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Um presidente da República que se nega a reconhecer a dimensão da catástrofe sanitária, humanitária e social do Brasil. Um Governo Federal inepto. Um Ministério da Saúde acéfalo e ausente da coordenação dos esforços públicos necessários aos estabelecimento de um núcleo de resistência aos avanços do vírus e à devastação provocada pela pandemia. Este é o cenário do Brasil atual. Jonas Donizete, presidente da Frente Nacional de Prefeitos, é o convidado de hoje no Sua Excelência, O Fato. Ex-prefeito de Campinas, metrópole brasileira situada no interior de São Paulo, Donizete articula ações coordenadas pelos municípios para compra de vacinas contra o Covid-19, fornecimento de kits de medicamentos necessários à intubação de pacientes em UTIs, criação de novas vagas de UTI em hospitais públicos e instituição de uma rede de apoio e comunicação solidária entre os administradores municipais. Tragédias não admitem vácuos, pedem ações pragmáticas - e é o que os prefeitos tentam fazer, na maioria dos casos. Um debate necessário.
São os economistas, banqueiros e executivos do mercado financeiro E.Ts? A questão foi lançada ao oráculo lacustre de Brasília depois da "Carta Aberta À Sociedade Brasileira Sobre O Combate À Pandemia" assinada por 500 criaturas egressas desse nicho - hoje com mais de 1.500 assinaturas. O texto, duro e indignado, expõe as mazelas que drenam energias e dizimam vidas no País. A perspectiva é trágica a partir do exposto. Mas, tudo o que ali está já era possível antever para o Brasil desde antes da pandemia e, mesmo a partir dela, nos meses anteriores. Os signatários não se manifestavam, resignavam-se ante sucessivas provas de incompetência e má-fé do Governo, dos ministros, dos militares e da grotesca base de apoio parlamentar que têm. Em 1968, ano da instauração do AI-5 que desmantelou a construção da reação civil à ditadura militar, o escritor suíço Erich von Däniken fez estrondoso sucesso com o livro "Eram os Deuses Astronautas"? Em que galáxia estavam os "pais do PIB brasileiro" enquanto Bolsonaro, os filhos denunciados dele, os ministros convertidos em capachos e os militares lobotomizados e seduzidos pelas boquinhas da viúva construíam a trajetória que lançou o País num inferno sideral? Eram E.Ts?
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Senador, ex-ministro da Saúde, presidente da Comissão de Legislação Participativa do Senado, médico e jornalista, o pernambucano Humberto Costa é um dos mais experientes e articulados líderes da esquerda no Congresso Nacional. Convidado do Sua Excelência, O Fato de hoje, ajudará a analisar os caminhos que podem e devem ser abertos até a instalação da CPI da Covid no Senado Federal. Requerimento para tal, com número suficiente de apoios, está há um mês sobre a mesa do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco. Senadores dos mais diversos matizes dizem ser impositivo criar o foro legislativo de fiscalização - e ele é temido pelo Governo e pelos governistas. As franjas do bolsonarismo sabem que por meio da investigação de ações deletérias e de inações criminosas em meio à pandemia, será possível criminalizar e punir os responsáveis pelo genocídio dos brasileiros. Eis os tema do programa desta segunda-feira. Ao vivo, a partir das 8h30.
Pesquisas de opinião pública e intenção de voto divulgadas esta semana revelaram a flagrante erosão da popularidade de Jair Bolsonaro e, quando perguntaram as preferências eleitorais do brasileiro olhando para 2022, já trazem o ex-presidente Lula à frente em intenções de voto no 1º turno. Lula, Ciro e Huck venceriam Bolsonaro em eventuais 2ºs turnos pesquisados pelo PoderData. Como ler essas pesquisas? O que esperar dos próximos levantamentos? Bolsonaro é presença certa nas urnas de 2022? Ou pensar em eleições de 2002 é algo muito distante ante a realidade trágica do país hoje? O cientista político Rodolfo Costa Pinto, responsável técnico da empresa de pesquisas PoderData, vinculada ao site Poder360, e o especialista em marketing político Lula Guimarães, que coordenou campanhas para diversos partidos em sua já longa trajetória profissional e foi o responsável pela campanha de João Doria em 2016, são os convidados do programa de hoje para debater esses temas.
