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By Rádio Studio FKMMusicMusic Interviews
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  • Entrevista Maria Escobar

    Samba de la Rosa (originalmente em português “Samba da Rosa”) é uma música composta por Toquinho e Vinícius de Moraes no começo da década dos 70 e que foi inmortalizada mundialmente em 1976 AO ser inclusa no álbum italiano de tributo à música brasileira ,“La voglia, la pazzia, l'incoscienza, l'allegria (em português , “O desejo, a inconsciência, a alegria”) com a participação de seus autores e da grande cantora italiana Ornella Vanoni.  Hoje, 44, anos após, aparece nesta nova versão, em espanhol e português, inclusive com o  privilégio de contar com a honra da participação do próprio Toquinho, co-autor dessa música, acompanhando à cantora colombiana María Escobar, artista principal do disco.  Este single faz parte do trabalho “Fuerza Extraña”, que, é un projeto bi-cultural que une ao Brasil com a Colômbia e América Latina, à través de clásicos da música brasileira com interpretações musicáis en português e espanhol, feitas por artistas daquele país como Toquinho, Dedé Paraizo e Fran Fidalgo, junto com artistas colombianos do patamar de Adriana Lucía, Cabas, Chabuco, Nicolás Makenzy, Los Gaiteros de San Jacinto, Bela Albett, María McCausland, entre outros.  O disco foi gravado no Estúdio ARSIS, de São Paulo, lugar legendário dentro do ámbito do Jazz e da MPB no Brasil.  As canções deste trabalho discográfico foram gravadas em novembro de 2019 em São Paulo e em Bogotá, na Colômbia, em marzo de 2020. Vale a pena mencionar que este é um álbum que concretiza un intercâmbio cultural entre os  artistas, contendo histórias de suas experiências musicais , formatos novos para os clássicos,  com arranjos contemporâneos, viagens, gastronomia, entre várias outras anécdotas, que fazem parte dessa obra uma peça única. Tudo isto aqui, ficou plasmado em áudio e vídeo, incluindo os espaços gerados para que esse grande projeto tivesse produtos audiovisuais maravilhosos.  Produtor Executivo: Luis Eduardo Bustos. Produtor Musical: Alex Pastran. Engenheiro de Mixing e Máster: Andrés Felipe Quiroga.  É importante salientar que María Escobar é uma artista que compõe e interpreta músicas tradicionais latinoamericanas, fusionadas com gêneros como o Jazz e Pop.María conta com uma capacidade interpretativa de altíssimo nível, que já desenvolveu através dos seus mais de 10 anos de trajetória artística professional.También ela tem compartilhado espaços de gravação e palcos com artistas como Toquinho, Adriana Lucía, Cabas, Los Gaiteros de San Jacinto 4G, Herencia de Timbiquí, entre vários a mais. Além disso, tem tido apresentações internacionais, representando à Colômbia no Festival de Viña del mar, Chile, Revista Sampa, Brasil, Apertura dos  Jogos Centroamericanos e do Caribe, além dos EUA, International Folklore Festival, Emiratos Árabes e o Festival Saxophone Congress  na Croácia  Igualmente é preciso destacar especialmente a trajetória do grandioso Toquinho, reconhecido compositor, cantor e violãonista  brasileiro, que ya tem mais de 55 anos de incrível carreira artística e dando a conhecer ao mundo inteiro a MPB (Música Popular Brasileira) desde 1964. Um grande destaque e figura mundial, Toquinho tem mais de 47 produções musicáis já gravadas discográficamente, shows multitudinários em 53 países do mundo e composições icônicas como “Tarde em Itapoã”, “Aquarela” “Carta ao Tom”, Samba  pra Vinícius”, Samba do Avião”, “A Tonga da Milonga no Kabuletê” e, claro, por supuesto, esta “Samba da Rosa” entre muitas outras.

