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Arquicast episodes

  • Arquicast 136 – Entrevista: Laurent Troost

    Algumas denominações costumam aparecer na descrição do trabalho deste arquiteto belga, que há 12 anos vive e atua no Brasil. É comum ver seu nome associado a termos como arquitetura amazônica, regionalismo e sustentabilidade. Entretanto, Laurent Troost busca fugir dos rótulos e, com extrema honestidade, conversa com a gente sobre o que realmente o motiva no desenvolvimento de cada projeto.

    À frente do premiado estúdio que leva seu nome, com projetos como a Casa Campinarana, ganhador do Dezeen Award 2019, e o edifício Manga, finalista do Prêmio Akzonobel Tomie Othake 2020, o arquiteto ressalta a importância de valorizar o contexto real de cada obra, entendendo-o como um conjunto de informações de diferentes naturezas – físico-territoriais, climáticas, políticas, orçamentárias. De acordo com o belga, mais do que ser sustentável, é preciso que o projeto valorize a mão-de-obra e o saber fazer local, evite desperdícios e seja responsivo às qualidades ambientais do lugar. E essa sensibilidade se reflete em suas obras, reconhecidas internacionalmente, e em seus trabalhos junto à Prefeitura de Manaus, como Diretor de Planejamento Urbano entre 2013 e 2020.

    A história de Laurent com o Brasil, apesar de não ser recente, é posterior a uma atuação significativa junto à importantes nomes da arquitetura mundial. Quando na Europa, após a sua formação pelo Institut Supérieur d’Architecture Intercommunal Victor Horta, em Bruxelas, trabalhou para o Office for Metropolitan Architecture, de Rem Koolhaas, através do qual pode assumir a frente de grandes projetos em diferentes países. Apesar de todo conhecimento adquirido, Laurent comenta sobre dificuldades em se adaptar ao sistema de trabalho de um escritório desta magnitude, enriquecendo nossa conversa com suas experiências pessoais e visão de mundo.

    Mas foi em Manaus, para onde veio por motivos pessoais, não relacionados à profissão, que Laurent pôde desenvolver as habilidades que hoje marcam a sua produção e lhe conferem tamanha originalidade. Como ele mesmo coloca, não foi simples compreender a dinâmica de projetar na “periferia do Brasil”. Apesar de capital do estado do Amazonas, centro financeiro e cultural da região Norte e cidade mais populosa da Amazônia Brasileira, Manaus se caracteriza pelos desafios impostos pela localização pouco acessível à indústria da construção civil tradicional e pelos contrastes sociais típicos das metrópoles latino-americanas. Parte do que qualifica o trabalho de Laurent é consequência da necessidade de superar tais dificuldades com criatividade e muita racionalidade para equacionar intenção projetual e possibilidade executiva.

    Outro fator extremamente importante para Laurent é a pesquisa de referências projetuais adequadas ao contexto amazonense. O arquiteto cita diretamente o belo trabalho de Armando de Holanda, no desenvolvimento do guia “Roteiro para Construir no Nordeste”, como um exemplo de conhecimento aplicado à situação local, muito mais pertinente de ser apropriado por quem projeta na região amazônica do que referências de projetos desenvolvidos para o sul e sudeste do país, com características bioclimáticas e culturais bastante diversas das do norte.

    Com tanta informação em formato de conversa boa, este episódio está imperdível. Até a próxima!

