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Yetuedu, junta “yetu”, que em suaili quer dizer “nossa”, com “edu”, de “educação”. Assim, Yetuedu é o nome da plataforma angolana que quer oferecer uma nova experiência de redes sociais. Direccionada para a educação contínua e para o desenvolvimento académico, pessoal e profissional de jovens e adultos africanos, a Yetuedu apresenta-se como uma plataforma de aprendizagem social.
Joel Armando Manuel, fundador e CEO da plataforma Yetuedu, esteve em Lisboa, falou com a RFI e, entre outras coisas, revelou como as grandes multinacionais estão atentas à plataforma angolana e como as dificuldades que enfrentou, enquanto estudante de medicina, o impulsionaram a criar a Yetuedu.
Conectando usuários a conteúdos práticos, mentores e oportunidades de capacitação para promover crescimento sustentável e inclusão no mercado de trabalho, o fundador da Yetuedu ambiciona que esta se transforme na maior plataforma digital de África.
Joel Armando Manuel:
A Yetuedu é uma rede social para o desenvolvimento académico, pessoal e profissional. Surgiu na sequência das dificuldades pessoais que eu tive durante a universidade, e depois, à medida que eu ia superando isso, notei que muitos passavam por essa dificuldade. Então, foi como uma forma de conectar as pessoas, dar suporte a tudo o que eles precisavam. Porque, na altura, eu precisava de bolsa de estudo, mentoria e principalmente conteúdos académicos. Era difícil ter materiais de estudo, bolsa de estudo e mentoria. Então, sabendo que é um problema que afecta muitos jovens, foi ali que surgiu a ideia de construir uma plataforma onde as pessoas conseguem encontrar bolsa de estudo, mentoria, curso, formações, enfim, tudo o que eles precisam para o crescimento pessoal e profissional. Porque muita gente perde muitas oportunidades por falta de alguém que possa lhes auxiliar. Então é daí que vem a Yetuedu.
A Yetuedu surgiu há pouco tempo, mas já está na Web Summit. Como é que foi esse crescimento, no fundo, rapidíssimo?
Na realidade, a Yetuedu surgiu há muito pouco tempo. Já iniciámos desde 2020, desde o processo de ideação, prototipagem, pesquisa, mapeamento do mercado. Já há bastante tempo, mas só disponibilizamos a versão final, MVP (Minimum Viable Product) final, em Maio. E por que está aqui? Tendo em conta o longo período de preparo que nós tivemos para, justamente, o lançamento.
Para criar um produto à medida que estivesse em condições de competir com os que já existem e responder às demandas. Conseguimos fazer isso, conseguimos responder as necessidades. Isso foi o resultado.
Yetuedu nasceu em Angola. O público-alvo é Angola? É para ficar só em Angola? Como é que é a perspectiva de evolução?
Yetuedu nasceu em Angola mas não é só para Angola, é para o mundo. A partir do momento em que está no ar, está acessível para todos. Dos 6 mil usuários que nós tínhamos, uma boa parte estão alocados em Portugal, Brasil, Estados Unidos e tantos outros países. O nosso objectivo é que se torne uma plataforma, não apenas da CPLP, mas do mundo todo.
Quais é que têm sido os grandes obstáculos ao desenvolvimento da Yetuedu? Quais foram as grandes ajudas para, no fundo, conseguir avançar neste arranque?
Bem, o grande desafio é justamente para o financiamento. Até ao momento, nós não tivemos nenhum financiamento. Foi mesmo de custos pessoais, e isso tem sido um grande desafio para nós, inclusive, a pôr-nos em risco de querer desistir com o produto. Mas, no entanto, principalmente os recursos humanos e a infra-estrutura para manter a plataforma no ar. Porque os usuários produzem dados e esses dados devem ser alojados. Onde nós estamos baseados, em Angola, custam muito caro esses serviços. Isso tem sido um grande obstáculo para nós. Conseguir financiamento onde nós nos encontramos. Mas, temos é de agradecer ao Inapem (Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas - Angola) e à IFC (International Finance Corporation – “braço” do Banco Mundial) pelo grande apoio que nós tivemos, e por estarmos aqui na WebSummit.
Ao nível de multinacionais do mundo tecnológico, houve algum apoio?
