Na edição desta semana do podcast Café com Mercado, Maria Clara Negrão, Ricardo França e José Ricardo Rosalen analisam o cenário brasileiro. A ata do Copom reforçou a possibilidade de continuidade do ciclo de cortes da Selic, condicionado à desaceleração da atividade econômica, à melhora da dinâmica inflacionária e à estabilidade do câmbio. Apesar de um IPCA-15 em setembro acima das expectativas, o mercado segue projetando novos cortes de juros e nós vislumbramos uma Selic em 13,25% no final de 2026.
No cenário internacional, as atenções seguem voltadas para o Federal Reserve, que promoveu sua primeira alta de juros em três anos e sugeriu a possibilidade de novas altas nos próximos meses. Em meio às incertezas envolvendo o Oriente Médio, inflação persistente e fortalecimento do dólar, o mercado passou a conviver com um ambiente menos favorável para ativos de risco e com expectativas de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos.
Para os investimentos, o episódio discute porque a Bolsa brasileira tem conseguido sustentar uma trajetória diferente da observada em muitos mercados globais. A combinação de expectativa de queda da Selic, juntamente com a possibilidade do endereçamento do ajuste fiscal a partir do ano que vem tem favorecido um ambiente mais construtivo para o Ibovespa, mesmo em um contexto de elevada volatilidade e incertezas no exterior.