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A CPI do Genocídio, que enfim começou hoje, aos trancos, empurrando o que resta de um governo que nunca existiu para o barranco, é atalho necessário para o impeachment? Na análise que segue, fast track, há respostas.
Link para o programa de hoje. Mudanças no Ministério da Economia para conter a CPI do Genocídio podem expelir Guedes. O que está ocorrendo com a Índia? O flagrante de um Brasil que se esvai nos semáforos de Brasília.
Confere. Vale, vale.
Os ambientalistas Beto Veríssimo e Fernanda Viana de Carvalho são os convidados especiais do Sua Excelência, O Fato desta sexta. Veríssimo é co-fundador do Imazon. Viana de Carvalho, responsável pela área de Global Policy do WWF Internacional. A participação de Jair Bolsonaro na Cúpula do Clima convocada por Joe Biden reposicionou tanto o Brasil quanto os EUA no cenário internacional de busca por freios à degradação ambiental que interrompam o aquecimento global e reduzam os danos à camada de ozônio. Enquanto o presidente norte-americano comprometeu seu país com a redução de 50% das emissões de carbono na atmosfera até 2030, dando um cavalo-de-pau nas atitudes negacionistas empreendidas pelo antecessor e adversário Donald Trump entre 2017 e 2020, o ainda presidente brasileiro deixou seus apoiadores indignados e o vasto e diverso campo que lhe faz oposição perplexo. Os bolsonaristas ficaram indignados porque, num discurso pouco crível ante as atitudes do seu próprio governo, Bolsonaro anunciou apoio a ações de combate ao desmatamento na Amazônia - ainda que mantenha entre seus ministros Ricardo Salles, o responsável pela pasta do Meio Ambiente que é acusado pela Polícia Federal e investigado pelo Ministério Público por atuar em conluio com desmatadores e madeireiros na Amazônia. A oposição, da esquerda à direita liberal-democrática, ficou perplexa porque em sua participação na Cúpula, Bolsonaro apagou atos e omissões de sua gestão na área ambiental e saudou as conquistas obtidas durantes os governos de seus antecessores Lula e Dilm Rousseff, na passagem de personalidades como Marina Silva e Izabela Teixeira pelo ministério onde hoje despacha Salleas, em ações de contenção à devastação sem explicitar como o País tinha chegado a tais resultados. Eis os temas para as análises do programa de hoje.
Enfim, o front ambiental que se abre lá fora pode ser a "frente russa" de Bolsonaro? O catastrófico genocídio que ocorre no Brasil de 381.000 mortos por Covid-19 contabilizados nesse 22 de abril e a tragédia do encolhimento da economia nacional, realçada pelo descontrole inflacionário e pela crise fiscal, frutos da incompetência perversa e assassina do governo, podem ampliar a reação a Bolsonaro e a seu bolsonarismo nefasto e mortal? Há respostas no podscast.
O ex-presidente Lula deve redobrar a segurança pessoal e a vigilância em torno de suas agendas políticas e temer um atentado? Eis a pergunta que se impõe e tem de ser discutida abertamente no País porque nunca o ódio sentou raízes tão profundas entre os brasileiros. E as razões para o ex-presidente levar a sério o pedido de cautela e de avaliação de riscos saem de um roteiro l[ogico que começa na manhã de segunda-feira, 19 de abril: uma nova e explosiva mentira emerge do submundo das redes bolsonaristas. A fake news se espalha como rastilho de pólvora e explode em perfis como o ex-apresentadora de TV Leda Nagle, ultimamente bancada pela família Bolsonaro. Como bater carteiras e gritar "pega ladrão" para confundir a cena dos crimes que cometem é método dentre os bolsonaristas, a cortina de fumaça da fake news disseminada por eles mal disfarça a ânsia que têm por derrotar (de qualquer maneira, fazendo uso de quaisquer armas) o grande antagonista que têm e que é alvo de todas as formas de violência para aplacar os recalques da falange ignara.
O senador piauiense Ciro Nogueira, presidente do PP, é a maior liderança por trás da articulação política que confere, até aqui, a Jair Bolsonaro, alguma segurança de que o Congresso Nacional não o fustigará de forma eficiente até um impeachment. Foi Nogueira quem articulou a vitória de Arthur Lira para a Presidência da Câmara, constituiu-se em cabo eleitoral eficaz de Rodrigo Pacheco na disputa pela Presidência do Senado. Ele também é sempre ouvido quando Bolsonaro quer manter ou demitir ministros. Quando a criação da CPI da Covid, também chamada de CPI do Genocídio, tornou-se inevitável posto que CPIs são instrumentos democráticos de ação das minorias, Nogueira decidiu que seria ele mesmo o lugar-tenente, na Comissão de Inquérito, do capitão que ocupa a Presidência. Quais são os argumentos de defesa de um governo que parece desesperado e nas cordas ante as evidências de que seu comandante conduziu a população na trajetória inexorável de um genocídio? Esta é a pergunta central que a CPI quer ver respondida a partir da próxima quinta-feira, 22, quando, enfim, a comissão passa a se reunir tendo se materializado à rabeira de um cortejo trágico de ao menos 380.000 brasileiros mortos em decorrência do coronavírus. O senador Ciro Nogueira é o convidado de hoje, 19 de abril, no Sua Excelência, O Fato, a fim de apresentar as armas de defesa do Palácio do Planalto na batalha da CPI.
Link para o Sua Excelência, O Fato de hoje com o jornalista Hélio Doyle. Análise profunda sobre o Brasil, a cena política e o futuro. Bonus-track: o reposicionamento que a mídia conservadora passou a fazer ante o favoritismo inexorável de Lula (dica: ir logo aos 4 minutos finais do vídeo para se divertir com isso).
O rol de criminosos abrigados no desvario que é o "governo" Bolsonaro é imenso. Aqui, a pitonisa trata de responder objetivamente, e explicar: Ricardo Salles é mesmo criminoso como diz a Polícia Federal?
Saiba a resposta (spoiler: positiva).
Link para o programa de hoje. Uma análise aprofundada da cena política - CPI do Genocídio, julgamentos no STF e o novo escândalo do Orçamento da União. Vai lá e confere: deixa-o em dia com os temas mais atuais da política.
A CPI do Genocídio significa, enfim, que o governo Bolsonaro está mais próximo de terminar? Ou especular isso é ser otimista em demasia? Qual a taxa de efetividade de CPIs no Congresso brasileiro? Impeachments ou interrupções de mandatos presidenciais precisam sempre de uma CPI que os anteceda? Por que tem se dado tanta relevância à CPI da Covid, ou CPI do Genocídio?
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