada por determinantes de gênero, raça, orientação sexual, geração têm sofrido com processos de exposição e perseguição. A rapidez desses processos tornou ainda mais urgente construir projetos de ensino, pesquisa e extensão com estratégias e potencialidades transdisciplinares, simétricos e regionais. Esta Mesa Redonda tem por objetivo discutir os desafios enfrentados por três pesquisadoras das áreas de Antropologia, Física e Saúde Coletiva que se posicionam abertamente a partir de uma “ciência feminista”. Centralmente, serão discutidos seus temas de pesquisa, financiamento, comunicação com o público e hierarquias científicas. Em diálogo com os estudos sociais da ciência, a categoria “ciência” será discutida, mas não será tratada pelo seu caráter eminentemente técnico, e sim identificada como uma prática humana, com pressupostos, presenças, histórias e expectativas coletivas e políticas diversas.

    Nesta Mesa Redonda, reunimos pesquisadoras de três áreas: Antropologia, Física e Saúde Coletiva. A mesa foi organizada pela professora Soraya Fleischer, que é antropóloga, professora do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília e que foi coordenadora do Mundaréu junto com Daniela Manica até 2024. Participaram da mesa Elaine Reis Brandão, professora titular do Institutos de Estudos em Saúde Coletiva da UFRJ; Indianara Silva, professora  no Departamento de Física da Universidade Estadual de Feira de Santana; e Daniela Tonelli Manica,  antropóloga e pesquisadora do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor/Unicamp). Também contamos com a professora Carolina Cantarino Rodrigues como debatedora. Ela é cientista social e professora da Faculdade de Ciências Aplicadas da Unicamp.

    Soraya Fleischer

    • Currículo Lattes
    • DA SILVA, Anita; MANICA, Daniela; FLEISCHER, Soraya. Sonoridades, escutas e aprendizados de antropologia com o uso de podcasts em sala de aula. ILUMINURAS, Porto Alegre, v. 24, n. 64, 2023.
    • FLEISCHER, Soraya. Fé na ciência? Como as famílias de micro viram a ciência do vírus Zika acontecer em suas crianças no Recife/PE. Anuário Antropológico, [S. l.], v. 47, n. 1, p. 170–188, 2023
    • Elaine Reis Brandão

      • Currículo Lattes
      • BRANDÃO, E. R.. Gênero, ciência e Saúde Coletiva: desconstruindo paradigmas na formação interdisciplinar universitária. Interface – Comunicação, Saúde, Educação, v. 26, p. e210334, 2022. 
      • BRANDÃO, E. R.; CABRAL, C. DA S.. Justiça reprodutiva e gênero: desafios teórico-políticos acirrados pela pandemia de Covid-19 no Brasil. Interface – Comunicação, Saúde, Educação, v. 25, p. e200762, 2021. 
      • Indianara Silva

        • Currículo Lattes
        • SANTANA, C.; PEREIRA, L.; SILVA, I.. Contribuições para escrita de biografias de mulheres nas ciências a partir das experiências de Keller, Ferry e Goldsmith. Cadernos Pagu, n. 65, p. e226524, 2022.
        • SEPULVEDA, Claudia; SILVA, Indianara. Narrativas dissidentes: contribuições da história das mulheres para uma educação anti-opressão. In: GALIETA, Tatiana. Temáticas sociocientíficas na formação de professores . São Paulo, Editora Livraria da Física, 202, pp.93-112.
        • Daniela Tonelli Manica

          • Currículo Lattes
          • MANICA, Daniela Tonelli; PERES, Milena; FLEISCHER, Soraya (Orgs.). No ar: Antropologia, histórias em podcast. Campinas/Brasília: Pontes Editorial e ABA Publicações, 2022.
          • FLEISCHER, Soraya; MANICA, Daniela Tonelli. “Ativando a escuta em tempos pandêmicos“. In: Miriam Pillar Grossi; Rodrigo Toniol. (Orgs.). Cientistas sociais e o Coronavírus. Florianópolis: Tribo da Ilha, 2020, pp. 47-51.
          • MANICA, Daniela Tonelli; SILVA, Ana Cláudia Rodrigues da; ROCA, Alejandra; ROHDEN, Fabíola; FLEISCHER, Soraya. “Mundaréu: Antropologia feminista da ciência e da tecnologia na América Latina“. AntHropologicas Visual 9(2), 2023.
          • FLEISCHER, Soraya; MANICA, Daniela Tonelli. “Antropologia no som: A extensão de um mundaréu de histórias“. Revista Internacional de Extensão da UNICAMP, v. 5 (2024) .
          • Carolina Cantarino Rodrigues

            • Currículo Lattes
            • RODRIGUES, Carolina Cantarino. Devolver o mistério ao humano – ressonâncias cosmopoéticas e alteridades radicais. ClimaCom – Políticas Vegetais [Online], Campinas, ano 9,  n. 23,  mai. 2022.
            •  