    Dicas e comentados no episódio:

    • Podcast: Além do Meme | Spotify: https://open.spotify.com/show/5ZAOBjP8ntoqf8PrfzR71W
    • Obras do professor Silvio Soares Macedo | Tag Amazon | https://www.amazon.com.br/Livros-Silvio-Soares-Macedo/s?rh=n%3A6740748011%2Cp_27%3ASilvio+Soares+Macedo
    • Podcast: Achismos | Spotify: https://open.spotify.com/show/13UuAPyNnP63GWCzn62vpO
    • Músico Nelson D | Spotify: https://open.spotify.com/artist/3hSRbxpRL7fJ64PepWjCof
    • LABVERDE | site: https://pt.labverde.com/
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      1 hr 4 min
    • Arquicast Especial – Resultado do Concurso: Habitação de Interesse Sustentável

      O novo episódio da série ARQUICAST ESPECIAL traz, em mais uma parceria com o Instituto de Arquitetos do Brasil, uma reflexão sobre o recém finalizado concurso de “Habitação de Interesse Sustentável”, fruto da parceria entre a Secretaria Nacional de Habitação/MDR com a Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), através do projeto “Eficiência Energética para o Desenvolvimento Urbano Sustentável: Foco Habitação Social” (EEDUS).

      Com apoio e coordenação do Instituto dos Arquitetos do Brasil-DF, vencedor da licitação para a organização, o concurso vem sendo gestado desde 2019 e faz parte de uma mudança de paradigma que envolve a democratização da boa arquitetura através de políticas públicas. Neste sentido, um de seus objetivos é prover ao poder público projetos arquitetônicos de qualidade, atualizando a política habitacional, voltada à população de menor renda, a partir de parâmetros de sustentabilidade.

      Essa iniciativa contribui, ainda, para a criação de um ambiente inovador para empreendimentos de impacto social, impulsionando-os para uma agenda contemporânea que integra desenvolvimento humano e consciência ambiental.

      Como parte de nossa visão abrangente e dialógica da Arquitetura, convidamos os diferentes atores que se mobilizaram na conceituação, organização e execução, incluindo os três escritórios premiados em 1º lugar, e que terão seus projetos desenvolvidos. Representando a Secretaria Nacional de Habitação, órgão governamental responsável pelas políticas públicas habitacionais, temos o secretário Alfredo Eduardo dos Santos, que traz a visão de longo prazo da ideia do concurso e sua contribuição para a renovação de paradigmas que orientam o olhar sobre habitação social no Brasil. Pela GIZ, agência alemã que tem um histórico de colaboração técnica com a Secretaria, convidamos o arquiteto Daniel Wagner. Pelo IAB-DF, conversam com a gente as arquitetas Heloísa Moura (Presidente) e Laís Petra. Além dos vencedores, o arquiteto Ricardson Ferreira Ricardo, do Síntese Arquitetura; a arquiteta Paula Vilela ; e os sócios Luís Eduardo Loiola De Menezes e Maria Cristina Motta, da Mira Arquitetos.

      Tanto na forma como foi organizado, mas especialmente na sua idealização, o concurso explora novas possibilidades de entendimento dos mecanismos que possam garantir, para políticas públicas voltadas à população de baixa renda, acesso a projetos de qualidade, que sejam adaptáveis, replicáveis, de baixo custo e que reorientem as formas de pensar habitação, deixando um legado de ferramentas e soluções que possam ser aplicadas em outros contextos.

      Para saber mais, escute aqui o episódio! Ótimo cast e até a próxima!

       

       

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      Referências e Comentados no Episódio:

      • Concurso Habitação de Interesse Sustentável | http://www.habitacaodeinteressesustentavel.org/resultado
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        1 hr 9 min
      • Arquicast 135 – O Papel da Arquitetura na Imagem do Brasil

        A arquitetura é uma disciplina que articula diferentes campos e práticas e se manifesta na conceituação física e teórica de estratégias de ação sobre o ambiente humano. Essa ação sobre o território envolve a aplicação de conhecimentos artísticos, sociais e tecnológicos que, quando conjugados, são sempre reflexos de uma determinada cultura ou de uma ideologia dominante. Neste sentido, arquitetura é, também, uma imagem que transmite significado.

