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E se uma simples infração for enquadrada como falta grave apenas para punir antecipadamente o seu cliente? Diretamente da Imersão em Execução Penal, Mariana Carneiro e Akira Kobayashi expõem a dura realidade dos Procedimentos Administrativos Disciplinares e o colapso dos exames criminológicos em São Paulo e no Rio de Janeiro. Eles denunciam o isolamento cautelar sem audiência de justificação prévia, a quebra na cadeia de custódia de provas e a ineficácia das avaliações psicológicas no sistema paulista — que acumulam mais de 10 mil pedidos na fila e, muitas vezes, duram menos de meia hora. Um episódio essencial para alertar a advocacia sobre a urgência de dominar os regimentos internos e combater o punitivismo irrestrito.
E se o caso mais macabro do país testasse todas as regras do processo penal? Neste episódio do Verdade Formal, dissecamos os autos dos Canibais de Garanhuns, o triângulo amoroso que assassinou, esquartejou e consumiu partes das vítimas Gisele e Alexandra em Pernambuco sob a justificativa de rituais de purificação. Caminhamos por todas as fases legais: a investigação iniciada pelo rastro de fraudes em cartões de crédito, a tentativa frustrada da defesa em alegar insanidade mental, e o desaforamento do Júri para Recife, que resultou em penas superiores a 60 anos de prisão. À luz do princípio de que "se não está nos autos, não está no mundo", o episódio ainda desmistifica a lenda urbana da venda de salgados com carne humana, provando como o rito processual atua até nas histórias mais sombrias do Brasil.
E se o seu Resp for sumariamente barrado no STJ porque você confiou cegamente na presunção de relevância criminal? No episódio de hoje, Lilian, curadora da Criminal Player, recebe o Advogado Criminalista e especialista em atuação nos Tribunais Superiores, Jonathan Moraes Barbosa e Júlio Devecchi, assessor de Ministra do STJ, para destrinchar os impactos da nova Lei 15.484 de 2026, que regulamenta a Emenda Constitucional 125 e instaura o temido filtro de relevância no Superior Tribunal de Justiça. Um episódio essencial para garantir que o seu recurso sobreviva à peneira dos tribunais superiores.
E se o Recurso Especial do seu cliente for sumariamente barrado no STJ porque você confiou cegamente na presunção de relevância criminal? No episódio de hoje, Lilian recebe os especialistas Prof. Jonathan Moraes Barbosa e Prof. Júlio Devecchi para destrinchar os impactos da nova Lei 15.484 de 2026, que regulamenta a Emenda Constitucional 125 e instaura o temido filtro de relevância da questão federal no Superior Tribunal de Justiça. Eles alertam a advocacia de que a presunção de relevância nas ações penais não é absoluta e pode ser derrubada pelo voto de dois terços do colegiado. O debate esclarece que a nova regra funciona como mais uma "tranca" na porta de admissibilidade, somando-se a barreiras clássicas que continuam vigentes, como a Súmula 7 e a exigência de prequestionamento. Além disso, os professores discutem a aplicação alternativa dos critérios de relevância jurídica, social, política e econômica — ilustrando com casos emblemáticos como o da Boate Kiss e os erros no reconhecimento fotográfico — enquanto aguardam a regulamentação final do Regimento Interno da corte. Um episódio essencial para aprender a elaborar o tópico específico fundamentado na petição e garantir que o seu recurso sobreviva à peneira dos tribunais superiores.
E se o advogado do seu primeiro júri tivesse acabado de passar na OAB e precisasse abrir mão da própria solenidade de entrega da carteira para libertar dois acusados de homicídio? Diretamente da Imersão em Execução Penal em Brasília, Marília Brambilla recebe o advogado francês Vincent Olivier, que construiu uma trajetória improvável no Brasil — de cantor, guia turístico e corretor de imóveis a um apaixonado defensor da liberdade no Rio de Janeiro. Eles debatem a influência revolucionária da Defensoria Pública, a responsabilidade cirúrgica necessária para atuar na Execução Penal (onde um erro manual no sistema custa anos de liberdade) e a dura realidade de presídios como Bangu, onde o analfabetismo e a falta de oportunidades estruturais ainda assolam os apenados. Vincent também compartilha seu inusitado desejo de se tornar Delegado da Polícia Civil para aplicar uma visão garantista e atuar como um verdadeiro contrapoder no sistema fluminense. Um bate-papo inspirador sobre recomeços, a "Teoria da Rainha Vermelha" aplicada à necessidade de atualização constante e a verdadeira vocação na advocacia criminal.
Todo caso tem uma história. Mas, no Direito, existe também aquilo que está nos autos.