              Mais informações

              Dossiê do CLAM

              Transcrição do roteiro

              Expediente

              Apresentação: Daniela Manica

              Participantes: Soraya Fleischer, Elaine Reis Brandão, Indianara Silva, Daniela Tonelli Manica, Carolina Cantarino Rodrigues
              Transcrições da mesa redonda:  Daniela Manica e Maxie Viana
              Roteiro: Clarissa Reche e Daniela Manica
              Revisão do roteiro: Daniela Manica
              Narração: Daniela Manica
              Montagem e edição do episódio: Gabriel Marçal
              Revisão da transcrição do roteiro: Igor Pereira
              Projeto de pesquisa: “Um mundaréu de histórias: Antropologia feminista da ciência e da Tecnologia da América Latina” (FAPESP)
              Equipe do projeto de pesquisa: Daniela Manica, Clarissa Reche, Fernanda Mariath, Maxie Viana, Igor Pereira, Irene do Planalto Chemin, Gabriel Marçal de Pereira (Unicamp); Alejandra Roca (Universidad de Buenos Aires, Argentina); Tânia Pérez-Bustos (Universidade Nacional da Colômbia); Soraya Fleischer, Camila Anselmo, Irene do Planalto, Joana Amaral, Luana Ainoã, Rai Magalhães e Sabrina Neves (UnB).
              Coordenação do projeto de pesquisa: Daniela Manica
              Financiamento: FAPESP Processo No. 2022/05943-0
              Música: “Já foi” de Janine Mathias
              Imagem do header: Muro do IMECC/Unicamp. Fotografia de Fernanda Mariath, 2024.
              Conteúdo do sítio eletrônico: Clarissa Reche e Daniela Manica
              Divulgação: Fernanda Mariath
              Coordenação do Mundaréu: Daniela Manica
              Agradecimentos: Soraya Fleischer, Elaine Reis Brandão, Indianara Silva e Carolina Cantarino Rodrigues

              1 hr 48 min
            • Episódio #35: Trocando as engrenagens patriarcais da universidade: institucionalização da resistência feminista em Roraima (RR)

              Nessa Sexta Temporada a gente encerra um ciclo que iniciamos em 2023. Desde então, vocês acompanharam a gente pela América Latina, com uma série na Argentina e outra na Colômbia, e com as temporadas feitas aqui no Brasil, ouvindo pesquisadoras feministas da antropologia da ciência e tecnologia. A nossa primeira gravação foi aqui em Campinas, na cidade em que produzimos o Mundaréu. Passamos pelo Sul do país, em Porto Alegre. Pelo Nordeste, em Maceió e São Luís. Também no Centro-Oeste, em Goiânia. No sudeste, fomos juntas para o Rio de Janeiro e para o Vale do Jequitinhonha. Chegamos ao Norte, em Belém e na Ilha de Marajó.

              E a gente encerra hoje com um episódio gravado na capital brasileira mais ao Norte do país: Boa Vista. Como tornar a universidade mais segura para nós mulheres? A gente conversou com as  professoras Luziene Corrêa Parnaíba e Francilene Rodrigues, da Universidade Federal de Roraima, a UFRR. Elas falaram sobre suas atuações e pesquisas sobre violência de gênero. E nos levaram para conhecer a Comissão Permanente de acolhimento, prevenção e enfrentamento às violências na Universidade Federal de Roraima, a CPAPEV.

              Mais informações

              Página do episódio

              Transcrição do roteiro
              Currículos lattes de Luziene Corrêa Parnaíba
              Currículos lattes de Francilene Rodrigues
              Site da Universidade Federal de Roraima (UFRR)
              Site do Observatório da Violência Contra Mulher em Roraima
              Instagram da CPAPEV @cpapev.ufrr
              Site do Grupo de Estudo Interdisciplinar sobre Fronteiras (GEIFRON)
              Site do Programa Sociedade e Fronteiras (PPGSOF)
              Site do Programa de Recursos Naturais
              Site do Conselho Universitário da UFRR
              Site  Pró-reitoria de Gestão de Pessoas da UFRR
              Resolução  CUNI/UFRR nº 091, de 16 de outubro de 2023

              Pesquisadoras citadas no episódio

              Currículos lattes de Cristina Nascimento Oliveira

              Currículo lattes de Márcia Maria de Oliveira

              Referências

              OLIVEIRA, Cristina N. . ‘Amor de mina’: perfil de trabalho de brasileiras no ramo da prostituição em Las Claritas (Venezuela). In: Francilene dos Santos Rodrigues; Mariana Cunha Pereira. (Org.). Estudos Transdisciplinares na Amazônia Setentrional: fronteiras, migração e políticas públicas. 01ed.Rio de Janeiro: Letra Capital, 2012, v. , p. 57-68.

              CORRÊA, Mariza. Morte em família: representações jurídicas de papeis sexuais. Rio de Janeiro, Graal, 1983.
              SEGATO, Rita Laura. Gênero e colonialidade: em busca de chaves de leitura e de um vocabulário estratégico descolonial. E-cadernos CES, n. 18, 2012.
              SEGATO, Rita. As Estruturas elementares da violência. Rio de Janeiro, Bazar do Tempo.  2025. 

