Homens armados assassinaram sábado passado seis trabalhadores humanitários entre Juba e Pibor, no leste do país, uma zona controlada pelo governo.
Desconhece-se a identidade das vítimas, bem como a da ONG para a qual trabalhavam e o ataque não foi tão pouco reivindicado até este momento.
A ONU denunciou um "ataque inaceitável contra os que estão a ajudar o país, no momento em que as necessidades humanitárias alcançaram níveis sem precedentes".
A guerra civil que assola o país desde Dezembro 2013, causou várias dezenas de milhares de mortos, cerca de dois milhões e meio de deslocados (um terço do população) e uma crise humanitária catastrófica com cerca de cem mil pessoas a passarem fome no norte do país e um milhão de outras ameaçadas, no total cinco milhões e meio de sul-sudaneses sobrevivem graças à ajuda alimentar.
O padre Raimundo Rocha missionário comboniano em Juba, a capital do Sudão do Sul, evoca um genocídio numa crise político-institucional com fortes contornos étnicos, mas começa por reagir ao facto do ataque ter ocorrido numa zona controlada pelo governo.