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By RESUMOCAST VENTURES
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Presença Sob Pressão, de Ricardo Ramos, responde uma pergunta que quem lidera carrega todo dia: o que significa ser autêntico quando você tem poder. A resposta do livro não é "seja você mesmo". É legibilidade: a equipe não lê intenções, lê condutas, e o que ela lê é o que você faz quando manter o valor fica caro. Neste episódio: a mesa do fundo de pensão em que o diretor se recusou a abrir a pauta antes de definir o critério, o chefe de departamento afastado por sinal sem prova, e os indicadores que subiam enquanto a confiança caía. Os casos são relato do autor e estão atribuídos como tal. Amostra grátis e onde comprar, no site do autor: jornadaparalideranca.com Ricardo Ramos no LinkedIn: linkedin.com/in/ricardo--ramos Comprar na Amazon: https://www.amazon.com.br/s?k=Presen%C3%A7a+Sob+Press%C3%A3o+Ricardo+Ramos&tag=resumocast05-20 Link de afiliado: ao comprar pela Amazon por esse link, você apoia o ResumoCast sem pagar nada a mais.

O Cortiço, de Aluísio Azevedo, é o romance naturalista de 1890 em que um dono de venda no Botafogo vira comerciante rico e futuro visconde. Este episódio é o resumo do livro, com as passagens do texto original citadas uma a uma. O livro abre com um homem que economiza até no selo. Ele escreve à mão uma carta de alforria falsa para a mulher que mora com ele e cola em cima "uma estampilha já servida", aproveitada de outro papel. Vinte anos depois, quando a fortuna está pronta e o casamento com a filha do vizinho está armado, ele não demite essa mulher e não indeniza: devolve. O nome dela é Bertoleza, e foi a poupança dela que virou o terreno. O que o episódio abre: o capital de partida que a história oficial de João Romão reconhece, "um conto e quinhentos em dinheiro"; o inventário de privações que valida a versão do homem que se fez sozinho, dormir no balcão da venda, "servia de pedreiro, amassava e carregava barro, quebrava pedra", "sem domingo nem dia santo"; a quitandeira que pagava vinte mil réis por mês ao próprio dono e já tinha quase o valor da alforria; o caderninho de capa de papel pardo com o título recortado em letras de jornal, Ativo e passivo de Bertoleza; as pedras furtadas de noite pelos dois juntos, medidos pelo narrador como "uma junta de bois"; o vizinho Miranda, que pegou a mulher em adultério e ficou casado porque a firma dele estava garantida por "uns oitenta contos" de dote; a frase em que "o destino de Bertoleza fazia-se cada vez mais estreito e mais sombrio"; a única vez em que ela reivindica a sociedade em voz alta; a instrução de Botelho sobre como fazer a entrega; e o último parágrafo, com a comissão de abolicionistas subindo a escada. O pico do livro numa linha: como nunca houve contrato, nunca houve rescisão, e a conta que ninguém abriu é a conta que ninguém precisa fechar. Este episódio não trata O Cortiço como a tese de que o meio determina o homem. Essa leitura existe e é a mais repetida, e ela passa por cima do que o livro mostra com número e documento: uma sociedade real, com capital, trabalho e escrituração, em que só um dos dois nomes está no papel. Obra em domínio público. Aluísio Azevedo (1857-1913), O Cortiço, 1890. 🛒 Comprar o livro: https://www.amazon.com.br/s?k=O+Corti%C3%A7o+Alu%C3%ADsio+Azevedo&tag=resumocast05-20&ascsubtag=o-cortico-spotify Link de afiliado: ao comprar pela Amazon por esse link, você apoia o ResumoCast sem pagar nada a mais. 📚 Todos os livros do canal: https://www.amazon.com.br/shop/resumocast05

