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No episódio passado, o Oxigênio tratou da questão indígena no país, enfocando alguns avanços e muitos retrocessos. Entre os avanços, apontamos a realização do primeiro vestibular indígena realizado pela Unicamp, que trouxe para a universidade um grupo de 72 indígenas de diferentes etnias e lugares do país. Não foi possível conversar com eles na época, mas agora, o Marinaldo Almeida Costa e o Anderson Jesus Viana Arantes, ambos da etnia Tukano, da Amazônia, conversaram com o repórter Bruno Moraes. Eles falaram sobre a importância de estar na Universidade, para dar voz a esses povos brasileiros.
Na entrevista eles tratam de questões relacionadas a sua cultura, à diversidade, ao estilo de vida mais coletivo e também sobre os preconceitos e a ideia colonializada dos indígenas, por parte da sociedade e das universidades brasileiras.
E para promover a integração desses novos alunos com a comunidade a qual estão se inserindo, eles organizaram a Primeira Semana dos Acadêmicos Indígenas da Unicamp, que tem início no dia 15 de abril e vai até o dia 17, com uma programação intensa, com mesas redondas, palestras, exibição de documentários, apresentação de danças, mostra de artesanato e venda de comidas tradicionais.
A programação completa pode ser vista no site do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp (IFCH): https://bit.ly/2ItcQou. Assista também o vídeo de divulgação do evento no YouTube: https://youtu.be/FLokOT22k9U
As entrevistas e roteiro deste episódio foram realizados por Bruno Moraes. A apresentação foi do Bruno e da Simone Pallone e trabalhos técnicos do Octávio Augusto, da Rádio Unicamp.
Deixe um comentário contando o que achou do episódio. Você pode mandar sugestões também pelo Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected].
No início dos anos 1980, o linguista Carlos Vogt era professor do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp. Naquela época estavam começando a ser implementados na universidade os Núcleos Interdisciplinares de Pesquisa. Foi quando o Vogt, ao lado do artista João Batista da Costa Aguiar, pensaram na criação do Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade, o Nudecri.
“O Núcleo nasceu com essa vocação para abrigar atividades, ações e programas, não-ortodoxos, não inscritos necessariamente na linha de cursos regulares. O Nudecri foi, nesse sentido, pioneiro. Porque ele trouxe para dentro da Unicamp essas atividades que eram mais ou menos marginais”, conta Vogt.
O Nudecri foi criado oficialmente em 1985. A professora Eni Orlandi e o professor Eduardo Guimarães eram colegas de departamento do Vogt no Instituto de Estudos da Linguagem, e faziam parte do grupo que embarcou nessa ideia.
Para Orlandi, os núcleos foram pensados para “movimentar a universidade em torno de programas que exigiam conhecimento, mas que, ao mesmo tempo, também proporcionassem uma relação com a sociedade de maneira clara”. Guimarães acrescenta que o Nudecri, em particular, surgiu como um espaço para “ideias variadas e uma certa novidade dentro das Ciências Humanas e na relação com as artes”.
Neste Oxidoc, a repórter Beatriz Guimarães entrevista Carlos Vogt, Eni Orlandi e Eduardo Guimarães para compreender um pouco da história do Nudecri e de seus laboratórios, o Laboratório de Estudos Urbanos (Labeurb) e o Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor).
O radiodocumentário faz parte do projeto Narrando ciências, linguagens e comunicações, que tem o objetivo de divulgar as pesquisas do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) e do Laboratório de Estudos Urbanos (Labeurb). Os dois laboratórios fazem parte do Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade (Nudecri) da Unicamp. O projeto é financiado pela FAPESP, por meio do programa Mídia Ciência.
Este episódio também está disponível em apps agregadores como iTunes, CastBox e PocketCast.
Produção, gravação e edição: Beatriz Guimarães.
Supervisão: Simone Pallone e Claudia Pfeiffer.
Residentes originais do Brasil, os índios enfrentaram séculos de exploração, expropriação e preconceito antes de alcançarem direitos fundamentais à terra e ao respeito de sua cultura. Conquistas importantes vieram com a constituição de 1934, a criação da Funai na década de 1960 e a Constituição Federal de 1988. Mais recentemente, outro passo rumo à igualdade de oportunidades e à valorização cultural foi dado pelas universidades que implementaram os vestibulares voltados para povos indígenas e pelo fortalecimento de veículos de comunicação feitos por e para estes povos.
No entanto, a falta de investimento nos órgãos responsáveis pela gestão indígena no país e o endurecimento do discurso político contra direitos fundamentais têm colocado muitas conquistas em risco. O episódio de hoje vem para discutir estas questões, o papel da cultura indígena na nossa identidade enquanto povo e os desafios que enfrentamos para valorizar a diversidade cultural brasileira.