Haverá Bolsonaro em 2022? Qual o piso da popularidade dele, ou o fundo do poço é alçapão? Quais os riscos para a sociedade brasileira do confinamento do eleitor resiliente dos credos bolsonaristas, posto que não têm formação democrática e se recusam a aceitar as regras e os ritos do processo político?
Lúcia Helena de Oliveira, do "Blog da Lúcia Helena", no UOL, e Fabrício Marques, editor da Revista Pesquisa Fapesp, são dois dos principais nomes do jornalismo brasileiro na cobertura de Saúde, Ciência e temas afins. Dado a tragédia brasileira que ora protagonizamos em meio à já trágica pandemia, é urgente ouvi-los para saber como foi possível o Brasil percorrer a trajetória que nos pôs no epicentro da crise humanitária da pandemia no mundo, por que parecemos ter perdido nossos diferenciais competitivos no que tange a imunizações em massa e a posturas sanitárias que no início da disseminação do coronavírus Covid-19 conferiam aos brasileiros alguma força para crer que colheríamos resultados melhores quando comparados à devastação atual. Fabrício e Lúcia Helena são os convidados do Sua Excelência, O Fato de hoje.
A troca de um general desqualificado e que mentiu reiteradas vezes enquanto ocupou o posto de ministro da Saúde por um cardiologista de olhar deslumbrado e de expressões parvas autoriza-nos a dizer sem subterfúgios que vivemos numa Caquistocracia? A designação define o que se pode de chamar de "governo do piores". O Brasil de Bolsonaro é, enfim, uma Caquistocracia?
A semana começa e recomeçam as tragédias brasileiras. Vivemos no País de maior média móvel de contágio e de mortes por Covid-19; até a próxima sexta-feira é possível que a contabilidade devastadora de mais de 2.000 mortes diárias se repita ao menos quatro vezes e termine por se estabelecer como média móvel no fim de semana. No início de março foi dito, aqui, que o Brasil poderia atingir os 300 mil mortos por coronavírus em 31 de março. As estatísticas apontam que esse número tão trágico quanto espantoso será atingido entre os dias 27 e 28 desse mês. Em meio a isso, o general despreparado, Eduardo Pazuello, que tocou em frente a agenda perversa de Jair Bolsonaro no Ministério da Saúde, será demitido com humilhação - na última segunda-feira, dissemos no programa que ele não ultrapassaria o fim de semana. Bolsonaro e a "filhocracia" canalha que instalou no Palácio do Planalto mata-nos um pouco a cada dia e está completamente perdido depois de levar o Brasil a naufragar. Sob essa perspectiva, os jornalistas Luís Costa Pinto e Eumano Silva analisam os próximos dias no cenário nacional.
Capital de investimento tem ideologia? O Brasil corre o risco de assistir a uma fuga de investidores em razão do ressurgimento da persona política do ex-presidente Lula como nome extremamente competitivo no cenário eleitoral de 2022? O consultor independente Jack Correa pode responder a essas questões e é o convidado especial do Sua Excelência, O Fato desta sexta-feira. Ele é o mais sênior e mais respeitado profissional do lobby institucional em todo o País. Correa foi vice-presidente de relações institucionais e governamentais da Fiat e da Coca Cola e atua há mais de 40 anos na construção de pontes políticas que viabilizem projetos e investimentos privados. Para isso, ergueu muros de proteção que sempre delimitaram o possível e factível do impossível e irregular. Quando se tenta reavivar terrorismos econômicos para rechaçar um lado determinado do espectro político, Jack Correa precisa ser escutado.
Polo magnético em torno do qual gravitam os outros astros da política nacional e do mercado financeiro (e alguns patetas também) ou centro político? Qual o lugar de Lula na ribalta? Eis as perguntas enviadas à Pitonisa. No link, as repostas.
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