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  • Artes - "Angola pode reclamar obras de arte a Portugal"
    No mês passado foi tornado público o relatório sobre a restituição de colecções de arte africana em França, pedido pelo Presidente Emmanuel Macron. O relatório solicitado à historiadora de arte francesa Bénédicte Savoy e ao economista senegalês Felwine Sar, defende a devolução de todos os objectos detidos pelos museus nacionais franceses, dos quais não exista um justificativo de compra consentida. José Luís Mendonça, jornalista cultural em Angola, considera as recomedações legítimas e admite que esta decisão vai permitir às autoridades angolanas dialogarem como Portugal sobre a restituição do espólio angolano.
    6 min
  • Whales passaram por Paris e navegam rumo ao Mundo
    De Portugal têm chegado aos quatro cantos da Europa artistas de grande talento. Os últimos que fomos ver, em Paris, são os membros dum trio que dá pelo nome de Whales ( Baleias, em inglês, a não confundir com Wales, que se traduz por País de Gales ).
    O grupo vem de Leiria, já existe há alguns anos, já foi quarteto, e já foi indie - rock. Mas hoje afirma-se no electro - rock. E seja como fôr, tem uma energia contagiante !
    Durante o Festival MaMa, no mês de Outubro o grupo Whales actuou numa sala que hoje recebe todas as tendências musicais, mas que foi um dia a residência de Georges Bizet (e onde foi provávelmente escrita a ópera Carmen). Daí o nome da sala !
    Oiça a entrevista do grupo, depois de ter actuado no célebre festival parisiense, numa sala prestigiosa, e a abarrotar.
    7 min
  • “Angola Janga”, uma história de resistência em BD
    A banda desenhada “Angola Janga”, de Marcelo D’Salete, retrata um dos mais conhecidos focos de resistência negra do Brasil colonial e acaba de ser lançada em Portugal, depois de ter sido editada em França. Neste programa, falamos também com Marcello Quintanilha, que lançou agora, em França, a BD “Luzes de Niterói”.
    Neste programa, damos-lhe a conhecer os universos gráficos e as histórias de Marcello Quintanilha e Marcelo D’Salete, dois autores brasileiros que estão a seduzir o mercado editorial da banda desenhada em França.
    Uma história de resistência: “Angola Janga” de Marcelo D’Salete
    Marcelo D’Salete dedicou 11 anos da sua vida a escrever e desenhar “Angola Janga, Uma história de Palmares”, um símbolo de liberdade durante a escravatura. O interesse de Marcelo D’Salete pelo tema surgiu em 2004 durante um curso sobre a história do Brasil, nomeadamente, sobre a história da população negra no país, e o livro foi editado em 2017 no Brasil e este ano em Portugal e em França.
    O mesmo tema inspirou-o a fazer outra BD sobre a resistência dos escravos no Brasil, “Cumbe”, editada em 2014.
    Agora, “Angola Janga” aborda o Quilombo dos Palmares, formado no fim do século XVI, em Pernambuco, de mocambos criados por escravos que fugiram. Por mais de 120 anos, Angola Janga foi como um reino africano dentro da América do Sul que se organizou e resistiu aos ataques das forças coloniais portuguesas. A história de “Angola Janga”, que significa “Pequena Angola”, na língua banto quimbundo, inspira-se nos grupos de origem angolana que foram obrigados a ir para o Brasil.
    "Palmares ou Angola Janga foi constituído por mais de 20.000 pessoas. Eles estavam criando uma outra forma de sociedade bem diferente do modo extremamente hierárquico, violento do poder colonial", descreveu.
    Para Marcelo D’Salete, a banda desenhada tem sido uma ferramenta para falar do Brasil contemporâneo e do passado colonial com um olhar irreverente e artístico.
    "É uma tentativa de falar sobre o Brasil, no presente e também no passado, de uma perspectiva periférica e negra. São quatro livros até agora. Começou com o livro "Noite Luz", em 2008, e depois o livro "Encruzilhada", de 2011. Estes dois livros são livros muito urbanos, falando sobre o período actual em grandes cidades como São Paulo. Depois, veio o livro "Cumbe", de 2014, e o livro "Angola Janga", de 2017. São todos trabalhos que, de certo modo, estão olhando para a nossa sociedade de uma perspectiva periférica, marginal e, em grande parte, negra", explicou.