Nossos convidados são: Artionka Capiberibe (IFCH – Unicamp), Henyo Trindade Barretto (UnB), José Alves de Freitas e Juliana Sangion (Comvest – Unicamp) e Anápuáka Muniz Tupinambá (Rádio Yandê).
O episódio foi produzido por Allison Almeida, Luanne Caires, Camila Cunha e Bruno Moraes, com apresentação de Camila Cunha e Bruno Moraes e coordenação de Simone Pallone. Os responsáveis pelos trabalhos técnicos são Octávio Augusto, da Rádio Unicamp, e Gustavo Campos.
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Mãduvi’ju’i, por Memória Viva Guarani (álbum Ñande Reku Arandu – 2000)
Yaklethxa Yakytoasáto (Canto de Todos os Povos), por Wakay e participantes da tribo Kariri Xocó (álbum “Matydy Ekytoá” Caminho de todos – 2000).
Música Guarani – https://www.youtube.com/watch?v=jEBzFy6kCvE&feature=youtu.be
Raminô, por Yawanawa (Canto Mulheres Indígenas)
Imagem: Grafite no campus da Unicamp (Rios 2015)
Cristiane Dias é pesquisadora do Laboratório de Estudos Urbanos (Labeurb) da Unicamp. Para ela, a linguagem, a cidade e a tecnologia formam um casamento perfeito. E atualmente ela coordena um projeto que nasce justamente desse casamento. Trata-se de um aplicativo em que as pessoas poderão falar da relação delas com as cidades, contando memórias e vivências de certos lugares.
“O sujeito vive, anda, caminha pela cidade, mas dificilmente ele para pra olhar pra um lugar e lembrar como aquele lugar significa na vida dele, que memória aquele lugar tem pra ele. A gente quer que o aplicativo sirva para as pessoas olharem pro espaço onde elas estão e pensem: ‘como é importante eu estar aqui’. Ou ‘como esse lugar foi importante pra mim’.”
Ela diz que não vê a hora do aplicativo ficar pronto para que ela possa contar de suas experiências em Campinas, cidade onde ela vive hoje e com a qual ela já teve uma relação difícil.
Este Oxidoc também conta com a participação do jornalista Felipe Lavignatti, um dos criadores do projeto Mapas afetivos, que reúne diferentes relatos sobre a cidade de São Paulo. “Toda grande emoção que você vive está ligada a um lugar. A notícia de que você passou na faculdade, que você vai virar mãe, o lugar onde você foi pedido em namoro. Sempre tem um lugarzinho específico assim. E a gente queria contar as histórias a partir dos lugares.”
O Felipe conta que ouvir os relatos de outras pessoas muda a forma como ele vivencia São Paulo. Quando passa em frente ao Conjunto Nacional, por exemplo, ele olha para a rampa e se lembra de alguém que já andou por ali de mobilete e que guarda com afeto aquele canto da cidade.
O radiodocumentário faz parte do projeto Narrando ciências, linguagens e comunicações, que tem o objetivo de divulgar as pesquisas do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) e do Laboratório de Estudos Urbanos (Labeurb). Os dois laboratórios fazem parte do Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade (Nudecri) da Unicamp. O projeto é financiado pela FAPESP, por meio do programa Mídia Ciência.
Este episódio também está disponível em apps agregadores como iTunes, CastBox e PocketCast.
Produção, gravação e edição: Beatriz Guimarães.
Dia 11 de fevereiro é o dia mundial das mulheres e meninas na ciência. Considerando que menos de 30% das pesquisadoras do mundo são mulheres, a data é extremamente importante para refletirmos sobre os avanços conquistados pelas mulheres nos últimos anos e também sobre as barreiras que ainda existem para a representatividade feminina no meio acadêmico. No episódio de hoje, conversamos com pesquisadoras e alunas da Unicamp sobre o assunto. As convidadas foram: Maria Conceição da Costa (IG), Anne Bronzi (IMECC), Marcela Medicina (IMECC), Teresa Atvars (IQ), Sophia La Banca (Labjor) e Sarah Giannasi (IB).
O episódio foi produzido por Paula Penedo e Luanne Caires, com apresentação de Paula Penedo e Graciele Oliveira, coordenação de Simone Pallone e colaboração de Bruno Moraes. Os responsáveis pelos trabalhos técnicos são Octávio Augusto, da Rádio Unicamp, Allison Almeida e Gustavo Campos.
Deixe um comentário contando para a gente o que achou do episódio. Você pode mandar sugestões também pelo Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected].
Músicas:
LongasBar by Airtone is licensed under a Creative Commons License (https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/deed.en_US)
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Imagem:
Sergey Nivens (Shutterstock)
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