              Expediente

              Apresentação: Fernanda Mariath e Irene do Planalto Chemin

              Entrevistadas: Luziene Corrêa Parnaíba e Francilene Rodrigues
              Transcrições das Entrevistas: Igor Pereira 
              Roteiro: Fernanda Mariath
              Entrevistas e Gravação: Daniela Manica e Fernanda Mariath
              Montagem e edição do episódio: Gabriel Marçal
              Revisão da transcrição do roteiro: Daniela Manica e Igor Pereira 
              Projeto de pesquisa: “Um mundaréu de histórias: Antropologia feminista da ciência e da Tecnologia da América Latina” (FAPESP)
              Equipe do projeto de pesquisa: Daniela Manica, Clarissa Reche, Fernanda Mariath, Maxie Viana, Igor Pereira, Irene do Planalto Chemin, Gabriel Marçal de Pereira (Unicamp); Alejandra Roca (Universidad de Buenos Aires, Argentina); Tânia Pérez-Bustos (Universidade Nacional da Colômbia); Soraya Fleischer, Camila Anselmo, Irene do Planalto, Joana Amaral, Luana Ainoã, Rai Magalhães e Sabrina Neves (UnB).
              Coordenação do projeto de pesquisa: Daniela Manica
              Financiamento: FAPESP Processo No. 2022/05943-0
              Música: “Já foi” de Janine Mathias
              Imagem do header: Cartaz na CPAPEV na UFRR. Fotografia de Fernanda Mariath, 2024.
              Conteúdo do sítio eletrônico: Daniela Manica, Fernanda Mariath e Igor Pereira
              Divulgação: Fernanda Mariath
              Coordenação do Mundaréu: Daniela Manica
              Agradecimentos: Luziene Corrêa Parnaíba e Francilene Rodrigues

              39 min
            • Episódio #34: Saberes feministas e experiências de militância e pesquisa no Maranhão (MA)

              Quais são os desafios de construir uma universidade mais democrática e feminista? Como enfrentar a violência de gênero dentro das instituições de ensino? E de que forma a militância e a pesquisa podem se encontrar para transformar a realidade? No episódio de hoje, a gente vai até São Luís, no Maranhão, para ouvir as trajetórias de Neuzeli Pinto (UEMA) e Mary Ferreira (UFMA), duas referências no movimento feminista e na pesquisa acadêmica. Elas contam como desde os anos 1980 articulam a luta política, a militância e a produção de conhecimento, enfrentando resistências institucionais e criando espaços de cuidado e transformação.

              Mais informações

              Página do episódio

              Transcrição do roteiro
              Currículo lattes Neuzeli Maria de Almeida Pinto
              Currículo lattes Mary Ferreira
              Universidade Estadual do Maranhão (UEMA)
              Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
              Instituto Federal do Maranhão (IFMA) 
              NEGESF/UEMA (Núcleo de Estudos e Pesquisa de Gênero, Sexualidade e Família da Universidade Estadual do Maranhão)
              NIEPEM/UFMA (Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas Sobre a Mulher, Cidadania e Relações de Gênero da Universidade Federal do Maranhão)
              REDOR (Rede Feminista Norte e Nordeste de Estudos e Pesquisa sobre a Mulher e Relações de Gênero)
              Comitê de prevenção e combate à violência de gênero – UEMA 
              Instagram do Fórum Maranhense de mulheres 
              Grupo de Mulheres da Ilha
              Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão – FAPEMA

              Pesquisadoras citadas no episódio

              Currículo lattes de Diomar das Graças Motta

              Currículo lattes de Yêda Sá Malta
              Currículo lattes de Sandra Maria Barros Alves
              Currículo lattes de Lucila Scavone 
              Currículo lattes de Silvane Magali
              Currículo lattes de Lourdes Leitão

              Referências

              PINTO, Neuzeli Maria de Almeida; FERREIRA, Mary. Curso de Extensão: capacitação de professores/as da rede pública de ensino: educação para a igualdade de gênero. São Luís: EDUEMA, 2024.

              PINTO, Neuzeli de Maria de Almeida; MATEUS, Anna Sarah Alhadef Sampaio; FILGUEIRAS, Rayllanne Rebecca Pereira. Mulheres e gênero na universidade: desigualdades e desafios na ciência. In: JORNADA INTERNACIONAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS – JOINPP, 2025. Anais […]. [S. l.: s. n.], 2025.
              UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO. Resolução n. 1114/2022 – CONSUN/UEMA. Cria a Política de Prevenção e Combate à Violência de Gênero no âmbito da Universidade Estadual do Maranhão. São Luís, 15 dez. 2022.
              FERREIRA, Mary. Feminismos no Nordeste brasileiro, Polis [Online], 28 | 2011. 

              Materiais Extras

              BARROS, Thays Regina Assunção; PINTO, Neuzeli de Maria de Almeida. Os desafios da maternidade no mercado de trabalho na atualidade. PRACS: Revista Eletrônica de Humanidades do Curso de Ciências Sociais da UNIFAP, Macapá, v.17, n.3, p.154-173, 2024.

