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No programa de hoje o senador Renan Calheiros, ex-presidente do Senado por quatro vezes e ex-ministro da Justiça de Fernando Henrique Cardoso, denuncia uma articulação do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para usar o Orçamento da União como combustível para turvar a CPI da Covid, ou CPI do Genocídio. Renan diz ainda que o senador Davi Alcolumbre, antecessor de Pacheco, joga esse jogo. Ele crê que a gravação da estapafúrdia conversa entre o senador Jorge Kajuru e o presidente Jair Bolsonaro, divulgada por Kajuru, contém indícios de crimes capazes de levar às cassação de ambos. Por fim, Calheiros defende que o MDB declare o mais cedo possível apoio ao projeto presidencial do ex-presidente Lula: ele diz não enxergar na cena política outro nome capaz de se articular de todos os lados para retirar o Brasil do atoleiro em que se meteu com Bolsonaro.
Micro e pequenas indústrias - empresas muitas vezes familiares, que empregam até 50 pessoas em seus quadros - são a base de cadeias produtivas e funcionam como termômetro por meio do qual é possível medir a temperatura do ambiente econômico e prever o futuro. Hoje, 44% das micro e pequenas indústrias de São Paulo estão com alguma inadimplência em suas tesourarias, 69% delas esperam por continuidade no ciclo de altas de desemprego - ou seja, vão demitir ainda mais -, 84% dos empresários que comandam essas indústrias não veem chance de melhoria no cenário, mais de 90% deles atestam alta de preços para aquisição de matérias-primas nos últimos três meses e 67% daqueles que tentaram obter empréstimos para seguir tocando seus negócios não conseguiram sucesso na empreitada. Eis o retrato do desmonte nacional, traçado por dados estatísticos da mais recente pesquisa encomendada ao DataFolha pelo Sindicato da Micro e Pequena Indústria de São Paulo (SIMPI) e que a entidade recebeu na última quarta-feira. Joseph Couri, presidente do SIMPI, é o convidado do Sua Excelência, O Fato de hoje para falar sobre a crise gravíssima que atinge o setor e reflete diretamente na sociedade brasileira movimentando a corrente do desemprego, da fome e da desesperança.
Uma deputada "pastora evangélica", cantora gospel, que cometeu crimes aos borbotões - entre eles crimes bíblicos considerados pecados capitais como Luxúria e Assassinato; um vereador da segunda maior metrópole do País, médico, que é um facínora e contumaz praticante de violências covardes contra mulheres e crianças - até mesmo o assassinato perverso de um enteado de 4 anos que foi espancado até a morte; uma corja de empresários que saúda sem máscaras e aos gritos a figura nefasta de um homem vil e de modos canalhas que ocupa a Presidência da República e se regozija da própria incompetência ante a escalada de mortes e o colapso hospitalar e funerário no Brasil durante a pandemia de Covid-19. Que País É Esse? Eis a pergunta que se impõe ao oráculo brasiliense, que dá sinais de cansaço diante da devastação moral e ética da paisagem brasileira.
Pressionada por empresários bolsonaristas como Luciano Hang e Carlos Wizard, dois dos financiadores das campanhas de detração da política promovida por meio de fake news entre 205 e 2018, e da disseminação do ódio por meio das redes sociais, a Câmara dos Deputados aprovou no fim da noite de ontem a alteração na legislação que regulamenta a compra e a aplicação de vacinas contra o coronavírus por empresas privadas. Liderados pelo presidente da Câmara, Arthur Lira, os parlamentares brasileiros endossaram e legalizaram a possibilidade de se criar uma divisão e uma estratificação entre quem merece e quem não merece ser imunizado; entre quem deve e quem não deve seguir vivendo. O que há de tão perverso num País em que as deputadas e os deputados, que são a representação da sociedade, não conseguem refletir sobre a Ética de forma elevada? Quais as consequências dessa decisão legislativa que pode estar a revelar o fosso abissal a dividir o Brasil? Eis o tema central em debate no Sua Excelência, O Fato, de hoje - com os jornalistas Luís Costa Pinto e Eumano Silva.
Estúpidos, feios, sujos e perversos, os bolsonaristas vivenciaram os píncaros da glória no dia em que derrotaram nas urnas Fernando Haddad. De lá para cá, o Brasil sofre, mingua e luta para sobreviver ao cortejo de horrores que segue aquele escasso e vão momento glorioso. Estamos a assistir a uma repetição da História como tragédia? Ou já como farsa? A primeira provocação bebe no título do 2º romance (ótimo) escrito pela atriz Fernanda Torres - A Glória e Seus Cortejo de Horrores. A segunda, claro, é referência direta ao que escreveu Karl Marx no 18 Brumário. Mark e Fernanda Torres andam de mãos dadas no Brasil distópico de 2021?
