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Você já ouviu falar em Anomalia Magnética do Atlântico Sul? E sabia que ela pode afetar o funcionamento de satélites e computadores? Também chamada de AMAS, ela é uma região do planeta que engloba boa parte da América do Sul, do oceano Atlântico e do continente africano e que está passando por um enfraquecimento em seu campo magnético.
Como o campo magnético terrestre funciona como uma barreira que protege o planeta das partículas emitidas pelo sol e por outros pontos da Via Láctea, esse enfraquecimento faz com que a região da anomalia fique menos protegida das variações do campo magnético externo. E isso acaba impactando tecnologias que funcionam em altitudes mais elevadas e distantes do ponto de geração do magnetismo, que ocorre no núcleo do planeta.
Por isso, resolvemos abordar essa anomalia magnética e seus impactos no Oxilab de hoje. Para falar sobre o tema, convidamos o geofísico Gelvam André Hartmann, do Instituto de Geociências da Unicamp, que vem pesquisando essa anomalia há cerca de 15 anos, com o objetivo de entender como ela evoluiu através do tempo. Recentemente, ele participou de um estudo sobre o magnetismo de estalagmites, que são rochas que se formam no chão de cavernas, para traçar as variações do campo geomagnético nos últimos 1500 anos.
O episódio de hoje foi produzido por Paula Penedo, com coordenação de Simone Pallone e colaboração de Eliane Fonseca. Os responsáveis pelos trabalhos técnicos são Octávio Augusto, da Radio Unicamp, e Gustavo Campos.
Deixe um comentário contando para a gente o que achou do episódio. Você também pode mandar sugestões pelo Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected].
Imagem:
ESA/ATG Medialab
Músicas:
Cycles – Density & Time
Weirder Stuff – Geographer
Este episódio do Oxigênio, Vida de Laboratório foi dividido em duas partes, porque havia muitas experiências para mostrar. Na parte 1, o Gustavo Burín contou um pouco sobre a rotina em um laboratório de macroecologia e macroevolução, no Instituto de Biociências da USP, e os professores Alexandre Falcão e Jancarlo Gomes falaram sobre o laboratório multidisciplinar que une saúde pública e computação, que fica na Unicamp.
E nesta segunda parte, os laboratórios abordados fogem ainda mais do estereótipo do laboratório, aquele com bancada, muita vidraria e pesquisadores de jaleco branco e óculos protetores, desses laboratórios de experiências físicas e químicas.
Aqui o ouvinte vai conhecer um pouco de como são os laboratórios da paleontologia, mais especificamente de Paleohidrologia, a partir da fala da paleontóloga Frésia Ricardi-Branco, professora do Instituto de Geociências da Unicamp.
Vamos ouvir também a experiência do João Roberto Bort, do Centro de Pesquisa em Etnologia Indígena da Unicamp, que é antropólogo e vem estudando indígenas da etnia Xukuru-Kariri e considera seu próprio corpo parte do laboratório.
Por último, a Júlia Veras, da Universidade Federal de Ouro Preto, que é formada em Artes Cênicas e pesquisa direção teatral vai contar como ela foi descobrindo diferentes laboratórios possíveis para a área de interpretação e direção teatral.
O tema é muito vasto, caberiam muitas outras partes, mas essas experiências já dão o tom da diversidade que se tem no meio acadêmico. Pesquisas em diversos campos, que se conversam, e se tocam para seguir adiante.
O episódio foi apresentado por Paula Penedo e Bruno Moraes. A produção do roteiro foi feita por Luanne Caires, Camila Cunha, Paula Penedo e Priscila Ferreira, com coordenação da professora Simone Pallone, do Labjor. Nos trabalhos técnicos, Octávio Augusto, da Rádio Unicamp, e Gustavo Campos.
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Crédito das trilhas sonoras:
Like a Polaroid de Spazz Cardigan
Synergy de Geographer
Future Proof de South London HiFi
Crédito da imagem:
Pixabay
Nas últimas semanas, o Ministério da Educação anunciou o bloqueio de 30% das verbas discricionárias das universidades federais do Brasil. Na prática, a medida reduz 7,4 bilhões de reais do orçamento de custeio que já havia sido aprovado por meio da Lei Orçamentária Anual (a LOA) de 2019 e compromete o funcionamento de atividades de ensino, pesquisa e extensão nas universidades.
