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Hoje praticamente esquecido, Manuel Bastos Tigre (1882-1957) não foi só um dos pioneiros da publicidade no Brasil, foi uma das suas primeiras estrelas. O escritor pernambucano foi responsável pela criação de slogans que se tornaram famosos no mundo todo como “Se é Bayer é bom” – campanha traduzida para várias línguas e ainda hoje utilizada pela fabricante alemã de remédios.
Tigre foi um artista multimídia antes mesmo de o termo ter sido inventado. Levou à cena 24 textos teatrais, publicou mais de trinta livros de poesia – a maioria humorísticos –, além de ser figurinha carimbada como cronistas de diversos jornais e revistas ilustradas. Sempre atento às novidades, o literato refletia em seu trabalho o período de mudanças que o Rio de Janeiro enfrentou durante a reforma urbana conhecida como “Bota Abaixo”, que modernizaram a então capital federal no início do século XX.
Mas para os homens de letras da época, atuar na publicidade era uma alternativa tão tentadora quanto controversa. Mesmo sendo frequentador assíduo das rodas intelectuais e boêmias do Rio de Janeiro durante o período da “Belle Époque”, Tigre não foi poupado por seus colegas por ter feito um trabalho mais comercial. Mas apesar de ter sido renegado, o escritor ajudou a dar forma ao que conhecemos por Movimento Modernista.
Nesta edição, conversamos com o historiador Marcelo Balaban, autor do livro “Estilo Moderno: Humor, Literatura e Publicidade em Bastos Tigre”, publicado pela Editora da Unicamp. O programa foi produzido e apresentado por Leonardo Fernandes com a colaboração de Sophia La Banca, Bruno Moraes e Gustavo Campos, além de contar com a coordenação geral da Simone Pallone do Labjor e os trabalhos técnicos de Octávio Augusto e Douglas Vasquez da Rádio Unicamp. Deixe um comentário contando para a gente o que achou do episódio. Você pode mandar sugestões também pelo Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected].
Créditos:
Imagens – Montagem com as fotos:
Caricatura de Bastos Tigre com pequena notícia sobre o autor publicada na revista “Tagarela” de 1902
Desenho de J.Carlos publicado na revista “Careta”, 8 mar. 1913.
Caricatura da dança do maxixe publicada na revista “Kósmos”, maio 1906.
Músicas, por ordem de execução:
“Chopp em garrafa” (Ary Barroso e Bastos Tigre). Intérprete: Orlando Silva. Cia. Cervejaria Brahma, 1935. Domínio público.
“The Entertainer”, de Scott Joplin, 1902. Ragtime Dorian Henry. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=fPmruHc4S9Q. Domínio público.
“O Vatapá”, (s.a.). Intérpretes: Mário Pinheiro e Pepa Delgado. Columbia, 1908-1912. Domínio público.
“A febre amarela” (s.a.). Intérprete: Geraldo Magalhães. Casas Edson, s.d. Domínio público.
“A conquista do ar”. Intérprete: Baiano. Casa Edson, s.d. Domínio público.
“Cabeça de porco” (Anacleto de Medeiros). Intérprete: Banda do Corpo de Bombeiros. Odeon, 1904-1907. Domínio público.
Todos os efeitos sonoros pertencem à bbcsfx.acropolis.org.uk (© copyright BBC) e foram disponibilizados para reprodução com fins educativos sob a licença RemArc.
Copyright © Bayer S.A 2018, “Bromil” Copyright © 2018 EMS Pharma e “Brahma” © AMBEV 2018 são marcas registradas. A Rádio Oxigênio não é proprietária dessas marcas e não endossa nenhum desses produtos.
Apesar da venda e distribuição de álcool para menores de 18 anos ser ilegal no Brasil, o álcool é a droga de abuso mais usada por adolescentes. Isso traz uma série de riscos para esses adolescentes, o que leva os pais e professores a tentar prevenir esse tipo de comportamento. E com isso surgem várias perguntas sobre qual é a melhor estratégia para reduzir o consumo dessa droga e o risco associado a ele.
Nesse programa conversaremos com Elaine Lucas dos Santos, pós-doutoranda no Programa de Pós-graduação em Psicobiologia da Unifesp, sobre seu trabalho com prevenção de abuso de álcool na adolescência.
O programa foi produzido e apresentado por Sophia La Banca de Oliveira com participação de Maria Letícia Bonatelli. A coordenação geral é da Simone Pallone e os serviços técnicos foram de Octávio Augusto da Rádio Unicamp. Deixe um comentário contando para a gente o que achou do episódio. Você pode mandar sugestões também pelo Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected].