        Um ícone arquitetônico ou urbano traz consigo, portanto, a responsabilidade de comunicar valores que vão além daqueles relacionados à sua utilidade ou apelo estético. Conseguem reunir atributos que qualificam o tempo através do espaço, tornando-se parte ativa da construção cultural de uma sociedade. Os livros de história estão aí para comprovar quão duradoura é a associação que fazemos entre acontecimentos e figuras importantes com os lugares que os abrigaram, ao ponto de relacionarmos sentimentos positivos ou negativos às imagens que, ao longo do tempo, cristalizaram esses eventos.

        Mas quando falamos sobre transmitir valores que são compartilhados por um número enorme de pessoas, como aqueles que identificam uma nação, pensar arquiteturas e cidades como símbolos nacionais faz ainda mais sentido. O Brasil tem na sua história uma arquitetura reconhecida e aclamada no mundo todo. Mas como se constrói a associação entre ícones arquitetônicos e imagem nacional? Esta construção conjunta de uma ideia de nação através da arquitetura que move os interesses deste episódio. E para tornar possível esta nada simples tarefa, convidamos profissionais de referência que trazem, a partir de seus saberes específicos, sua valiosa contribuição. Tudo isso, claro, num bate-papo informal e acessível!

        Pelo seu conhecimento na área de arquitetura, mas, mais ainda, pela prática profissional que extrapola e complementa os limites da disciplina, convidamos o embaixador do Brasil na Índia, André Correa do Lago. Além da carreira como diplomata, André foi curador do Pavilhão do Brasil na Bienal de Arquitetura de Veneza em 2014, é autor de livros sobre arquitetura e desenvolvimento sustentável. E hoje é o primeiro brasileiro no corpo do júri do Prêmio Pritzker.

        Junto com André, convidamos Gabriel Kogan, jovem arquiteto, mas com currículo de peso e muito conhecimento sobre a arte da arquitetura, sua história e significado cultural. Gabriel é doutorando na FAU-USP, já escreveu na Folha de São Paulo, Revista Bamboo, nas revistas japonesas GA House e A+U, além de ser professor na Escola da Cidade e palestrante convidado na Politécnica de Milão. Reforça o trio de especialistas o arquiteto mineiro Bruno Sarmento, pós-graduado em gestão empresarial, professor de história da arquitetura e um apaixonado sobre o tema.

        Num contexto onde a velocidade de propagação de imagens acaba por distorcer e suavizar significados, pensar criticamente sobre a arquitetura e as cidades como uma forma de comunicar valores intrínsecos nos parece não só oportuno, mas necessário! Ótimo cast e até a próxima!

        Dicas e comentados no episódio:

        • Under Construction
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          1 hr 26 min
        • Arquicast Especial – Resultado Final – Concurso Senac BH

          Este é mais um episódio especial em que abordamos, com muito orgulho, o concurso SENAC BH. Com o apoio do Instituto dos Arquitetos do Brasil, o concurso foi concluído recentemente e nós tivemos o privilégio de conversar com a organização sobre a avaliação de todo o processo, e com os arquitetos premiados em 1º lugar, que trouxeram sua visão sobre o edital, informações de bastidores e sua expectativa com o desenvolvimento do projeto.

          O concurso teve como objetivo a requalificação do complexo de edifícios SENAC BELO HORIZONTE, composto por dois edifícios finalizados na década de 1970. A ideia norteadora para o edital e o termo de referência eram a busca por propostas capazes de promover o diálogo com o contexto imediato, respeitando a condição urbana e arquitetônica do Hipercentro de Belo Horizonte, além, de resolver questões funcionais e de operação do conjunto.

          Participam do programa a arquiteta e urbanista Cláudia Pires, conselheira do IAB e coordenadora do concurso, além da presidente do júri, a arquiteta Du Leal. Como representantes do Senac BH convidamos Maurici Pizzi e Ivanil José da Costa Junior, que também participaram dos episódios anteriores. A equipe vencedora foi a do escritório Hiperstudio, de São Paulo, que nesta conversa está representada pelos arquitetos Ricardo Gonçalves, Matheus Marques e Rolando Figueiredo.