    “As epopeias pessoais” em “Luzes de Niterói” de Marcello Quintanilha
    Outro ilustrador brasileiro, Marcello Quintanilha, acaba de lançar em França a banda desenhada “Luzes de Niterói” e está a apresentar a obra em várias cidades francesas. Galardoado, em 2016, no Festival Internacional de Angoulême com o livro “Tungsténio, o autor teve uma exposição recente no Festival de BD da Amadora, em Portugal, onde também apresentou Luzes de Niterói, uma história de aventura e de amizade.
    "Luzes de Niterói é uma história de aventura, mas também uma história de amizade. É a história de dois colegas que observam alguém que está pescando com explosivos e se lançam ao mar para tirar algum benefício dos peixes que restaram (...) É uma história que se passa nos anos 50 e é baseada na vida do meu pai que era jogador de futebol profissional nessa época", contou Marcello Quintanilha.
    Porém, os dois amigos vão ser "surpreendidos por uma tempestade que vai fazer com que a relação de amizade deles seja posta à prova" devido "ao medo e risco de vida a que são submetidos".
    A revista cultural francesa Telérama escreveu, a propósito de "Luzes de Niterói", que "com Quintanilha a banda desenhada brasileira encontrou o seu Homero", algo que para o autor se deve "à associação de metáforas que existem na história".
    "Vidas relativamente banais que poderiam ser entendidas por muitas pessoas como vidas banais adquirem um carácter de epopeia que exalta a magnificência da mitologia de cada pessoa (...) Eu acredito muito na epopeia pessoal de cada um dos indivíduos por mais quotidianas e comezinhas que possam parecer essas vidas", referiu.
    10 min
  • Comédia sobre imigração vai estrear-se em França
    O filme “Les Bonnes Intentions”, do realizador francês Gilles Legrand e com a participação da atriz Agnès Jaouï, questiona as “boas intenções” de uma trabalhadora num centro de acolhimento de imigrantes. Puro altruísmo ou necessidade de reconhecimento social? Isabelle decide ajudá-los a obter a carta de condução, apesar de nenhum falar francês. Um deles é interpretado pelo actor português Nuno Roque, que falou com a RFI.
     
    O filme “Les Bonnes Intentions” chega às salas de cinema francesas a 21 de Novembro e, às portuguesas, a 17 de Janeiro. A ante-estreia foi esta segunda-feira, em Paris.
    6 min
  • “Diário de resistência” de Daniel Blaufuks em Paris
    O fotógrafo português Daniel Blaufuks vai estar representado no Paris Photo, mas é no Museu Eugène Delacroix que ele se expõe num registo mais intimista e diarístico, ao lado de pinturas e escritos do próprio Delacroix e de uma obra do japonês On Kawara. Neste programa, conversamos sobre o “diário de resistência” do artista, sobre instantâneos, fotografia, pintura, tempo e silêncios.
    Novembro é considerado o mês da fotografia em Paris. No epicentro dos eventos está o salão internacional de fotografia Paris Photo, no Grand Palais, que começa esta quinta-feira e termina no domingo. Também há o Photo Saint Germain, em que museus, galerias e livrarias se rendem à imagem, e o Offprint, um festival dedicado à edição de livros de arte, design e fotografia. O artista português Daniel Blaufuks está presente em todos.
    No Grand Palais, ele tem fotografias na galeria francesa  Jean-Kenta Gauthier e na portuguesa Carlos Carvalho e vai apresentar um novo livro no sábado. “1+1=1” vai estar também no stand  dos editores portugueses Pierre von Kleist no Offprint. Mas é no Museu Eugène Delacroix, mais concretamente no estúdio do pintor francês, que Daniel Blaufuks se expõe num registo mais intimista e diarístico, ao lado de pinturas e textos de Delacroix e de uma obra do japonês On Kawara.
