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Esta semana, o Biblioteca de Bolso esteve no festival Lisbon Revisited - Dias de Poesia, que decorreu entre 17 e 19 de Outubro, para conversar com Inês Lourenço, uma das participantes no encontro. Nascida em 1942, no Porto, formou-se em Estudos Portugueses na Faculdade de Letras, tendo trabalhado nos CTT e no ensino secundário. Estreou-se em 1980, com "Cicatriz 100%", primeiro de uma lista 18 livros (alguns deles antologias), que vai até ao mais recente: Ainda o Lugar Incerto da Procura, editado pela Glaciar, em 2024. Entre 1987 e 1999, coordenou e editou a revista Cadernos de Poesia - Hífen. Em 2023, a Câmara Municipal do Porto atribuiu-lhe a medalha de mérito da cidade.Inês Lourenço trouxe para o programa os seguintes livros:
"Os Fidalgos da Casa Mourisca", de Júlio Dinis, Relógio D'Água
"O Prazer do Texto", de Roland Barthes, Edições 70 (tradução de Maria Margarida Barahona)
"Poesia", de Eugénio de Andrade, Assírio & Alvim
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Hoje tradutora literária a tempo inteiro, Alda Rodrigues começou por trabalhar no campo da lexicografia, coordenando a edição ou actualização de vários dicionários. Depois, fez um doutoramento em Teoria da Literatura, antes de se dedicar a trazer para a nossa língua autoras que escrevem em inglês, como Marilynne Robinson, Jane Austen, Katherine Mansfield, Rachel Cusk, Deborah Levy ou Jamaica Kincaid. Assina ainda a coluna "Faca de Papel", na revista Forma de Vida, e é autora do blogue Cinéfilo Preguiçoso, com o escritor Alexandre Andrade, convidado no episódio 41 do Biblioteca de Bolso.
Alda Rodrigues trouxe para este programa os seguintes livros:
"Apresentação do Rosto", de Herberto Helder, Porto Editora
"Silent Woman: Sylvia Plath and Ted Hughes", de Janet Malcolm, Granta Books
"The Principles of Uncertainty", de Maira Kalman, The Penguin Press
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Autor tardio e muito prolífico, José Gardeazabal estreou-se literariamente em 2015, com o livro "História do Século XX", vencedor da primeira edição do Prémio de Poesia INCM/Vasco Graça Moura. Com o seu nome civil, José Tavares, doutorou-se em Harvard e é professor de Economia na Universidade Nova de Lisboa. Na última década, publicou um total de 15 livros, incluindo teatro, ensaio, literatura infantil, e seis romances, o último dos quais, "Origami", foi lançado pela Companhia das Letras no final de 2024. No jornal "Expresso", publica regularmente ensaios sobre grandes temas da actualidade (a democracia, a política internacional, a Europa), abordados de uma perspectiva filosófica.
José Gardeazabal trouxe para este programa os seguintes livros:
"Física da Tristeza", de Gueorgui Gospodinov, Relógio D'Água (tradução de Monika Boneva e Paulo Tiago Jerónimo)
"Felizes Anos de Castigo", de Fleur Jaeggy, Alfaguara (tradução de Ana Cláudia Santos)
"Breviário de Decomposição", de Emil Cioran, Edições 70 (tradução de Miguel Martins)
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Também jornalista, tradutor e cronista (com uma coluna regular na "Folha de São Paulo"), Bernardo Carvalho é um dos mais importantes escritores brasileiros da actualidade. Estreou-se com o volume de contos "Aberração", em 1993, e publicou outros 13 livros de ficção, nomeadamente "Mongólia", "O Filho da Mãe", "Reprodução" e "O Último Gozo do Mundo". Em Portugal, foi anteriormente publicado pela Cotovia (entretanto extinta), pela ASA e pela Quetzal, estreando-se agora na chancela Companhia das Letras (do grupo Penguin Random House) com o seu mais recente romance, "Os Substitutos", um mergulho na relação difícil e complexa entre um pai e um filho, tendo como pano de fundo o Brasil no tempo da ditadura (1964-1985) e as marcas por ela deixadas. Bernardo Carvalho trouxe para este programa os seguintes livros:
"Os Detectives Selvagens", de Roberto Bolaño, Quetzal (tradução de Cristina Rodriguez e Artur Guerra)
"James", de Percival Everett, Livros do Brasil (tradução de Bruno Vieira Amaral)
"A Viagem Inútil: Trans/Escrita", de Camila Sousa Villada, edição brasileira da Fósforo (tradução de Sílvia Massimini Felix)
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Nascida em Luanda, Telma Tvon veio na adolescência para Portugal, onde se licenciou em Estudos Africanos e fez um mestrado em Serviço Social. Começou na música, a escrever letras como rapper e a destacar-se como uma das poucas MC no hip-hop nacional. O seu primeiro romance, "Um Preto Muito Português", publicado em 2017 e reeditado pela Quetzal, em 2024, apresenta-nos Budjurra, um cabo-verdiano que vive em Lisboa mas não se sente lisboeta, testemunha perfeita da invisibilidade e dos preconceitos sofridos pela comunidade africana. Ao falar sobre as obras alheias, fala também de si e do que importa partilhar em voz alta, por entre gargalhadas que encheram o estúdio de luz.