              FERREIRA, Maria Mary. Gênero, representação política e os processos de interdição das mulheres no Brasil. Caderno de Campo: Revista de Ciências Sociais, v. 23, esp. 2: Epistemologia Feminina: as mulheres e suas lutas no campo e na cidade das Amazônias, 2023.
              FERREIRA, Mary. Movimento de mulheres e feministas e sua ação anticapitalista no Brasil e Maranhão. Revista de Políticas Públicas, v. 18, p. 359–367, 5 Ago 2014.
              FERREIRA, Maria Mary. Mulheres, resistência feminista na luta anti fascista no Brasil. Crítica e sociedade, v. 12 n. 1: Dossiê: Ascensão da extrema-direita: Utopia reacionária? – Volume II, 2022.
              GRAMSCI, Antonio. Cadernos do Cárcere, v. 1, tradução de Carlos Nelson Coutinho, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001.
              PINTO, Neuzeli Maria de Almeida; PONTES, Fernando Augusto Ramos; SILVA, Simone Souza da Costa. A rede de apoio social e o papel da mulher na geração de ocupação e renda no meio rural. Temas psicol.,  Ribeirão Preto ,  v. 21, n. 2, p. 297-315,  dez.  2013 .   
              SOUZA, M. dos R. A.; DE SOUSA, F. T. L.; PINTO, N. M. de A. A pluriatividade da agricultura familiar na zona rural do município de Alcântara – MA. Brazilian Journal of Development, [S. l.], v. 9, n. 1, p. 1377–1391, 2023. 

              Expediente

              Apresentação: Maxie Viana Pereira e Clarissa Reche

              Entrevistadas: Neuzeli Maria de Almeida Pinto e Mary Ferreira
              Transcrições das Entrevistas: Maxie Viana Pereira
              Roteiro: Maxie Viana Pereira
              Revisão do roteiro: Clarissa Reche, Igor Pereira e Daniela Manica
              Entrevistas e Gravação: Daniela Manica, Maxie Viana e Vanessa Lourenço
              Montagem e edição do episódio: Gabriel Marçal
              Revisão da transcrição do roteiro: Daniela Manica e Igor Pereira 
              Projeto de pesquisa: “Um mundaréu de histórias: Antropologia feminista da ciência e da Tecnologia da América Latina” (FAPESP)
              Equipe do projeto de pesquisa: Daniela Manica, Clarissa Reche, Fernanda Mariath, Maxie Viana, Igor Pereira, Irene do Planalto Chemin, Gabriel Marçal de Pereira (Unicamp); Alejandra Roca (Universidad de Buenos Aires, Argentina); Tânia Pérez-Bustos (Universidade Nacional da Colômbia); Soraya Fleischer, Camila Anselmo, Irene do Planalto, Joana Amaral, Luana Ainoã, Rai Magalhães e Sabrina Neves (UnB).
              Coordenação do projeto de pesquisa: Daniela Manica
              Financiamento: FAPESP Processo No. 2022/05943-0
              Música: “Já foi” de Janine Mathias
              Imagem do header: Portal da Universidade do Estado do Maranhão, fotografia de Vanessa Lourenço, 2024.
              Conteúdo do sítio eletrônico: Daniela Manica, Maxie Viana Pereira e Clarissa Reche
              Divulgação: Fernanda Mariath
              Coordenação do Mundaréu: Daniela Manica
              Agradecimentos: Neuzeli Maria de Almeida Pinto, Mary Ferreira, Vanessa Lourenço, UFMA.

              38 min
            • Episódio #33: Mapas de Luta: Território, Memória e Resistência no Maranhão (MA)

              Como pode um mapa se tornar ferramenta de resistência? De que forma comunidades quilombolas, indígenas e quebradeiras de coco transformam a memória em território? E o que acontece quando a luta por terra entra em conflito com grandes projetos de desenvolvimento, como uma base de lançamento de foguetes?

              No episódio de hoje, conversamos com Patrícia Maria Portela Nunes, professora da UEMA e coordenadora do Programa de Pós-graduação em Cartografia Social e Política da Amazônia, e com Elieyd Sousa de Menezes, antropóloga e pesquisadora do mesmo programa. Juntas, elas mostram como a cartografia social pode ser prática política, memória coletiva e ferramenta de resistência.

              Mais informações

              Página do episódio

              Transcrição do roteiro
              Currículo lattes de Patrícia Maria Portela Nunes
              Currículo lattes de Elieyd Sousa de Menezes
              Currículo lattes de Cynthia Carvalho Martins
              Currículo lattes de Regiane Pinto
              Programa de Pós-graduação em Cartografia Social e Política da Amazônia – UEMA
              Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia 

              Pesquisadoras citadas no episódio

              Currículo lattes de Regiane de Jesus Pinto

              Currículo lattes de Rosa Eliana Torres

              Referências

              ANJOS, L. (Org.) ; NUNES, Patrícia Portela (Org.) . Direitos, Resistências e Mobilizações: A luta dos Quilombolas de Alcântara e a Base Espacial. 1. ed. Rio de Janeiro: Casa 8, 2016. v. 6. 129p .

