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Artes episodes

  • Artes - A grande homenagem de Almada aos seus músicos
    O que é que os Xutos e Pontapés, UHF, Roquivários, Ogiva, Kama Sutra, Iodo, Opinião Pública, Da Weasel e Carlão têm em comum ? São de Almada, ou viveram lá muitos anos, e são alguns dos protagonistas da grande aventura do rock em português.
    Nesta cidade, outrora considerada como o “dormitório de Lisboa”, formar um grupo de rock sempre foi uma maneira de se revoltar contra o sistema. Desde 1960, foram repertoriados 507 grupos de rock em Almada, e foi isto que levou o Museu da Cidade a organizar uma exposição - de Janeiro a Setembro de 2019 - intitulada “Na Margem, uma história do Rock”.
    Nesta exposição, há de tudo: Roupa de alguns artistas, instrumentos musicais e vídeos de concertos, uma parede com nomes dos principais grupos da região, bilhetes, convites, anúncios, gira-discos, etc.
    A RFI ouviu a Presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, acerca desta exposição, e das razões duma tão grande criatividade na região.
    O grupo UHF, que em 2018 celebrou os seus 40 anos de existência, esteve presente na inauguração, e fez um “showcase”. O líder do grupo, António Manuel Ribeiro, falou do significado da exposição, e lembrou um pouco o passado.
    A RFI ouviu ainda outros artistas, como António Côrte - Real, Ivan Cristiano, ou Midus Guerreiro, sobre o significado desta exposição. Oiça aqui !
    15 min
  • Patche di Rima: “Eu faço política nas minhas músicas”
    O músico guineense Patche di Rima lançou a 02 de Fevereiro o seu novo álbum, “Maratona de Amor”. O disco pretende ser um manifesto pela “guineendade” da parte de um cantor que diz fazer uma “política activa da cidadania” nas suas músicas.
    ‘Maratona de Amor’ cruza ritmos tradicionais da Guiné-Bissau, como o gumbé, tina, singa, com o afro beat,  zouk e kizomba. Além das línguas tradicionais guineenses, como o crioulo, o pepel, o manjaco, o fula, o mandinga, o sussu, Patche Di Rima usou o olof do Senegal, assim como o português, francês, lingala, inglês e suaíli.
    Este é o terceiro disco a solo do músico guineense e foi gravado na Guiné-Bissau, em Portugal, no Reino Unido, na Holanda e nos Estados Unidos. O cantor fez um trabalho que pretende “transmitir uma mensagem de amor” e “uma parte do homem africano, concretamente da Guiné-Bissau”. Por outro lado, Patche Di Rima quis mostrar, no novo álbum,“uma Guiné-Bissau diferente, uma Guiné-Bissau viável, de futuro e de esperança”.
    O também produtor define-se como “um crioulo”, coloca a “Guineendade acima de tudo” e admite fazer uma “política activa da cidadania” das suas músicas.
    “Eu faço política nas minhas músicas,  faço, mas faço política activa da cidadania, não faço política de politiquice que os políticos fazem, esquecem os objectivos que os levaram à política. Todos os políticos da Guiné-Bissau são empresários. Não pode! Isto não pode ser. Eticamente não funciona”, afirmou.
    O músico, que levou a música “Paz pa Guiné-Bissau” à sede da ONU no Dia Internacional da Paz, em Setembro de 2018, está “preocupadíssimo” com a situação política no seu país, a um mês das eleições legislativas de 10 de Março.
    “Estou preocupadíssimo. Eu não vou mentir. Enquanto jovem e enquanto músico, vou manifestar a minha preocupação e vou apelar aos guineenses porque esta é a eleição mais perigosa para decidir o país. Nós temos uma ferida que não está sarada. Os guineenses precisam de dialogar”, continuou.
    Patche Di Rima, que viveu fora da Guiné vários anos, regressou ao seu país há um ano e meio e está determinado em espalhar a “guineendade” fora de portas.
    “Guineendade é exprimir, falar da Guiné-Bissau sem preconceito, falar da Guiné-Bissau de esperança, falar da Guiné-Bissau de futuro, falar da Guiné-Bissau viável, falar da Guiné-Bissau de jovens corajosos com sentido de mudança, com sentido de erguer o país. É isso que me move enquanto jovem, enquanto músico e enquanto guineense”, explicou.
    Para o cantor, “a música não pode servir só para o entretenimento” porque “tem que servir também para o desenvolvimento, para a consciencialização, para a paz , democracia, reconciliação”.
    Veja aqui a entrevista em vídeo a Patche Di Rima:
    16 min
  • Artes - Berlinale vai contar com Fordlândia de Susana de Sousa Dias
    Susana de Sousa Dias é conhecida pelo seu filme sobre as vítimas do salazarismo, um levantamento dos arquivos e entrevistas com sobreviventes, hoje idosos.
    Ela, que além de realizadora é professora universitária de Artes, em Lisboa, trouxe este ano para Berlim o filme Fordlândia Malaise, um encontro com a cidade de Fordlândia, no Amazonas, Brasil, criada nos anos 20 por Henry Ford.
    O filme exibido na mostra Forum Expanded é de actualidade. Tanto mais que para  construir essa cidade artificial era então dedicada à plantação da seringueira ou Hevea Brasilienses.
