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Um programa de destino incerto, dependendo do caminho escolhido pelos ouvintes e seus áudios fortuitos. Um episódio marcado pela quebra de ordem e pela imprevisibilidade, cuja única missão é fazer rir, mas que não desconsidera os efeitos de prováveis reflexões e piadas, portanto, as causas para consequências boas -- assim, torcemos.
Pela primeira vez, temos registros das reações descontroladas de alguns candidatos derrotados. E é um festival de xingamentos: “esse povo ingrato”, que “merece comer mato”, entre outras coisas. Só porque não votou no candidato que tinha dado R$ 10,00 de gasolina, ajudado a comprar o gás e distribuído espetinho? O brasileiro é único: sabe tirar vantagem de quem pretendia tirar vantagem.
Se a festa for boa ou mais do mesmo, não importa: a ressaca sempre vem. O que muda é que às vezes fica a sensação de que não valeu a pena. Pelo menos, sobrevivemos a mais uma etapa de 2020, com pastel ou sem, e até na base da porrada. Por isso que a gente já sonha com as férias e entende que mais vale ser um patinho vivo do que uma águia no fundo do mar.
Sextar é um direito adquirido. Eu sexto, tu sextas, ele sexta (etc.) É a ação de jogar para o alto e topar qualquer coisa: afinal, você trabalhou a semana toda, você merece a cerveja morna, a baforada de cigarro da pessoa ao lado e chegar em casa tarde, de alma lavada. Ah, e Joe Biden é o novo presidente dos EUA.
NHONHO? Tá de sacanagem… Se a realidade está mais assustadora do que a ficção, é bom não vacilar e cobrir os espelhos: vem chuva com trovoada por aí! Não é possível que em um país que tenha alguém que pinte uma manga de amarelo para fingir que está madura não dê certo. E vamos comemorar porque não é sempre que a segunda-feira vai chegar!
Imbuída de brasilidade, a pessoa se prepara, respira fundo, abre espaço e consegue enfrentar qualquer obstáculo para garantir o retorno do investimento do clássico “pague um valor fixo e coma o quanto quiser.” Ainda deixa espaço para sobremesa e, claro, conta vantagem no zap.
Quanto dinheiro cabe em suas roupas íntimas? Já tivemos dólares, mas chegou a hora de alguns milhares de reais serem muito bem escondidos onde a luz não chega. As eleições estão chegando, os ânimos estão exaltados; a cUrrupção presente como sempre e a desconfiança chega até à venda de uma geladeira usada. Tá fogo, seu Armando!
Olha só que notícia boa: a República Federativa do Brasil está melhor do que nunca. Com o fim da corrupção, investigações não são mais necessárias. Além disso, os bois foram adestrados para serem bombeiros. Resta, então, comemorar com um caldinho de feijão e uma boa pimenta.
A gota de suor brota na nuca, passa para frente, desce pelo pescoço e se junta à poça que se formou na dobra de sua barriga. O calor não poupa o Brasil. Só resta mesmo reclamar (sobre tudo) no WhatsApp.
Em um mesmo programa, falamos das regras da fezinha brasileira, do imaginário do corno, do prato azul cigano e de um batom que caiu do céu. Também sobre estar tudo errado, mas, tirando tudo, tudo bem. A conclusão é que o Brasil não se põe em palavras, o Brasil se sente.
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