    A mostra chama-se “Aujourd’hui. Eugène Delacroix, Daniel Blaufuks” e revela que não há naturezas mortas nem lugares seguros. Apenas uma “Tentativa de Esgotamento”, como o nome da série de fotografias instantâneas – polaroides - que Blaufuks executa, todos os dias, desde 2009.
    “Tenho uma ligação com a pintura e há certos pintores que me interessam mais do que outros pelo seu lado talvez mais fotográfico. Por exemplo, eu penso que o Caravaggio é o primeiro fotógrafo e o Delacroix está entre eles”, contou à RFI o fotógrafo que viu na janela do ateliê de Eugène Delacroix “a mesma palete de cores” que ele próprio utiliza nas suas imagens.
    A exposição, que está patente até 3 de Dezembro, “fala do tempo, fala do que passa, fala do dia-a-dia” e da falta de tempo e silêncio para observar. A mostra “também fala da própria experiência de ser artista e da matéria”, com uma sala de fotografias instantâneas, “erros e defeitos”, que também fazem parte do processo de criação.
    Blaufuks escolheu fotografias instantâneas inspiradas no livro “Tentative d'épuisement d'un lieu parisien”, de Georges Perec.
    “Isto também é uma tentativa de esgotamento. Eu há anos que fotografo o mesmo espaço, a mesma janela, pensando que talvez um dia eu esgote as possibilidades mas, na verdade, quanto mais fotografo mais percebo que nenhuma fotografia é igual à outra, nem nunca será. Portanto, é impossível esgotar o espaço, mesmo fotograficamente”, descreveu.
    Na imagem central da exposição, debaixo da janela fosca, uma frase surge inesperada: “The destruction of Aleppo”.
    “São anotações diarísticas (…) Apesar de eu me retrair dentro deste meu espaço - que é o meu estúdio mas que eu também habito - atrás de uma janela que é fosca, portanto, opaca, o mundo continua lá fora e eu não me posso, apesar de tudo, abstrair completamente do mundo. Há coisas que entram pela janela adentro, mesmo tendo a janela fechada”, continuou.
    O choque entre a fotografia e as frases são “um curto-circuito porque há uma paz que a fotografia transmite”, mas que não coincide com o que o artista sentiu nesse dia. “Talvez seja exagerada esta palavra, mas eu penso, também, que é um diário de resistência, de certa forma.”
    A contrastar com os instantâneos tirados à janela do seu estúdio, está um autorretrato de Daniel Blaufuks, uma fotografia que parece uma pintura em tons simbolistas e românticos. A obra fecha – ou abre - a exposição. Num tom mais clássico e com uma grande dose de auto-ironia.
    “O que me interessa verdadeiramente na arte – e é isso que, no fundo, eu gostaria de alcançar - é que cada trabalho meu contivesse dentro de si o passado, o presente e o futuro. Eu acho que a verdadeira arte tem isso, a arte que vive para além do seu tempo …”
    “Quando eu faço um auto-retrato de mim como um pintor também me estou a auto-ironizar, obviamente. E num mundo de selfies – que não são auto-retratos - o facto de estar ali uma representação do próprio artista, de uma forma talvez mais próxima do Delacroix do que do meu tempo, também é uma ironia sobre mim e sobre o que a arte pode e não devia ser”, explicou o fotógrafo que nasceu em 1963, em Lisboa.
    11 min
  • Basquiat: entre a vida e a morte
    O jovem com tranças esculturais nova-iorquino invade todos os pisos da Fundação Louis Vuitton. Esta proliferação figurativa de Jean-Michel Basquiat transmite quase uma sensação de redemoinho, tanto que a energia do pintor parece resultar numa multiplicidade de retratos, sinais, símbolos, cores suaves e fortes como também de contrastes.
    "Entre a vida e a morte porque já vemos muita presença da morte na arte de Basquiat. Ao mesmo tempo é uma pintura vitalista com culto do movimento para  ultrapassar os limites em permanência. Temos sempre essa tensão entre uma criatividade sem limites e a obsessão da morte", descreve o investigador no Centro de Estudos de Literatura e Linguística Francófonas sobre África e Antilhas, Rafael Lucas.