No caso da pesquisa, a parte mais atingida foi a pós-graduação, com o recolhimento de bolsas consideradas ociosas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior, a CAPES. O problema é que a CAPES não especificou os critérios utilizados para considerar as bolsas ociosas e muitas delas já estavam destinadas a novos alunos de mestrado e doutorado aprovados nos processos seletivos dos programas de pós-graduação.
A medida representa mais um dos ataques que vêm sendo feitos às universidades públicas, com mentiras e muita desinformação. Em entrevista à rádio Jovem Pan no dia 08 de abril, o presidente do país afirmou que “poucas universidades têm pesquisa e, dessas poucas, a grande parte está na iniciativa privada”, quando na verdade, é o contrário. Segundo o relatório feito em 2017 pela empresa Clarivate Analytics, sob solicitação da CAPES, de 2011 a 2016, 95% da produção científica do Brasil, reconhecida internacionalmente, foi feita nas universidades públicas.
Aparentemente, o presidente não sabe muito sobre como a pesquisa é feita no Brasil. E na verdade muita gente não sabe. E para mostrar um pouco sobre como é a rotina das milhares de pessoas que produzem ciência no país, dedicamos o episódio de hoje à Vida de Laboratório. E como o assunto é extenso, esse episódio foi dividido em duas partes.
Os entrevistados da parte 1 foram o Gustavo Burín, pós-doutorando no Laboratório de Macroevolução e Macroecologia do Instituto de Biociências da USP, o LabMeMe; e os professores Alexandre Falcão e Jancarlo Gomes, do Laboratório de Ciência de Dados de Imagens, chamado de LIDS, da Unicamp. Os três contam histórias interessantes relacionadas às suas áreas de pesquisa e de seus laboratórios.
O episódio Vida de Laboratório foi apresentado por Bruno Moraes e Paula Penedo. As entrevistas e produção do roteiro foram feitos por Luanne Caires e Camila Cunha, com ajuda do Allison Almeida, sob coordenação da professora Simone Pallone, do Labjor. Nos trabalhos técnicos, Octávio Augusto, da Rádio Unicamp, e Gustavo Campos.
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https://freesound.org/people/Robinhood76/sounds/62282/
Future Proof
Like a Polaroid
Imagem
Jarmoluk/Pixabay
O plantio de lavouras de soja transgênicas é aprovado no Brasil desde 1998. Nesses 20 anos, novas culturas agrícolas foram aprovadas para comercialização no país, mas também produtos derivados de microrganismos transgênicos, como vacinas, hormônios e enzimas para produção de alimentos.
Os transgênicos são encarados pela sociedade com desconfiança e medo. Mesmo assim, a produção e o consumo crescem no país. Como são poucos os que conseguem definir o que são transgênicos e quais são as implicações de seu uso, os mitos ao redor do tema se multiplicam.
O episódio de hoje vem para discutir estas questões: definições e uso de transgênicos no dia a dia, o papel da transgenia na sociedade, segurança alimentar e seus potenciais impactos no ambiente.
Nossos convidados são: Gonçalo Amarante Guimarães Pereira (IB – Unicamp), Heidge Fukumasu (USP, campus Pirassununga), Mathias Mistretta Pires (IB – Unicamp).
O episódio foi produzido por Allison Almeida, Luanne Caires, Camila Cunha e Bruno Moraes, com apresentação de Camila Cunha e coordenação de Simone Pallone. Os responsáveis pelos trabalhos técnicos são Octávio Augusto, da Rádio Unicamp, e Gustavo Campos.
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Músicas:
“Acoustic breeze” e “Enigmatic” de Bensound.com. Disponível em: https://www.bensound.com
“Bring me your sorrow” de Dan Lebowitz, biblioteca de áudio do YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/audiolibrary/music?ar=2
Som de apito. Disponível em: https://www.freesfx.co.uk/sfx/referee
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