USP e Educação - USP

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USP e Educação - USP episodes

  • USP e Educação #41: Digitalização das escolas
    Um levantamento realizado entre agosto de 2025 e abril de 2026 pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), o Tic Educação, mostrou que 84% das escolas tinham internet disponível para uso dos alunos. Apesar do salto, comparado aos anos anteriores, outro detalhe da pesquisa chama a atenção: 38% das escolas não têm simultaneamente internet e computador disponíveis para os alunos.
    A desigualdade também está presente entre escolas urbanas e rurais: enquanto 73% das escolas urbanas tinham, em 2025, internet e computadores disponíveis para os alunos, no meio rural apenas 41% possuíam. No contexto deste século, é imprescindível que o ensino acompanhe as transformações tecnológicas e ofereça a todos os estudantes condições para utilizar essas ferramentas de forma crítica e adequada.
    Entretanto, para que esse uso seja potencializado, é necessário pensar em como esses recursos são utilizados em sala de aula e se professores e alunos estão preparados para isso. Pensando nisso, o professor Marcelo Giordan, da Faculdade de Educação da USP, responde à seguinte pergunta: o que significa, de fato, integrar tecnologia ao processo de aprendizagem?
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    10 min
  • USP e Educação #40: Limitação da IA na educação
    A inteligência artificial (IA) tem se tornado uma ferramenta onipresente na organização e otimização de tarefas cotidianas, mas sua aplicação no ambiente escolar passou a enfrentar novas restrições. O Conselho Nacional de Educação (CNE) determinou, no início de setembro, diretrizes inéditas que limitam o uso dessa tecnologia na educação básica, abrangendo tanto estudantes quanto professores.
    As normas estabelecem a proibição do uso de IA para a correção e atribuição de notas em redações e provas dissertativas. Além disso, as regras impedem o acesso direto e sem supervisão de estudantes da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental (até o 5º ano) a essas ferramentas.
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    9 min
  • USP e Educação #39: Distorção idade-série
    Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em 2025 apontam uma redução nos índices de distorção idade-série no Brasil. O recuo registrado foi de aproximadamente 7% no ensino fundamental e de 10% no ensino médio. O indicador de distorção é utilizado para identificar estudantes que apresentam dois ou mais anos de atraso escolar em relação à série ideal prevista para a sua idade.
    Apesar da melhora nos números gerais, especialistas alertam para a necessidade de avaliar a efetiva absorção dos conteúdos pelos estudantes. Rita de Cassia Gallego, professora da Faculdade de Educação da USP, aponta que a preocupação central das instituições de ensino deve ser a aprendizagem, e não apenas a correção de fluxo nas estatísticas.
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    9 min
  • USP e Educação #38: Educação continuada
    A constante busca por melhora é comum na maioria das profissões, e não é diferente no mundo da educação, educadores estão sempre atrás de novos conhecimentos e desenvolver suas habilidades dentro e fora da sala de aula. Pensando nisso, a formação continuada é o processo permanente de atualização e aperfeiçoamento dos saberes e habilidades dos professores ao longo da carreira.
    Ela é essencial para garantir a qualidade do ensino, permitindo que os educadores inovem e atualizem suas práticas pedagógicas e acompanhem as rápidas transformações sociais e tecnológicas. Essa etapa deve ser realizada após o término da formação inicial do profissional e precisa ser constante para assegurar um processo de ensino-aprendizagem cada vez melhor dentro da instituição de ensino.
    Entretanto, como todas as etapas de ensino no Brasil, esse sistema apresenta falhas e gargalos, que envolvem obstáculos sistêmicos e metodológicos.
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    10 min
  • USP e Educação #37: Literatura para quê?
    O ensino de literatura não foi sempre igual. Os enfoques da aprendizagem desse campo de estudos das letras muda conforme o tempo, ao passo que a forma de entender a literatura muda também. Segundo a professora Neide Luzia de Rezende, da Faculdade de Educação da USP, estudar literatura esteve muito associado a estudar o texto literário, ou seja, “ensinar aspectos técnicos, a história da literatura”. Essa forma de entender essa área resultou em um ensino mais voltado para a parte técnica e menos para a relação entre o texto, o contexto e o leitor.
    Essa parte mais acadêmica é o que a professora chama de um “tipo de ensino que se utilizava de meios para ensinar a literatura”. Utilizar os aspectos é positivo, mas a parte mais importante é, para a pesquisadora, utilizá-los para dar sentido ao texto. “Na hora em que eu identifico o narrador, o que ele faz ali? Qual é a relação dele com os outros aspectos do texto? E como que é isso? Ler isso também de fora da literatura. Ou seja, relacionar o texto com o que está fora, com o nosso tempo, com o contexto. Então, essa prática de leitura, é que a gente entende hoje como importante, necessária e, como eu diria, uma prática contemporânea - e isso ficou muito fora do ensino.”
    18 min
  • USP e Educação #36: Proibição dos celulares no ensino básico
