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José Genoíno, professor, ex-deputado, ex-presidente do PT, é um dos convidados especiais dos jornalistas Luís Costa Pinto e Eumano Silva no programa de hoje. Uma das cabeças mais lúcidas para analisar o momento político, Genoíno falará sobre os rumos possíveis da esquerda e as chantagens que são ouvidas "à rive droit", com forte sotaque da soldadesca. Na segunda parte do programa o advogado Pierpaolo Bottini, professor da Universidade de São Paulo e sócio de uma dos mais ativos escritórios de advocacia na defesa de direitos e prerrogativas que vêm sendo massacrados pelo lava-jatismo há anos, analisa os cenários a partir das decisões que emanam do STF esta semana.
E agora Jair? Parodiando um dos mais célebres poemas de Carlos Drummond de Andrade, José, há que se perguntar: a Lava Jato acabou,/ mas, o ódio vingou,/ o povo sumiu,/ Lula voltou,/ e agora Jair?/ e agora, você?/ Você que é sem nome,/ que odeia os outros,/ você que espalha mentiras,/ que zurra, que escoiceia,/ e agora Jair?
A pandemia, ao realçar os defeitos de Jair Bolsonaro e a incompetência administrativa dele e de seus ministros, pode estar levando o Brasil a um sistema singular: o presidencialismo sem presidente, ou o presidencialismo apesar do presidente. O regime democrático está em jogo? A Federação brasileira corres riscos? Desde 2020 o Congresso Nacional, sobretudo a Câmara dos Deputados, com Rodrigo Maia, assumiu protagonismo na luta contra o coronavírus e até no diálogo internacional. Esta semana, governadores de 16 estados têm a intenção de decretar medidas comuns de combate à pandemia pois cansaram de esperar liderança de ações do Governo Federal. Pedro Doria, jornalista, editor do canal Meio, escritor, autor de Fascismo à brasileira, é o convidado desta segunda-feira do Sua Excelência, O Fato, para analisar o cenário nacional junto com os jornalistas Luís Costa Pinto e Eumano Silva.
Inflação, desemprego e redução da atividade econômica: tecnicamente, o Brasil entra em novo ciclo de estagflação, e isso é devastador. Na base da pirâmide social, fome e desesperança. Estima-se, a partir de pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva em parceria com a Central Única das Favelas (Cufa), que 2/3 dos brasileiros que moram em favelas já não tenham assegurada a 2ª refeição do dia. Fome mata, destrói a capacidade de resistência das pessoas e revolta. Renato Meirelles, cientista politico e criador do Locomotiva, é um dos convidados especiais do Sua Excelência, O Fato. O outro debatedor do programa é o reitor da Universidade Federal da Bahia, João Carlos Salles, ex-presidente da Andifes. Salles analisará o maior risco à autonomia universitária, à liberdade de expressão e à intelectualidade já promovidos desde a ditadura: a "Lei da Mordaça" que o MEC tentou impor aos professores universitários, proibindo-os de criticar o Governo Federal, o ministro da Educação e o presidente da República a partir de uma ação movida contra o ex-reitor da Universidade Federal de Pelotas. A mordaça, por inconstitucional, caiu ontem - o MEC recuou. Mas, como o País chegou até aqui, até o momento em que o Governo propôs reprimir e calar a crítica universitária?
Que os panelaços retomados ontem sigam zunindo como balas tracejantes a alvejar a morbidez de uma gang trágica e criminosa que ocupa o Palácio do Planalto e a Esplanada e leva o Brasil a flertar com um desastre épico. ÉA reação tem de vir com a desobediência, com a aversão a um presidente incivil, ignorante, abjeto, estúpido.
Secretário de Saúde do Ceará, o cardiologista Carlos Roberto Martins Rodrigues é uma das personalidades mais atuantes e das vozes mais ouvidas por seus pares nos demais estados e mesmo por outros governadores, além do cearense Camilo Santana, para planejar e executar ações de combate ao coronavírus e controle da pandemia por Covid-19. Martins Rodrigues é o convidado de hoje do Sua Excelência, O Fato. Ele está à frente do movimento de estados que vão à luta para organizar políticas públicas e uma estrutura mínima na guerra que já matou ao menos 258 mil brasileiros sob um estado de paralisia letárgica e letal do Governo Federal.
São os médicos também demônios? O que passa na cabeça de profissionais que fizeram o juramento de Hipócrates depois de seis, oito, dez longos anos nos corredores da faculdades de Medicina, de inúmeras noites mal dormidas nas vésperas das provas rígidas de conhecimento, dos plantões quase desumanos dos períodos de residência e, no Brasil, epicentro mundial da pandemia por coronavírus, abraçam a morte, beijam a ignorância e professam fidelidade canina ao obscurantismo? O Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal se opõe ao necessário e fundamental lockdown na cidsade para conter o avanço da morte. O Conselho Federal de Medicina não se contrapõe de forma dura, rígida e direta às imbecilidades letais ditas diariamente por Jair Bolsonaro e por seu gorila amestrado que ocupa o Ministério da Saúde. Há médicos firmando pactos com o demônio? Eis a pergunta enviada ao oráculo que fica às margens do balneário lacustre de Brasília.
Março de 2021, um ano de pandemia. Em 2020, no dia 7 de março, o mundo começava perceber que era necessário um esforço coordenado de governos, populações e Ciência para vencer o Covid-19. Naquele dia, uma festa no Country Club do Rio de Janeiro reunia a "high society" reunia-se par o casamento de Pedro Alberto de Orleans e Bragança e Alessandra Fragoso Pires. Um sobrenome carregava o peso trágico da família imperial brasileira. O outro, o histórico de flanêur dos quatrocentões fluminenses. Convidados recém-chegados da Europa e brasileiros recém-saídos das férias de verão se aglomeravam nos salões. Dois dias depois, oito pessoas que estavam na festa testaram positivo para o Covid-19. Mirna Bandeira de Mello, 71 anos, foi a primeira a morrer. No total, 86 pessoas presentes à festa foram contamindas. Duas dezenas morreram. Entre os sobrenomes que fizeram da celebração do casamentos suas exéquias havia Orleans e Bragança, Fragoso Pires, Bandeira de Mello, Silvas e Castanhos. Aprendemos algo depois daquela trágica estreia? No último domingo, uma horda de sobrenomes se reuniu em frente à casa do governador de Brasília, ele mesmo um obscurantista, para protestar contra o novo lockdown com toque de recolher decretado na capital do País porque o sistema de saúde não dá conta de internar e curar pacientes com Covid. O Brasil está em colapso, o Governo Federal é motor e indutor das mortes. Como começamos esta semana? É o que comentam os jornalistas Luís Costa Pinto e Eumano Silva no programa de hoje.
De volta à planície do plenário da Câmara dos Deputados depois de 4 anos e 7 meses como Presidente da Casa, o deputado Rodrigo Maia é um hub de negociações políticas políticas às quais se dedica com o bom senso que aguçou com passagem pelo posto de "primeiro entre iguais" em tempos de crises intensas e diversas. Maia é o convidado desta sexta-feira do Sua Excelência, O Fato.
PEC da Impunidade, da imunidade ou da sem-vergonhice? Instados por Arthur Lira e sob a liderança intelectual dele - o que, por si, diz muito sobre o porvir - um bando de parlamentares de uniu para alterar a Constituição e consolidar dando ares de legalidade aquilo que pensam, na prática: que o mandato popular lhes confere alforria para cometer crimes, inclusive os de opinião, promovendo assassinatos de reputação, disseminação de mentiras e discurso de ódio.
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