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Filomena Fortes, presidente do Comité Olímpico de Cabo Verde, já está de olhos postos em Los Angeles 2028 e quer uma maior presença de atletas cabo-verdianos, esperando que as autoridades do país se apercebam da importância do desporto para a união nacional. Quanto à fuga de atletas, Fortes, que preside a organização de todos os comités lusófonos, diz que se deve assinar um memorando de entendimento para que os países africanos não saiam prejudicados quando Portugal oferece melhores condições.
Cabo Verde leva de Paris a sua primeira medalha olímpica, mas também a responsabilidade de continuar a manter o nível de excelência que permitiu a David de Pina ser terceiro classificado na sua categoria de peso no boxe.
Filomena Fortes, presidente do Comité Olímpico de Cabo Verde, ainda está em Paris, mas já pensa nos Jogos Olímpicos de los Angeles de 2028, uns jogos onde Cabo Verde trará mais atletas, mais modalidades e, se as autoridades cabo-verdianas permitirem, onde os atletas serão mais apoiados evitando o perigo de fuga para outros países ou mesmo o abandono do desporto.
"O que eu gostaria que mudasse realmente é que começássemos a ver o desporto com mais seriedade e a fazer planos a longo prazo. Para mim os jogos já acabaram e neste momento nós já estamos a pensar em Los Angeles. Então é isso que nós queremos que mude essa forma de ver o desporto, essa filosofia de perceber que o desporto é a única ferramenta que une uma nação. Esta medalha do David uniu toda uma nação, não só Cabo-Verde, mas os cabo verdianos na diáspora. [...] O Comité Olímpico sozinho não pode fazer o trabalho. É preciso perceber que o David, desde Tóquio, é bolseiro olímpico. Obviamente que a bolsa não dá. São só 750 euros. Nós gostaríamos de trabalhar de mãos dadas com o próprio governo de Cabo Verde para criar condições aos atletas. Há vários Davids em Cabo Verde, espalhados por todo o Mundo também", indicou Filomena Fortes
Com os olhos postos no futuro, a presidente do Comité Olímpico de Cabo Verde, que é também presidente de todos os comités da lusofonia e integra ainda o Comité Olímpico Internacional, está a saborear o momento e considera que a preparação dos atletas foi a chave para o bronze olímpico.
"Eu acho que o essencial foi toda a preparação, todo o trabalho feito desde Tóquio. Nós queríamos entrar neste novo ciclo, que agora termina de uma forma diferente, dando oportunidade aos nossos atletas de terem as melhores condições. Penso que foi a dedicação também dos atletas [que permitiu a medalha] e todas as condições que nós criámos. O Comité Olímpico não só deu a bolsa aos atletas, mas teve uma equipa multidisciplinar atrás deles, com psicólogo, com médico, como preparador físico, com nutricionista durante o tempo que eles tiveram bolsa. E eu penso, principalmente para o David, foi fundamental também a ajuda da nossa psicóloga. Aquilo que ele falou de ter que regressar às obras e deixar de treinar. Claro que o treinador também teve uma importância muito grande na vida dele, mas, como eu lhe disse de forma geral, foi a planificação destes jogos para os atletas que teve um grande impacto", explicou.
Para esta dirigente desportivo, com repsonsabilidades acrescidas na lusofonia, os países que integram a CPLP devem assinar um memorando de entendimento de forma a evitar a fuga de atletas dos países africanos para Portugal, já que este país lhes oferece melhores condições, mas também apoiar mais os atletas nos seus países de origem.
"É claro que os países africanos da lusofonia são os mais prejudicados, certo? E então nós já pensámos em criar um código de ética que seja assinado entre todos os países da lusofonia. E eu sei que São Tomé, nós já conversámos sobre isso e já discutimos isso numa atleta que acho que até ficou em 15.º lugar, não é [Agate De Sousa]? Mas temos que pensar também porque é que os atletas fogem para os outros países? Porque lhes dão melhores condições. Então nós temos que começar a dar essas condições aos nossos atletas, nos nossos países, não é? Se eles tiverem boas condições, eles não fogem. Se falarmos do David de Pina. O David já ganhou uma medalha, agora espera que lhe possam dar essas condições para poder ir para Los Angeles. E se o Governo de Cabo Verde não lhe der essas condições, obviamente que ele terá que pensar ou desistir, ou ir para um país que lhe dê essas condições", concluiu Filomena Fortes.