          Dentre outras falas extremamente importantes, o episódio aborda a responsabilidade dos organizadores e do júri em definir critérios que sejam incentivadores de novos olhares sobre os problemas da metrópole em geral, e dos centros urbanos consolidados, em específico. A importância de edifícios de uso coletivo, que apoiem a sociabilidade nas ruas centrais, fortalecendo vínculos com a urbanidade existente e contribuindo para uma maior segurança e conectividade no tecido, foi, por exemplo, um dos diferenciais da proposta vencedora e requisito fundamental para os jurados.

          Da mesma forma, é bastante esclarecedora a colocação dos arquitetos sobre os desafios em participar de um processo de tamanha complexidade, em que há uma quantidade enorme de informação a ser interpretada e uma demanda bastante clara, embasada por uma instituição que conhece profundamente a dinâmica de funcionamento de suas atividades, como é o caso do SENAC. Além disso, a oportunidade de aprofundar a proposta, dividida em duas fases distintas de desenvolvimento pelo edital, se mostrou uma aprendizagem quanto ao processo de projeto em si, uma vez que o detalhamento de determinadas ideias impôs escolhas importantes sobre quais aspectos enfatizar e de quais premissas abrir mão, sem perder a coerência conceitual da proposta. Uma verdadeira aula de projeto de arquitetura!

          Mesmo diante de árdua tarefa, os arquitetos são unânimes em ressaltar que o concurso oferece uma oportunidade única de trabalhar com a escala urbana, num projeto que tem uma clara abrangência pública e, consequentemente, social.

          Não deixe de ouvir o episódio, e se informar mais sobre o projeto vencedor em nossas redes sociais e no site do concurso.

          Até a próxima!

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          Referências e Comentados no Episódio:

          • Concurso de Arquitetura Senac BH | SITE OFICIAL
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            54 min
          • Arquicast Especial – O Futuro do Trabalho

            Ainda que a história – e o momento atual – nos mostre que os espaços de trabalho mudam constantemente, a atuação profissional é parte formadora da sociedade e deve, por isso, ser objeto de nossa reflexão sobre o ambiente construído.

            Neste sentido, a transformação das cidades e da arquitetura pode ser vista, também, pelo prisma da evolução das relações de trabalho. Isso porque tais relações são, ao mesmo tempo, causa e consequência dos espaços construídos que as acomodam, o que inclui os diferentes contextos onde se desenvolvem as atividades urbanas e os equipamentos que lhes dão suporte. Esta é a reflexão que convidamos você a fazer com a gente neste episódio!

            Pensar no trabalho e sua relação com a arquitetura é pensar nos ambientes, nas tecnologias e nos equipamentos que apoiam a atividade profissional. Mas relações profissionais são, também, relações entre pessoas. Pessoas que vivem num tempo determinado e são reflexo de uma determinada cultura.

            E o que a cultura atual nos diz sobre os espaços de trabalho hoje? A pandemia certamente acelerou alguns processos, mas a busca por maior autonomia e flexibilidade são ideais que já estavam no radar de empresas e de funcionários. De constante mesmo, só parece haver a mudança!

            Pesquisas já apontavam (https://www.hermanmiller.com/pt_br/research/categories/white-papers/whats-the-future-of-the-office/), anteriormente à pandemia, um movimento das empresas na densificação dos ambientes de trabalho, como reação à instabilidade financeira do cenário mundial e do mercado imobiliário, muitas vezes com práticas de preços que inviabilizam investimentos em estruturas físicas muito grandes. Ao mesmo, a própria tecnologia de informação permite uma sincronicidade na produção das atividades que cada vez mais independe do compartilhamento físico do espaço. Tais movimentos parecem apontar ora para a centralização e densificação de processos e pessoas; ora para o ambiente distribuído, mais pertinente ao desempenho específico de cada atividade e indivíduo.