    39 min
  • Entrevista Beto Saroldi

    Mergulho profundo na black music Saxofonista, compositor e produtor Beto Saroldi lança ‘Vênus’, seu sétimo álbum de carreira  Músico que trabalhou com as maiores estrelas da MPB, o saxofonista, compositor e produtor Beto Saroldi lança no próximo dia 18 seu sétimo álbum solo. Em “Vênus” (Beto Saroldi Records / Warner), o instrumentista apresenta um vigoroso trabalho autoral com os pés fincados nas melhores tradições da música negra americana como o soul, o blues e o funk numa profusão de beats, grooves estonteantes e elaboradas melodias.  São ao todo 14 músicas, sendo 13 autorais, e uma releitura para a “A Linha e o Linho”, do amigo Gilberto Gil. Em tempos de pandemia, Saroldi tem a felicidade de ter um estúdio doméstico com equipamentos de última geração e, desta forma, pode gravar com alto grau de qualidade e ainda respeitar as recomendações de isolamento social. Em “Vênus”, o músico toca quase todos os instrumentos, contando com participações especiais gravadas em outros estúdios de artistas como Frejat, Rosa Marya Collin e os um respeitável trio de guitarristas: o mestre Ricardo Silveira (da banda de Milton Nascimento), Fernando Vidal (Fernanda Abreu e Seu Jorge) e Luiz Fernando Comprido (Conexão Japeri). Parceria de Saroldi com Frejat, o single “Noites e Noites Sem Fim” antecipa o álbum. “Trata-se de um blues potente em que a voz do ex-Barão Vermelho dialoga com o sax de Saroldi e a gaita do gaúcho Toyo Bagoso. “Frejat escreveu a letra, cantou e gravou o solo de guitarra. Foi uma alegria compor com ele pela primeira vez”, comemora Saroldi. O músico conta que o disco estava pronto, quando o país e o mundo pararam pela pandemia do coronavírus, emperrando as negociações com a gravadora. “Escritórios, editora fechados, um caos. Eis que em uma madrugada de total confinamento, surgiu a batida e melodia na cabeça. Fui direto para o piano, onde componho minhas músicas. Fiz a harmonia, e o melhor em ter seu próprio estúdio é a oportunidade de trabalhar muito, no horário que você determinar. O dia amanheceu quando terminei a música. Resolvi incluir no álbum, por ter sido feita durante todo esse momento único e porque não assustador que estamos vivendo”, conta Saroldi, referindo-se ao tema “Meu Confinamento”.

    1 hr 19 min
  • Entrevista Andre X Plebe Rude

    Plebe Rude é uma banda brasileira de punk rock formada em Brasília em meados de 1981, surgida da "Turma da Colina" numa época em que a censura proibia canções e vetava sua execução pública, por causa da ditadura. Atualmente é formada por Philippe Seabra nos vocais e na guitarra, Clemente Nascimento, dos Inocentes, também nos vocais e na guitarra, André X no baixo e nos vocais, e Marcelo Capucci na bateria.  A banda foi formada no início dos anos 1980 por Philippe Seabra, Gutje Woorthmann, André X Mueller e Jander "Ameba" Bilaphra,[1] mais precisamente em 7 de julho de 1981, quando Phillipe, André e Gutje escreveram a canção Pressão Social.[1] Seabra nasceu em Washington, D.C., nos Estados Unidos e em Brasília criou a Plebe Rude, que juntamente com outras bandas da cidade, fizeram grande sucesso no cenário do rock brasileiro dos anos 80. Os quatro integrantes tinham preferências diferentes dentro do gênero punk, mas estavam unidos pela admiração ao Clash, inclusive eles fizeram covers da banda, sob o nome de Clash City Rockers.  Em Brasília fizeram parte da Turma da Colina, integrada por outras bandas como Aborto Elétrico (que posteriormente deu origem Capital Inicial e Legião Urbana), Blitx 64, Metralhas e outras.  Um marco importante foi quando Plebe Rude e Legião Urbana fizeram um show num festival de rock em Patos de Minas em 5 de setembro de 1982, primeiro show da recém formada Legião Urbana, abrindo para a Plebe Rude. Após as apresentações, acabaram sendo presos por causa de suas letras, Plebe Rude por uma música chamada "Voto em Branco" e Legião Urbana pela "Música Urbana 2", mas todos acabaram soltos após a polícia local ser informada por eles mesmos que eram de Brasília, temendo que fossem filhos de políticos.  Plebe Rude chamava muita atenção por onde passava. Tocaram em todas as danceterias importantes do eixo Rio-São Paulo e ainda no lendário Circo Voador. E numa destas apresentações no Circo Voador conheceram Herbert Vianna, que haviam “homenageado” na música “Minha Renda”. No princípio, o encontro entre os plebeus e o paralama foi tenso, mas logo Herbert sacou todo o inteligente sarcasmo da Plebe Rude e a partir daquele momento tornou-se um dos que mais ajudaram a Plebe a estourar nacionalmente. Herbert se transformou no padrinho do primeiro disco da Plebe, recomendando a contratação deles para a EMI. O concreto já rachou, primeiro disco da banda, foi lançado sob produção de Herbert, e contou com sete faixas, tendo a participação de Fernanda Abreu (na época vocalista do Blitz) na canção Sexo e Karatê, George Israel (do Kid Abelha) tocou sax e Renato Russo se encarregou de fazer a release para a imprensa. Seu lançamento ocorreu em fevereiro de 1986, com duas apresentações da banda na boate Noites Cariocas, em 14 e 15 de fevereiro.  Sem fazer concessões, a Plebe Rude vendeu 500 mil cópias de seus seis discos, tocou no rádio e se apresentou na televisão. Em 2011 lançou o primeiro DVD Rachando Concreto: Ao Vivo em Brasília com um resumo da carreira bem sucedida, lançado também em CD. No mesmo ano, o álbum concorreu ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock Brasileiro.  O estilo da banda, repleto de críticas sociais e políticas, reflete toda a cultura da época, porém com uma preocupação maior nas composições e elaboração dos arranjos e melodias. Por estes fatores, é considerado uma mistura do rock com a influência inglesa e sua invasão oitentista do new wave. Seus temas apontam para as incertezas políticas do país desde os estertores da ditadura até a atualidade e para o comportamento do ser humano em meio às dificuldades da vida. Suas letras são repletas de críticas sociais, tais como Até quando esperar, Johnny vai à guerra (outra vez), Censura, entre tantas outras.