Coronel da reserva, Marcelo Pimentel Jorge de Souza tem se revelado um analista arguto da cena política atual. É forte crítico à intensidade da participação de militares na administração direta, nomeados pelo presidente Jair Bolsonaro para postos civis. Ele é o convidado especial do Sua Excelência, O Fato desta segunda-feira 5 de abril. Qual a intensidade da crise militar no País, se é que ela existe? Como fazer os profissionais das Forças Armadas voltarem a cumprir seus papeis como profissionais das Forças Armadas? Eis os temas em tela.
A ordem do dia é repudiar, expondo fatos, as versões de quem pede celebrações pelo ocorrido no País há 57 anos. O golpe militar de 1964 interrompeu a reconstrução democrática brasileira que avançava institucionalmente aos trancos e barrancos desde 1946. Vivandeiras da sociedade civil, empresários, executivos, integrantes de alas ultraconservadoras da Igreja Católica e parlamentares de direita que não conseguiam ascender ao poder pelo voto açularam militares golpistas e conseguiram derubar o presidente João Goulart. Seguiram-se 21 anos de ditadura, com um período de terror intenso marcado pelos anos de vigência do AI-5. Há um legado de mortos, desaparecidos e cidadãos marcados pela tortura e pelas sevícias nos porões ultrajantes da ditadura. Hoje, nos dias sombrios de 2021, com o Brasil e o mundo tendo de aprender a conviver com a pandemia por coronavírus e vencer esse inimigo comum a todos, os brasileiros se veem na deprimente e assustadora condição de seguir repudiando um regime de ódio, de divisão, de sombras, pois ele segue tendo admiradores e saudosistas no País. Uma dessas figuras deletérias ocupa a Presidência da República e, ainda que fraco, frágil, despreparado, inepto, tenta reunir forças e seguidores para tentar reviver a farsa de um regime militar. Filósofo, professor da Universidade de São Paulo, ex-ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro é o convidado de hoje do programa e dará brilho e sagacidade à análise crítica desse momento.
Estamos na esteira de um autogolpe desferido por Bolsonaro? Haverá contragolpe? O Brasil recuou mais algumas casas na escala que mede o índice de normalidade democrática? Eis as questões postas para a análise fast track de hoje.
Há uma semana o Congresso Nacional passou de fase no confronto entre a sociedade brasileira e o Governo Federal liderado por um presidente que se contrapõe à Ciência, às regras de convivência civil e aos limites da Política, conduzindo, assim, a Nação na direção da catástrofe humanitária que ora se registra. Há consenso dentro e fora do Brasil quanto à necessidade de imposição de limites ao "poder de governar" de Bolsonaro, ou mesmo à eliminação total desse "direito de governar" que lhe foi conferido pelas urnas de 2018 - contanto que fosse apto para tal. O Brasil vive as vésperas de uma nova interrupção de Governo, isso é claro. E como ocorrem tais vesperais? Quais fatos, lidos com o distanciamento histórico, nos permitirão dizer mais à frente que se desmonta, sim, um Governo a partir de ações aparentemente descoordenadas dentro do Parlamento e de aparelhos da sociedade? Eis os tema em discussão como "o fato" no programa de hoje. Os jornalistas Eumano Silva e Luís Costa Pinto recebem para tal o convidado especial Raphael Aliberti. Historiador, professor de História, Aliberti é autor de "Um Espião Silenciado", editado pela CEPE - Cia Editora de Pernambuco. O livro narra, em formato de thriller histórico, a morte de José Nogueira, um agente duplo da extrema-direita brasileira que foi lançado da sacada de seu apartamento no Rio de Janeiro em março de 1963, antes de depor na CPI do IBAD/IPES. Nogueira era, ao mesmo tempo, lotado no núcleo de informação da Marinha e jornalista atuante em investigações da imprensa fluminense. Dada como suicídio, a morte dele tem todas as características de assassinato. Sem o depoimento de Nogueira, que poderia ter sido crucial para a CPI chegar a um ponto que determinasse a paulatina inviabilização do Governo João Goulart, a comissão produziu um relatório gasoso e deixou de ser um catalisador de reações ao golpe militar de 1964. Que lições a História nos dá para ler o momento político?
Mesmo sob o comando de Rodrigo Pacheco e Arthur Lira, considerados "amigáveis" por Jair Bolsonaro e sua trupe de assessores palacianos, o Congresso Nacional dá sinais de fadiga na relação pragmática estabelecida com a agenda vazia, negacionista, trágica, mortífera e destrambelhada do presidente da República. É um jogo de chantagens? Até onde pode ir essa insatisfação? A presença do ex-presidente Lula como candidato no cenário de 2022 teve mesmo o condão de mudar essa relação entre Bolsonaro e o Centrão? Eis o tema central da discussão que os jornalistas ís Costa Pinto e Eumano Silva levam a cabo no Sua Excelência, O Fato de hoje - ao vivo a partir das 8h30. A escalada do contágio e da mortandade por Covid-19 e as incertezas de um País que cancela o censo pelo segundo ano consecutivo também estarão à mesa de debate.
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