            Para nós, arquitetos, que precisamos ajudar a pensar os espaços que melhor acomodem tanta diversidade, é um desafio! Mas só é capaz de inovar quem conhece a fundo um problema. Por este motivo, neste episódio estamos acompanhados de duas referências no exercício de pensar os espaços de trabalho nos seus diferentes tempos: Maria Paula Zajar, administradora de empresa e Gerente de Produto da América Latina na empresa Herman Miller; e o arquiteto Antônio Mantovani, da Pitá Arquitetura, com vasta experiência em projetos corporativos.

            Há muito mais informação sobre este tema, ao mesmo tempo clássico e atual, neste cast especial! Faça uma visita ao site https://www.hermanmiller.com/pt_br/ para ter acesso a um universo de pesquisas e soluções sobre o assunto, ou entre em contato direto com a empresa no email: [email protected]. Até a próxima!

            Participam do episódio:

            Antonio Mantovani Neto, arquiteto na Pitá Arquitetura | https://www.pita.arq.br/

            Maria Paula Zajar, Portfolio Lead America Latina | https://www.hermanmiller.com/pt_br/

            Administradora de Empresas com MBA em gestão Estratégica Internacional em Change Management. ingressou na equipe global de produto da Herman Miller em 2015. É responsável pela estratégia do portfolio de produtos na América Latina. Colombiana com experiência de trabalho em diferentes países como Canadá, Estados Unidos, Chile, Argentina.  Atualmente reside em São Paulo, Brasil. Tem 20 anos de experiência na indústria de Design de Produtos, foi conferencista em eventos internacionais  como Sustainable Brands, Bienal de Arquitetura de Belo Horizonte, INFRA o maior evento para facility managers da região. Apaixonada pelo estudo do ambiente de trabalho, Maria Paula é porta-voz dos estúdios da Herman Miller sobre as tendências o Futuro do Trabalho em toda a região.

            Dicas e comentados no episódio:

            • Acesse o site para ter acesso aos produtos e pesquisas realizadas pela Herman Miller: https://www.hermanmiller.com/pt_br/
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              42 min
            • Arquicast 134 – Entrevista Marcelo Ferraz (Brasil Arquitetura)

              O novo episódio da nossa série de entrevistas está no ar. Conversamos com o arquiteto Marcelo Ferraz, sócio fundador, juntamente com Francisco Fanucci, do Brasil Arquitetura, escritório que vem acumulando prêmios nacionais e internacionais, frutos do reconhecimento por seus projetos extremamente sensíveis ao lugar, e ainda sim, contemporâneos em sua essência.

              Marcelo é personagem ativo na produção e valorização da arquitetura e do urbanismo no Brasil. Mineiro, formou-se pela FAU/USP e traz em seu currículo e prática projetual a notável contribuição de mestres como Lina Bo Bardi e Oscar Niemeyer, com quem teve o privilégio de trabalhar. Esta influência se faz perceber no imponente repertório de projetos realizados, muitos de caráter institucional e público, focados em programas culturais de diversas escalas e em diferentes partes do país, mas sempre contextualizados com as tradições e características locais. Para citar alguns projetos que ilustram o trabalho da equipe, destacamos o Conjunto KKK, em Registro, SP; o Museu Rodin, em Salvador, BA; o Museu do Pão, em Ilópolis, RS; a Villa Isabella, na Finlândia; e a premiadíssima Praça das Artes, em São Paulo.

              O Brasil Arquitetura destaca-se por uma abordagem projetual, uma personalidade, como nos conta Marcelo, muito influenciada pela pesquisa cuidadosa de cada um dos programas a que se dedicam, o que se reflete no envolvimento dos arquitetos em questões decisórias que vão além do escopo tradicional do projeto. Muitas vezes, a sugestão do projeto partiu dos próprios arquitetos, sempre atentos ao patrimônio material e imaterial que compõe a paisagem cultural brasileira.

