Pergunta Simples

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Pergunta Simples episodes

  • O que nos ensina a doçura sobre comunicação? Rita Nascimento
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    O que é que a doçura nos ensina sobre comunicação? Nesta conversa luminosa, Rita Nascimento — pasteleira, autora e criadora de conteúdos — mostra como os doces são muito mais do que açúcar: são memória, linguagem, afeto e partilha. Fala-se de infância, rituais, confiança, pedagogia, prazer e da forma como a comida comunica emoções que muitas vezes não sabemos verbalizar.
    Entre receitas que funcionam, histórias que passam de geração em geração e uma relação honesta com o prazer, emerge uma ideia simples e poderosa: a doçura não é excesso, é contexto. E comunicar bem passa por saber quando, como e com quem partilhar.
    • A pastelaria como linguagem emocional e universal.
    • Memória, infância e afeto ligados ao sabor.
    • Doce como exceção, ritual e prazer consciente.
    • Confiança construída pela clareza e pela verdade.
    • Ensinar, partilhar e comunicar sem truques.
    Citação de Ouro
    “O doce não é para todos os dias. É para os dias que importam.”
    🔗 Episódio com Rita Nascimento:
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    50 min
  • Como fotografar a emoção? José Sena Goulão
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    Como se fotografa a emoção num mundo saturado de imagens? Nesta conversa profunda e prática, José Sena Goulão, fotojornalista da agência Lusa, explica porque é que a técnica nunca é suficiente e porque é que a fotografia só faz sentido quando capta aquilo que não se ensina: o olhar, a tensão, o instante irrepetível.
    Fala-se de futebol, política, guerra, entrevistas sob pressão, imagens icónicas e dilemas éticos. Da luz imperfeita às fotografias de família tecnicamente falhadas mas emocionalmente decisivas, emerge uma ideia central: a emoção não se fabrica, reconhece-se. E o fotojornalismo vive desse reconhecimento.
    • A diferença entre fotografar beleza e fotografar realidade
    • Emoção como critério maior da boa fotografia
    • Técnica ao serviço do instante, não o contrário
    • O peso ético de fotografar sofrimento
    • Verdade, enquadramento e responsabilidade editorial
    • Imagens icónicas e memória coletiva
    Citação de Ouro
    “A fotografia perfeita pode não dizer nada. A imperfeita, às vezes, diz tudo.”
    🔗 Episódio com José Sena Goulão:
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    1 hr 4 min
  • Triângulos amorosos: por que nos metemos nisso? José Gameiro
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    Porque é que nos metemos em triângulos amorosos sabendo, quase sempre, que alguém vai sofrer? Nesta conversa franca e sem moralismos fáceis, José Gameiro ajuda a perceber o desejo, a fantasia, o ego e a fuga que alimentam estas relações. Fala-se de amor, erotismo, culpa, silêncio, instinto e da dificuldade humana em lidar com a falta, o tédio e a finitude.
    Entre a psicologia clínica, a experiência de vida e a escrita, emerge uma ideia desconfortável mas necessária: os triângulos amorosos dizem menos sobre o outro e mais sobre aquilo que ainda não conseguimos dizer a nós próprios.
    • O triângulo amoroso como fuga e como necessidade emocional.
    • Desejo, erotismo e amor não são a mesma coisa.
    • Fantasia, culpa e a ilusão de controlo.
    • O ego ferido e a necessidade de validação.
    • As marcas emocionais que ficam, mesmo quando tudo parece discreto.
    Citação de Ouro
    “O desejo não é controlável, mas pode ser pensado.”
    🔗 Episódio com José Gameiro:
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    A invenção do amor https://open.spotify.com/show/4wLiQqAii3cigB85bYdPLA?si=qq1ytUdhTrqF6YlCB_U3Bw
    https://podcasts.apple.com/pt/podcast/a-inven%C3%A7%C3%A3o-do-amor/id1832973259
    54 min
  • O que as cores nos ensinam sobre comunicação? Miguel Neiva
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    O que é que as cores nos ensinam sobre comunicação, inclusão e responsabilidade social? Nesta conversa, Miguel Neiva explica porque a cor nunca é neutra: transporta significado, emoção, memória e poder. A partir da criação do ColorADD, fala-se de design como linguagem universal, da diferença entre estética e função e da urgência de comunicar para todos — incluindo quem não vê as cores como a maioria.
    Entre semáforos, transportes públicos, hospitais, escolas e jogos, emerge uma ideia central: comunicar bem é tornar o mundo legível, acessível e digno para o maior número de pessoas possível.
    • A cor como linguagem emocional e racional
    • Design para servir pessoas, não egos
    • Daltonismo, invisibilidade e perda de autonomia
    • O ColorADD como código universal de inclusão
    • Comunicação clara como dever cívico
    Citação de Ouro
    “O design não é para ser bonito. É para ser entendido.”
    🔗 Episódio com Miguel Neiva:
    https://perguntasimples.com/o-que-as-cores-nos-ensinam-sobre-comunicacao-miguel-neiva/
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    53 min
  • Como continuar a comunicar quando a vida apaga a luz? Ricardo Miguel Teixeira
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    O que acontece quando a vida apaga a luz de forma definitiva? Nesta conversa profundamente humana, Ricardo Miguel Teixeira fala da perda total da visão aos 18 anos, do luto prolongado, da vergonha, do medo e da reconstrução lenta de uma identidade inteira. Fala-se de dor, mas também de humor, autonomia, corpo, linguagem e da diferença entre tolerar e aceitar.
