O Projeto Invisível

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O Projeto Invisível episodes

  • O Projeto Invisível #10 - 2. As Evidências da Personagem-intérprete
    Na obra de João Penalva há materiais diversos: fotografias, manuscritos, desenhos, cartas, diapositivos que compõem ambientes que funcionam como mundos ficcionais.
    A exposição Personagens e Intérpretes celebra trinta anos desta singular faceta da sua obra, reunindo peças que nos convidam a estranhar aquilo que julgamos familiar.
    Partilhamos um excerto do documentário intitulado, precisamente,Personagem e intérprete, realizado por Luís Alves de Matos, lançado em 2001. Entre obras, projetos e reflexões, o filme traça um retrato do artista enquanto “personagem e intérprete”: alguém que cria, observa e questiona a própria condição artística.
    9 min
  • O Projeto Invisível #10 - 3. Corpos e Gravidade
    Em Hornfuckers, Diana Niepce questiona aquilo que nos é imposto: normas, hierarquias, limites que se prendem tanto ao físico como ao imaginário. A peça, que cruza dança, performance e acrobacia aérea, opera num universo onde ordem e caos se encontram, onde o lirismo e a violência se confundem e onde os corpos resistem e se reinventam. Vamos ouvir a própria Diana a ler um excerto do seu texto Experimentar o Corpo, publicado no Jornal Coreia #3, onde surgem possíveis interpretações da palavra Hornfuckers, e também o que pode ser um pacto. Em simultâneo, ouvimos sons desenvolvidos por Gonçalo Alegria durante o processo de criação.
    7 min
  • O Projeto Invisível #10 - 4. Poemas Ligados À Corrente
    Em era com h, a banda Lavoisier parte de poemas para criar música. A propósito do concerto na Culturgest, dedicado a este novo álbum, pedimos a Patrícia Relvas e Roberto Afonso que partilhassem um gesto inaugural. O que recebemos foi a leitura do poema “Angola não me respeita”, de Nástio Mosquito, um texto que abre caminho a outros, entre eles “Portugal não me respeita”, e que ajuda a perceber como este disco nasce da fricção entre palavra, som e história. Escutamos primeiro o poema. Depois, a explicação de como se tornou música.
    4 min
  • O Projeto Invisível #10 - 5. Cidades que Pulsam
    Escutar uma cidade é atravessá-la com todos os sentidos.
    Genoma Urbano: Cidades como Organismos Vivos é um ciclo de conferências que propõe olhar as cidades como sistemas complexos e pulsantes, organismos em que cultura, tecnologia, política e gesto quotidiano se entrelaçam.
    Nesta peça sonora juntamos sons do projeto Cities and Memory Sound Map, um mapa global de gravações e recomposições sonoras que explora o mundo através do som real e do imaginado, reconstruindo lugares como paisagens acústicas vivas, com fragmentos de João Seixas, geógrafo, professor universitário, investigador e curador do ciclo, sobre as fronteiras entre o urbano e a humanidade.
    10 min
  • O Projeto Invisível #10 - 6. Dançar no Limiar do Mundo
    A palavra que dá nome ao espetáculo de Lia Rodrigues é também o seu método: borda... como limite, como gesto paciente de bordar, costurando margens que se movem e se contaminam. É a partir desta fricção, entre fronteira e ornamento, que a coreógrafa brasileira Lia Rodrigues convoca o palco como um lugar poroso de alteridade, onde se reconfigura quem pertence e quem é mantido à distância, quem é visto e quem permanece do lado de fora. Borda é mais do que um espetáculo de dança, é um território poroso onde gesto, memória e matéria se entrelaçam.
    Este é o espírito que encontramos nas palavras de Lia Rodrigues. Vamos ouvir um excerto de uma entrevista que deu para o programa Metrópolis.
    11 min
  • O Projeto Invisível #10 - 7. Quando a Gargalhada Enfrenta a Tesoura
    O humor nem sempre é um gesto inocente. Provoca, escapa, tropeça em temas mais ou menos tabu e, por vezes, choca com a censura. Este é o tema central do ciclo de conversas No Melhor Chá Cai a Mosca, e de um espetáculo da Formiga Atómica que estreia em outubro de 2026 na Culturgest. Fomos falar com Pedro Vieira, moderador do ciclo, para perceber onde começa e onde pode acabar o humor. Entre limites, intenções e diferentes leituras, a conversa olha para o riso como uma forma de pensar o mundo.
    8 min
  • O Projeto Invisível #10 - 8. Paraíso em Degelo Lento
    Em Polo Norte, a companhia de teatro mala voadora parte da ideia de que o Paraíso, esse lugar mítico, ainda respira sob camadas de gelo, à espera de ser encontrado. A peça interroga-se: será o aquecimento global o fenómeno que, paradoxalmente, nos devolverá acesso a esse Éden distante? Ou será apenas mais um sintoma da nossa urgência? Enquanto imaginamos as utopias humanas, ouvimos sons vindos das terras geladas, fragmentos acústicos captados por hidrofones sob as águas, o canto das focas que vocalizam sob o gelo, o estalar e o ranger das calotes polares que se partem e recombinam.
    3 min
  • O Projeto Invisível #10 - 9. A paradoxal questão do Tempo
    O tempo não corre. O tempo dobra e desdobra-se. Em Hotel Paradoxo, de Alex Cassal, protagonizado por Marco Mendonça, o espaço é condição e o tempo, enigma: um lugar onde o presente é habitado por possibilidades paralelas.
    Associada a este espetáculo decorre a conferência Viagem no Planeta Tempo, onde Alex Cassal convida o astrónomo e astrofísico Rui Agostinho para uma conversa em redor da própria relatividade do tempo. Para nos aproximarmos destas ideias, recuperámos um pouco das palavras de Rui Agostinho na conferência Explorar o Universo – Viver Fora da Terra, organizada pela Antena 2 e pelo Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço. Vamos escutar o tempo como se fosse um campo de possibilidades.
    5 min
  • O Projeto Invisível #10 - 10. Bastidores em Modo de Jogo
    Há exposições que funcionam como jogos - sem regras fixas, sem percurso anunciado, abertas ao acaso. A encerrar o ciclo Joga o Jogo: Fugida! - Em torno da Coleção da CGD aceita o imprevisível como método. Recebemos material dos bastidores do trabalho de Rui Horta Pereira, o artista convidado para esta última fase do ciclo. Rui Horta Pereira tem por hábito registar sons do seu processo de criação que tanto podem compreender gestos, montagens, pausas… e partilhou connosco gravações e apontamentos desse lugar intermédio onde as obras ainda se organizam e desorganizam.
    6 min
  • O Projeto Invisível #10 - 11. Quando a Música Salva
    Há coisas que não vemos, mas que organizam o mundo. A música é uma delas. Em WonderLandi, de Lander Patrick, tudo nasce desse centro invisível: a melodia como arquitetura, o som como força que coreografa o que se move à sua volta. A música acompanha rituais, celebrações, revoluções. Une vozes humanas, mas ecoa também noutras espécies. Pedimos a Lander Patrick que nos enviasse um som do espetáculo. Um fragmento desse território onde a música deixa de ser fundo e passa a ser corpo.
    11 min

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