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“São 20 anos de ônibus clandestino, graças a Deus!” O áudio que encerra o programa de hoje é Brasil demais. Mas também falamos sobre um assalto de cocô de cachorro, da preocupação com o preço da cerveja e do Bahia, que não ganha mais por culpa do jazz. Tudo isso, para tentar amenizar a temperatura desse país que, infelizmente, queima.
O clássico arroz com feijão se distancia dos brasileiros, assim como já aconteceu com a carne, o tomate e a saúde mental geral. Começamos com um ultimato “ou vai ou racha”, seguimos com uma mãe meio confusa com a tecnologia e terminamos com mais uma revelação musical do Brasil. Uma gororoba e tanto: feia, porém saborosa. A receita? É o que tem.
Infelizmente (ou não), a necessidade fisiológica, popularmente conhecida como “número dois”, foi bastante abordada no programa de hoje. Contudo, abrimos com a esperança da heroína Maria Bethânia, enfrentamos um terremoto e até ordenamos os problemas a serem resolvidos no país. Ou seja, não vai ser um inhame deixado em uma privada alheia que vai nos impedir de salvar o Brasil.
Originalmente, a frase que dá título a esse programa, de Octávio Mangabeira, se refere à Bahia. Mas sem dúvida, se aplica ao Brasil todo. E o texto de apresentação do episódio de hoje se encerra aqui, que é para abrir um precedente novo.
“Tente outra vez”. A canção de Raul Seixas, de 1975, fala de muitas coisas, mas, sem dúvidas, é o título que define bem o nosso povo. Transporte lotado, greve, governo com distúrbios mentais graves e valores antiquados. E continua a pandemia, o auxílio ameaçado, a distância da família… Caramba, mermão! Mas ninguém desiste. Damos um jeito e tentamos de novo. E mais uma vez.
Por que sair da zona de conforto se é um jeitinho confortável que a gente procura? Ou você pode ter uma cobra em casa, ser um diferentão, e até ganhar um minuto de silêncio em homenagem futura, com direito a camisa e boné personalizados. Só tenha cuidado para não ser iludido pelos publicitários: mais vale um Jacozinho tranquilão do que um Pirulito que vai embora cedo demais.
Os roteiristas do Brasil não param de surpreender a audiência. Nesta semana, inventaram um ciclone bomba, uma porta secreta que levava ao imprescindível álcool e carros circulando em um local “inusitado”. Contudo, não abriram mão de elementos já conhecidos da trama, como a velha fumante e o churrasco. Ninguém é de ferro.
Chegou o dia em que damos notícias sobre o fim do mundo, dicas jurídicas (ou quase) e refletimos sobre a síndrome do pequeno poder, que vai da carteirada ao corporativismo. Além disso, fica a questão: até onde podemos ir por um doce de banana?
Uma semana diferente para os brasileiros em 2020: algumas coisas deram certo (ou pelo menos aparentam que estão indo bem). E essa é a informação. Já a COVID-19 ganhou uma espécie de evolução, chegando até a COVID-35, que é quando evolui para coronavírus? E essa é a desinformação. Além disso, tem o pior-melhor áudio da história do programa — mas não pode reclamar.
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