    Como se não bastasse, a produção da borracha deixou de ser vegetal para ser sintéctica.
    Fordlândia transformou-se numa cidade fantasma. Actualmente, Fordlândia é uma pequena cidade do Amazonas e já esqueceu o seu passado americano.
    9 min
  • Artes - Arranque do Festival de cinema de Berlim
    Começa nesta quinta-feira, 7 de Fevereiro, o 69° Festival Internacional de Cinema de Berlim. Um acontecimento que acompanhamos no local com Rui Martins, ele é presença habitual neste certame e levanta-nos o véu sobre os principais ingredientes desta edição 2019.
    7 min
  • Artes - No mundo de sons & vozes de Arp Frique e Américo Brito
    Americo Brito que já tem 40 anos de carreira é um dos cantores convidados que colaboram no disco "Welcome To The Colourful World of Arp Frique". Niels Nieuborg, aliás Ar Frique, guitarrista, compositor e multi-innstrumentista holandês de Rotterdam integrou na sua banda, músicos de África, das Caraíbas e da Holanda. Entre eles Américo Brito, autor, compositor e intérprete de origem cabo verdiana, que nos falou do seu encontro com Arp Frique e de mais aspectos da sua vida de músico. Escutamos do álbum "Welcome to the Colourful World of Arp Frique" as faixas "Kamajo" ( voz Orlando Julius), "Living In The Box" (voz Ed Motta), "City Lights", "Awa Dupe"(Voz Orlando Julius e Marissa Nyamekye) e "Nos Magia"(voz Américo Brito.
    32 min
  • Nova peça de Abdulai Sila estreia Sábado em Bissau
    No próximo Sábado, estreia em Bissau, no Centro Cultural Francês a peça de teatro "Kangalutas" da autoria do escritor guineense Abdulai Sila. Encenada pelo português João Alvim, a peça é concretizada no palco pela junção dos esforços do "Grupo do Teatro do Oprimido" de Bissau e da associação portuguesa "Folha de Medronho", vinda de Loulé. "Kangalutas" que na Guiné significa "contrariedades", "problemas", fala dos malentendidos e preconceitos que podem existir entre guineenses e portugueses. A RFI falou com alguns dos intervenientes desse novo trabalho, nomeadamente com o autor guineense, Abdulai Sila.
    17 min
  • Artes - Nova peça de Abdulai Sila estreia Sábado em Bissau
    No próximo Sábado, estreia em Bissau, no Centro Cultural Francês a peça de teatro "Kangalutas" da autoria do escritor guineense Abdulai Sila. Encenada pelo português João Alvim, a peça é concretizada no palco pela junção dos esforços do "Grupo do Teatro do Oprimido" de Bissau e da associação portuguesa "Folha de Medronho", vinda de Loulé. "Kangalutas" que na Guiné significa "contrariedades", "problemas", fala dos malentendidos e preconceitos que podem existir entre guineenses e portugueses. A RFI falou com alguns dos intervenientes desse novo trabalho, nomeadamente com o autor guineense, Abdulai Sila.
    17 min
  • Hugo Costa, estilista activista
    Hugo Costa participou pela sexta vez consecutiva na Paris Fashion Week Menswear, na capital francesa. É o primeiro designer português a integrar um calendário oficial da semana masculina de Paris.
    Num registo criativo que junta a inspiração conceptual do criador a uma instalação artística e potencia o contacto directo com a colecção, Hugo Costa reflecte sobre a “dificuldade de aceitarmos as diferenças e as barreiras que se criam para dividir as pessoas”.
    A colecção “MAYBE WE’LL BE TOGETHER AGAIN”, uma frase escrita no Muro de Berlim, é o nome da colecção que questiona a falta de liberdade, as divisões, as barreiras impostas, os reencontros e as ligações emocionais.
    Hugo Costa explicou à RFI esse lado mais activista da sua colecção, e falou-nos do que representa estar presente pela sexta vez em Paris.
    0 min
  • Artes - Hugo Costa, estilista activista
    Hugo Costa participou pela sexta vez consecutiva na Paris Fashion Week Menswear, na capital francesa. É o primeiro designer português a integrar um calendário oficial da semana masculina de Paris.
    Num registo criativo que junta a inspiração conceptual do criador a uma instalação artística e potencia o contacto directo com a colecção, Hugo Costa reflecte sobre a “dificuldade de aceitarmos as diferenças e as barreiras que se criam para dividir as pessoas”.
    A colecção “MAYBE WE’LL BE TOGETHER AGAIN”, uma frase escrita no Muro de Berlim, é o nome da colecção que questiona a falta de liberdade, as divisões, as barreiras impostas, os reencontros e as ligações emocionais.
    Hugo Costa explicou à RFI esse lado mais activista da sua colecção, e falou-nos do que representa estar presente pela sexta vez em Paris.
    10 min

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Um dia por semana, em média, veja aqui os nossos destaques no mundo da cultura e das artes. Excepcionalmente, em função da actualidade, esta rubrica pode ter vários destaques.

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