    Entre experiências duras e episódios inesperadamente cómicos, emerge uma ideia central: comunicar não é ter pena, é reconhecer o outro como pessoa inteira. E a cegueira não apaga a vida — obriga a reaprendê-la.
    • O luto invisível depois de perder a visão
    • Vergonha, autonomia e o simbolismo da bengala
    • Humor como ferramenta de sobrevivência
    • Comunicação, ajuda forçada e paternalismo
    • Aceitação em vez de tolerância
    Citação de Ouro
    “Não é preciso ver para estar inteiro.”
    🔗 Episódio com Ricardo Miguel Teixeira:
    https://perguntasimples.com/comunicar-quando-a-vida-apaga-a-luz-ricardo-miguel-teixeira/
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    55 min
  • Dinheiro: gastar, poupar ou investir? Pedro Andersson
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    Gastamos mal porque ganhamos pouco ou porque nunca aprendemos a lidar com o dinheiro? Nesta conversa clara e prática, Pedro Andersson desmonta a relação emocional que temos com o consumo, o medo de investir, a ilusão da segurança e a falta de literacia financeira que atravessa gerações.
    A partir da sua experiência pessoal — da crise de 2008 ao nascimento do Contas-Poupança — fala-se de escolhas, prioridades, erros comuns, inflação, poupança, investimento e da ideia central de que o verdadeiro salário é aquilo que sobra no fim do mês.
    • Porque gastar é fácil e pensar custa trabalho.
    • A armadilha do “eu mereço” e do consumo por impulso.
    • Poupança não chega: o impacto invisível da inflação.
    • Investir sem medo, mas com informação.
    • O tempo como o maior aliado do dinheiro.
    Citação de Ouro
    “O meu salário não é o que ganho. É o que sobra.”
    🔗 Episódio com Pedro Andersson:
    https://perguntasimples.com/dinheiro-gastar-poupar-investir-dinheiro-gastar/
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    1 hr 9 min
  • Porque nos sabotamos no amor e na comunicação? Andreia Vieira
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    Porque nos sabotamos no amor e na comunicação, mesmo quando queremos que resulte? Nesta conversa longa e esclarecedora, Andreia Vieira explica como as feridas da infância, o medo da rejeição e a falta de autoconsciência conduzem a padrões repetidos de autossabotagem nas relações. Fala-se de ansiedade, ciúme, silêncio, raiva, idealização e da dificuldade em confiar sem se perder.
    Entre psicologia clínica, psicanálise e exemplos concretos do quotidiano, emerge uma ideia central: muitas relações falham não por falta de amor, mas por incapacidade de comunicar emoções difíceis de forma responsável.
    • Autossabotagem como repetição inconsciente de padrões antigos.
    • O impacto da infância e do vínculo no amor adulto.
    • Medo da rejeição, abandono e solidão.
    • Raiva, silêncio e comunicação destrutiva.
    • Consciência emocional como condição para amar melhor.
    Citação de Ouro
    “Não é o outro que nos estraga as relações — somos nós quando não nos escutamos.”
    🔗 Episódio com Andreia Vieira:
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    55 min
  • O que nos ensina a gentileza sobre comunicar melhor? Susana Coerver
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    O que acontece quando a vida apaga a luz de forma definitiva? Nesta conversa profundamente humana, Ricardo Miguel Teixeira fala da perda total da visão aos 18 anos, do luto prolongado, da vergonha, do medo e da reconstrução lenta de uma identidade inteira. Fala-se de dor, mas também de humor, autonomia, corpo, linguagem e da diferença entre tolerar e aceitar.
    Entre experiências duras e episódios inesperadamente cómicos, emerge uma ideia central: comunicar não é ter pena, é reconhecer o outro como pessoa inteira. E a cegueira não apaga a vida — obriga a reaprendê-la.
    • O luto invisível depois de perder a visão
    • Vergonha, autonomia e o simbolismo da bengala
    • Humor como ferramenta de sobrevivência
    • Comunicação, ajuda forçada e paternalismo
    • Aceitação em vez de tolerância
    Citação de Ouro
    “Não é preciso ver para estar inteiro.”
    🔗 Episódio com Ricardo Miguel Teixeira:
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    55 min
  • Juventude eterna: Podemos reverter o envelhecimento? Maria Manuel Mota
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    Podemos travar o envelhecimento? Reverter o relógio biológico? Ou estamos a fazer as perguntas erradas? Nesta conversa clara e exigente, Maria Manuel Mota desmonta mitos sobre juventude eterna e longevidade, explicando o que a ciência já sabe — e, sobretudo, o que ainda não sabe.
    Fala-se de envelhecimento como processo biológico inevitável, de qualidade de vida versus quantidade de anos, de investigação fundamental, de colaboração científica e da importância de saber formular boas perguntas. Entre malária, biologia celular e liderança científica, emerge uma ideia simples e poderosa: viver mais só faz sentido se vivermos melhor e com propósito.
    • Envelhecimento não é doença, é processo
    • Longevidade versus qualidade de vida
    • O mito da juventude eterna
    • Fazer boas perguntas em ciência
    • Colaboração, liberdade e rigor científico
    Citação de Ouro
    “O importante não é viver para sempre. É viver com sentido.”
    🔗 Episódio com Maria Manuel Mota:
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    44 min
  • Como comunicar em crises de saúde? Graça Freitas



















