Vida em França

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Vida em França episodes

  • Vida em França - França distingue "grito de denúncia" do povo Krenak
    A fundação France Libertés vai premiar, este sábado, a campanha “Justiça para o povo Krenak” que tem vindo a denunciar aquele que é considerado o pior desastre ambiental do Brasil. Em Novembro de 2015, a ruptura da barragem de Mariana, no Brasil, provocou uma avalanche de milhões de metros cúbicos de lama tóxica ao longo de centenas de quilómetros, inundando aldeias e destruindo plantações, animais e o Rio Doce.
    8 min
  • França distingue “o grito de denúncia do povo Krenak”
    A fundação France Libertés vai premiar, este sábado, a campanha “Justiça para o povo Krenak” que tem vindo a denunciar aquele que é considerado o pior desastre ambiental do Brasil. Em Novembro de 2015, a ruptura da barragem de Mariana, no Brasil, provocou uma avalanche de milhões de metros cúbicos de lama tóxica ao longo de centenas de quilómetros, inundando aldeias e destruindo plantações, animais e o Rio Doce.
    Geovani Krenak é o representante dos Krenak, um povo autóctone que hoje tem 120 famílias que vivem em sete aldeias nas margens do Rio Doce, em Minas Gerais. O “crime” de Novembro de 2015, com a ruptura da barragem de Mariana, destruiu o seu modo de vida deste povo e a campanha “Justiça para o povo Krenak” visa denunciar o que aconteceu e exigir a penalização dos responsáveis, nomeadamente a grande empresa de exploração mineira Vale.
    Geovani Krenak, porta-voz do povo Krenak, vai receber o prémio da France Libertés-Fondation Danielle Mitterrand este sábado, em Paris, depois de ter participado, também na capital francesa, na Cimeira Mundial dos Defensores dos Direitos Humanos.
    Em entrevista à RFI, Geovani Krenak explicou que o prémio distingue “o grito de denúncia do povo Krenak” e, mais do que isso,é um “prémio para a resistência dos povos indígenas” aos ataques ao meio-ambiente.
    “Essas pessoas da France Libertés viram que o povo Krenak está no último grito de denúncia. O prémio é para a resistência dos povos indígenas. Eu não vejo isso como um prémio para o povo Krenak, mas para os povos que defendem o rio, defendem a mata, defendem o meio-ambiente porque essas riquezas não são só necessárias para os povos indígenas. [Por exemplo] todos sabem da importância da Amazónia para o mundo. A Amazónia é o pulmão do mundo”, afirmou.
    Com este prémio, Geovani Krenak espera que “o grito” tenha eco internacional para sensibilizar o mundo contra a degradação da natureza:
    “Vejam a luta que a gente está travando por algo que é de todo o mundo, por algo que é necessário para a sobrevivência de todo o planeta. Eu espero que essa homenagem cause uma reflexão nas pessoas para que vejam porque é que a gente está lutando”, continuou.
    Geovani Krenak também participou, entre 29 e 31 de Outubro, na Cimeira Mundial dos Defensores dos Direitos Humanos, em Paris, onde alertou para a necessidade de se proteger tanto a natureza quanto os povos indígenas. O apelo foi feito dois dias depois da eleição de Jair Bolsonaro a presidente do Brasil. Krenak teme que as políticas do novo presidente contribuam para o aumento da perseguição dos povos autóctones e para investida industrial sobre as terras, com a consequente destruição da natureza.
    "É triste a situação. É um momento de denúncia e, inclusive, de preparar para algo pior do que esse cenário actual. Ou seja, o número de assassinatos de indígenas pode aumentar. Pior no sentido de o território - que é por direito dos povos indígenas - ser tomado. O ministério do Meio Ambiente poderá deixar de existir", indicou.
    Geovani Krenak sublinhou, ainda, que “os verdadeiros activistas do mundo desde sempre são os povos indígenas”: “Porque desde a chegada de outras culturas ao nosso território, nós brigámos pelo território por entender que a Terra deve ser protegida, a natureza fornece-nos tudo o que a gente precisa sem precisar de a destruir.”
    8 min
