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As informações contidas nos genes são fundamentais para definirem as características dos organismos. Dentro do núcleo das células, os genes encontram-se nos cromossomos, sendo que o número de cópias dos cromossomos pode variar de uma espécie para outra.
Nós, humanos, temos duas cópias de cada cromossomos, mas nas plantas esse número pode ser muito maior. Isso acontece em muitas plantas de interesse agronômico, que podem chegar a ter doze cópias de cada cromossomo. Com o maior número de cópias, maiores os desafios para os pesquisadores estudarem e melhorarem as características das plantas.
O pesquisador Augusto Garcia do Departamento de Genética da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz, em Piracicaba, debruça-se justamente nessa questão. Ele utiliza ferramentas da genética estatística para entender melhor o genoma das plantas poliploides (que contém mais de duas cópias dos cromossomos). Em recente trabalho publicado na revista Genetics, Garcia e os autores David Gerard, Luis Felipe Ventorim Ferrão e Matthew Stephens exploram aspectos do estudo de poliploides. O Oxigênio conversou com Garcia para entender melhor os desafios e as perspectivas do estudo de poliploides.
Esse Oxilab foi produzido, gravado e editado por Maria Letícia Bonatelli e faz parte do projeto Mídia Ciência da Fapesp “Produção jornalística das pesquisas realizadas no Departamento de Genética da ESALQ/USP, com especial enfoque para o Laboratório de Genética de Microrganismos Prof. João Lúcio de Azevedo”.
Rede. Substantivo feminino. Entrelaçamento de fibras ligadas por nós.
Comunitário(a). Adjetivo. Qualidade daquilo que é comum a várias pessoas. Ação realizada por quem vive no mesmo território e/ou compartilha dos mesmos interesses.
Rede comunitária. Entrelaçamento de pessoas de um mesmo território e/ou com interesses em comum. Sistema de comunicação e compartilhamento de saberes pensado e utilizado por uma determinada comunidade, tendo em vista seus valores e necessidades. Pode ser, por exemplo, um jornal operário, uma rádio local ou uma malha de conexão sem fio que se espalha de roteador em roteador, de nó em nó. É desta última que falamos no Oxidoc: Nós em redes.
O principal entrevistado do programa é Diego Vicentin, pesquisador de pós-doutorado no Labjor/Unicamp. Ao investigar as redes que surgem do encontro entre a computação e o cotidiano de diferentes comunidades, ele levanta questões sobre o mercado da conexão e suas exclusões e sobre a apropriação tecnológica como caminho de resistência.
Também participa do programa a geógrafa Daiane Araújo, da Associação Casa dos Meninos, em São Paulo. Localizada no Jardim São Luiz, zona sul da cidade, a associação conta com um sistema de intranet que cobre mais de um quilômetro quadrado de território, criando conexões e trocas entre cerca de 20 mil moradores.
O radiodocumentário faz parte do projeto Narrando ciências, linguagens e comunicações, que tem o objetivo de divulgar as pesquisas do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) e do Laboratório de Estudos Urbanos (Labeurb). Os dois laboratórios fazem parte do Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade (Nudecri) da Unicamp. O projeto é financiado pela FAPESP, por meio do programa Mídia Ciência.
Este episódio também está disponível em apps agregadores como iTunes, CastBox e PocketCast.
Produção, gravação e edição: Beatriz Guimarães.
E se uma simples picada de mosquito trouxesse, além da coceira, um baú de enigmas e histórias? No Oxilab de hoje, “Quem tem Medo da Leishmania?”, o Oxigênio conversou com o professor Danilo Ciccone, do Departamento de Biologia Animal da Unicamp sobre um ser vivo microscópico e impressionante: os protozoários do gênero das Leishmanias. O professor Danilo tem dedicado mais de uma década de sua vida a estudar essas criaturas, para entender não apenas a doença que elas causam e descobrir novas formas de tratar a leishmaniose, mas também para conhecer mais de perto os mistérios desses verdadeiros “agentes secretos” do mundo imunológico. Venha com a gente para saber mais sobre cachorros, protozoários e sobre as suas próprias células de defesa, o famoso sistema imune.
Mudanças ambientais e novas interações entre espécies podem fazer com que vírus, bactérias ou outros patógenos comecem a afetar grupos de organismos diferentes, levando ao aparecimento de novas doenças. É o caso da AIDS, da doença causada por vírus Ebola e da doença causada por Zika vírus, que preocupam autoridades de saúde pública ao redor do mundo. A resistência ou tolerância a essas infecções depende de vários fatores: características dos patógenos e das espécies infectadas, o passado das espécies e da interação, além das possibilidades de tratamento. Para entender melhor o assunto, é só assistir ao episódio de hoje.