              FARIAS JÚNIOR, E.A. ; SATARE-MAWE, F. A. ; MENEZES, E. S. A luta pela floresta e pela água: O processo de territorialização da aldeia Beija-flor. Espaço Ameríndio (UFRGS) , v. 18, p. 218-239, 2024.
              JÚNIOR, Davi Pereira. Quilombos de Alcântara: Território e Conflito: O intrusamento do território das Comunidades Quilombolas de Alcântara pela empresa binacional Alcântara Cyclone Space. Editora da Universidade Federal do Amazonas, 2009.
              LOPES, Danilo da Conceição Serejo. A atemporalidade do colonialismo: contribuições para entender a luta das comunidades quilombolas de Alcântara e a base espacial. EDUEMA-Editora da Universidade Estadual do Maranhão, 2020.
              MENEZES, E. S. . Etnografia de documentos sobre violações de direitos humanos e trabalho escravo no Rio Negro – AM. Revista de Políticas Públicas e Gestão Educacional (POLIGES) , v. 3, p. 39-65, 2022.
              MENEZES, ELIEYD SOUSA DE . As práticas no extrativismo vegetal no rio Negro: políticas exíguas, imobilização da força de trabalho de povos indígenas e seu enfrentamento. Horizontes Antropológicos (UFRGS. IMPRESSO) , v. 26, p. 191-218, 2020.
              NUNES, Patrícia Portela. A Terra da Pobreza e as Comunidades Remanescentes de Quilombos de Alcântara: identidade étnica e territorialidade. Cabo dos trabalhos, v. 10, p. 30-48-18, 2014.
              NUNES, Patrícia Portela. Os designados mapeamentos “participativos” e o emaranhado de atos de intervenção. São Luís: Editora UEMA, 2019. v. 1. 163p.
              PINTO, Regiane de Jesus. Território, parentesco e panema: a Irmandade de Brasília [Dissertação]. São Luís: Universidade Estadual do Maranhão, 2019.
              PORTELA NUNES, PATRÍCIA MARIA . Conflitos étnicos na Amazônia Brasileira: processos de construção identitária em comunidades quilombolas de Alcântara. Colombia Internacional, v. 84, p. 161-185, 2015.
              TORRES, Rosa Eliana. Povo Tremembé: deslocamentos territoriais e formas de mobilização étnica [Dissertação]. São Luís: Universidade Estadual do Maranhão, Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais, 2019.

              Materiais extras

              AGÊNCIA GOV. Entenda como ocorre a titulação para reconhecimento e proteção das comunidades quilombolas.

              ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS
              BRASIL. Decreto nº 4.887, de 20 de novembro de 2003. Regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes das comunidades quilombolas. Diário Oficial da União, [S. n.], 20 nov. 2003
              Comunidade quilombola: breve estudo normativo sobre o artigo 68 do ADCT e o Decreto n. 4.887/03 no que se refere à desapropriação das terras. Jusbrasil.
              Corte IDH condena Brasil por violações a quilombolas no Maranhão
              Centro de Cultura Negra do Maranhão
              FUNDAÇÃO CULTURAL PALMARES
              Histórias do Padrinho Domingos: o doutor de ossos de Canelatiua – Domingos Ribeiro | Nova Cartografia Social Da Amazônia.
              INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA – INCRA. Incra atua na titulação das comunidades quilombolas de Alcântara (MA). Portal Gov.br, 18 jul. 2023.
              Resumo do acordo de conciliação (2024) entre a União e as Comunidades Quilombolas de Alcântara
              SOUZA, Oswaldo Braga de. Quilombolas conquistam acordo para regularizar território de Alcântara (MA). Instituto Socioambiental, 20 set. 2024.

              Expediente

              Apresentação: Maxie Viana e Clarissa Reche

              Entrevistadas: Patrícia Maria Portela Nunes e Elieyd Sousa de Menezes
              Transcrições das Entrevistas: Maxie Viana
              Roteiro: Maxie Viana e Daniela Manica
              Revisão do Roteiro: Clarissa Reche
              Entrevistas e Gravação: Daniela Manica, Maxie Viana e Vanessa Lourenço
              Montagem e edição do episódio: Gabriel Marçal
              Revisão da transcrição do roteiro: Daniela Manica e Igor Pereira
              Projeto de pesquisa: “Um mundaréu de histórias: Antropologia feminista da ciência e da Tecnologia da América Latina” (FAPESP)
              Equipe do projeto de pesquisa: Daniela Manica, Clarissa Reche, Fernanda Mariath, Maxie Viana, Igor Pereira, Irene do Planalto Chemin, Gabriel Marçal de Pereira (Unicamp); Alejandra Roca (Universidad de Buenos Aires, Argentina); Tânia Pérez-Bustos (Universidade Nacional da Colômbia); Soraya Fleischer, Camila Anselmo, Irene do Planalto, Joana Amaral, Luana Ainoã, Rai Magalhães e Sabrina Neves (UnB).
              Coordenação do projeto de pesquisa: Daniela Manica
              Financiamento: FAPESP Processo No. 2022/05943-0
              Música: “Já foi” de Janine Mathias
              Imagem do header: Mapa cartográfico do Maranhão. Fotografia de Vanessa Lourenço, 2024.
              Conteúdo do sítio eletrônico: Daniela Manica e Igor Pereira
              Divulgação: Fernanda Mariath
              Coordenação do Mundaréu: Daniela Manica
              Agradecimentos: Patrícia Maria Portela Nunes, Elieyd Sousa de Menezes, Cynthia Martins, Synara Azevedo, Maxie Viana e Vanessa Lourenço