    As novas tecnologias têm entrado cada vez mais no cotidiano escolar brasileiro. Apostilas e cadernos virtuais, utilização de vídeos como documentos pedagógicos importantes no aprendizado e plataformas de ensino online são alguns exemplos de aplicações práticas desse contexto.
    Contudo, algumas barreiras estão sendo constantemente colocadas entre ensino e tecnologia. Dentre as principais dificuldades, está a utilização de celulares por alunos nas escolas. Nesse sentido, em janeiro de 2025, entrou em vigor uma nova lei que proíbe a utilização desses aparelhos na educação básica, exceção em casos de aplicação pedagógica do dispositivo.
    A Lei Federal nº 15.100/2025 veta o uso de dispositivos eletrônicos no ambiente escolar de educação básica, tanto em instituições públicas como em instituições privadas. A restrição inclui, também, os recreios e intervalos.
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    11 min
  • USP e Educação #35: Contação de histórias
    A contação de histórias é um hábito fundamental para os seres humanos. O ato é responsável por criar memórias coletivas e instigar a imaginação e a criatividade de cada indivíduo. Além disso, o hábito é universal e ultrapassa os limites do tempo, existindo a milhões de anos, seja através de pinturas rupestres ou pela leitura de obras como as Fábulas de Esopo.
    Na infância, a contação de histórias é ainda mais importante, responsável por estimular a formação de senso crítico e criação de memórias nas crianças. Entretanto, a entrada de novas tecnologias precocemente na população jovem mundial tem impactado essa dinâmica, causando consequências significativas na sociedade.
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    7 min
  • USP e Educação #34: Creches
    Segundo dados do IBGE, o Brasil tem 11,2 milhões de crianças de 0 a 3 anos. Dessas, 4,4 milhões, aproximadamente 40%, frequentam a creche. Os outros 60%, ou 6,8 milhões de crianças, estão fora dessa etapa da educação básica. Ainda segundo dados disponibilizados pelo MEC (Ministério da Educação) e o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) no Censo Escolar 2024, são cerca de 78,1 mil instituições desse tipo no País.
    O ingresso na creche (destinado às crianças de até 3 anos) não é obrigatório no Brasil, mas é dever do Estado garantir vagas às famílias que desejam matricular seus filhos. Letícia Nascimento, professora da Faculdade de Educação da USP e coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisa sobre Sociologia da Infância e Educação Infantil, salienta: "Desde a Constituição se define que a educação infantil é um dever do Estado e uma escolha da família, embora pareça um eufemismo falar que é escolha da família, porque nós sabemos que, em um país como o nosso, grande parte das famílias não só quer que as crianças vão à creche, mas precisa que elas vão”.
    Embora a creche não seja obrigatória, os benefícios de um infante nessas instituições podem ser variados, e vão desde o desenvolvimento social, cognitivo e emocional até questões como o apoio familiar e a possibilidade dos pais conciliarem trabalho e o cuidado com os filhos. Além disso, existem indicadores de que as dificuldades no acesso a essas instituições são o principal obstáculo para o alcance da meta de atendimento de 60% das crianças nessa fase da educação. Enquanto apenas cerca de 30% das crianças mais pobres estão na creche, a porcentagem chega a dobrar quando falamos das crianças mais ricas.
    7 min
  • USP e Educação #33: Escolas indígenas
    As escolas são espaços fundamentais na formação intelectual e cidadã dos indivíduos. Além disso, as instituições são responsáveis pela proliferação e compartilhamento de hábitos intrínsecos à cultura brasileira. Nesse sentido, as escolas indígenas assumem esse papel, garantindo a manutenção dos valores dos povos tradicionais.
    Contudo, a realidade brasileira é muitas vezes nociva a essas instituições. Ao longo da história, as escolas indígenas foram tratadas de forma preconceituosa e prejudicial pelos órgãos responsáveis, colocando em segundo plano os interesses e valores dos povos nativos. Elie Ghanem, professor da Faculdade de Educação da USP, comenta que, em grande parte, a escolarização dos povos tradicionais brasileiros foi civilizatória, visando principalmente à evangelização.
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    6 min
  • USP e Educação #32: Projeto de Lei do Programa Nacional do Livro e Material Didático
    Em artigo publicado no Jornal da USP, os professores Vinício Macedo, Idméa Semeghini e Carlota Boto defendem a lei que transforma o PNLD, Programa Nacional do Livro e Material Didático, em uma política de Estado. Criado há mais de 30 anos— e com programas similares que foram se aperfeiçoando desde 1937—, o PNLD não funciona como lei, e sim como um decreto federal. Transformá-lo em uma política, é garantir seu espaço no orçamento público e sua continuidade, independentemente do governo vigente.
    O programa é voltado à avaliação e distribuição de obras didáticas, pedagógicas e literárias nas redes públicas de ensino do País, abrangendo também softwares, jogos educacionais, materiais com recursos de acessibilidade e materiais de formação e gestão escolar. Em tempos de plataformização da educação e perda de leitores, assegurar o acesso aos livros é passo importante rumo ao letramento da nação e à democratização do conhecimento e da educação.
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    6 min

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