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Teófilo Freitas é o único atleta timorense a participar nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024. É recordista asiático na distância de 400 metros e corre também nos 1.500 metros. Defende que nestes jogos, os atletas paralímpicos estão pé de igualdade com os olímpicos a nível desportivo, mas acrescem ao seu desempenho as dificuldades e desafios do quotidiano.
Teófilo Freitas tem 31 anos e é recordista asiático na distância de 400 metros e corre também nos 1500 metros. Na capital francesa já correu os 400 metros, classificando-se no sétimo lugar na final da categoria S38. Esta é uma categoria para atletas que têm problemas de coordenação.
Virou-se para o desporto para conseguir acabar os seus estudos superiores em Díli, mas o desporto, especificamente o atletismo, acabou por se tornar a sua vida. Não conseguiu concluir o curso de Engenharia de Geologia e Petróleo na Universidade de Díli, mas teve acesso a uma casa ao tornar-se atleta paralímpico.
Rapidamente o perfil de Teófilo Freitas deu nas vistas e em 2018 foi duplamente medalhado de ouro nos Jogos da ASEAN que se realizaram na Malásia, com Timor-Leste a ter a melhor prestação de sempre nessa edição.
O orgulho de dar a conhecer o seu país, um dos mais jovens do Mundo, tem alimentado o sonho paralímpico de Teófilo Freitas. Este sonho está a realizar-se em Paris, já que em Tóquio, devido à pandemia, o timorense acabou por não participar no evento.
Pela primeira vez na Europa e após 18 horas de voo para chegar à capital francesa, este especialista da corrida está impressionado com a acessibilidade da cidade e destes Jogos, algo que não acontece na sua cidade natal, a capital de Timor-Leste, Díli.
Mais do que isso, durante este Jogos, Teófilo Freitas considera que os atletas paralímpicos estão em pé de igualdade com os olímpicos a nível desportivo, lembrando que os paralímpicos lidam com muito mais dificuldades no dia a dia.
"Na minha terra não há grandes facilidades e aqui é tudo mais acessível, em Timor-Leste temos mais dificuldades, temos muitos atletas só que não há grandes facilidades para continuar a treinar e apostar no desporto paralímpico. Aqui os atletas paralímpicos estão em pé de igualdade com os atletas olímpicos. O que os olímpicos fazem, os paralímpicos também fazem, mas com mais dificuldades materiais e menos facilidade o que muitas vezes os impede de praticarem desporto", declarou Teófilo Freitas aos microfones da RFI.
A estreia nos Jogos Paralímpicos aconteceu esta semana, no Stade de France, e foi uma experiência inesquecível para este timorense.Com 75 mil espectadores este é o maior recinto desportivo de França e, durante os Jogos Olímpicos, o palco por excelência de todas as nações do Mundo.
Em Díli, Teófilo Freitas trabalha na inclusão de outras pessoas portadoras de deficiência no desporto e diz que o seu país tem a ambição de trazer mais atletas para mais desportos nos Jogos de Los Angeles em 2028. No entanto, falta formação e apoio do Governo. Para este atleta, resta o sonho de chegar aos Estados Unidos da América daqui a quatro anos.
By RFI PortuguêsTeófilo Freitas é o único atleta timorense a participar nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024. É recordista asiático na distância de 400 metros e corre também nos 1.500 metros. Defende que nestes jogos, os atletas paralímpicos estão pé de igualdade com os olímpicos a nível desportivo, mas acrescem ao seu desempenho as dificuldades e desafios do quotidiano.
Teófilo Freitas tem 31 anos e é recordista asiático na distância de 400 metros e corre também nos 1500 metros. Na capital francesa já correu os 400 metros, classificando-se no sétimo lugar na final da categoria S38. Esta é uma categoria para atletas que têm problemas de coordenação.
Virou-se para o desporto para conseguir acabar os seus estudos superiores em Díli, mas o desporto, especificamente o atletismo, acabou por se tornar a sua vida. Não conseguiu concluir o curso de Engenharia de Geologia e Petróleo na Universidade de Díli, mas teve acesso a uma casa ao tornar-se atleta paralímpico.
Rapidamente o perfil de Teófilo Freitas deu nas vistas e em 2018 foi duplamente medalhado de ouro nos Jogos da ASEAN que se realizaram na Malásia, com Timor-Leste a ter a melhor prestação de sempre nessa edição.
O orgulho de dar a conhecer o seu país, um dos mais jovens do Mundo, tem alimentado o sonho paralímpico de Teófilo Freitas. Este sonho está a realizar-se em Paris, já que em Tóquio, devido à pandemia, o timorense acabou por não participar no evento.
Pela primeira vez na Europa e após 18 horas de voo para chegar à capital francesa, este especialista da corrida está impressionado com a acessibilidade da cidade e destes Jogos, algo que não acontece na sua cidade natal, a capital de Timor-Leste, Díli.
Mais do que isso, durante este Jogos, Teófilo Freitas considera que os atletas paralímpicos estão em pé de igualdade com os olímpicos a nível desportivo, lembrando que os paralímpicos lidam com muito mais dificuldades no dia a dia.
"Na minha terra não há grandes facilidades e aqui é tudo mais acessível, em Timor-Leste temos mais dificuldades, temos muitos atletas só que não há grandes facilidades para continuar a treinar e apostar no desporto paralímpico. Aqui os atletas paralímpicos estão em pé de igualdade com os atletas olímpicos. O que os olímpicos fazem, os paralímpicos também fazem, mas com mais dificuldades materiais e menos facilidade o que muitas vezes os impede de praticarem desporto", declarou Teófilo Freitas aos microfones da RFI.
A estreia nos Jogos Paralímpicos aconteceu esta semana, no Stade de France, e foi uma experiência inesquecível para este timorense.Com 75 mil espectadores este é o maior recinto desportivo de França e, durante os Jogos Olímpicos, o palco por excelência de todas as nações do Mundo.
Em Díli, Teófilo Freitas trabalha na inclusão de outras pessoas portadoras de deficiência no desporto e diz que o seu país tem a ambição de trazer mais atletas para mais desportos nos Jogos de Los Angeles em 2028. No entanto, falta formação e apoio do Governo. Para este atleta, resta o sonho de chegar aos Estados Unidos da América daqui a quatro anos.

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