Telma Tvon trouxe para este programa os seguintes livros:
"A Bagagem da Imigração", de Patrícia Moreira, Cordel D'Prata
"The Girl With The Louding Voice", de Abi Daré, Sceptre
"On The Come Up", de Angie Thomas, Balzer + Bray
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Homem das imagens e do design, Vasco Colombo tem a sua obra visual, tanto no campo da ilustração como da BD, espalhada por muitas edições, antologias, páginas de jornais e revistas. Um longo interregno, durante o qual não divulgou os seus trabalhos artísticos, foi interrompido recentemente, ao lançar, no final de Agosto, um livro intitulado O Cabo de 2.201.400 kms, último volume da colecção 25 Imagens, da Levoir, vendido juntamente com o PÚBLICO. Trata-se de uma narrativa a preto-e-branco, sem uma única palavra, que nos leva atrás de um fio que se desenrola continuamente, assumindo uma dimensão existencial e talvez cósmica.Vasco Colombo trouxe para este programa os seguintes livros:
"Manual dos Inquisidores", de António Lobo Antunes, Dom Quixote
"A Sangue Frio", de Truman Capote, Dom Quixote (tradução de Maria Isabel Braga)
"A Garagem Hermética", de Moebius, Levoir
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No regresso após a pausa de Verão, a Biblioteca de Bolso acolhe um dos mais consagrados escritores portugueses, João de Melo, no momento em que celebra cinco décadas de vida literária. Mais de trinta livros após a estreia, em 1975, com "Histórias da Resistência", este autor açoriano continua muito activo, tendo publicado em Julho um novo livro de contos ("A Nuvem no Olhar", D. Quixote) e preparando-se para lançar, no final de Setembro, a sua estreia no género diarístico: "Novas Fases da Lua" (D. Quixote), volume que cobre o período de 2017 a 2024. Trouxe para este programa os seguintes livros:
"Crime e Castigo", de Fiódor Dostoievski, Relógio D'Água (tradução de António Pescada)"Cem Anos de Solidão", de Gabriel García Márquez, D. Quixote (tradução de Margarida Santiago)"O Crime do Padre Amaro", de Eça de Queirós, várias edições disponíveis
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No último episódio antes da pausa de Verão (regressamos em Setembro), recebemos Safaa Dib, autora que acaba de lançar o seu primeiro livro: "Líbano: Uma Biografia" (Ideias de Ler), relato em que cruza histórias familiares com a História do país onde tem a suas raízes. Formada em Línguas e Literaturas Modernas, trabalhou durante uma década no mundo editorial, onde pôde dar largas à sua paixão pela literatura fantástica, esteve à frente de um restaurante com comidas levantinas, e agora dedica-se a tempo inteiro à política, integrada no gabinete do partido Livre na Câmara Municipal de Lisboa. Organiza ainda um festival internacional de BD, na Maia, e escreve crónicas semanais no "Jornal Económico". Trouxe para este programa os seguintes livros:
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Filipe Homem Fonseca é uma espécie de canivete-suíço das artes da escrita. Licenciado em Publicidade, conhecemo-lo sobretudo como argumentista, romancista, dramaturgo, poeta, cronista, realizador e músico. Trabalhou nas Produções Fictícias, fundou os Cebola Mol, assinou livros com títulos memoráveis, como "e enquanto espero que me arranjem o esquentador penso em como será a vida depois do sol explodir". As suas obras mais recentes são "Vénus Anatómica" (romance, Abysmo, 2024) e "Última refeição antes de mim" (poesia, Companhia das Ilhas, 2025). Trouxe para este programa os seguintes livros:
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João Rosas foi em tempos um jovem escritor mais do que precoce (publicou o primeiro livro de contos aos 15 anos, na editora Fenda), antes de enveredar pelo caminho do cinema. Realizou dois documentários sobre cidades: Londres ("Birth of a City", 2009) e Lisboa ("Morte de uma Cidade", 2022). Tem neste momento em cartaz a sua primeira longa-metragem de ficção, "A Vida Luminosa", narrativa lisboeta cheia de livros e livrarias, que acompanha a deriva (toponímica, profissional, amorosa e existencial) de Nicolau, um rapaz de 24 anos que já vinha acompanhando desde a infância, nas suas curtas-metragens: "Entrecampos" (2012), "Maria do Mar" (2015) e "Catavento" (2020).
Trouxe para este programa os seguintes livros:
"Os Emigrantes", de W. G. Sebald, Quetzal (tradução de Telma Costa)
"Um Dia na Vida de Abed Salama", de Nathan Thrall, Zigurate (tradução de Sara Veiga)
"As Pequenas Virtudes", de Natalia Ginzburg, Relógio D'Água (tradução de Miguel Serras Pereira)
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From the publisher's feed
Uma conversa informal, a três, sobre a relação que estabelecemos com os livros. Um podcast conduzido por Inês Bernardo e José Mário Silva.

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