              O comprometimento com cada projeto e o entendimento da arquitetura como mecanismo de mudança social é fruto, também, da própria formação de Marcelo e Francisco, ambos ex-alunos da FAU/USP, num contexto de luta por direitos e liberdades como reação à ditadura militar. Apesar da ausência de nomes como Vilanova Artigas e Paulo Mendes da Rocha, cassados pelo regime à época da graduação, os ensinamentos sobre o rigor – metodológico, construtivo, formal -, como postura ética do arquiteto frente ao projeto, influenciaram a visão dos sócios sobre seu papel na sociedade.

              O interesse em explorar as relações entre preservação e contemporaneidade se manifesta nas soluções espaciais que enfatizam o diálogo entre o novo e o antigo, na compreensão do programa arquitetônico como um elemento agregador de valor ao projeto e na materialidade genuína, transmitida no tratamento dos volumes e nos processos construtivos, empregados com conhecimento e respeito à tradição.

              Todos estes assuntos, e várias outras curiosidades, estão relatados neste bate-papo intimista e fundamental para quem se interessa por arquitetura e por cultura brasileira em geral! Imperdível! Até a próxima!

              Dicas e comentados no episódio:

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                54 min
              • Arquicast Especial – Instituto Tomie Ohtake

                Hoje faremos uma ponte com o campo das artes sem claro, deixar de lado a importância da arquitetura. Alguns institutos artísticos existem para se tornarem verdadeiros agentes de promoção social. Além dos seus programas de exposições, alguns deles conseguem repercutir em outras atividades como debates, pesquisa, produção de conteúdo, documentação e edição de publicações.

                Hoje temos o orgulho de conhecer uma pouco mais do Instituto Tomie Ohtake, inaugurado 2001 e responsável por uma série de projetos que estimulam o desenvolvimento da produção contemporânea, além de ser também arquitetonicamente marcante para a cidade de São Paulo.

                Tomie Ohtake, que dá nome ao instituo e dispensa apresentações, é uma espécie de embaixatriz das artes e da cultura no Brasil, e durante toda sua vida recebeu grandes personalidades internacionais, como a Rainha Elizabeth, o Imperador, a Imperatriz e o Príncipe do Japão, a artista Yoko Ono e o escritor José Saramago, entre muitos outros.

                Nos acompanha nesse bate-papo Felipe Arruda, pós-graduado em Gestão e Políticas Culturais, com mais de 15 anos de experiências em programas de arte e cultura, e atual diretor do Núcleo de Cultura e Participação do Instituto.

                Bom cast e até a próxima!

                Dicas e comentados no episódio:

                • Prêmio de Design Tomie Ohtake | site
                • Prêmio Arquitetura Tomie Ohtake | site | edital sai em julho
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                  43 min
                • Arquicast 133 – João Filgueiras Lima (Lelé)

                  Este arquiteto carioca formou-se depois de ter passado pelo time juvenil do Vasco da Gama. Teve contato com os grandes nomes da arquitetura e das artes no Brasil, como Oscar Niemeyer, Carlos Leão e o artista Cândido Portinari. Sua atuação, desde o início de sua carreira, está ligada a pré-fabricação arquitetônica, fazendo com que sua prática tivesse rigor técnico e apreço à modulação.

                  Outra marca registrada de seu trabalho é a construção de hospitais. Neles, o arquiteto demonstra uma preocupação ambiental, além de exercitar a experimentação e o aperfeiçoamento projetual de suas obras. Mas sua importância vai além desses pontos, e estamos aqui pra tentar fazer um apanhado de sua carreira, assim como fazemos na série de episódios onde discutimos sobre nomes importantes da arquitetura. E o arquiteto em questão é o João Filgueiras Lima, mais conhecido como Lelé!

