Se há algo que não falta durante uma campanha eleitoral… são sondagens.
Como se escuta um país em campanha eleitoral? Antônio Gomes
Como se escuta um país em campanha eleitoral? António Gomes é uma pergunta que muitos fazem durante o período eleitoral.
Diariamente somos bombardeados com gráficos, percentagens, setas para cima, setas para baixo, empates técnicos, surpresas, coligações imaginadas e quedas espetaculares.
A cada novo estudo, há quem se entusiasme e quem duvide. Quem diga “isto confirma o que eu já sabia” e quem desconfie: “isto tem dedo de alguém”.
Mas afinal… como se fazem as sondagens?
Como se escuta um país em campanha eleitoral? António Gomes: Uma Análise Profunda
Essa questão de Como se escuta um país em campanha eleitoral? António Gomes, envolve metodologias complexas e a interpretação de dados sociais.
Os resultados de Como se escuta um país em campanha eleitoral? António Gomes, muitas vezes revelam nuances do comportamento dos eleitores.
Os estudos sobre Como se escuta um país em campanha eleitoral? António Gomes proporcionam insights valiosos para analistas e políticos.
Ao explorar Como se escuta um país em campanha eleitoral? António Gomes, percebemos a importância da coleta de dados fiáveis.
A pesquisa sobre Como se escuta um país em campanha eleitoral? António Gomes, deve ser conduzida com rigor científico.
Compreender Como se escuta um país em campanha eleitoral? António Gomes, é essencial para a democracia e a participação cidadã.
Como se escuta um país em campanha eleitoral? António Gomes
Como se escolhe quem é ouvido? Como se garante que aquilo que nos mostram é mesmo o que o país pensa?
E, mais importante ainda: o que as pessoas respondem… quando alguém lhes pergunta?
Neste episódio do Pergunta Simples, vou procurar respostas com quem sabe.
António Gomes, diretor-geral da GfK Metris e uma das pessoas que melhor conhece os bastidores da opinião pública em Portugal.
Portanto, a questão de Como se escuta um país em campanha eleitoral? António Gomes deve ser central nas discussões políticas atuais.
Há mais de 30 anos que António lidera equipas que estudam o que pensamos, o que desejamos, do que temos medo.
Faz sondagens eleitorais, estudos de mercado, inquéritos qualitativos e quantitativos. E já viu de tudo: vitórias inesperadas, derrotas mal digeridas, candidatos ofendidos com os dados, e eleitores a esconder aquilo que verdadeiramente pensam.
Nesta conversa falámos de tudo isso — com a calma de quem já passou por muitas campanhas e com o humor de quem sabe que, na política, nem sempre a lógica vence.
Começámos pelo princípio: como se faz uma sondagem séria?
António explicou-nos os diferentes métodos de recolha — por telefone, presencial, ‘online’ — e a ciência por detrás da construção de uma amostra representativa. Falámos de margens de erro, de amostras estratificadas, de critérios técnicos que, para o público, são muitas vezes invisíveis. E falámos do que acontece quando, apesar de tudo isso, a sondagem falha.
Falámos de erros estatísticos. Mas falámos, sobretudo, de erros humanos.
Das recusas. Das portas que não se abrem. Dos estratos difíceis de preencher. E das situações em que, por mais que se controle sexo, idade e região, saindo da amostra é… uma surpresa.
Uma dessas histórias inclui um ‘fax’, uma jornalista célebre de televisão, um resultado inesperado e um telefonema a dizer: “Isto só pode estar errado”. Mas estava certo. Ou, pelo menos, era aquilo que os dados evidenciavam naquela semana.
António também nos explicou o que é o fenómeno do votante envergonhado. Aquela pessoa que vota num partido, mas tem vergonha de o assumir. Que diz uma coisa ao entrevistador… e faz outra na urna. Já aconteceu um par de vezes em Portugal e voltar a acontecer com qualquer partido que, num dado momento, esteja no centro da polémica ou do julgamento social.
Finalmente, todos devemos refletir sobre Como se escuta um país em campanha eleitoral? António Gomes e suas implicações sociais.
Mas será que as pessoas mentem mesmo?
“Não mentem por maldade”, diz António Gomes.
Muitas vezes, mentem a si próprias.
Porque o tempo passou, porque se arrependem, porque querem parecer coerentes.
Às vezes, quando lhes perguntamos como votaram há cinco anos, respondem com base no que gostariam de ter feito.
Não no que fizeram.
Este episódio é também uma lição de psicologia eleitoral.
Afinal, compreender Como se escuta um país em campanha eleitoral? António Gomes é um desafio constante.
Por tudo isso, Como se escuta um país em campanha eleitoral? António Gomes deve ser estudado de forma crítica.