Dom Casmurro, de Machado de Assis, é o romance de 1899 narrado por um homem velho que reconstrói de memória o casamento dele com Capitu. Este episódio é o resumo do livro, com as passagens do texto original citadas uma a uma. Você desconfiou de alguém uma vez. E a partir daquele dia a demora para responder virou indício, o celular virado para baixo virou indício, o bom humor sem motivo virou indício. Você não saiu caçando nada disso: as coisas é que começaram a aparecer sozinhas. O que o episódio abre: o apelido que um estranho colou em Bento Santiago dentro de um trem e virou o título do livro; a frase da segunda página em que ele avisa que não consegue recompor o passado, antes de gastar 146 capítulos recompondo o passado; o capítulo "Uma ponta de Iago", em que o ciúme nasce de um comentário que não acusa ninguém; a resposta de Dona Glória, que olhou as mesmas duas crianças e nunca viu nada que fizesse desconfiar; a explicação inocente que o próprio Bento deu para a semelhança do filho, anos antes de usá-la como prova; a volta do enterro, em que ele raciocina com calma e absolve a mulher sozinho; o capítulo "O debuxo e o colorido"; o Otelo assistido no teatro; a xícara de café; e a palavra reparação, que entrega o tribunal inteiro. O pico do livro numa linha: todo rascunho que é colorido aos poucos tem um artista com o pincel na mão, e nesse quadro o artista é quem está olhando. Este episódio não diz se Capitu traiu. O livro não decide, e decidir por ele destrói a pergunta. Obra em domínio público. Machado de Assis (1839-1908), Dom Casmurro, 1899. 🛒 Comprar o livro: https://www.amazon.com.br/s?k=Dom+Casmurro+Machado+de+Assis&tag=resumocast05-20&ascsubtag=dom-casmurro-spotify Link de afiliado: ao comprar pela Amazon por esse link, você apoia o ResumoCast sem pagar nada a mais. 📚 Todos os livros do canal: https://www.amazon.com.br/shop/resumocast05

Você tem um amigo que sumiu. Ele não morreu, não mudou de cidade, não brigou com ninguém: começou a namorar. Parou de aparecer no sábado, parou de responder no grupo, e um dia fala com as palavras da outra pessoa. Iracema, de José de Alencar, é o romance de 1865 que conta esse apagamento do primeiro dia ao último, e que começa pelo fim, com um barco deixando a costa do Ceará e um nome de mulher ecoando da praia. Iracema, a virgem dos lábios de mel, guarda o segredo da jurema e o mistério do sonho. O pajé diz o preço antes de qualquer beijo: se a virgem se entregar ao guerreiro branco, ela morre; o hóspede é sagrado. Martim pede o vinho da jurema para ter a mulher sem a consequência. Na fronteira das terras tabajaras ela responde: "Araquém já não tem filha". Ninguém a arrasta. Ela escolhe. Neste episódio de 17 minutos: a flecha fincada no chão com um caranguejo e um ramo de maracujá, o recado de abandono que ela lê como uma carta; a lagoa que os guerreiros passaram a chamar de Mocejana, a abandonada; o diagnóstico que a própria Iracema faz ("teu corpo está aqui, mas tua alma voa para a terra de teus pais"; "Iracema é a folha escura que faz sombra em tua alma; deve cair"); Moacir, o nascido do sofrimento; a mulher que se declara morta dois capítulos antes de morrer; e o motivo pelo qual o rio e os campos passaram a se chamar Ceará. Você não some no dia em que a pessoa para de te amar. Você some no dia em que aceita morar dentro do humor dela. Quem assina: José de Alencar nasceu no Ceará em 1829 e já era chamado de primeiro romancista brasileiro desde O Guarani (1857). Na carta que fecha o livro, ele conta que Iracema nasceu de uma biografia do Camarão e da amizade dele com Soares Moreno, e que faltava a essa história "o perfume que derrama sobre as paixões do homem a beleza da mulher". Quem ainda diz o seu nome na língua em que você nasceu? Obra em domínio público. As passagens foram lidas na edição de 1890 (Companhia Nacional Editora, Lisboa) do texto integral; a grafia foi atualizada para o português de hoje sem trocar nenhuma palavra. 📚 Livro deste episódio: Iracema, de José de Alencar (1865) 🛒 Comprar o livro: https://www.amazon.com.br/s?k=Iracema+Jos%C3%A9+de+Alencar&tag=resumocast05-20&ascsubtag=iracema-spotify Link de afiliado: ao comprar pela Amazon por esse link, você apoia o ResumoCast sem pagar nada a mais. 📚 Todos os livros do canal: https://www.amazon.com.br/shop/resumocast05 📲 Quer o mapa mental completo para guardar? Procura no Instagram @resumocast. 🔗 resumocast.com.br Os links da Amazon acima são links de afiliado. Como participante do Programa de Associados Amazon, o ResumoCast recebe uma comissão por compras qualificadas feitas pelos links da Amazon nesta descrição. Você não paga nada a mais por isso. Disclosure obrigatório por força do Amazon Associates Operating Agreement.