Felizmente, tivemos suporte de grandes empresas como a Microsoft, a Amazon e tantas outras. No suporte tecnológico em créditos para nós utilizarmos, para nós conseguirmos manter a plataforma no ar. Se não fosse por essas empresas, nós não teríamos construído. Tivemos a possibilidade de mais apoio mas teríamos de nos deslocar de Angola para um dos países em que estão baseados.
Ou seja, houve um reconhecimento, neste caso da Microsoft e da Amazon, do vosso valor.
Exactamente. Houve um reconhecimento dessas empresas. Mas, elas não podem dar muito enquanto a pessoa não está ainda lá. Então, tivemos os créditos de startups. Mas, para termos muito mais, nós temos de nos deslocar. E eu agradeço a essas empresas pela iniciativa que têm tido.
Estar na Web Summit foi um passo importante?
Digamos que foi um dos passos mais importantes para nós como startup. Houve muitos contactos muito valiosos. Muitas propostas que, para nós, serviram bastante para parcerias estratégicas e oportunidades para investimentos. Então, a WebSummit foi uma das maiores oportunidades que nós tivemos na vida.
Quais é que foram os contactos mais sedutores?
Estamos a falar de contactos com o pessoal de Dubai, com o pessoal da Câmara de Negócios de Portugal e alguns singulares.
Falando agora dos utilizadores, o que é que se encontra na plataforma Yetuedu?
Quando se entra no Yetuedu, encontra-se uma rede social com espaço para mentoria, bolsa de estudo, conteúdo focado para desenvolvimento académico, pessoal e profissional, uma loja onde a pessoa consegue comprar tudo o que ajuda para o desenvolvimento pessoal e profissional. Por exemplo, computador, laptop, pode encontrar cursos para desenvolvimento, cursos, por exemplo, da inteligência artificial e não só. Encontra série de recursos para desenvolvimento. Pode fazer amizades, conversar, interagir com a inteligência artificial, machine learning. São "N" recursos para o desenvolvimento das pessoas.
Como rede social, qualquer um pode publicar o que entender? Ou há um olhar vosso sobre os conteúdos e aquilo que não tem lugar na Yetuedu?
Há sim um olhar nosso. Os conteúdos que devem ser publicados são conteúdos que ajudam para o desenvolvimento pessoal e profissional dos estudantes. Isso é justamente para diferenciar das outras plataformas que existem.
Além disso, a nossa plataforma consegue filtrar, por meio da machine learning e inteligência artificial, conteúdos que não são apropriados e bloquear. Mas nós não estamos apenas online. A nível on-site, também realizamos mentorias para estudantes finalistas das universidades e do ensino médio ou profissionais também, nas quais essas mentorias têm um acompanhamento completo e integral.
No final de tudo, eles têm oportunidade para estágios e até oportunidade para emprego. E dentro de breve, iremos lançar o maior programa de mentoria de finanças, contabilidade e seguro do nosso país.
Como é que vai funcionar esse programa?
Neste programa, nós teremos mentores formados em finanças, contabilidade e seguro de diversos países, não apenas de Angola.
No entanto, a pessoa, ao se inscrever, tem acesso à mentoria especializada. Além de mentoria especializada, ela vai ter consulta de psicologia, um mentor em psicologia, um treinamento com um mentor sobre tratamento de imagem e, depois, um acompanhamento de carreira. Como ele pode penetrar no mercado de trabalho, currículo. E nós também iremos levar o perfil desse pessoal, levar para as empresas, para que consigamos facilitar o mercado de sua integração.
E para quem tem na veia empreender, iremos também ajudar no desenvolvimento das startups dos nossos mentores.
Em relação aos mais jovens, adolescentes ou pré-adolescentes, há espaço na Yetuedu para pessoas dessa faixa etária?
Sim, há espaço. Sabemos que se nós queremos transformação e mudança, devemos começar desde mais cedo. Daí que nós temos o programa Líderes do Futuro, também, dentro da Yetuedu, cujo objectivo é ensinar aos mais novos, adolescentes e mesmo crianças, com praticamente mentorias de áreas específicas e não só, de, mais ou menos, o que lhes espera no futuro.
Qual é o produto que é "mais procurado" ?
O que são mais procurados são mentorias. Dentro da plataforma estamos a falar de vídeos curtos, e fora da plataforma estamos a falar em mentorias. As pessoas têm vontade por mentorias porque muitos desses estão à procura de um emprego, muitos jovens estão perdidos.
Os vídeos, os produtos que aparecem na Yetuedu, são produzidos por quem?