Nesta edição do Oxigênio conversamos com Camila Beraldo sobre seu mestrado no Programa de Pós-graduação em Ecologia da Universidade de São Paulo (USP).
Deixe um comentário contando para a gente o que achou do episódio. Você pode mandar sugestões também pelo Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected].
Músicas
Channel Chasing by Spazz Cardigan is part of the Youtube Audio Library and it is licensed under a Creative Commons License (https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/deed.en_US)
Milos by Eveningland is part of the Youtube Audio Library and it is licensed under a Creative Commons License (https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/deed.en_US)
Toe Jam by Diamond Ortiz is part of the Youtube Audio Library and it is licensed under a Creative Commons License (https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/deed.en_US)
Antes de ser consagrado como a trilha sonora oficial do carnaval, o samba sempre foi alvo de muita discussão para saber quem era o pai da criança. Baianos ou cariocas? Favela ou asfalto? A única certeza da origem do gênero musical é que teve muitos berços e endereços. Tanto que no início do século XX, o samba era uma espécie de “guarda-chuva” para diferentes ritmos, como o choro, o partido-alto, o maxixe e a batucada, por exemplo. Mas toda essa diversidade acabou sendo abafada nos anos 1930 quando o Estado Novo de Getúlio Vargas apropria o estilo marginal e o transforma em símbolo nacional.
No mês em que se comemora o dia do samba, celebrado no dia 2 de dezembro, o Oxigênio preparou uma edição especial que conta como o batuque de influência africana popularizado nas festas nos morros da cidade do Rio de Janeiro passou a definir a identidade brasileira. O programa conta com a entrevista com a historiadora Maria Clementina Pereira Cunha, autora do livro “Não tá sopa: samba e sambistas no Rio de janeiro de 1890 a 1930”. Publicado pela Editora da Unicamp, o e-book faz parte da coleção Históri@ Illustrada, idealizada pelo Centro de Pesquisa em História Social da Cultura (Cecult/Unicamp).
O programa é produzido e apresentado por Leonardo Fernandes, além da coordenação geral da professora Simone Pallone de Figueiredo, do Labjor. Os trabalhos técnicos foram feitos por Octávio Augusto, da Rádio Unicamp.
Deixe um comentário contando para a gente o que achou do episódio. Você pode mandar sugestões também pelo Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected]. Se quiser saber mais sobre o assunto, você pode adquirir o e-book “Não tá sopa” no site da Editora da Unicamp: www.editoraunicamp.com.br.
Créditos:
Imagem:
Montagem sobre foto de João da Bahiana, s.d. Autor desconhecido.
Músicas, por ordem de execução:
“Urubu”, 1923. Autor: Pixinguinha. Intérprete: Os Oito Batutas. (domínio público).
“Fala, meu Louro”, 1920. Autor: Sinhô. Intérprete: Francisco Alves. (domínio
“Patrão, prenda seu gado”. Autores: Pixinguinha, Donga e João da Bahiana. s.d. (domínio público).
“É batucada”, 1932-33. Autores: Caninha e Visconde de Bicohyba. Intérprete: Murilo.
“Com que roupa?”, 1930. Autores: Noel Rosa. Intérprete: Noel Rosa. (domínio
“Pelo Telefone”, 1916. Autores: Donga e Mauro de Almeida. Intérprete: Bahiano.
“Se você jurar”, 1930. Autores: Ismael Silva e Nilton Bastos. Intérprete: Mário Reis. (domínio público).
“Festa de Branco”, 1928. Autor: Pixinguinha. Intérprete: Francisco Alves. (domínio
“Mulato bamba”, 1932. Autor: Noel Rosa. Intérprete: Mário Reis. (domínio público).
“Eu gosto da minha terra”, 1930. Autor: Randoval Montenegro. Intérprete: Carmen
“Preto e branco”, 1930. Autores: Augusto Vasseur, Luis Peixoto e Marques Porto.
“Rapaz folgado”, 1933. Autor: Noel Rosa. Intérprete: Araci de Almeida. (domínio
“Ponto de Ogum”. Intérpretes: Elói Antero Dias e Getúlio Marinho [1927-1930] (domínio
“Marcha do Cordão Primavera”, s.d. Intérprete: Almirante [1946] (domínio
Todos os efeitos sonoros pertencem à bbcsfx.acropolis.org.uk (© copyright BBC) e foram disponibilizados para reprodução com fins educativos sob a licença RemArc.
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