Em Verdade Formal, a professora Marília Brambilla abre processos, revisita casos que marcaram o imaginário público e vai além da narrativa do crime para revelar o que realmente importa para quem atua no Direito Penal.
Teses, provas, decisões, estratégias e bastidores jurídicos: aqui, o caso é analisado pela perspectiva de quem conhece o processo por dentro.
Porque entre o que aconteceu no mundo e o que pode ser provado nos autos, existe uma diferença fundamental: a verdade material e a verdade formal.
Dê o play e descubra o que os autos têm a dizer.
🎙️ Verdade Formal
Uma produção Criminal Player.
E se a revitimização em plenário for o erro fatal que condenará o seu cliente? Diretamente da Imersão em Execução Penal em Brasília, Marília Brambilla recebe os advogados e especialistas em Tribunal do Júri, Mariana Dias e Diego Araújo, para uma conversa visceral sobre a rotina, os medos e a preparação estratégica de quem atua na tribuna. Eles desconstroem o mito de que defesa se ganha no grito, ressaltando que atacar a vítima ou usar argumentos superados — como a clemência travestida de legítima defesa da honra — pode gerar nulidades e afastar os jurados. O episódio também aborda como enfrentar a volátil jurisprudência do STF sobre a execução imediata de penas acima de 15 anos e defende a urgência de expandir o depoimento especial para todas as vítimas, humanizando o processo sem abrir mão da técnica e do lastro probatório. Uma aula indispensável para o jovem advogado criminalista compreender que, no Júri, a técnica processual e a inteligência emocional devem caminhar lado a lado.
E se a proposta de acordo oferecida ao seu cliente for um verdadeiro "pegar ou largar", conduzida em um processo totalmente assimétrico, onde o fiscal e o acusador são a mesma pessoa? Diretamente da Imersão em Execução Penal em Brasília, Marília Brambilla reúne os especialistas Asdrubal Júnior e Asdrubal Neto para dissecar a crua realidade da justiça penal negociada no Brasil. Eles expõem a urgência de regulamentar a figura de um terceiro imparcial e as deficiências legislativas que mantêm investigados presos até que confessem o que o Estado quer ouvir, configurando quase uma tortura psicológica disfarçada de negociação, como evidenciado em casos midiáticos e na própria Operação Lava Jato. O episódio ainda aborda a delicada missão do advogado em blindar seus honorários, respeitando o artigo 48 do Código de Ética, e em guiar o cliente na difícil decisão entre assumir um acordo, sem que isso seja, necessariamente, um atestado de culpa, ou enfrentar o calvário de um processo criminal. Uma aula essencial para os advogados compreenderem que a decisão de um acordo não é meramente jurídica, mas visceralmente humana.
E se a candidatura do seu cliente for cassada devido a um deepfake criado por um apoiador fora de controle? Diretamente da Imersão em Execução Penal em Brasília, Marília Brambilla recebe o advogado e cientista político Dr. Valdir Pucci para desmistificar as regras e os bastidores do Direito Eleitoral no Brasil. Eles debatem as restrições do período de pré-campanha, o perigo do princípio da responsabilidade solidária para os candidatos e o imenso desafio da Justiça Eleitoral para combater a manipulação por IA com a celeridade de um verdadeiro "pronto-socorro". O bate-papo também disseca a distribuição do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e alerta para as fraudes de "estelionato eleitoral" nas autodeclarações das cotas de gênero e raça. Um episódio essencial para advogados entenderem que o Direito Eleitoral é um nicho riquíssimo que não atua apenas a cada dois anos, exigindo técnica apurada e vigilância diária para proteger a soberania popular.
E se o seu cliente estiver cumprindo três anos a mais em regime fechado apenas por um erro oculto do sistema eletrônico da justiça? Diretamente da imersão do Criminal Player, Thaisa Monari recebe David Teles, advogado criminalista e desenvolvedor das calculadoras pioneiras "Calcpena" e "Appena". Eles debatem as graves falhas do Sistema Eletrônico de Execução Unificado (SEEU) e a terceirização da responsabilidade pelos dados equivocados, que frequentemente ignoram remições ou erram o cálculo das penas em anos bissextos. David relata como sua tentativa de automatizar a auditoria do sistema e expor essas inconsistências em larga escala resultou no bloqueio do seu acesso pelo Estado, levantando a incômoda questão: a quem interessa um sistema de execução penal com dados não auditáveis e obsoletos? Um episódio essencial para alertar a advocacia de que não se deve confiar nas planilhas prontas e que o verdadeiro trabalho na execução penal é artesanal e paciente, conquistado no detalhe.
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