              39 min
            • Episódio #32: Mulheres empoderando mulheres na Ilha do Marajó (PA)

              Como pode ser um projeto de extensão com enfoque feminista na Amazônia? Quais são as demandas, dificuldades e potências de encontros empoderadores entre mulheres? No episódio de hoje, a gente vai te levar conosco pra Ilha do Marajó, no Pará. Vamos conhecer o projeto Empodera Marajoara, coordenado pela professora Lana Macedo, da UEPA, Universidade do Estado do Pará.   

              Nossa equipe atravessou o rio Guamá por duas horas e pouco até chegar no porto de Soure, na ilha do Marajó. De lá, chegamos no campus da UEPA em Salvaterra. Visitamos também o quilombo de Boa Vista, que foi uma das unidades atendidas pelo projeto. 

              Mais informações

              Página do episódio

              Transcrição do roteiro
              Currículo lattes de Ana da Conceição Oliveira
              Currículo lattes de Camila Claíde Souza do Vale
              Currículo lattes de Carmelita de Fátima Amaral Ribeiro
              Currículo lattes de Lana Claudia Macedo da Silva 
              Currículo lattes de Ramon Roberto de Jesus Barroso
              Grupo Gênero, Feminismos e Sexualidades (GEFES)
              Instagram do GEFES @gefesuepa
              Universidade do Estado do Pará – Campus Salvaterra

              Pesquisadoras citadas no episódio

              Currículo lattes de Maria Luzia Miranda Álvares

              Currículo lattes de  Maria Páscoa Sarmento de Sousa

              Referências

              BARROSO, Ramon Roberto de Jesus; SILVA, Lana Claudia Macedo da. Gênero e sexualidade na educação brasileira em tempos de movimento escola sem partido. Revista Diversidade e Educação, v. 8, n.1, p. 427-451, 2020.

              MAIA, Tatiana Cristina Vasconcelos; SILVA, Carlos Aldemir Farias da. Narrativas sobre a natureza na voz de crianças quilombolas da Ilha de Marajó. Revista Cocar, v. 19, n. 37, p. 1-15, 2023.
              SILVA, Lana Claudia Macedo da; CARRERA, Ana Daniele Mendes. Em briga de marido e mulher a educação mete a colher: a atuação do profissional de pedagogia no centro de referência de atendimento à mulher em situação de violência. Cadernos de Gênero e Diversidade, v. 3, n. 1, p. 96-113,  2017.
              SILVA, Lana Claudia Macedo da; LOPES, João Luiz da Silva. Gênero e sexualidade na educação: uma experiência com acadêmicas(os) do PARFOR em um município paraense. Revista Exitus, v. 13, p. 01-25, 2023.
              SILVA, Lana Claudia Macedo da; VALE, Camila Claíde Souza do. Independência financeira, liberdade, autoconfiança e consciência coletiva: sentidos do empoderamento feminino. Gênero na Amazônia, n.25, p. 159-174, 2024.
              SILVA, Lana Claudia Macedo da. Violência contra a mulher e educação: desafios e perspectivas da DEAM/Belém, Pará, Brasil. Seminário Internacional Fazendo Gênero 11 & 13th Women’s Worlds Congress, ISSN 2179-510X, , Florianópolis, 2017 (Anais Eletrônicos).
              SILVA, Lana Claudia Macedo da. Trabalho e família na percepção de mulheres provedoras. Gênero na Amazônia, n.1, p. 61-83, 2012.

              Materiais extras

              GEPEM. A trama teórica de Nancy Fraser pelo olhar da Dra. Cristina Maneschy.  