Falámos do uso das sondagens pelos partidos. Não somente para medir intenções de voto, mas para testar ideias, frases, cartazes. Há uma parte do que vemos nas campanhas que vem diretamente dos dados. Desde o tipo de fotografia que se escolhe para um cartaz gigante na rua, até à linguagem usada num debate.
Não é manipulação, é estratégia — é afinação estratégica com base em evidência.
E sim, falámos dos políticos.
António contou como, muitas vezes, é preciso preparar os líderes para ouvir o que não querem ouvir.
Como alguns usam a intuição (“sinto a rua”) para negar a realidade dos números.
E como há um equilíbrio delicado entre respeitar essa intuição… e mostrar que a ciência também sente — de forma diferente, mas não menos certeira.
“Eu não digo o que eu acho. Digo o que os eleitores disseram”, explica.
Este episódio não é somente sobre sondagens. É sobre como pensamos, como escolhemos, como comunicamos.
É sobre política, sim, mas também sobre cultura, tecnologia, comportamento humano. É sobre a arte e a ciência de escutar um país.
E, com António Gomes, aprendemos que essa escuta exige método, sensibilidade, experiência… e um grilo falante interior que nunca se cala.
Ele tem mil histórias para contar, mas vai deixando algumas no segredo.
Tu queres ver que o António Gomes também está a construir o seu mito?
LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO
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Viva António Gomes! Social Não é essa a tua, a tua profissão, a tua função, a tua formação, a minha formação. Diretor geral da GfK, também atriz, é uma das principais empresas que faz estudos de opinião e também sondagens. Agora que estão tanto na lista de mais de 100.000 entrevistas por pura nos quer por telefone, vais ao vivo? Como é que?
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Como é que isto funciona? Estas 100.000 têm um breakdown entre basicamente três métodos de recolha de informação chamadas telefónicas. Temos um call center. Depois temos as entrevistas diretas e pessoais que podem ser feitas na residência das pessoas, já à porta da residência. Mas também há entrevistas são feitas na rua ou podem ser feitas num local específico, se tivermos a falar ao texto e outras coisas afins.
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E depois aquilo que nos últimos anos tem sido o novo método, digamos assim, bastante usado, que é as entrevistas online e portanto, tudo acumula latos, sem sentido, Mas via via redes sociais também não as entrevistas online. A diferença são que há várias maneiras de fazer as entrevistas online. Há basicamente duas que são as mais frequentes. Uma é uma ação de auto bound que o cliente ou a entidade tem uma base de dados e, portanto, envia a sua base de dados um convite para que eles participem e respondam ai, pois tens umas coisas que têm a ver a não com a proteção de dados e portanto tu podes ter o que nós chamamos um endereço universal
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onde eu mando para ti e tu podes respondemos pode mandar para os teus filhos e etc. Ou tens um endereço nominal nominal. Aí termina a declina com um código que é atribuído exclusivamente a TI e pronto, uma vez tu respondendo já não pode responder mais e no limite podias para designar o IP do convite. Quer dizer que podes saber que sou eu que estou a responder.
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A intenção é servir, que sejas tu, ou seja, garantir que dependendo do tipo de estudo, as características das pessoas que nós queremos que respondam não sejam controladas por tu, vais à procura de saber o que é a procura de determinadas características, se for o caso, usando a base de dados do cliente a entidade com quem trabalho. A alternativa são os chamados Access.
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Falamos online, isto é, são grandes players mundiais que têm. E também há locais que têm uma base de dados que tem uma relação mais ou menos contratualizadas com os respondentes e, portanto, as pessoas estão à espera de receber frequentemente convites para responderem a inquéritos sobre os temas mais diversos. E hoje estamos neste momento num processo eleitoral e pré eleitoral.
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Portanto, todos os dias nós estamos a ver a sondagem e a sondagem B e eles trazem resultados diferentes. Mas afinal somos nós, não somos os mesmos, os mesmos eleitores? Como é que está a sair? Como é que Como pipocas? Subitamente isto é mais pra esquerda, isto é, mais para a direita e os partidos está mais à frente, mais a direita.
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Eu acho que é bom. A principal perceção de diferença radica primordialmente no facto de haver sondagens que ora ali, ora o bem. Essa frente e passa disso aos olhos das pessoas. Estes tipos estão agora esta frente e os outros estão a dar o peixe, estão ali à frente. Estão a pensar isso É porque é por causa das respostas que as pessoas estão a dar a estas sondagens ou a seguir uma fórmula.
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Não. Primeiro, estas, estas sondagens todas, sem exceção, são feitas sempre com base num princípio que é o princípio de uma amostra representativa. Mas ela tem intrinsecamente um erro. Explica lá isso o que é que uma amostra representativa mostra? Como é que se garante essa representatividade? No fundo, é isso. Bom,