                  E, para falar sobre ele, chamamos três pessoas especiais para a conversa: Ceila Cardoso, que é doutora e professora da UFBA e pesquisadora da obra de Lelé na Bahia; Jose Fernando Marinho Minho, que é professor na UFBA e trabalhou com Lelé durante vários anos; e André Marques, doutor pela Mackenzie e acaba de lançar um livro sobre Lelé pela editora Romano Guerra.

                  Bom proveito e até a próxima!

                  Dicas e comentados no episódio:

                  • Concurso Habitação de Interesse Sustentável
                  • Editora Romano Guerra | site
                  • Livro: Lelé: diálogos com Neutra e Prouvé (versão brochura ou ebook) | link para site
                  • Palestra Lelé: Baú da cidade | youtube
                  • Artigo Vitruvius: “João Filgueiras Lima, ecologia e racionalização” | André Marques e Abílio Guerra | site
                  • Episódios Arquicast que abordam as relações entre arquitetura, urbanismo, ensino e pandemia: Arquicast 115, Arquicast 113, Arquicast 109, Arquicast 105
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                  • Arquicast Especial – UIA2021RIO EXPO (Ep06): O Mercado de Luxo em Arquitetura

                    A arquitetura é uma área de atuação profissional conhecida pela pluralidade de conhecimentos que agrega e pela abrangência de seu campo de ação. Há oportunidades de trabalho em diferentes frentes – como a docência, o urbanismo e a construção civil – e há clientes potenciais de todos os extratos sociais e econômicos que compõe a nossa multifacetada sociedade. Pensando nisso, o Arquicast traz para a pauta um nicho profissional bastante peculiar: o mercado de projetos de alto padrão, também conhecido como mercado de luxo na arquitetura.

                    Muitas são as variáveis que ajudam a caracterizar um projeto como de alto padrão e a própria palavra “luxo” traz consigo uma gama de interpretações possíveis. Luxo para alguns pode não ser luxo para outros. E o que antes foi considerado luxuoso, hoje pode não ter o mesmo valor. A cultura muda e ajuda a definir novos padrões. Mas o que nossa cultura atual entende como mercado de luxo na arquitetura? Quais oportunidades esse mercado pode abrir para o arquiteto?

                    Convidamos dois profissionais que transitam neste universo exclusivo para compartilhar suas experiências, em suas respectivas áreas. A arquiteta Renata Zappellini, é uma catarinense com pós-graduações em institutos europeus renomados, com foco em design de interiores, arte e cenografia. Renata hoje trabalha com Arquitetura de Interiores, desenvolve um pioneiro negócio online e é uma referência quando o assunto envolve tendências para o mercado de Arquitetura! Junto com Renata, convidamos o comunicador e especialista em marketing pessoal, Adriano Tadeu Barbosa. Formado em Administração de Empresas, Adriano se especializou nos movimentos do mercado de luxo, com especial interesse por arquitetura e pelo setor imobiliário, conhecimento que compartilha em diferentes plataformas e em cursos e palestras por todo o Brasil.

                    Em termos gerais, em diferentes dicionários a palavra “luxo” remete a algo cuja qualidade de execução excede o mínimo necessário para sua utilidade. E, muitas vezes, tornar algo luxuoso pode ser visto como um ato de ostentação e futilidade. Mas nem sempre. Valores como conforto, bem-estar, exclusividade e excelência também estão associados ao conceito e podem, para a arquitetura, significar um incremento de qualidade ao desenvolvimento de projeto. Buscar a excelência na execução de projetos é também uma forma de valorização de um conjunto de profissionais altamente especializados no que fazem.

                    Neste sentido, o mercado de luxo é também um mercado focado na qualidade da experiência do usuário, na valorização do artesanal e no comprometimento com processos de produção conscientes e transparentes. Uma forma de fazer que pode significar um diferencial para o profissional e para seu cliente.

                    Há muito mais informação esperando por você. Escute o episódio para conhecer mais sobre as oportunidades de atuação no mercado de alto padrão de arquitetura, e o que este perfil de trabalho pode nos ensinar sobre relacionamentos interpessoais e excelência técnica! Até a próxima!

