Trapaça - Os Golpes do Bufão

Trapaça - Os Golpes do Bufão

By Luís Costa PintoNewsPolitics
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Trapaça - Os Golpes do Bufão episodes

  • Sua Excelência, O Fato #92

    Braga Netto recorrerá a decreto de Temer para afrontar Comando do Exército e aliviar punição a Pazuello


    O ministro da Defesa, general da reserva Braga Netto, decidiu usar decreto 8798, assinado por Michel Temer em junho de 2016, quando era presidente-em-exercício, para livrar o general Eduardo Pazuello de punições mais severas por ter participado do ato de moticiclistas em defesa de Jair Bolsonaro na manhã do último domingo. A combinação dos incisos II e XVII do artigo 1º do decreto de Temer, elaborado quando Raul Jungmann era ministro da Defesa, logo depois de desferido o golpe do impeachment sem crime de responsabilidade contra Dilma Rousseff, confere ao titular do Ministério da Defesa o poder de autorizar “oficial para ser nomeado ou admitido para cargo, emprego ou função pública civil temporária, não eletiva, inclusive da administração indireta”. Ou seja, tira do comandante-geral do Exército a autoridade para punir, ou não, um oficial da ativa (caso de Pazuello) caso descumpra determinações da estrutura de comando da Arma.

    A informação do recurso protelatório de Braga Netto foi dada pelo jornalista Luís Costa Pinto durante o programa Sua Excelência, O Fato desta manhã (vídeo em anexo. Informação está no minuto 33 do vídeo). Um oficial da ativa passou a informação a Costa Pinto durante o programa, no ar.

    A jornalista Denise Assis, dos 247 e da plataforma Jornalistas pela Democracia, havia adiantado a insatisfação de ao menos quatro generais da ativa com a postura do ex-ministro da Saúde e pediam até prisão para o general Pazuello. Sem máscaras, em flagrante afronta à CPI do Genocídio onde depois dois dias na última semana, ele participou de ato político em apoio a Bolsonaro. É vedado a oficiais da ativa a participação em atos de cunho político. O general Paulo Sérgio viu-se, na noite de ontem, confrontados por comandado a ser mais duro com Pazuello. Não foi. Braga Netto, que é chefe formal de Paulo Sérgio Nogueira, anunciou que hoje se pronunciaria sobre o tema. E, logo cedo da manhã, disse aos subordinados de seu gabinete que encontrara no decreto de Temer, co-assinado por Jungmann, a saída honrosa para enquadrar o comandante-geral do Exército e passar a mão na cabeça de Pazuello. Jungmann, por sua vez, enxerga a ida de Eduardo Pazuello ao palanque de Bolsonaro como grande afronta à hierarquia.

    1 hr 2 min
  • Sua Excelência, O Fato #91

    Link para o programa de hoje: uma análise profunda, em ritmo de balanço, das mentiras e dos propósitos da CPI do Genocídio; do cenário eleitoral com Lula como franco favorito correndo solto para 2022 e Tasso Jereissati dando provas evidentes de que deseja ser o candidato "pelo centro" e "como Biden"; e das investigações contra Ricardo Salles. Vale!


    56 min
  • Pitonisa do Lago Sul #33

    A proposta do senador Randolfe Rodrigues (Rede/AP), de usar delações premiadas em CPIs - começando pela CPI do Genocídio onde ex-ministros e ex-assessores de Bolsonaro mentem como se não houvesse amanhã - é uma excelente ideia. Breve análise no vídeo.

    5 min
  • Sua Excelência, O Fato #90

    “A pandemia tirou a roupa da desigualdade brasileira”, diz Preto Zezé, presidente da CUFA

    Em entrevista para os jornalistas Luís Pinto e Eumano Silva no Sua Excelência, O Fato (vídeo abaixo) o escritor e ativista Preto Zezé, presidente nacional da Central Única das Favelas (CUFA) revelou que levantamentos feitos pela entidade chegam a uma estatística brutalmente desumana: 62% dos mortos por Covid-19 eram negros e moradores das favelas e periferias das grandes cidades brasileiras. “A pandemia tirou a roupa da desigualdade”, diz Preto Zezé.