Você já entrou num lugar onde todo mundo já se conhecia, e ninguém te explicou as regras. A escola nova, o primeiro dia de emprego, a turma de amigos de outra pessoa. E aí alguém simpático te chama para sentar do lado, e o alívio é físico. O Ateneu, de Raul Pompeia, é o romance de 1888 que conta o que vem depois desse alívio. Ele abre com uma frase dita na porta de um colégio interno: "Vais encontrar o mundo. Coragem para a luta." O menino tinha onze anos. O que ele encontra primeiro não é o mundo: é a propaganda. O colégio era afamado por um sistema de nutrido reclame, e do diretor Pompeia escreve a frase que resume o homem: "Aristarco, todo era um anúncio." Na manhã da matrícula, a mesma mão que se oferece ao beijo confere o livro de escrituração, e às vezes uma criança sente a alfinetada sem entender o motivo: o pai estava dois trimestres atrasado. Na parede, um código com uma pena para cada culpa, menos para a mais grave. Para essa, avisa o diretor, "a lei é o meu arbítrio". Neste episódio de 20 minutos: o aviso do colega mais velho no primeiro dia ("Comece por não admitir protetores"); o desmaio diante da classe inteira; os vigilantes de sabre escolhidos "por seleção de aristocracia"; a frase mais honesta do livro ("Eu desejei um protetor, alguém que me valesse"); o serviço real que o protetor prestava e a conta que ele foi acumulando; a tarde de aguaceiro no corredor das bacias; a retaliação e o ano terminado em último lugar; o segundo protetor, forte e generoso, com quem também deu errado; e o incêndio que fecha o livro, posto de propósito por um aluno. Proteção é uma conta aberta. Amizade é a única relação em que ninguém fica a dever. Quem assina: Raul Pompeia tinha vinte e cinco anos quando publicou O Ateneu, em 1888, com o subtítulo Crônica de saudades. Ele mesmo tinha sido interno. O livro é narrado por Sérgio, já adulto, sem nenhuma indulgência com o menino que ele foi. A última frase não fala de saudade: fala do "funeral para sempre das horas". Obra em domínio público. As passagens foram conferidas uma a uma no texto integral dos doze capítulos; a grafia é a da transcrição em português moderno, sem trocar nenhuma palavra. 📚 Livro deste episódio: O Ateneu, de Raul Pompeia (1888) 🛒 Comprar o livro: https://www.amazon.com.br/s?k=O+Ateneu+Raul+Pompeia&tag=resumocast05-20&ascsubtag=o-ateneu-spotify Link de afiliado: ao comprar pela Amazon por esse link, você apoia o ResumoCast sem pagar nada a mais. 📚 Todos os livros do canal: https://www.amazon.com.br/shop/resumocast05 📲 Quer o mapa mental completo para guardar? Procura no Instagram @resumocast. 🔗 resumocast.com.br Os links da Amazon acima são links de afiliado. Como participante do Programa de Associados Amazon, o ResumoCast recebe uma comissão por compras qualificadas feitas pelos links da Amazon nesta descrição. Você não paga nada a mais por isso. Disclosure obrigatório por força do Amazon Associates Operating Agreement.
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