              GEPEM. GEPEM ACONTECE. 
              Gepem-UFPA. 
              Núcleo de estudos interdisciplinares sobre a mulher (NEIM). 
              SARMENTO, Maria Páscoa; SOUZA, José Luiz. Quilombolas de Salvaterra, PA: malungagens, práticas de autogestão e conflitos nas batalhas contra a covid-19. Revista Terceira Margem Amazônia. v. 7, n. 17, p. 227-248, 2022.
              ARUZZA, Cinza; BHATTACHARYA, Tithi; FRASER, Nancy. Feminismo para os 99%: Um Manifesto. São Paulo:Boitempo, 2019.
              BEAUVOIR, Simone. O Segundo Sexo: fatos e mitos. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1985.
              BERTH, Joice. O que é empoderamento? Belo Horizonte: Letramento, 2018.
              CARNEIRO, Sueli. Racismo, sexismo e desigualdades no Brasil. São Paulo: selo negro, 2011.
              DAVIS, Ângela. Mulheres, raça e classe. São Paulo: Boitempo, 2017.
              FOUCAULT, Michel. Microfísica do Poder. 24 edição. São Paulo: Edições Graal, 2007.
              FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 50. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2011.
              HOOKS, Bell. O feminismo é para todo mundo: políticas arrebatadoras. 8ª edição. Rosa dos tempos. Rio de Janeiro, 2019.
              HOOKS, Bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2013.
              GOHN, Maria da Glória. Empoderamento e participação da comunidade em políticas sociais. Saúde e Sociedade. São Paulo, v. 13, n. 2, p.20-31, maio-ago, 2004.
              RIBEIRO, Djamila. O que é lugar de fala? Editora Letramento. Belo Horizonte, 2017.
              SARDENBERG, C. M. B. Conceituando “empoderamento” na perspectiva feminista. In: Seminário Internacional: Trilhas do Empoderamento de Mulheres, 1., 2006, Salvador. Anais eletrônicos. Salvador: UFBA, 2006.

              Expediente

              Apresentação: Daniela Manica e Fernanda Mariath

              Entrevistadas: Lana Macedo, Ana Conceição Oliveira, Ramon Barroso, Sara Monteiro e Lídia Paraense
              Transcrições das Entrevistas: Isabela Dantas
              Roteiro: Daniela Manica
              Revisão do Roteiro: Clarissa Reche
              Entrevistas e Gravação: Daniela Manica, Tánia Perez-Bustos e Isabela Dantas
              Montagem e edição do episódio: Gabriel Marçal
              Revisão da transcrição do roteiro: Daniela Manica e Igor Pereira 
              Projeto de pesquisa: “Um mundaréu de histórias: Antropologia feminista da ciência e da Tecnologia da América Latina” (FAPESP)
              Equipe do projeto de pesquisa: Daniela Manica, Clarissa Reche, Fernanda Mariath, Maxie Viana, Igor Pereira, Irene do Planalto Chemin, Gabriel Marçal de Pereira (Unicamp); Alejandra Roca (Universidad de Buenos Aires, Argentina); Tânia Pérez-Bustos (Universidade Nacional da Colômbia); Soraya Fleischer, Camila Anselmo, Irene do Planalto, Joana Amaral, Luana Ainoã, Rai Magalhães e Sabrina Neves (UnB).
              Coordenação do projeto de pesquisa: Daniela Manica
              Financiamento: FAPESP Processo No. 2022/05943-0
              Música: “Já foi” de Janine Mathias
              Imagem do header: Estandarte da Biblioteca Samaúma, na Escola Quilombo Boa Vista (PA). Fotografia de Lana Macedo, 2024. 
              Conteúdo do sítio eletrônico: Daniela Manica, Fernanda Mariath e Igor Pereira
              Divulgação: Fernanda Mariath
              Coordenação do Mundaréu: Daniela Manica
              Agradecimentos: Lana Macedo, Ana Conceição Oliveira, Ramon Barroso, Sara Monteiro, Lídia Paraense, Carmelita Ribeiro, Lindiara dos Prazeres, Tania Perez-Bustos, Isabela Dantas

              42 min
            • Episódio #31: Territorialidade e a resistência de mulheres quilombolas no Vale do Jequitinhonha (MG)

              A grande maioria dos territórios quilombolas no Brasil ainda sofre com as questões de reconhecimento e de legitimidade, apesar de algumas políticas de demarcação e regularização territorial nos últimos anos. Quando legitimados pelo Estado brasileiro, ainda lidam com o abandono do poder público, que falha ao não oferecer infraestrutura mínima, como acesso a água, saúde e educação. 

              As comunidades remanescentes quilombolas, hoje, ocupam uma posição central na construção de um bem viver culturalmente adequado, principalmente pelas mulheres quilombolas, que são as protagonistas desses territórios. Neste episódio, apresentamos uma conversa que foi gravada em setembro de 2024, no Quilombo Córrego da Rocha, localizado no Vale do Jequitinhonha. 

              Conversamos com Flora Gonçalves e Cida Silva, e com muitas outras mulheres das comunidades locais, que contam da tristeza de conviver com a necropolítica que produz insegurança hídrica, entre tantos outros problemas. Falamos sobre os quilombos como lugares de memória, resistência e esperança, e sobre os desafios contemporâneos para conseguir assegurar direitos básicos à população quilombola. 

              Mais informações

              Página do episódio

              Transcrição completa do episódio
              Currículo Lattes de Flora Rodrigues Gonçalves 
              Maria Aparecida Machado Silva, agricultora e trabalhadora rural
              Quilombo Córrego do Rocha 
              Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Minas Gerais

              Referências

              ALMEIDA, Mariléa. Devir quilomba: antirracismo, afeto e política nas práticas de mulheres quilombolas. São Paulo: Elefante, 2022.