    Mais de 17 milhões de brasileiros moram em favelas, complexos e comunidades – comumente chamados “quebradas” – na periferia das cidades com mais de 150.000 habitantes em todo o País. Se fosse uma Nação, tamanho contingente populacional era maior do que Portugal, equivaleria a duas vezes e meia o Paraguai e a mais da metade do Peru. “Há fome, desesperança e medo nesse imenso pedaço de Brasil que parece esquecido”, alerta Zezé.

    O presidente da CUFA diz que “o Brasil está sem eira nem beira” e que há conscientização política para a resistência, sim. “Não se pode é criminalizar o discurso religioso. É um erro. Muitos pastores têm, nas favelas, um papel fundamental de confortar quem está desesperado”, crê.

    59 min
  • Sua Excelência, O Fato #89

    Janine Ribeiro e Mozart Neves defendem mobilização imediata em torno da Educação. “Há risco de perder tudo”, advertem


    Os professores Renato Janine Ribeiro, filósofo e ex-ministro da Educação, e Mozart Neves, químico e ex-reitor da Universidade Federal de Pernambuco, defenderam, durante debate no programa Sua Excelência, O Fato (link abaixo), a imediata mobilização de todos os setores ligados às diversas áreas da Educação brasileira para denunciar, conter e reverter o processo de degradação orçamentária que vem provocando um desmonte educacional – do ensino básico e fundamental às universidades.

    Estudantes, professores, reitores e a comunicada acadêmica em geral de instituições como UFRJ, UnB, UFRGS, UFRPE, UFPE, UFBA, UFGO e diversas outras universidades federais ou estaduais têm alertado para a trágica paralisação de todas as atividades nos campi em razão dos cortes de repasses do Governo Federal para programas de ensino, pesquisa e extensão – e até para o custeio básico com segurança e limpeza de diversas instituições. “O que ocorre não é consequência da pandemia. É método, sim. É método de desmonte. Até o governo Dilma, passando pelos governos Lula e Fernando Henrique, e desde o período de Itamar Franco na Presidência, dava-se prioridade à Educação”, diz Janine Ribeiro, que é também candidato à presidência da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). “Agora, não. E isso é grave”. Ao concordar com ele, Mozart Neves, que foi diretor do Instituto Ayrton Senna, enxerga não apenas uma ausência de projeto para a Educação dentro do governo Bolsonaro. Mas, mais que isso: “O Ministério da Educação nunca teve prestígio dentro da própria equipe desse governo. Eles não têm a menor relevância no conjunto do governo e uma prova disso é a forma como se anunciou o corte das verbas para o ENEM”.

    O Exame Nacional do Ensino Médio, ENEM, certame de avaliação de conhecimentos que se consolidou nos últimos 20 anos como a principal forma de acesso às universidades, não ocorrerá em 2021. O Ministério da Educação anunciou, na última sexta-feira, que não há verba para o Enem em 2021 e nem calendário exato para o exame em 2022, o que torna incertos os projetos de diversos jovens e adolescentes que querem entrar para as universidades públicas brasileiras. “É preciso começar a agir já, de forma organizada, como resistência e com proposições”, prega Janine Ribeiro.