                    Comece desde já a participar desta grande comemoração da arquitetura e do design internacionais acessando e interagindo no site www.uia2020rioexpo.com e também no perfil do instagram do evento (@uia2021rioexpo).

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                    41 min
                  • Arquicast 132 – Entrevista: Francisco Spadoni

                    A série Arquicast Entrevista tem por intenção tanto apresentar o trabalho de escritórios de arquitetura de diferentes partes do Brasil, quanto trazer à tona um olhar novo sobre arquitetos já consagrados, através de conversas leves sobre o cotidiano profissional, bastidores e curiosidades dos seus projetos e experiências pessoais que, de alguma maneira, ajudaram a formar suas visões de mundo. Temos tido a sorte e o privilégio de conversar com pessoas tão interessantes e apaixonadas pelo que fazem, ao ponto destes episódios estarem se caracterizando por uma maior duração, pela informalidade e pela promessa de novos encontros.

                    Foi nesse clima intimista e estimulante que conversamos com Francisco Spadoni, da Spadoni & Associados Arquitetura. Fundado em 1996, quando nosso convidado voltou de Paris após trabalhar com Kenzo Tange, o escritório é liderado por Spadoni e Tiago de Oliveira Andrade, e participa regularmente de concursos de arquitetura no Brasil e no exterior, obtendo êxito em diversos deles. Seus projetos caracterizam-se pelo enfrentamento dos problemas e complexidades em diversas escalas, sempre com um ponto de vista reflexivo e crítico.

                    Além da atuação na prática projetual, Spadoni traz a experiência como docente e pesquisador, atuando no Departamento de Projeto da FAU/USP e coordenando a Pós-Graduação em Projeto de Arquitetura. Também professor da Mackenzie em São Paulo, participou em diversas instituições nacionais e internacionais como conferencista ou professor convidado, como a IUAV Veneza, QAM Montreal, Politécnico de Milão, ESAP Portugal, FADU Buenos Aires e UDLAR Montevidéu.

                    Seu trabalho já foi reconhecido em diversos prêmios de arquitetura, como o Parque da Vitória, Brasil, em 2007; Porto Olímpico, Rio de Janeiro, em 2011; e Centro Cultural SESC em 2014, mesmo ano de seu projeto para o Centro Paula Souza recebe o Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) como Obra Referência do Ano. A Revista Monolito lançou uma edição especial, número #22, dedicada ao seu trabalho em 2014.

                    Spadoni compartilha com a gente sua experiência como estudante, o trabalho conjunto com seus colegas de graduação – todos nomes de referência na crítica e na produção arquitetônica nacional -, seus métodos de trabalho, sua dedicação aos concursos e muitas outras experiências pessoais, que, em conjunto, sensibilizam seu fazer arquitetônico e deixam claro sua paixão pela profissão, exercida nas diferentes frentes de trabalho ao alcance do arquiteto.

                    Conversa imperdível!

                    Bom proveito e até a próxima!

                    Dicas e comentados no episódio:

                    • Concurso Habitação de Interesse Sustentável
                    • Semana Aberta UIA2021
                    • Livro: O deserto dos tártaros (Dino Buzzati) | Amazon
                    • Filmes: Faroestes Irmãos Coen: matéria hypeness
                    • Livro: Capitalismo e Colapso ambiental (Luiz Marques) | Editora Unicamp
                    • Livro: 24/7 Caitalismo tardio e os fins do sonho (Jonathan Crary) | Ubu Editora | Amazon
                    • Livro: Pós-História: Vinte Instantâneos e um Modo de Usar  (Vilém Flusser) | Amazon
                    • Série: The Walking Dead | Netflix
                    • Livro: O mundo codificado (Vilém Flusser) | Estante Virtual
                    • Apoio:

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                      1 hr 19 min

                    About Arquicast

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                    O Podcast de Arquitetura e Urbanismo

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