    1 hr 1 min
  • Entrevista Paulinho Pedra Azul

    Paulinh Pedra Azul, é um cantor, poeta, artista plástico e compositor brasileiro. Nasceu na cidade de Pedra Azul, no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. Além de músico, também é autor de 200 telas a óleo e acrílico e de 15 livros. Sua carreira artística teve início por volta dos 13 anos de idade, inicialmente com as artes plásticas. Enveredando pela música participou de um conjunto chamado “The Giants”, em que trabalhou com Rogério Braga, Mauro Mendes, Marivaldo Chaves, Salvador, Edmar Moreira e André, interpretando canções dos Beatles, The Fevers, Os Incríveis, Erasmo e Roberto Carlos, dentre outros.   A partir do final dos anos 1960 participou de festivais regionais de música e de poesia, tendo realizado inúmeros shows em cidades do interior de Minas Gerais. Nos anos 70, mudou-se para São Paulo onde morou por dez anos, período no qual trabalhou com o cantor, humorista e ator Saulo Laranjeira, também oriundo de Pedra Azul. Retornou depois para Minas, se fixando em Belo Horizonte onde até hoje reside.  Durante o tempo em que viveu em São Paulo gravou seus três primeiros discos. O LP de estreia fez grande sucesso com a canção que lhe dá o título: "Jardim da Fantasia", popularmente conhecida como "Bem-te-vi".  Com um estilo que varia do romântico à MPB, fortemente influenciada pelo Clube da Esquina, e com algumas composições de chorinhos, Paulinho Pedra Azul tem 21 discos gravados, a maioria deles independentes, tendo vendido cerca de 500 mil exemplares de toda a sua obra. É também autor de 200 telas a óleo e acrílico e de 15 livros, dentre eles “Delírio Habanero - Pequeno Diário em Cuba”, escrito durante visita à ilha de Fidel Castro.  Apesar de não ser um constante frequentador da mídia de massa, Paulinho Pedra Azul consegue ser conhecido por um segmento específico que envolve principalmente universitários. Pesquisa feita pela AMAR (Associação de Músicos, Arranjadores e Regentes), o destacou como o segundo cantor mais conhecido de Minas Gerais, perdendo apenas para Milton Nascimento.  A sua canção mais conhecida é "Jardim da Fantasia", que, segundo o próprio Paulinho, é apelidada de Bem-te-vi. A música teria sido feita para uma noiva falecida do compositor, mas ele nega isto.