    1 hr 21 min
  • Sua Excelência, O Fato #88

    Por quase meio século a logomarca "Casas Bahia" foi uma das mais presentes na mídia brasileira. Era um dos principais anunciantes de jornais, revistas e TV aberta. Fundada em 1952 por Samuel Klein, um judeu que escapara dos campos de concentração nazistas, a Casas Bahia converteu-se ao longo de seis décadas em um império do varejo brasileiro. Empresário incensado pela mídia, personagem de uma das primeiras biografias de "sucesso empresarial" do mercado editorial nacional - "Samuel Klein, o homem que escapou do holocausto e revolucionou o varejo com a Casas Bahia", que vendeu mais de 150.000 exemplares, um portento para o mercado editorial de um País pouco afeito a livros - Klein morreu em 2014 aos 94 anos e permanecia lembrado por todos a partir da versão confortável de sua vida: a do sucesso e do empreendedorismo. Até 2021, quando uma primeira coluna da jornalista Mônica Bergamo revelou que Saul Klein, filho dele, era acusado de abuso sexual por mais de uma dezena de mulheres. Poucos foram atrás do fio exposto por Mônica. Depois, a Agência Pública expôs denúncias de que Samuel Klein era pedófilo e trouxe À tona os primeiros depoimentos de mulheres que haviam sido estupradas e exploradas sexualmente pelo empresário, por anos. A maior parte da mídia tradicional seguiu em silêncio sobre o viés devastadoramente criminoso do "rei do varejo". Por fim, esta semana, a jornalista Eliane Trindade, da Folha de S Paulo, expôs a face mais cruel de Samuel Klein: a do explorador, estuprador, a do inacreditável homem rico que compra a virgindade de garotas de seis anos, oito anos, 10, 14, 16 anos. Outrora herói dos meios empresariais, Klein passou a ser "cancelado" entre executivos e empresários que antes o tinham por exemplo. Contudo, os relatos do perfil criminoso, grotesco, bizarro e perverso de Klein - que parece ser mimetizado por seu filho Saul - não ocupou o lugar de destaque que merece nos debates da imprensa brasileira. A história do "lado B" de Samuel Klein parece ser a síntese de várias outras histórias de perfis de personalidades públicas ou de empreendedores e celebridades brasileiros que seguem incensados a partir de uma imagem distorcida que projetam. Eliane Trindade estará conosco no Sua Excelência, O Fato para debater o tema conosco e com o cronista e roteirista Xico Sá. Há um "estado de mal-estar" no Brasil?

    1 hr 5 min
  • Pitonisa do Lago Sul #32

    Há 28 anos o jornal O Estado de S Paqulo publicava em sua página de Ciência que, em 2015, sondas da Nasa pousariam no planeta Plutão. O jornal O Globo, em suas páginas de Economia, registrava que a inflação anualizada atingia 2.500% - recorde histórico do País – e que o recém-empossado ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso reunira-se com a bancada do PMDB no Congresso (naquela época o PMDB, sozinho, era uma espécie de Centrão do presidente Itamar Franco, que assumira com o impeachment de Fernando Collor). FHC prometera aos peemedebistas fazer “algo” contra a inflação até o início do ano seguinte. O PSDB, partido de Fernando Henrique, concedia poderes naquele dia, 13 de maio de 1993, aos cearenses Tasso Jereissati e Ciro Gomes para que negociassem uma aliança de centro-esquerda em apoio a Luiz Inácio Lula da Silva para as eleições de 1994. Lula corria praticamente sozinho no cenário pré-eleitoral. No Congresso, sob a batuta do PMDB, que, afinal, era o Centrão de outrora, preparava-se a Revisão Constitucional prevista na própria Constituição de 1988 – seria uma oportunidade para mudar dispositivos constitucionais com quórum menor do que as duas votações com maioria de 3/5 na Câmara e no Senado para aprovar emendas constitucionais.

    E o que houve no curto espaço de dez meses?

    1. Fernando Henrique estruturou e pôs para trabalhar a equipe do Plano Real.

    2. Escorado no Real e no bem-sucedido ataque à inflação, que foi derrotada, FHC seria eleito em 1º turno em outubro de 1994.

    3. O PSDB, por meio da dupla Tasso e Ciro, ensaiou uma aliança de centro-esquerda com o PT de Lula apenas para cozinhar o galo do petista enquanto o Real era estruturado. Houve ciência política ali – e ela estava a favor do bloco de centro construído a partir de FHC.

    4. Com medo de Lula, a Revisão Constitucional resumiu-se a duas mudanças estruturais na Constituição: reduzir o mandato presidencial para 4 anos – depois, Fernando Henrique aprovaria a reeleição ao custo que político que se revelou depois – e criar o Fundo Social de Emergência – na verdade, a efetivação do contingenciamento do Orçamento, medida essencial para implementar o Plano Real.