São produzidos pelos usuários. Alguns, por exemplo, são usuários especialistas em áreas específicas. Eles aqui produzem os conteúdos e colocam lá. No caso, a nossa equipa está lá simplesmente para regulamentar.
No entanto, tem também produtos específicos nossos.
Agora, para o desenvolvimento da Yetuedu, qual é o grande desafio?
O grande desafio é o ecossistema tecnológico. No caso, servidores, cloud, computadores, essencialmente, e um espaço para poder trabalhar.
E também os recursos humanos, nós precisamos de programadores. Então, são os principais desafios que nós temos. Depois de tudo isso seria o marketing.
Estamos a falar de equipamentos, capital humano e o marketing. São os grandes desafios que nós temos.
Há uma perspectiva de crescimento?
Há, sim. O nosso objectivo é nos tornarmos a principal plataforma. A nível de África, queremo-nos tornar a principal plataforma digital. A nível mundial, queremos competir com as grandes.
Mas quando se sai do espaço lusófono, há o problema da língua?
A plataforma é em português, mas ela é traduzível para todas as línguas. Como os conteúdos são produzidos pelo pessoal local, imaginemos, por exemplo, que vá para a África do Sul, quem vão produzir são usuários da África do Sul, com base na sua língua. Quer dizer que não teria essa dificuldade de penetração para outros mercados, porque não é ele que produz, são os usuários mesmo que produzem. Os profissionais de lá da África do Sul é que vão produzir. Se for para a China, os profissionais chineses é que vão produzir e colocam lá os conteúdos. Então, digamos que é uma plataforma universal, à semelhança de outras redes.
Uma plataforma universal, semelhante a outras, mas aqui mais selectiva e mais direccionada, com mais cuidado.
Exactamente, porque o objectivo é garantir a qualidade dos conteúdos, a segurança dos usuários, principalmente o crescimento pessoal e profissional dos usuários, real dos usuários. Nós criamos um produto que está em condições de se tornar uma grande Big Tech, mas para poder chegar nesse nível, nós precisamos de apoio em financiamento, precisamos de apoio em incubação. Então, estamos a apelar a todos os que estão em condições de nos apoiar, que seja para sociedade, que seja para investimento ou financiamento, estamos disponíveis.
By RFI PortuguêsYetuedu, junta “yetu”, que em suaili quer dizer “nossa”, com “edu”, de “educação”. Assim, Yetuedu é o nome da plataforma angolana que quer oferecer uma nova experiência de redes sociais. Direccionada para a educação contínua e para o desenvolvimento académico, pessoal e profissional de jovens e adultos africanos, a Yetuedu apresenta-se como uma plataforma de aprendizagem social.
Joel Armando Manuel, fundador e CEO da plataforma Yetuedu, esteve em Lisboa, falou com a RFI e, entre outras coisas, revelou como as grandes multinacionais estão atentas à plataforma angolana e como as dificuldades que enfrentou, enquanto estudante de medicina, o impulsionaram a criar a Yetuedu.
Conectando usuários a conteúdos práticos, mentores e oportunidades de capacitação para promover crescimento sustentável e inclusão no mercado de trabalho, o fundador da Yetuedu ambiciona que esta se transforme na maior plataforma digital de África.
Joel Armando Manuel:
A Yetuedu é uma rede social para o desenvolvimento académico, pessoal e profissional. Surgiu na sequência das dificuldades pessoais que eu tive durante a universidade, e depois, à medida que eu ia superando isso, notei que muitos passavam por essa dificuldade. Então, foi como uma forma de conectar as pessoas, dar suporte a tudo o que eles precisavam. Porque, na altura, eu precisava de bolsa de estudo, mentoria e principalmente conteúdos académicos. Era difícil ter materiais de estudo, bolsa de estudo e mentoria. Então, sabendo que é um problema que afecta muitos jovens, foi ali que surgiu a ideia de construir uma plataforma onde as pessoas conseguem encontrar bolsa de estudo, mentoria, curso, formações, enfim, tudo o que eles precisam para o crescimento pessoal e profissional. Porque muita gente perde muitas oportunidades por falta de alguém que possa lhes auxiliar. Então é daí que vem a Yetuedu.
A Yetuedu surgiu há pouco tempo, mas já está na Web Summit. Como é que foi esse crescimento, no fundo, rapidíssimo?
