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Luiz Eduardo Ramos, ministro da Casa Civil, é mais um general corrupto? As evidências de que dois generais - um da "ativa", Eduardo Pazuello, e outro "de pijama", ou "da passiva", Ramos - compactuaram com corrupção, inépcia, incompetência, incúria, desídia, ignorância e acadelamento sob a liderança de um chefe ignorante, despreparado, perverso, vil e desonesto como Bolsonaro, atinge em cheio as Forças Armadas e a autoimagem que os militares tinham de si? Apesar de essa autoimagem não estar conectada a fatos reais, apenas à ficção urdida nos quarteis, é possível dizer isso? Eis as questões postas, nos últimos dias, para breve comentário em fast-track de Luís Costa Pinto.
Link para o programa de hoje. Acuado pelas revelações de sua participação no novo escândalo do Orçamento da União - governo federal reservou R$ 3 bilhões para operar votos no Congresso - o presidente da Câmara, Arthur Lira, pretende dar um golpe parlamentar na oposição ao reduzir o arsenal de ações regimentais que permitam a movimentação da minoria dentro do Parlamento. Essa e outras análises da semana política. Vale!
Link para o ótimo programa de hoje. Do Rio a Bogotá - violência, estopins, revoltas, massacres. Análise sobre os porquês de o Estado, tanto colombiano quanto o brasileiro, serem tão permeáveis à violência. a Reforma Tributária como estopim, lá na Colômbia, e como os sistemas tributários são regressivos e concentradores lá e cá. Vale
Torneiros mecânicos constroem pontes? São capazes de fazer política em boa e escorreita prosa e, afinal, cometer poesia? Sim, caso tenham nascido em Pernambuco e conservem ao longo da vida o apelido "Lula". Eis a análise fast track que segue. No fim do dia um artigo de mais fôlego tratará do tema.
Autor da “minuta da cloroquina” pode ser ministro do TCU, alerta jornalista Eumano Silva
No programa Sua Excelência, O Fato, o jornalista Eumano Silva (na altura do minuto 28 do vídeo), levanta um ponto que passou despercebido no depoimento de ontem do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta à CPI do Genocídio: o autor da minuta que faria o governo brasileiro a mudar a bula da cloroquina e adaptá-la, numa canetada, para ser a panaceia bolsonarista de “tratamento precoce” ao coronavírus. Segundo Mandetta, quem levou a minuta de "decreto" que faria a mudança na bula da cloroquina ao arrepio da Ciência foi o “ministro Jorge Ramos". A personagem não existe no circo trágico de Jair Bolsonaro. Mas, existia naquele momento e estava presente naquela reunião o então ministro Jorge Oliveira, coronel da PM que era encarregado de redigir decretos e Medidas Provisórias no Palácio do Planalto. Hoje, Oliveira está no Tribunal de Contas da União. Foi indicado ministro por Bolsonaro a fim de protegê-lo nas futuras prestações de contas ao TCU. Jorge Oliveira, logo, precisa ser convocado a dizer se fez, ou não, a tal minuta que nem o almirante Barra Torres, presidente da Anvisa colocado por Bolsonaro no cargo, teve coragem de levar a sério.
O Sua Excelência, O Fato, também dedicou longa análise à crise social explosiva que toma conta da Colômbia e que pode se converter num efeito "cold coffee" para o Brasil. O estopim da revolta que já matou 50 colombianos, dividiu a direita colombiana e inicia um processo de remitalirização das ruas da Colômbia é justamente uma Reforma Tributária ultraliberal e regressiva que o presidente Ivan Duque tenta aprovar lá - semelhante à que Paulo Guedes quer aqui.
Marcelo Queiroga, médico-cardiologista, ministro da Saúde de Bolsonaro em meio ao genocídio brasileiro no curso da pandemia, tem vocação para jagunço? Como médico, está ele autorizado a dar conselhos a empresários a fim de sugerir censura financeira a projetos editoriais? Queiroga, afinal, é médico ou bandoleiro? Qual o papel que a História reserva a ele?