    Em síntese: não está tudo bem para a oposição no ano que vem só porque as pesquisas DataFolha e PoderData divulgadas ontem põe Lula no lugar que lhe é devido desde 2018, o de franco favorito para o pleito presidencial. Há tempo para a extrema-direita aliar-se de novo à direita e a parte do centro político e urdir um projeto que seja capaz de derrotar a esquerda reunida sob a liderança inconteste de Lula. No cenário atual, a personagem mais descartável a esse projeto é Jair Bolsonaro.

    É essa a análise do jornalista Luís Costa Pinto no vídeo de hoje.

    13 min
  • Sua Excelência, O Fato #87

    A Organização Mundial de Saúde aponta o Brasil como o 59º País do mundo em percentual da população vacinada contra a Covid-19. Apenas 17% dos brasileiros receberam as duas doses de alguma vacina contra o coronavírus. Além disso, com uma proporção de 2.002 mortos por milhão de habitantes, somos o nono País no ranking mundial de letalidade durante a pandemia. Ou seja, no Brasil de Jair Bolsonaro, morre-se muito e protege-se pouco a população - é esta a síntese do enredo que se desenrola ao vivo na CPI do Genocídio em exibição no Senado Federal. Hoje, Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação Social do Palácio do Planalto que brigou com ao menos seis ministros durante sua passagem pelo Governo Federal e arrumou tempo para fazer biscate na Esplanada dos Ministérios como lobista de venda de vacinas para o Ministério da Saúde sentará no banco de oitivas da CPI e tende a complicar o ex-chefe e amigo, Bolsonaro. O temperamento arrogante e explosivo de Wajngarten deve levá-lo a achar que detém o controle da situação e cometer erros contra a sua defesa e contra a defesa do Planalto. Em paralelo a isso, desenrola-se na cena brasiliense o novo escândalo que atinge em cheio Jair Bolsonaro: o desvio de verbas do Orçamento da União promovido por um consórcio entre os ministérios do Desenvolvimento Regional, da Economia, da Casa Civil, a Secretaria Geral do Governo, as presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e gabinetes de parlamentares que se beneficiam com a liberação dócil de emendas orçamentárias para a compra de tratores ou obras públicas - muitas vezes superfaturadas - em razão de seus desempenhos numa escala de fidelidade elaborada pelo Palácio do Planalto. É o "Bolsolão". Ou, em resumo, a troca de votos no Congresso por verbas públicas que irrigam os caixas pessoais e políticos de congressistas - tudo promovido por Bolsonaro e que emergiu a partir de reportagem publicada em O Estado de S Paulo do último domingo. Não fosse por si espantoso tudo isso, o Governo Federal evitou repudiar ação evidentemente criminosa de execução de 27 pessoas no complexo de favelas do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, há uma semana; ao contrário, o presidente da República saudou a bravura da Polícia Civil fluminense, autora das execuções, e lamentou exclusivamente a morte de um policial vitimado pelo contra-fogo na ação ilegal. Por fim, como a lançar uma cortina de fumaça destinada mais a confundir do que a explicar a conjuntura nacional, a Polícia Federal - intimamente vinculada ao Ministro da Justiça, que tem na cadeira central do ministério, pela primeira vez, um delegado da PF - pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal para investigar o ministro Dias Toffoli por venda de sentenças. Nunca antes na História desse País um ministro do Supremo Tribunal Federal foi investigado por tal crime - ou por qualquer outra coisa. Ressalte-se: o pedido da PF soa mais como cortina de fumaça no ambiente tisnado e plúmbeo de Brasília e da incompetência gerencial do que disposição real para investigar uma denúncia que, em seu berço, já parece confusa e improvável. O Brasil é uma Nação em dissolução? Este é o tema das análises do Sua Excelência, O Fato desta 4ª feira. O programa tem como convidada especial a jornalista Carolina Trevisan, colunista do Uol, uma das âncoras do podcast Baixo Clero.

    1 hr 6 min

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Chegamos à segunda temporada com 4 episódios sobre como Bolsonaro fez 3 tentativas de golpe de Estado e não apenas 1 em 8 de janeiro de 2023. Mostramos isso de um ângulo inesperado: o de Augusto Aras, Dias Toffoli e mais alguns personagens.

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