Na realidade, a Yetuedu surgiu há muito pouco tempo. Já iniciámos desde 2020, desde o processo de ideação, prototipagem, pesquisa, mapeamento do mercado. Já há bastante tempo, mas só disponibilizamos a versão final, MVP (Minimum Viable Product) final, em Maio. E por que está aqui? Tendo em conta o longo período de preparo que nós tivemos para, justamente, o lançamento.
Para criar um produto à medida que estivesse em condições de competir com os que já existem e responder às demandas. Conseguimos fazer isso, conseguimos responder as necessidades. Isso foi o resultado.
Yetuedu nasceu em Angola. O público-alvo é Angola? É para ficar só em Angola? Como é que é a perspectiva de evolução?
Yetuedu nasceu em Angola mas não é só para Angola, é para o mundo. A partir do momento em que está no ar, está acessível para todos. Dos 6 mil usuários que nós tínhamos, uma boa parte estão alocados em Portugal, Brasil, Estados Unidos e tantos outros países. O nosso objectivo é que se torne uma plataforma, não apenas da CPLP, mas do mundo todo.
Quais é que têm sido os grandes obstáculos ao desenvolvimento da Yetuedu? Quais foram as grandes ajudas para, no fundo, conseguir avançar neste arranque?
Bem, o grande desafio é justamente para o financiamento. Até ao momento, nós não tivemos nenhum financiamento. Foi mesmo de custos pessoais, e isso tem sido um grande desafio para nós, inclusive, a pôr-nos em risco de querer desistir com o produto. Mas, no entanto, principalmente os recursos humanos e a infra-estrutura para manter a plataforma no ar. Porque os usuários produzem dados e esses dados devem ser alojados. Onde nós estamos baseados, em Angola, custam muito caro esses serviços. Isso tem sido um grande obstáculo para nós. Conseguir financiamento onde nós nos encontramos. Mas, temos é de agradecer ao Inapem (Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas - Angola) e à IFC (International Finance Corporation – “braço” do Banco Mundial) pelo grande apoio que nós tivemos, e por estarmos aqui na WebSummit.
Ao nível de multinacionais do mundo tecnológico, houve algum apoio?
Felizmente, tivemos suporte de grandes empresas como a Microsoft, a Amazon e tantas outras. No suporte tecnológico em créditos para nós utilizarmos, para nós conseguirmos manter a plataforma no ar. Se não fosse por essas empresas, nós não teríamos construído. Tivemos a possibilidade de mais apoio mas teríamos de nos deslocar de Angola para um dos países em que estão baseados.
Ou seja, houve um reconhecimento, neste caso da Microsoft e da Amazon, do vosso valor.
Exactamente. Houve um reconhecimento dessas empresas. Mas, elas não podem dar muito enquanto a pessoa não está ainda lá. Então, tivemos os créditos de startups. Mas, para termos muito mais, nós temos de nos deslocar. E eu agradeço a essas empresas pela iniciativa que têm tido.
Estar na Web Summit foi um passo importante?
Digamos que foi um dos passos mais importantes para nós como startup. Houve muitos contactos muito valiosos. Muitas propostas que, para nós, serviram bastante para parcerias estratégicas e oportunidades para investimentos. Então, a WebSummit foi uma das maiores oportunidades que nós tivemos na vida.
Quais é que foram os contactos mais sedutores?
Estamos a falar de contactos com o pessoal de Dubai, com o pessoal da Câmara de Negócios de Portugal e alguns singulares.
Falando agora dos utilizadores, o que é que se encontra na plataforma Yetuedu?
Quando se entra no Yetuedu, encontra-se uma rede social com espaço para mentoria, bolsa de estudo, conteúdo focado para desenvolvimento académico, pessoal e profissional, uma loja onde a pessoa consegue comprar tudo o que ajuda para o desenvolvimento pessoal e profissional. Por exemplo, computador, laptop, pode encontrar cursos para desenvolvimento, cursos, por exemplo, da inteligência artificial e não só. Encontra série de recursos para desenvolvimento. Pode fazer amizades, conversar, interagir com a inteligência artificial, machine learning. São "N" recursos para o desenvolvimento das pessoas.
Como rede social, qualquer um pode publicar o que entender? Ou há um olhar vosso sobre os conteúdos e aquilo que não tem lugar na Yetuedu?
Há sim um olhar nosso. Os conteúdos que devem ser publicados são conteúdos que ajudam para o desenvolvimento pessoal e profissional dos estudantes. Isso é justamente para diferenciar das outras plataformas que existem.