Créditos:
Imagem em domínio público
Músicas
Look Ahead – Grand Banks – YouTube Audio Library
Licensed under Creative Commons: By Attribution 3.0 License
Tomb Raider – Yung Logos – YouTube Audio Library
Licensed under Creative Commons: By Attribution 3.0 License
Butchers – Silent Partner – YouTube Audio Library
Licensed under Creative Commons: By Attribution 3.0 License
Born Again – Jorge Hernandez – YouTube Audio Library
Licensed under Creative Commons: By Attribution 3.0 License
Long Life – Bobby Renz – YouTube Audio Library
Licensed under Creative Commons: By Attribution 3.0 License
Redes sociais são um novo fenômeno que redesenhou completamente o mundo humano. Enquanto isso, redes de interações ecológicas — que acabam funcionando de maneira parecida, em alguns aspectos — são estudadas desde o Século XIX, e mesmo antes de serem estudadas já estavam ocorrendo na natureza, modelando o nosso mundo e até a nossa própria evolução.
Nesta conversa com o professor Mathias Pires, do Instituto de Biologia da Unicamp, você vai descobrir algumas coisas interessantes sobre como o Facebook e a natureza têm seus paralelos, e também sobre como o trabalho de pesquisa em torno da questão das redes de interações ecológicas pode informar as decisões que teremos de tomar, como humanidade, para garantir o futuro dos nossos ecossistemas — e de nós mesmos.
O Oxilab foi apresentado e roteirizado por Bruno Moraes, com apoio de Luanne Caires e da coordenadora do Oxigênio, Simone Pallone, com trabalhos técnicos de Octávio Augusto da Rádio Unicamp.
Deixe um comentário contando para a gente o que achou do episódio. Você pode mandar sugestões também pelo Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected].
Crédito das imagens:
Internet Map by opte.org / CC-BY-2.5
“River Fire” Kevin MacLeod (incompetech.com)
A princípio pode parecer estranho, mas a natureza nos presta vários serviços. A polinização das plantas cultivadas, a proteção das nossas reservas de água e várias outras coisas que são essenciais para nossa qualidade de vida. Mas o desmatamento e as mudanças climáticas podem colocar em risco esses ecossistemas e, por consequência, os serviços que eles nos prestam.
Nesta edição do Oxigênio conversamos com Alexandre Uezu, do Instituto de Pesquisas Ecológicas; Carlos Joly, do Instituto de Biologia da Unicamp; Patricia Ruggiero, do Instituto de Biociências da USP; Cristiana Seixas, do Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais da Unicamp; Oremê Ik-peng, técnico em agroecologia do Médio Xingu, e Mercedes Bustamante, da UnB.
Errata: Neste episódio, falamos um pouco a respeito do efeito de anos eleitorais sobre a perda de vegetação nativa. No minuto 20:14, cometemos um equívoco na síntese: a pesquisa da Dra. Patricia Ruggiero demonstra que há um aumento da perda de vegetação nativa em ano de eleição estadual, e não uma redução. Fica aí a informação corrigida e nossas desculpas.
O programa é produzido por Luanne Caires, Paula Drummond e Alessandra Marimon e apresentado por Alessandra Marimon e Simone Pallone. Conta com a colaboração de Bruno Moraes e divulgação por Sophia La Banca de Oliveira, além da coordenação geral da professora Simone Pallone de Figueiredo, do Labjor. Os trabalhos técnicos foram feitos por Gustavo Campos e Octávio Augusto, da Rádio Unicamp.
Deixe um comentário contando para a gente o que achou do episódio. Você pode mandar sugestões também pelo Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected].
Links citados no programa:
Análises feitas na área de Direito à Cidade, do Instituto Pólis: http://polis.org.br/noticias/o-direito-a-cidade-na-eleicao-presidencial-de-2018/
Propostas sobre questões cruciais para a política do Clima no Brasil: http://www.observatoriodoclima.eco.br/o-clima-nas-eleicoes/
Músicas
Industrious Ferret by Kevin MacLeod is licensed under a Creative Commons Attribution license (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/)
I Dunno by Grapes is licensed under a Creative Commons Attribution license (http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/)
Memories by Jaime Bertin is licensed under a Creative Commons Attribution license (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/)
Source: Clique aqui
Essence 2 by Audionautix is licensed under a Creative Commons Attribution license (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/)
Imagem:
Antes mesmo da invenção do disco e do rádio, a indústria musical já prosperava com a venda de partituras para pianos. No final do século XIX, a sociedade abastada do Rio de Janeiro mostrava seu enriquecimento comprando pianos e um de seus maiores passatempos eram os bailes e os saraus feitos em casa. Foi a partir da comercialização das partituras de música que os ritmos afro-brasileiros começaram a ganhar popularidade nos teatros de revista, nos clubes dançantes e nas salas de estar das elites brancas. Mesmo tendo que lutar contra o preconceito, a música negra ajudou a criar todo um mercado e deu visibilidade aos descendentes de africanos.