    As obras de Jean-Michel Basquiat e Egon Schiele, pintores que marcaram o século XX, desdobram-se pelos quatro pisos do edifício de Frank Gehry da Fundação Louis Vuitton, até 14 de Janeiro de 2019.
    9 min
  • Hypersex de Moullinex levou Paris ao rubro !
    Nesta edição do magazine ARTES, falamos hoje dum artista português, que acaba de alcançar um estrondoso sucesso em Paris, na prestigiosa sala de concertos La Machine du Moulin Rouge, durante o Festival MaMa.
    O seu nome é Luis Clara Gomes, mas a maior parte das pessoas conhece-o por MOULLINEX…(com dois LL, por favor). Ele é DJ, multi-instrumentista e produtor, os seus espectáculos nunca são iguais, e por isso são sempre uma surpresa ! No passado dia 17 de Outubro, conseguiu a façanha de fazer dançar um público exigente, ao fim de 20 segundos da primeira música.
    A RFI ouviu o artista, que começou por falar precisamente do seu estilo, entre Disco, House, Funk, e uma pitadinha de Rock…
    0 min
  • "Os contos cruéis de Paula Rego" em Paris
    O Musée de l’Orangerie, em Paris, acolhe, a partir desta quarta-feira, a exposição "Os contos cruéis de Paula Rego" que junta cerca de 60 obras da artista portuguesa e algumas obras de Goya, Degas, Manet, David Hockney e Ron Mueck, entre outros. Nesta reportagem, “Os contos cruéis de Paula Rego” são narrados por ela, pelo filho e pela directora do museu que acolhe a exposição até 14 de Janeiro de 2019.
    Eis os contos cruéis de Paula Rego. Histórias que ilustram a bela crueldade do mundo através da pintura, gravura e escultura. A portuguesa é a primeira artista viva a ter uma exposição individual no Musée de l’Orangerie, em Paris. São cerca de 60 obras, de pequenos a grandes formatos, de gravuras a pinturas em acrílico e pastel, passando pelos bonecos modelados no seu ateliê, em Londres.
     “Trata dos meus bonecos todos que eu fiz. É simplesmente isso. Mulheres, homens, bichos, muitos bichos, o porco, muita coisa. Vem da minha tia Ludgera que me contava histórias todos os dias. Era sempre a mesma história, mas ia continuando muitos dias, muitos dias. Era da dona Francisca que me contava as histórias quando eu era pequenina até eu adormecer…”, contou Paula Rego.
    Aos 83 anos, “Paula Rego é uma das esquecidas da história da arte oficial que se vai redescobrindo aos poucos”, escreve a revista francesa Les Inrockuptibles. Nascida em Lisboa, foi para Londres ainda adolescente, deixando para trás a ditadura de Salazar e a cultura portuguesa que transparecem nos seus quadros. Única mulher da prestigiada Escola de Londres, a sua obra figurativa bebe dos contos da tradição popular e da literatura, com um pendor fantástico e autobiográfico.
    Na exposição, vêem-se contos aparentemente infantis, inspirados nas irmãs Brontë, em Eça de Queirós, Charles Dickens e Jean Genet. Há personagens estranhas, jogos de submissão e opressão, ambiguidades dignas de interpretações freudianas. As mulheres são simpáticas e cruéis, vítimas e manipuladoras, heróicas e triviais, artistas e musas. Há cães que são homens, mulheres que imitam animais e crianças que não se sabe se riem ou se choram. Os animais são domesticados pelas comédias humanas de violência, intrigas e traições. “Paula Rego, Histórias & Segredos” foi o filme que Nick Willing fez para retratar a sua mãe e a sua obra é muito mais do que parece.
    “O que a mãe não disse é que as histórias vêm de histórias portuguesas, de contos do Eça de Queirós, da literatura portuguesa, mas também inglesa. O que a mãe faz que é diferente é que põe lá dentro também as experiências pessoais. E é isso que faz a diferença. Estes quadros não são só das histórias, isto são quadros mais das histórias dela própria, da vida dela, da experiência de mulher que viveu num tempo muito difícil, durante Salazar, mas também as experiências de uma mulher casada com um homem e de uma mãe, coisas que são intimas”, explicou Nick Willing.