    É difícil encontrar alguém em Portugal que não associe o rosto e a voz de Graça Freitas aos anos mais duros da pandemia. Foi a médica de saúde pública que, de repente, passou de bastidores técnicos para palco mediático, todos os dias, em direto, a explicar-nos um vírus novo, decisões políticas duras e medidas que mudaram a nossa vida.

    Mas esta conversa não é apenas sobre o coronavírus. É, sobretudo, sobre comunicação. Sobre como se fala em público quando não há certezas, quando a informação é imperfeita, quando a verdade científica demora a confirmar-se mas o medo não espera.

    Graça Freitas conta como viveu o 31 de dezembro de 2019, convencida de que 2020 seria um ano feliz — e como, no dia seguinte, já lia os primeiros relatórios de um vírus misterioso na China. Explica como ativou uma task force antes mesmo da OMS declarar pandemia. E recorda o choque de perceber que a Covid-19 não ia desaparecer como outras ameaças anteriores: SARS, gripe das aves ou gripe A.

    No centro da conversa está sempre a arte de comunicar em tempos de crise:

    • Como tranquilizar sem mentir.
    • Como explicar riscos com base em dados incertos.
    • Como preparar um país inteiro para medidas drásticas, da máscara ao fecho das escolas.
    • E como gerir a avalanche informativa — científica, política, mediática, digital — que marcou aqueles meses.
    • A ex-diretora-geral da Saúde descreve também a sua experiência pessoal: os dias sem rede por baixo, a pressão política e mediática, os telefonemas sem parar, a avalanche de dados científicos, as ameaças e até a proteção policial à porta de casa. Fala dos erros, das dúvidas, das noites em que pensou em demitir-se — e da convicção que a manteve: a de estar a servir o país com o melhor que sabia.

      O episódio revela ainda a importância de distinguir entre ciência, política e comunicação. Os cientistas discutem evidências. Os políticos tomam decisões. Mas é na forma como se comunica essa ponte — entre probabilidades e certezas, entre risco e segurança, entre conhecimento e medo — que se decide a confiança de uma população inteira.

      Graça Freitas sublinha que a pandemia expôs uma nova realidade: a voz de um especialista passou a valer tanto quanto a opinião de qualquer utilizador das redes sociais. Essa diluição da autoridade científica foi talvez o maior desafio de comunicação da sua carreira.

      Há momentos marcantes nesta conversa:

      • A primeira refeição encomendada para a Direção-Geral da Saúde, num tempo em que ninguém imaginava que fosse preciso dormir no gabinete.
      • O instante em que percebeu que teria de comunicar sem certezas, em direto, todos os dias.
      • As críticas públicas, os “memes” e a solidão de quem, por meses a fio, foi a cara da pandemia em Portugal.
      • E, ao mesmo tempo, as pequenas vitórias: a capacidade de mobilizar técnicos, a dedicação de colegas mais jovens, a sensação de que estava a segurar o país no meio da tempestade.
      • No final, a conversa regressa ao princípio: ser médico é comunicar. Seja no Alentejo profundo, nos primeiros anos de carreira, a explicar planeamento familiar e saúde materna a uma população carente; seja no palco mediático de uma pandemia, com milhões de olhos postos em cada frase. A escala é diferente, mas a missão é a mesma: falar com clareza, dar confiança, ajudar a compreender o que está em jogo.

        Este episódio do Pergunta Simples não é apenas memória da pandemia. É uma reflexão atual sobre o poder e a fragilidade da comunicação em saúde. Sobre como uma palavra pode acalmar ou assustar, como uma decisão pode ser aceite ou rejeitada consoante a forma como é explicada.

        Num tempo em que a informação circula mais depressa do que a ciência, e em que a confiança é talvez o recurso mais escasso, ouvir Graça Freitas é revisitar a pandemia… mas é também aprender lições para o futuro.

        57 min

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