Nesta edição do podcast Café com Mercado, Renato Chanes e Ricardo França dissertam a retrospectiva do primeiro semestre para os mercados. O ano começou com forte entrada de capital estrangeiro e Ibovespa próximo dos 200 mil pontos, mas as expectativas viraram com a inflação mais pressionada e a redução do espaço para cortes de juros. Com eleições no radar e dúvidas sobre o fiscal, o investidor fica mais cauteloso, mas, ao mesmo tempo, os valuations mais atrativos, abrindo oportunidades para o segundo semestre.
No cenário internacional, o semestre foi marcado por choques relevantes e muita volatilidade. A guerra no Oriente Médio pressionou o petróleo e alterou as expectativas de inflação global, enquanto o Fed adotou um tom mais duro, reforçando a ideia de juros altos por mais tempo. Isso mudou completamente a dinâmica, com dólar mais forte, reprecificação de ativos e impacto direto nos países emergentes, incluindo o Brasil.
Para a próxima semana e início do segundo semestre, a atenção do mercado segue em pontos-chave como eleições no Brasil e nos Estados Unidos. A curva de juros continua sendo o principal driver dos ativos, enquanto a renda fixa segue entregando retornos elevados no curto prazo.