    O cineasta sublinhou: “É muito importante estar em Paris porque França sempre foi um país muito difícil de entrar. Agora, finalmente, com esta exposição vai mudar muito”.
    Paris esqueceu Paula Rego mas Cécile Debray, a diretora do Musée de l’Orangerie e curadora da exposição quis corrigir o passado.
    “É uma aposta porque, para mim, a Paula Rego é uma artista imensa que não tem o reconhecimento que ela merece em França. Eu sei que ela é muito conhecida em Portugal, um pouco em Londres, mas não o suficiente. Claro que, para mim, ela merece a notoriedade de uma Louise Bourgeois e penso que isso vai acabar por acontecer”, considerou Cécile Debray.
    A pintura de Paula Rego surge na senda dos figurativos modernos, Matisse, Picasso, Modigliani, Soutine e enraíza-se na tradição ilustrativa do século XIX com Goya, Gustave Doré, Odillon Redon e Grandville.Mas também evoca as linhas e cores dos primitivos italianos como Piero Della Francesca e a solenidade de um Velázquez ou de um Caravaggio. Além disso, é uma obra produzida no tempo de David Hockney, Lucian Freud, Francis Bacon, Louise Bourgeois ou Balthus.
    Ecos artísticos que se sentem ao longo da mostra, com a exposição de algumas obras de Goya, Degas, Manet, David Hockney e Ron Mueck, entre outros.  A comissária também colocou as “mulheres-cães” de Paula Rego em frente a três bailarinas de Edgar Degas, as quais também ladeiam as “mulheres-avestruzes” da artista portuguesa.
    “Se olhar para estas “mulheres-cão”, os primeiros pastéis de Paula Rego, em frente às bailarinas de Degas, o que é extraordinário é que ela não é atropelada por Degas nem Degas é atropelado por ela. Tudo respira de forma muito equilibrada. Deve ter reparado que, à excepção dos pastéis de Degas, a maior parte das obras dos outros artistas são gráficas porque o foco é dado à Paula Rego.”
    “Ou seja, são contrapontos que permitem mostrar, por exemplo, que ela tem uma obra que ecoa com a da Louise Bourgeois; que ela apresentou as Nursery Rhimes ao mesmo tempo que David Hockney expôs uma série de desenhos – e ele é muito mais conhecido do que ela apesar de terem exposto ao mesmo tempo.”
    “No fundo, são pequenas notas que contextualizam a obra de Paula Rego na Escola de Londres e num panteão mais largo e mais histórico”, acrescentou Cécile Debray.
    A exposição "Os contos cruéis de Paula Rego" pode ser vista até 14 de Janeiro de 2019.
    7 min
  • Rodrigo Leão levou a saudade até Paris
    A comemorar 25 anos de carreira em nome próprio, Rodrigo Leão levou “a melancolia e a saudade” à  La Seine Musicale, em Paris, esta terça-feira. O músico português está a preparar um novo álbum para 2019 e falou com a RFI sobre alguns dos momentos mais marcantes do seu percurso, desde a influência dos grupos Sétima Legião e Madredeus, às colaborações com Beth Gibbons, Neil Hannon, Stuart A. Staples ou Adriana Calcanhoto, passando pelas bandas sonoras de filmes.
    12 min
  • Chafes e Giacometti “entre o céu e a terra” em Paris
    A exposição “Gris, Vide, Cris” junta esculturas de Rui Chafes e Alberto Giacometti, dois universos aparentemente opostos que se unem na busca da representação do invisível. A mostra abriu ao público esta quarta-feira, na delegação francesa da Fundação Calouste Gulbenkian, em Paris, na semana em que duas esculturas de Rui Chafes passaram a integrar a colecção do Centro Pompidou.
    Clique na imagem principal para ouvir a reportagem com Rui Chafes e com a comissária da exposição, Helena de Freitas.
    8 min

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Um dia por semana, em média, veja aqui os nossos destaques no mundo da cultura e das artes. Excepcionalmente, em função da actualidade, esta rubrica pode ter vários destaques.

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