    52 min
  • Entrevista Rafa Castro

    Quando Rafa Castro veio à São Paulo, para ficar, posicionou seus pianos em um cômodo na região central da capital, e cravou entre as teclas um pacto com os contistas de Minas Gerais, sua terra. Mas não só. Sabendo que “Deus é menino em mil sertões”, aos 31 anos, embebeu sua escrita em experiências no norte do país. Suas músicas, que não cessam de jorrar vida, nasceram na Ilha de Marajó, no Pará, onde compôs a primeira de seu novo disco “Teletransportar”, que será lançado dia 10 de abril de maneira independente. Já a última canção, veio a desaguar num rio na Amazônia, assim como o conceito final da obra, que ganhou um sentido concludente durante a viagem.  Em agosto de 1963, nas linhas de uma carta para o escritor português Joaquim de Montezuma de Carvalho, o mineiro João Guimarães Rosa escreveu: “Quando faço arte, é para que se transforme algo em mim, para que o espírito cresça; e desejando ser um sonâmbulo de Deus. Sinto-me num barquinho, e a vida é um mar terrível”. Talvez, Rafa Castro se sentisse nesse barquinho quando evocou o teletransporte. Quem sabe o barquinho não é a própria metáfora para a vontade de sumir. Sua criação, nos últimos anos, tem se tornado sua porta-voz sobre a realidade e o cotidiano. Teletransportar é o primeiro trabalho em que sua escrita está presente em nove das dez faixas. “Eu sempre fui o cara das melodias. Isso norteia meu trabalho, mas comecei a ter uma vontade de colocar minha voz, não só musicalmente, mas podendo ser honesto e verdadeiro, também em minhas letras, com as coisas que eu estou vivendo”.   O imaginário da água, grande tema de seu disco, é carregado de significados. Se antes os rios e mares que alcançavam seus olhos estavam dentro da cidade, após suas viagens para as veias interioranas do Brasil, chegou até as nascentes, e se posicionou à margem do que há de mais cristalino. Encarou a si mesmo, refletido ao mar, enquanto passa por um permanente processo de aperfeiçoamento espiritual. “De uma margem a outra do Rio Tapajós são 40 km. É uma magnitude, uma força da natureza avassaladora. Eu fui sendo inundado por estas imagens”, contou Rafa Castro, complementando com uma outra história. Em Alter do Chão, conheceu um barqueiro que o levou para dentro da Floresta Nacional dos Tapajós. Uma floresta primária, com árvores de mais de 500 anos, onde permaneceu por dois dias abrigados em uma comunidade.   Em outra ida ao norte do país, adentrou uma mata muito densa, com árvores gigantes, porém questionou o porquê da vegetação parecer jovem. Um homem que vive na região respondeu que ali havia se tornado um pasto após a exploração do ciclo da borracha, e que anos e anos depois, a floresta renasceu sozinha, com toda força e diversidade de plantas e animais que ali tinham. “Fiquei muito com a sensação de que a gente acha que está destruindo o Planeta, mas a gente está destruindo a nossa possibilidade de viver aqui. Porque isso é muito maior e tem uma capacidade cíclica incrível de se refazer”, concluiu Rafa emendando o assunto com suas tentativas de cultivar as micropolíticas e outras “Ideias para Adiar o Fim do Mundo”. Teletransportar, faixa-homônima que abre o disco, fala sobre a lama em Brumadinho e a destruição decorrente da ganância. Sua letra foi escrita durante as recentes queimadas na Amazônia O mundo paradoxal nos situa em dois lugares ao mesmo tempo: o ultra desenvolvimento científico e tecnológico - que nos permite falar sobre teletransporte - é o mesmo do conservadorismo extremo, onde vemos a necessidade de pôr em pauta coisas tão simples, e primordiais, como o amor e o respeito ao outro.

