Sua empresa está sendo bombardeada por uma campanha de boicote político na internet? Não mude em nada seu posicionamento. "No mundo da publicidade, do marketing e dos negócios, isso não é tão grave como se imagina”, diz Ricardo Dias, cofundador da Adventures. Especialista em marketing, Dias assegura que, desde que a posição de sua marca seja autêntica e honesta, ela não será prejudicada pela polarização política, e pode até se beneficiar disso. "Vejo a polarização com ótimos olhos. A marca não deve se esconder disso. Se acredita que é de esquerda, ela tem de se posicionar na esquerda, se acredita que é de direita, se posiciona na direita. Se não acredita em esquerda ou direita, tem de encontrar uma maneira de se comunicar com as pessoas”, diz o empresário, que deixou uma carreira de 20 anos como executivo da Ambev no fim de 2020 para fundar com dois sócios uma empresa com o propósito de criar negócios para celebridades. A Adventures já lançou uma marca de cosméticos com Gustavo Lima (GL-Embaixador) e outra com a cantora Ludmilla (Lood). Curiosamente, o sertanejo virou um símbolo do bolsonarismo no meio artístico, enquanto a funkeira ficou marcada por seu apoio público a Lula, que derrotou Jair Bolsonaro na eleição de 2022. "Ouso dizer que nenhum deles foi prejudicado na música por causa disso, pelo contrário”, comenta o cofundador da Adventures . Na conversa com Claudio Dantas, Dias desvenda o mundo dos influenciadores no Brasil, o país com mais influencers de Instagram em todo o mundo, e dá dicas de como navegar nesse mercado: "Não basta criar conteúdo, tem de se enxergar como vendedor”. O empresário também não se esquiva das perguntas políticas e diz que o "gabinete do amor”, versão petista do “gabinete do ódio” bolsonarista, "é uma brilhante ideia de marketing”. E resume: “Atenção é a moeda que vai definir o futuro”.