  • Abel Marta : " The Voice acelerou a minha carreira"
    Em França, o programa The Voice, audição às cegas, transmitido pela televisão privada TF1, é visto por milhões de tele-espectadores. Os candidatos cantam para um jury que não os vê, e só a beleza da voz e a qualidade do canto são importantes para se passar à fase seguinte do concurso.
    Abel Marta é um jovem músico de origem portuguesa, que participou nesta emissão este ano. A sua interpretação de « Chan Chan", do músico e autor cubano Compay Segundo, abriu-lhe as portas das emissões em directo.
    Cada vez que actuou, Abel Marta surpreendeu o jury e o público, com a sua voz, e com a sua presença em palco. Numa das emissões em directo, executou o famoso paço de dança “moonwalk”, durante a canção “Tu vuo fa l’americano”. Mais tarde, cantou alguns versos em português numa canção de Stomae, “Alors on danse”.
    Abel Marta obteve um grande sucesso e visibilidade na televisão francesa e nas redes sociais, e a produtora independente GoMusic apostou nele, e ajudou-o a gravar o seu primeiro disco.
    Recentemente, encontrámos Abel Marta, quando foi convidado a cantar “Menina estás à janela” ao lado de António Manuel Ribeiro, líder do grupo der rock UHF, durante a noite de gala organizada pela associação Cap Magellan, na Câmara Muncipal de Paris.
    Fomos falar ao jovem artista, para saber notícias suas, e perguntar o que tinha mudado na sua vida desde o seu sucesso no programa The Voice.
    8 min
  • O executivo renovado de Macron
    Depois de quase duas semanas de espera, chegou na terça-feira, a remodelação governamental de Emmanuel Macron. A grande novidade é Christophe Castaner que assume a pasta do Interior.
    Luísa Semedo, presidente do Conselho das Comunidades Portuguesas - Europa, fala numa remodelação de “desespero”, na qual Macron foi buscar os amigos para governar.
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  • Francofonia quer recuperar voz africana
    Os 84 Estados membros da Organização Internacional Francofonia vão travar, entre hoje e amanhã, uma guerra “calculada” na Arménia, com os países africanos determinados em recuperar o posto de secretário-geral da organização. Na corrida estão a candidata canadiana, Michaëlle Jean, a quem é apontado um balanço desastroso, e a ministra ruandesa dos Negócios Estrangeiros, Louise Mushikiwabo, a candidata de consenso como reconhece o politólogo, Rafael Lucas.
    9 min
  • A homenagem de Mayra Andrade a Charles Aznavour
    “O Charles deu-me um voto de confiança muito grande… Nunca poderei esquecer”. Nesta entrevista, Mayra Andrade presta homenagem a Charles Aznavour, com quem gravou, em 2005, “Je danse avec l’amour”. A cantora cabo-verdiana recorda, com carinho e muito reconhecimento, "o monumento" da canção francesa que morreu, com 94 anos, no Dia Internacional da Música.
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  • Marques’Almeida: O fado "grunge" na moda de Paris
    A Semana da Moda de Paris contou com as marcas portuguesas Marques’Almeida, Diogo Miranda, Luís Buchinho e Fátima Lopes. O destaque, no calendário oficial, foi para a nova colecção de Marta Marques e Paulo Almeida que se inspiraram num Portugal desconstruído, em que o fado é cantado com uma camisola de capuz e uma saia folk.
    Durante uma semana, os ícones da moda reúnem-se em Paris. A cidade torna-se na capital das tendências e todos querem ver e ser vistos nos desfiles.
    (Clique na imagem principal para ouvir a reportagem)
    A dupla Marques’Almeida é a nova moda da moda britânica e estreou-se no calendário oficial da Paris Fashion Week, esta quarta-feira. Marta Marques e Paulo Almeida, que vivem em Londres, desvendaram a sua colecção para a próxima estação quente, inspirada em Portugal, mas um Portugal desconstruído e descontraído, em que o fado deveria ser cantado com uma camisola de capuz e uma saia comprida folk. Um universo irreverente, “grunge” e “streetwear” que foi exposto no museu de arte contemporânea Palais de Tokyo.
     