By RFI PortuguêsFilomena Fortes, presidente do Comité Olímpico de Cabo Verde, já está de olhos postos em Los Angeles 2028 e quer uma maior presença de atletas cabo-verdianos, esperando que as autoridades do país se apercebam da importância do desporto para a união nacional. Quanto à fuga de atletas, Fortes, que preside a organização de todos os comités lusófonos, diz que se deve assinar um memorando de entendimento para que os países africanos não saiam prejudicados quando Portugal oferece melhores condições.
Cabo Verde leva de Paris a sua primeira medalha olímpica, mas também a responsabilidade de continuar a manter o nível de excelência que permitiu a David de Pina ser terceiro classificado na sua categoria de peso no boxe.
Filomena Fortes, presidente do Comité Olímpico de Cabo Verde, ainda está em Paris, mas já pensa nos Jogos Olímpicos de los Angeles de 2028, uns jogos onde Cabo Verde trará mais atletas, mais modalidades e, se as autoridades cabo-verdianas permitirem, onde os atletas serão mais apoiados evitando o perigo de fuga para outros países ou mesmo o abandono do desporto.
"O que eu gostaria que mudasse realmente é que começássemos a ver o desporto com mais seriedade e a fazer planos a longo prazo. Para mim os jogos já acabaram e neste momento nós já estamos a pensar em Los Angeles. Então é isso que nós queremos que mude essa forma de ver o desporto, essa filosofia de perceber que o desporto é a única ferramenta que une uma nação. Esta medalha do David uniu toda uma nação, não só Cabo-Verde, mas os cabo verdianos na diáspora. [...] O Comité Olímpico sozinho não pode fazer o trabalho. É preciso perceber que o David, desde Tóquio, é bolseiro olímpico. Obviamente que a bolsa não dá. São só 750 euros. Nós gostaríamos de trabalhar de mãos dadas com o próprio governo de Cabo Verde para criar condições aos atletas. Há vários Davids em Cabo Verde, espalhados por todo o Mundo também", indicou Filomena Fortes
Com os olhos postos no futuro, a presidente do Comité Olímpico de Cabo Verde, que é também presidente de todos os comités da lusofonia e integra ainda o Comité Olímpico Internacional, está a saborear o momento e considera que a preparação dos atletas foi a chave para o bronze olímpico.
"Eu acho que o essencial foi toda a preparação, todo o trabalho feito desde Tóquio. Nós queríamos entrar neste novo ciclo, que agora termina de uma forma diferente, dando oportunidade aos nossos atletas de terem as melhores condições. Penso que foi a dedicação também dos atletas [que permitiu a medalha] e todas as condições que nós criámos. O Comité Olímpico não só deu a bolsa aos atletas, mas teve uma equipa multidisciplinar atrás deles, com psicólogo, com médico, como preparador físico, com nutricionista durante o tempo que eles tiveram bolsa. E eu penso, principalmente para o David, foi fundamental também a ajuda da nossa psicóloga. Aquilo que ele falou de ter que regressar às obras e deixar de treinar. Claro que o treinador também teve uma importância muito grande na vida dele, mas, como eu lhe disse de forma geral, foi a planificação destes jogos para os atletas que teve um grande impacto", explicou.
Para esta dirigente desportivo, com repsonsabilidades acrescidas na lusofonia, os países que integram a CPLP devem assinar um memorando de entendimento de forma a evitar a fuga de atletas dos países africanos para Portugal, já que este país lhes oferece melhores condições, mas também apoiar mais os atletas nos seus países de origem.
"É claro que os países africanos da lusofonia são os mais prejudicados, certo? E então nós já pensámos em criar um código de ética que seja assinado entre todos os países da lusofonia. E eu sei que São Tomé, nós já conversámos sobre isso e já discutimos isso numa atleta que acho que até ficou em 15.º lugar, não é [Agate De Sousa]? Mas temos que pensar também porque é que os atletas fogem para os outros países? Porque lhes dão melhores condições. Então nós temos que começar a dar essas condições aos nossos atletas, nos nossos países, não é? Se eles tiverem boas condições, eles não fogem. Se falarmos do David de Pina. O David já ganhou uma medalha, agora espera que lhe possam dar essas condições para poder ir para Los Angeles. E se o Governo de Cabo Verde não lhe der essas condições, obviamente que ele terá que pensar ou desistir, ou ir para um país que lhe dê essas condições", concluiu Filomena Fortes.

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