Além disso, a nossa plataforma consegue filtrar, por meio da machine learning e inteligência artificial, conteúdos que não são apropriados e bloquear. Mas nós não estamos apenas online. A nível on-site, também realizamos mentorias para estudantes finalistas das universidades e do ensino médio ou profissionais também, nas quais essas mentorias têm um acompanhamento completo e integral.
No final de tudo, eles têm oportunidade para estágios e até oportunidade para emprego. E dentro de breve, iremos lançar o maior programa de mentoria de finanças, contabilidade e seguro do nosso país.
Como é que vai funcionar esse programa?
Neste programa, nós teremos mentores formados em finanças, contabilidade e seguro de diversos países, não apenas de Angola.
No entanto, a pessoa, ao se inscrever, tem acesso à mentoria especializada. Além de mentoria especializada, ela vai ter consulta de psicologia, um mentor em psicologia, um treinamento com um mentor sobre tratamento de imagem e, depois, um acompanhamento de carreira. Como ele pode penetrar no mercado de trabalho, currículo. E nós também iremos levar o perfil desse pessoal, levar para as empresas, para que consigamos facilitar o mercado de sua integração.
E para quem tem na veia empreender, iremos também ajudar no desenvolvimento das startups dos nossos mentores.
Em relação aos mais jovens, adolescentes ou pré-adolescentes, há espaço na Yetuedu para pessoas dessa faixa etária?
Sim, há espaço. Sabemos que se nós queremos transformação e mudança, devemos começar desde mais cedo. Daí que nós temos o programa Líderes do Futuro, também, dentro da Yetuedu, cujo objectivo é ensinar aos mais novos, adolescentes e mesmo crianças, com praticamente mentorias de áreas específicas e não só, de, mais ou menos, o que lhes espera no futuro.
Qual é o produto que é "mais procurado" ?
O que são mais procurados são mentorias. Dentro da plataforma estamos a falar de vídeos curtos, e fora da plataforma estamos a falar em mentorias. As pessoas têm vontade por mentorias porque muitos desses estão à procura de um emprego, muitos jovens estão perdidos.
Os vídeos, os produtos que aparecem na Yetuedu, são produzidos por quem?
São produzidos pelos usuários. Alguns, por exemplo, são usuários especialistas em áreas específicas. Eles aqui produzem os conteúdos e colocam lá. No caso, a nossa equipa está lá simplesmente para regulamentar.
No entanto, tem também produtos específicos nossos.
Agora, para o desenvolvimento da Yetuedu, qual é o grande desafio?
O grande desafio é o ecossistema tecnológico. No caso, servidores, cloud, computadores, essencialmente, e um espaço para poder trabalhar.
E também os recursos humanos, nós precisamos de programadores. Então, são os principais desafios que nós temos. Depois de tudo isso seria o marketing.
Estamos a falar de equipamentos, capital humano e o marketing. São os grandes desafios que nós temos.
Há uma perspectiva de crescimento?
Há, sim. O nosso objectivo é nos tornarmos a principal plataforma. A nível de África, queremo-nos tornar a principal plataforma digital. A nível mundial, queremos competir com as grandes.
Mas quando se sai do espaço lusófono, há o problema da língua?
A plataforma é em português, mas ela é traduzível para todas as línguas. Como os conteúdos são produzidos pelo pessoal local, imaginemos, por exemplo, que vá para a África do Sul, quem vão produzir são usuários da África do Sul, com base na sua língua. Quer dizer que não teria essa dificuldade de penetração para outros mercados, porque não é ele que produz, são os usuários mesmo que produzem. Os profissionais de lá da África do Sul é que vão produzir. Se for para a China, os profissionais chineses é que vão produzir e colocam lá os conteúdos. Então, digamos que é uma plataforma universal, à semelhança de outras redes.
Uma plataforma universal, semelhante a outras, mas aqui mais selectiva e mais direccionada, com mais cuidado.
Exactamente, porque o objectivo é garantir a qualidade dos conteúdos, a segurança dos usuários, principalmente o crescimento pessoal e profissional dos usuários, real dos usuários. Nós criamos um produto que está em condições de se tornar uma grande Big Tech, mas para poder chegar nesse nível, nós precisamos de apoio em financiamento, precisamos de apoio em incubação. Então, estamos a apelar a todos os que estão em condições de nos apoiar, que seja para sociedade, que seja para investimento ou financiamento, estamos disponíveis.

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