              GONÇALVES, Flora Rodrigues. “Para além do método”: entrevista-experiência com as mulheres quilombolas do Vale do Jequitinhonha, MG. In: Polyana Aparecida Valente. (Org.). História Oral e questões de saúde e ciência: Atravessamentos. 1ed. São Paulo: Letra e Voz, 2024, v. 1, p. 79-92.
              GONÇALVES, Flora Rodrigues; CHAVES, Bráulio Silva; VALENTE, Polyana Aparecida.   Interseccionalidade e Covid-19. Estudos de Sociologia, v. 29, p. 309-337, 2024. 
              GONÇALVES, F., Valente, P. A., & Mendes, C. R.. (2024). Da Lagoa do Boi Morto à Barragem da Toldinha: a água como elemento central para a construção de territórios sustentáveis e saudáveis no Médio Jequitinhonha. Saúde Em Debate, 48 (spe1), e8577.
              GONÇALVES, Flora Rodrigues; Valente, P. A.; Machado, M. A.; Santos, C. A.. Saber Vence Demanda: a pandemia de Covid-19, quilombos e aglomerados urbanos e o protagonismo de mulheres líderes comunitárias. Boletim ESOCITE.BR. v.3, p.38, 2023. ISSN 2675-9764. 
              NEVES-SILVA, Priscila; SCHALL, Brunah; GONÇALVEZ, Flora Rodrigues; ALVES, Estela Macedo; DOS SANTOS, Sebastiana Rodrigues; VALENTE, Polyana Aparecida; PIMENTA, Denise Nacif; HELLER, Léo. Quilombola women from Jequitinhonha (Minas Gerais, Brazil) and access to water and sanitation in the context of COVID-19: a matter of human rights. Frontiers In Water, v. 6, p. 01-10, 2024
              SCHALL, B.; GONÇALVES, Flora Rodrigues; VALENTE P. A.; CHAVES M; Silva, B.; PORTO, Paloma; MARINA, A.; PIMENTA, D. N. Gênero e Insegurança alimentar na pandemia de Covid-19 no Brasil: a fome na voz das mulheres. Ciência & Saúde Coletiva, v.1, p.1 – 10, 2022. ISSN 1678-4561
              GOMES, Flávio dos Santos Gomes. Mocambos e Quilombos: uma história do campesinato negro no Brasil – 1ª Ed.- São Paulo: Claro Enigma, 2015
              STENGERS, Isabelle. Uma outra ciência é possível: Manifesto por uma desaceleração das ciências. São Paulo: Editora Boitempo, 2023.

              Materiais Extras

              BARRENSE, Heloísa. Vale do Lítio: exploração do mineral de baterias gera preocupação em MG. UOL, 2024. 

              HERNÁNDEZ, M. O. As perspectivas sobre a exploração de lítio nos Andes bolivianos. Nexo Jornal, 2023.
              ‌MONTEIRO, Karla. Pobre cidade rica: a pequena Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, e a corrida pela riqueza do lítio. Revista Piauí, 2024. 

              Expediente

              Apresentação: Irene do Planalto Chemin e Clarissa Reche

              Entrevistadas: Flora Rodrigues Gonçalves, Maria Aparecida Machado Silva
              Transcrições das Entrevistas: Igor Pereira
              Roteiro: Daniela Manica e Flora Gonçalves
              Revisão do Roteiro: Clarissa Reche
              Entrevistas e Gravação: Irene do Planalto Chemin e Clarissa Reche 
              Montagem e edição do episódio: Gabriel Marçal
              Revisão da transcrição do roteiro: Daniela Manica e Igor Pereira 
              Projeto de pesquisa: “Um mundaréu de histórias: Antropologia feminista da ciência e da Tecnologia da América Latina” (FAPESP)
              Equipe do projeto de pesquisa: Daniela Manica, Clarissa Reche, Fernanda Mariath, Maxie Viana, Igor Pereira, Irene do Planalto Chemin, Gabriel Marçal de Pereira (Unicamp); Alejandra Roca (Universidad de Buenos Aires, Argentina); Tânia Pérez-Bustos (Universidade Nacional da Colômbia); Soraya Fleischer, Camila Anselmo, Irene do Planalto, Joana Amaral, Luana Ainoã, Rai Magalhães e Sabrina Neves (UnB).
              Coordenação do projeto de pesquisa: Daniela Manica
              Financiamento: FAPESP Processo No. 2022/05943-0
              Música: “Já foi” de Janine Mathias
              Imagem do header: Grafite de Priscila Amoni (2024) no Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais. Fotografia tirada por Irene Chemin.
              Conteúdo do sítio eletrônico: Daniela Manica
              Divulgação: Fernanda Mariath
              Coordenação do Mundaréu: Daniela Manica
              Agradecimentos: Irene do Planalto Chemin, Clarissa Reche, Daniela Manica e a equipe do Mundaréu, Flora Gonçalves, Cida Machado Silva, Denise Nacif Pimenta, Comunidade Quilombola Córrego do Rocha, Polyana Valente, Lidiane Araújo, Dona Dulmira, Sueli, Seu Tião, Brunah Schall, Cleiton Mendes, Instituto René Rachou – Fiocruz Minas.

              43 min

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            Mundaréu, podcast de Antropologia produzido pelo Labjor/Unicamp

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