As primeiras páginas dos jornais franceses continuam dominadas por reacções à vitória na terça-feira de Donald Trump, presidente eleito dos Estados Unidos.
LE MONDE, por exemplo, titula, Trump: radiografia de uma vitória, para sublinhar que os brancos votaram largamente em Trump.
O mesmo vespertino, acrescenta que a imprensa americana faz a sua autocrítica por não ter previsto a vitória de Trump.
LE MONDE, acrescenta noutra passagem, que com a destabilização internacional provocada pela chegada de Trump à Casa Branca, torna-se mais indispensável uma nova candidatura de Hollande.
Por seu lado, LIBÉRATION, exibe uma foto de Trump e a legenda: se ele cumprir as suas promessas... Construir um muro ao longo da fronteira com o México, denunciar o acordo sobre o clima, pôr em causa o aborto, que será da América de Trump?
No seu editorial, LIBÉRATION, escreve que os ricos votaram Trump que lhes prometeu uma baixa de impostos e que serão portanto os ricos os mais beneficiados pela política de Trump, do que os pobres.
Também LE FIGARO, mostra a foto do aperto de mo de Trump e Obama, titulando, como Trump, prepara a sua entrada na Casa Branca.
No seu editorial intitulado, quando Tocqueville revive... LE FIGARO, sublinha que depois dos ataques de campanha, felizmente que, nos Estados Unidos, funcionam a mecânica institucional e o pragmatismo americano. O boss, mudou, há que trabalhar, com ele, acrescenta, LE FIGARO.
Enfm, no seu artigo semanal de opinião, no jornal LE FIGARO, Ivan Rioufol, nota que a autocrítica não faz parte da cultura do jornalista, que passa a vida a dar lições aos outros.
Memo assim, houve jornalistas, contados nos dedos duma mão, que conseguiram esquivar-se dos ataques contra Trump e explicar a estratégia e as análises do candidato agora eleito presidente dos Estados Unidos.