    54 min
  • Entrevista Yuri Popoff

    Nascido em Espinosa e criado em Montes Claros, Yuri Popoff iniciou seus estudos no Conservatório Lorenzo Fernandes – Montes Claros - MG. A sua formação acadêmica foi na Universidade Federal de Minas Gerais, com o contrabaixista Wilson Aguiar. Estudou com o professor Ykeda Makoto em São Paulo – Contrabaixista da Orquestra Sinfônica de Nova York. Atuou como profissional em 1975, na Orquestra Sinfônica de Campinas, e em 1979 se tornou integrante da Orquestra Sinfônica do Estado de Minas Gerais.  Nos anos 1980, também, inicia sua carreira de compositor, com a canção "Era só começo nosso fim". Suas composições foram gravadas por instrumentistas como Toninho Horta, Mauro Senise, Vittor Santos, Dário Galante, Esdras Ferreira (Nenem) e Marcos Suzano; por cantoras como Selma Reis, Simone Guimarães, Clara Sandroni, Angela Evans, Jackei Requer e Leny Andrade e por jazzistas como Wayne Shorter, Marck Egan, o guitarrista coreano Jack Lee, o violinista austríaco Rudi Berger e o pianista francês Manuel Rocheman.  Em 1993 recebeu o Prêmio Sharp de Música Instrumental, ao lado de Altamiro Carrilho, Paulo Moura e Hermeto Pascoal, garantindo o Prêmio Revelação com o elogiado CD "Catopê". Seu segundo CD "Era só começo..." foi uma produção independente, sendo lançado em 1998.  Entre 1993 e 1997 lecionou no CIGAM (Escola de Ian Guest), e ainda como professor de harmonia e arranjo em música popular nos Festivais de Ouro Preto e Internacional de Brasília. No Conservatório Brasileiro de Música do Rio de Janeiro foi professor e coordenou o curso de Música Popular Brasileira, com Cecília Conde e Roberto Gnatali. Participou da produção de vários CD's do circuito carioca.  Sua experiência e relacionamento com o artista Toninho Horta, assim como, com integrantes do Clube da Esquina foi de grande importânica para sua formação musical. Associado a isso, suas influências musicais folclóricas vindas de Mestre Zanza, Capitã Pedrina, e com sua formação acadêmica constituem grande papel em sua música autoral. Em 1995 Yuri Popoff foi convidado pelo grupo de teatro Baiyú de Belo Horizonte para criar a trilha sonora original do espetáculo “Cuenda”, que levou ao palco a trajetória do Congado Mineiro desde a chegada dos negros africanos no Brasil até a atualidade. A peça contou com a colaboração e participação dos músicos Márcio Bahia – baterista e percussionista - Marcílio Figueiró - violonista, Lena Horta - flautista e Chiquinho Chagas – Sanfona, nos vocais Chandra Many, Simone Guimarães e Paulo César Castilho.  A partir deste trabalho, Yuri Popoff produziu a trilha musical da peça “Cuenda”, que aborda a história do Congado Mineiro. “Cuenda” resultando e vasta pesquisa sobre o tema e na produção do CD “Lua no Céu Congadeiro”, lançado em 2005, muito elogiado pela crítica e imprensa brasileiras.  Yuri Popoff mergulhou fundo nas manifestações que, por mais de 300 anos, se perpetuam no interior do país antevendo-se ao interior de Minas Gerais. Esteve em Montes Claros, Januária, Minas Novas, Jequitibá, Diamantina, Milho Verde, Conselheiro Lafaiete, Francisco Sá, Ouro Preto, Pedro Leopoldo, Vespasiano, Raposos, Nova Lima, Contagem, Oliveira, e até mesmo por Belo Horizonte pesquisando as raízes do Congado mineiro.  Aproximou-se de fontes vivas, pessoas que, através da tradição oral, fazem o Congado acontecer, e o tornam atual e genuíno na tradição mineira. Os ternos e guardas que compõem o Congado tomam conta das ruas dessas cidades como louvações aos santos, num verdadeiro ritual em forma de um cortejo real festivo, capaz de atrair os olhos e corações até daqueles mais distantes de qualquer referência religiosa ou mítica.