Nesta edição do Oxigênio conversamos com a historiadora Martha Abreu, professora titular do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense (UFF), sobre à efervescente cena cultural que deu origem ao samba e que moldou a cultura brasileira como conhecemos. A pesquisadora é autora do livro “Da senzala ao palco: canções escravas e racismo nas Américas”. Publicado pela Editora da Unicamp, o e-book faz parte da coleção Históri@ Illustrada e resgata a música negra nas Américas após a Abolição.
O programa é produzido e apresentado por Leonardo Fernandes e conta com a colaboração de Sophia La Banca de Oliveira e Sarah Azoubel Lima, além da coordenação geral da professora Simone Pallone de Figueiredo do Labjor. Os trabalhos técnicos foram feitos por Octávio Augusto, da Rádio Unicamp.
Deixe um comentário contando para a gente o que achou do episódio. Você pode mandar sugestões também pelo Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected]. Se quiser saber mais sobre o assunto, você pode adquirir o
e-book “Da senzala ao palco” no site da Editora da Unicamp: www.editoraunicamp.com.br.
Créditos de trilha sonora:
“Canoa Virada” de Eduardo das Neves, 1907-1912. Domínio público.
“Jongo de pretos”, de Freire Jr., por Eduardo das Neves e Coro, 1912-1915. Domínio público.
“Gargalhada” (“Pega na chaleira”), por Eduardo das Neves, 1907-1912. Domínio público.
“Dor de cabeça”, por Fernando de Albuquerque; Jazz-Band Sul Americano
Romeu Silva, 1925. Domínio público.
“Imitação de um batuque africano”, por Cesar Nunes, 1908-1912. Domínio público.
“Nêgo Bamba”, interpretado por Otília Amorim, em gravação de 1930. Domínio público.
“Odeon”, de Ernesto Nazareth, 1910. Domínio público.
“Cakewalk”, de Artur Camilo, 1904-1908. Domínio público.
“The Cake-Walk in the Sky”, de Ben Harney, 1899. Repertório ragtime de Dorian Henry. Domínio público.
Um dia, a antropóloga Daniela Manica, hoje pesquisadora do Labjor/Unicamp, andava por São Paulo quando viu a seguinte frase pichada num muro: “Mulheres são estranhas, sangram pelas entranhas”. Naquela época, ela já pesquisava as relações entre cultura e natureza, gênero e medicina, fluidos corporais e tecnociência. E para ela, aquela frase no muro representava duas ideias: o estranhamento em relação ao corpo das mulheres, e a visão do útero e da menstruação como coisas assombrosas e repulsivas.
Pensando sobre como a menstruação é percebida, a Daniela caiu numa outra possibilidade: a de ver e entender o sangue menstrual não como um dejeto e nem como indicativo de falha na reprodução – como muitas vezes ele é tratado -, mas como uma fonte de produção de sangue. E aí ela começou a olhar para o uso da menstruação na arte e na ciência. Uma das pesquisas que ela desenvolve atualmente reflete sobre o uso das células do sangue menstrual (CeSaM) em pesquisas com células-tronco, especificamente no Laboratório de Cardiologia Celular e Molecular do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da UFRJ.
No Oxidoc Estranha célula das entranhas, a repórter Beatriz Guimarães conversa com a antropóloga Daniela Manica para entender as relações entre gênero, menstruação e ciência, e vai até a UFRJ para conhecer as CeSaM e as pesquisadoras que têm desenvolvido essa pesquisa de forma pioneira: a Regina Goldenberg e a Karina Asensi.
O radiodocumentário faz parte do projeto Narrando ciências, linguagens e comunicações, que tem o objetivo de divulgar as pesquisas do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) e do Laboratório de Estudos Urbanos (Labeurb). Os dois laboratórios fazem parte do Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade (Nudecri) da Unicamp. O projeto é financiado pela FAPESP, por meio do programa Mídia Ciência.
Este episódio também está disponível em apps agregadores como iTunes, CastBox e PocketCast.
Produção, gravação e edição: Beatriz Guimarães.
Créditos de trilha sonora:
Covert Affair – Film Noire by Kevin MacLeod is licensed under a Creative Commons Attribution license (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/)
Source: http://incompetech.com/music/royalty-free/index.html?isrc=USUAN1100795
Artist: http://incompetech.com/
Drums of the Deep by Kevin MacLeod is licensed under a Creative Commons Attribution license (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/)
Source: http://incompetech.com/music/royalty-free/index.html?isrc=USUAN1400021
Artist: http://incompetech.com/
Klockworx by Kevin MacLeod is licensed under a Creative Commons Attribution license (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/)
Source: http://incompetech.com/music/royalty-free/index.html?isrc=USUAN1100392
Artist: http://incompetech.com/
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