Ex-assessor de Luiz Henrique Mandetta no Ministério da Saúde e autor do livro “Guerra à Saúde”, o jornalista Ugo Braga revelou ao programa Sua Excelência, O Fato, do jornalista Luís Costa Pinto, qual o dia, a hora e o local em que o presidente Jair Bolsonaro cometeu ao menos um crime contra a saúde pública dos brasileiros e ajudou a disseminar o coronavírus da Covid-19: no dia 11 de abril de 2020, em visita ao canteiro de obras de um hospital de campanha que estava sendo construído em Águas Lindas de Goiás. Ali, sem máscaras, segundo o relato de Ugo, o presidente brasileiro abraçou o governador goiano sob o olhar de Mandetta e convocou Caiado para “juntos, espalhar esse vírus”. Bolsonaro acreditava que, dessa forma, o Brasil teria rapidamente a “imunidade de rebanho” (quando ao menos 60% da população têm ou já tiveram a doença e o vírus, em tese, torna-se menos ameaçador para uma comunidade). Ronaldo Caiado, que dias antes divergira publicamente de Bolsonaro, convocou então seu amigo Mandetta para voltar com ele a Goiânia e, de lá, urdiu uma entrevista do então ministro da Saúde ao programa Fantástico da Rede Globo. A entrevista terminou sendo o estopim para a demissão de Luiz Henrique Mandetta porque a partir dela, segundo seu ex-assessor, os militares do Palácio do Planalto retiraram o apoio que davam ao então ministro da Saúde.
Ainda no Sua Excelência, O Fato exibido esta manhã a jornalista Cynara Menezes, criadora e editora do site Socialista Morena e integrante do Diário do Centro do Mundo e analista política do 247, alerta para os ouvidos moucos que a mídia corporativa brasileira tem feito às revelações dos crimes sexuais de Samuel Klein e Saul Klein. Fundador da Casas Bahia, que já foi a maior anunciante dos jornais e revista do País e parceira comercial de emissoras como TV Globo, Record e Band, Samuel Klein (morto há uma década) é acusado por dezenas de mulheres da prática de pedofilia e incentivo à prostituição. Saul Klein, seu herdeiro, responde a acusações semelhantes formuladas por mais de 40 mulheres. Biografia de Samuel Klein, que omite tais fatos, segue sendo vendida nos sites comerciais do Brasil.
Link para o Sua Excelência, O Fato de hoje. Eu e Eumano Silva passamos um olhar analítico sobre os principais temas da semana, sem passar pano para ninguém - e ensaiamos uma perspectiva para a semana que vem. Vale, vale. Vai lá e confere:
Diogo Mainardi e o Manhattan Connection têm de ser contidos e merecem correição? O programa, que está abrigado numa TV pública e recebe verbas públicas, pode ser considerado "jornalístico" ou é um rinha destinada à prática de assassinatos de reputação? E Mainardi, que pretendia ser "o Gore Vidal brasileiro", pode ao menos ser considerado, nesse melancólico fim de linha em que está, uma espécie de "Bussunda da extrema-direita"? Eis as questões coletadas, hoje, na urna do oráculo lacustre brasiliense.
Paulo Markun, um dos mais experientes jornalistas brasileiros em atividade, mora em Portugal. Juliana Monteiro, jovem jornalista e escritora, mora em Roma. Ambos têm sensibilidade ímpar para perceber os pequenos sinais de mudanças ao redor de si que, em geral, prenunciam a percepção de grandes alterações e transformações. Tal sensibilidade é um diferenciais competitivos fundamentais que marcam os melhores repórteres. E, tanto de Portugal quanto da Itália, ambos foram convidados por Sua Excelência, O Fato, para revelarem como já é dolorosamente perceptível a alteração na forma como o mundo enxerga o Brasil e a nós, brasileiros, a um oceano de distância. Durante esse período de ataques à democracia, de assaltos à lógica e à civilidade no País, e de atos e omissões criminosos no curso da pandemia por coronavírus que ampliaram a devastação da doença - 395.000 brasileiros mortos por Covid-19 até ontem - tornamo-nos párias no mundo? Markun e Monteiro ajudar-nos-ão a encontrar respostas.
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