    52 min
  • Entrevista Diana Horta Popoff

    Cantora, pianista, flautista ,compositora sob a influência das estradas e do percurso de seus pais músicos mineiros, Iuri Popoff, grande baixista e compositor e a flautista Lena Horta, irmã do consagrado e legendário guitarrista Toninho Horta, sua música segue então uma mistura de Jazz World, bossa elegante que marca também sua influência onde cresceu no Rio de Janeiro, nascida em Belo Horizonte e por percorrer por muitas experiências na Europa. Pianista dos acordes sofisticados, flautista ao doce e consistente som clássico e uma voz tipicamente suave e quente, formou -se pelo Conservatório Brasileiro de Música no Rio de Janeiro em 2003. Mas, desde pequena aos 9 anos brincava em construir melodias e aos 16 ela começa a desenvolver e criar seu universo; uma música criada pelas suas viagens, seus desejos e suas raízes e tudo que a fez crescer banhada pelo seu universo familiar brasileiro. Seu primeiro álbum "Algum Lugar" sai pelo selo "Delira Música " em 2013 defendendo a nova geração de talentos brasileiros. Após tocar em diversos países na Europa como, Alemanha, Dinamarca, Suíça, Itália, França entre outros, ela se instala em Paris. Seu segundo álbum "Amor de Verdade " sai então pelo selo de jazz "Bonsai Musique " na França e "Latina" no Japão em setembro de 2018, realizando diversos concertos e Festivais na França, Marrocos e Japão.

    1 hr 14 min
  • Entrevista Marcelo Gross

    Guitarrista e compositor Marcelo Gross lança, no dia 21 de agosto, o single e lyric vídeo “As Lágrimas”. Longe dos palcos e shows com sua banda e isolado há quase cinco meses dentro de casa, Marcelo Gross segue empenhado na produção e finalização do seu próximo disco autoral, Tempo Louco, o terceiro da sua carreira solo. No próximo dia 21 de agosto ele lança a música As Lágrimas, terceiro single inédito deste ano, e que vem acompanhado de um lyric video, produzido por Diego Basanelli, que será transmitido no canal do artista no Youtube. A poesia potente de Marcelo Gross reflete muitos momentos pessoais de sua vida, transbordando e transformando seus caminhos na música. O single não narra uma história triste, como o nome pode sugerir superficialmente, mas passa uma ideia de renovação e cura. De mudança.  “As Lágrimas” é uma canção que nasceu num clima moderno, “soul music com jovem guarda” – nas palavras de Gross, que cita também ter se inspirado em artistas como o britânico Michael Kiwanuka e a The True Loves, banda de r&b de Seattle. O power trio de Gross é formado com os exclentes músicos Eduardo Barretto (baixo e vocais) e Alexandre Papel (bateria), e nessa gravação contam também com Pedro Pelotas no órgão Hammond, e com um luxuoso naipe de sopros dos músicos André Knobl (saxofone) e Paulo Pizzulin (trompete) da banda Neurozen.  O material faz parte do álbum “Tempo Louco”, terceiro disco autoral de Marcelo Gross, com lançamento previsto para 2020. Gravado no Clandestino Estúdio em São Paulo, o novo trabalho de Gross não é uma releitura da carreira do músico, mas explora influências psicodélicas em letras e melodias que transitam por tudo que já viveu e vive, não só como músico, mas também visitando experiências pessoais que compõe este que, provocamos em dizer: é um dos melhores discos de sua carreira!

    47 min
  • Entrevista Jaques Molina

    Luthier profissional desde os 18 anos, se especializou na construção de instrumentos custom, sempre procurando materializar os anseios do músico no instrumento. tanto estéticos quando de timbre. Já fez instrumentos sob medida para nomes como Rita Lee, Sepultura, Kiko Zambianchi, entre outros grandes nomes. Atualmente, o luthier e músico Jaques Molina esta focado em produzir somente instrumentos com seu próprio modelo, que é uma sintese daquilo que ele considera um instrumento com design inovador. Ele sempre achou que o lado Luthier deveria ter uma simbiose com o lado guitarrista/baixista, teve a sorte de poder investir no seu lado de músico, sempre ao lado de nomes importantes do Rock Nacional, como Edu K e Paulo Ricardo, e justamente em uma  relação genuina de Banda de Rock em ambos os casos, com o Defalla e em seguida com o PR5. Para quem acha que nunca ouviu o Jaques Molina tocar, aqui esta a abertura do Big Brother Brasil na voz de Paulo Ricardo.

