As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por dois assuntos: na política francesa, o debate na televisão entre Juppé e Fillon sobre as primárias para as presidenciais e no internacional, o papel de Putine na geopolítica mundial.
Primárias, a direita prepara a sua união, é o titulo do vespertino, LE MONDE, a notar que no último debate Fillon e Juppé estiveram mais serenos depois dos ataques trocados entre as duas voltas.
O deputado de Paris, Fillon, favorito do escrutínio relançou a temática da identidade francesa, tão cara a Sarkozy, enquanto o presidente da câmara de Bordéus, Juppé, defendeu o multiculturalismo
LE FIGARO, titula: após a polémica o apaziguamento. Fillon desenha uma França à espera de uma mudança radical, enquanto Juppé é a favor de um país unido, sublinha LE FIGARO.
Juppé, Fillon, projecto contra projecto, é o tíulo do jornal, LA CROIX.
No internacional, LiBÉRATION, pergunta em título: Putine fazedor de Reis? Do Brexit à eleição de Trump, passando pela surpresa Fillon, os planetas parecem alinhados pelo presidente russo que surge como o novo homem forte à escala mundial.
Putine à conquista do oeste. As forças pró-russas ganham terreno, reforçando a popularidade do chefe do Cremlin entre os cidadãos que sonham com líderes autoritários.
Somos vítimas da propaganda de Cremlin, afirma em entrevista ao vespertino, LE MONDE, a historiadora Françoise Thom, descrevendo a estratégia de controlo das elites e das opiniões estrangeiras por Moscovo.
Enfim sobre a África, LE FIGARO, refere-se à criança pobre da froncofonia no momento em que Madagáscar, recebe a 26 e 27 de novembro, a cimeira da organização francófona.
Após uma campanha de malgachização a ilha volta-se para para o francês falado pelas elites, mas ignorado largmente pelo resto de uma população confrontada com condiçoes de vida muito difíceis.