    Fora do calendário oficial, a moda portuguesa de autor também quis marcar presença.
     
     
    Diogo Miranda desenhou uma colecção inspirada nas fotografias do norte-americano Irving Penn, um dos nomes mais influentes da fotografia de moda do século XX. Na passerelle da Universidade Paris Diderot, viram-se vestidos com "mangas-morcego" e punhos afinados, silhuetas longas, fluidez, volume e drapeados, cortes assimétricos e arredondados, linhas clássicas a evocarem os anos 50 e 60.
     
     
    Quem também levou a arte da Moda para a Universidade foi Luís Buchinho.
    Na passerelle, viram-se vestidos de jersey combinados com tops plissados e cintos de formas onduladas, calças de cintura alta com riscas em cores contrastantes e molas de pressão, vestidos com rede perfurada e saias com estampados de peixes. A nova colecção de Luís Buchinho brilha como a fauna aquática e é inspirada nas gravuras japonesas ‘Gyotaku’.
     
     
    Como peixe na água, também Fátima Lopes mostrou que tem um fascínio pelos brilhos aquáticos. “Splash” é o nome da colecção que propõe um mergulho num oceano de formas ondulantes, cores cristalinas e muitas transparências. Além dos vestidos de todos os tamanhos, das calças, calções, “tailleurs” e macacões, houve uma coleção de “trikinis”.
     
    Os desfiles da Paris Fashion Week começaram a 24 de Setembro, com a marca de alta-costura Christian Dior, e terminam a 02 de Outubro com a Chanel e a Louis Vuitton, entre outras.
    9 min
  • Focus Portugal na Première Vision 2018
    Com o Foco em Portugal arrancou esta quarta-feira (19/09) em Villepinte, nos arredores de Paris o salao internacional de fios, tecidos, acessórios e vestuário, Première Vision.
    Luís Figueiredo, vice-presidente da Associação Nacional  das Indústrias  de Vestuário e Confecção - ANIVEC - entidade co-organizadora da presença de 67 empresas portuguesas neste certame, afirma que "Portugal é referência mundial no sector em termos de qualidade, design e aplicação de tecnologia" e começa por referir o impacto do destaque dado a Portugal na Première Vision 2018, para a visibilidade, exportações e internacionalização das empresas portuguesas.
    8 min
  • Argélia : França faz mea culpa
    O Presidente francês admitiu esta quinta-feira a responsabilidade do Estado francês na morte do matemático comunista Maurice Audin.
    Emmanuel Macron confirmou o uso de tortura na guerra da Argélia (1954-1962) e disse dar acesso a documentos históricos sobre outras vítimas das Forças Armadas francesas.
    A 11 de Junho de 1957, Maurice Audin desapareceu sem deixar rastos. A família lutou nos últimos 61 anos para estabelecer a verdade sobre a história do activista comunista, como explica o filho Pierre Audin.
    Durante a guerra da Argélia o activista comunista, que lutou pela independência da antiga colónia francesa, desaparece. O facto de a França reconhecer hoje responsabilidade do Estado é um momento histórico, aponta o presidente da associação Maurice Audin, Pierre Mansat.
    Este tema da tortura na Argélia já foi tratada por investigadores, afirma Victor Pereira, historiador português e professor da Universidade de Pau.
    O Presidente Emmanuel Macron visitou esta manhã a viúva do matemático Josette Audin, nos arredores de Paris. No encontro pediu "desculpas à família e disse restaurar um pouco do que já deveria ter sido feito".
    9 min
  • Inspiração portuguesa na alta gastronomia francesa
    Jean-Luc Rocha é um ‘chef’ premiado com estrelas Michelin e Micael Morais é um 'sommelier' que tem trabalhado em restaurantes também distinguidos com o famoso Guia Vermelho. Neste programa, propomos uma viagem a duas mesas francesas que querem despertar emoções e se alimentam de alguma saudade.
    6 min

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Partindo da actualidade, tentamos explorar os aspectos da multifacetada "alma" francesa nos domínios social, político, económico e cultural.

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