    1 hr 26 min
  • Entrevista Toninho Horta

    Sua família toda tem um histórico musical, com um avô maestro e compositor, mãe bandolinista, um pai que tocava violão e um irmão mais velho, Paulo, contrabaixista profissional. Paulo, junto do amigo Chiquito Braga, estimulou Toninho a aprender o violão na infância, enquanto tocava o instrumento junto de Chiquito. Toninho compôs sua primeira canção aos 13 anos com a irmã Gilda, e três anos depois tinha uma composição dos dois, “Flor que cheira saudade”, foi gravada pelo cantor Márcio José e o Conjunto de Aécio Flávio - que incluía o irmão Paulo. Em 1967 participou do "2º Festival Internacional da Canção", concorrendo com a música Maria Madrugada, em parceria com Júnia Horta; e em 1969, no "4º Festival Internacional da Canção" concorreu com a música Nem é carnaval, com seu parceiro Márcio Borges.

    Com Nivaldo Ornelas faz sua estreia em estúdio em 1969 e, no mesmo ano, toca com Milton Nascimento pela primeira vez. Transfere-se para o Rio de Janeiro no início dos anos 1970, quando passa integrar o grupo A Tribo, juntamente com a cantora Joyce, Nelson Angelo, Novelli e Naná Vasconcelos, chegando a gravar algumas faixas no disco Posições (Odeon).  Nesta mesma época passou a tocar com Elis Regina e participou das gravações do álbum Clube da Esquina, de Milton Nascimento. Com o seu trabalho já reconhecido nacionalmente, passou a integrar as bandas de Edu Lobo, Gal Costa, Maria Bethânia e Nana Caymmi, no instante em que sua música era percebida por músicos estrangeiros, como Pat Metheny, que sofreu enorme influência de Toninho Horta.

    Em 1989, com Diamond Land, finalmente toma o mercado norte-americano, mudando-se para Nova Iorque.  Por seu talento extraordinário, Toninho tocou com músicos renomados do jazz mundial, como Sergio Mendes, Gil Evans, Flora Purim, Astrud Gilberto, Naná Vasconcelos, Paquito De Rivera, Airto Moreira, Wayne Shorter, Eliane Elias, Herbie Hancock, Keith Jarrett, George Benson, Pat Metheny, Flavio Sala e muitos outros.

    No Brasil, tem trabalhos realizados com Tom Jobim, Elis Regina, Gal Costa, Milton Nascimento, Maria Bethânia, Jane Duboc, Caetano Veloso, MPB4, Simone, Leny Andrade, João Bosco, Hermeto Pascoal, Beto Guedes, Lô Borges, Wagner Tiso, Nivaldo Ornelas, Edu Lobo, Boca Livre, Alaíde Costa, Nana Caymmi, Dori Caymmi, Dominguinhos, Nico Assumpçao, Paulo Moura, Nelson Ayres, Márcio Montarroyos, Joyce, Luis Alves, Raul de Souza, Leila Pinheiro, Paulo Braga, Yuri Popoff, Emílio Santiago, Robertinho Silva, Pery Ribeiro, Luiz Eça, André Dequech, Halley Flamarion, Aécio Flavio, Marlene, Rafael Rabello, Sebastião Tapajós, Eduardo Conde, Jacques Morelembaum, Nelson Angelo, Lena Horta, Esdras Ferreira "Neném", Mauro Senise, Léo Gandelman, Armando Marçal, Djalma Correa, Chiquito Braga, Fafá de Belém, Tavinho Moura, Fernando Brant, Ronaldo Bastos, Márcio Borges, Toquinho, Ney Matogrosso, Gilson Peranzzetta, Juarez Moreira, Quarteto em Cy e outros.

    Toninho já excursionou pela Inglaterra, Rússia, Japão, Coreia, Finlândia, Eslováquia, Eslovênia, Croácia, Itália, Holanda, Bélgica, Açores (Portugal), Martinica, Suíça e Áustria.  Diversas de suas composições foram gravadas por intérpretes e músicos brasileiros como é o caso da canção Céu de Brasília, de seu primeiro álbum solo Terra dos Pássaros (1980), que foi gravada por Simone, Carla Villar e Hamilton de Holanda.

    1 hr 30 min

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A Studio FKM nasceu em 2016 no mesmo dia de abertura dos jogos no Rio de Janeiro, 5 de Agosto de 2016 às 00h. Desde 2017 vem realizando entrevistas com artistas e bandas do meio musical brasileiro, tanto pop-rock como da MPB e temos o prazer e a honra de divulgar a cultura musical brasileira para o mundo através da nossa transmissão on-line.

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