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Maestrina internacionalmente reconhecida, nasceu em Lisboa a 30 de setembro de 1976 e é sobrinha materna do fundador do CDS, Adelino Amaro da Costa, uma das vítimas do acidente de Camarate - em que também morreu o então primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro. Admira o talento e a disciplina de trabalho do seu avô paterno, um chinês de Xangai que foi maestro da 'Big Band' da Base nas Lajes, na ilha Terceira. Joana Carneiro nunca conheceu o pai do seu pai - que morreu quando o ex-ministro da Educação, Roberto Carneiro tinha 16 anos - mas sabe que este queria transmitir aos netos as tradições orientais da familia. Gosta de ópera e tem o sonho de um dia dirigir "Tristão e Isolda" de Richard Wagner. Por agora, a terceira dos nove filhos de Maria do Rosário e Roberto Carneiro evita grandes viagens de trabalho e prefere dirigir orquestras na Europa: "O meu marido é médico, mas nós tivemos quatro filhos em quinze meses, o que torna as coisas um bocadinho complexas".
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Nasceu em Lisboa a 16 de fevereiro de 1960 e começou a fazer voluntariado com 12 anos no Hospital de Sant'Ana, na Parede, onde apoiava os bebés internados, porque nesse tempo as mães não estavam autorizadas a acompanhar os filhos quando estes eram hospitalizados. Viveu o 25 de Abril de 1974 no Liceu de Oeiras, tem boas recordações da intensidade desse tempo e dos "amigos de todas as cores políticas". Escolheu o curso de Economia na Universidade Católica por gostar de Matemática e para "poupar o ano do serviço cívico" obrigatório, casou com um colega de turma, teve cinco filhos, viveu em Bruxelas e trabalhou nas instituições europeias. Isabel Jonet é o rosto do Banco Alimentar contra a Fome e a responsável pela profissionalização da sua gestão. O seu maior desafio é lutar contra o desperdício alimentar, um verdadeiro crime num país como Portugal, em que um milhão de pessoas vive com menos de 250 euros por mês e dois milhões com menos de 450 euros. A invasão da Ucrânia abriu-lhe uma nova frente de batalha e está a cooperar com o Banco Alimentar de Kiev para ajudar os ucranianos de forma articulada.
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Nasceu a 15 de agosto de 1951, em Lisboa, e aqui viveu quase sempre com exceção de uma breve temporada de trabalho em Bruxelas. Filha de um oficial superior da Marinha, ainda acredita que desapontou a família por escolher a licenciatura em Economia do Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras [atual ISEG]. Dos tempos de estudante, evoca com respeito e saudade os professores Bento Murteira, pai da sua amiga Inês, Francisco Pereira de Moura, destacado oposicionista ao Estado Novo, e o ex-Presidente e primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva - cujos Governos integrou como Secretária de Estado do Planeamento e Desenvolvimento Regional entre 1987 e 1995. Um ano depois, Rui Vilar convida-a para trabalhar na Fundação Calouste Gulbenkian como responsável da Direção de Orçamento. Em 1999 foi designada membro do Conselho de Administração e, em 2017, é a primeira mulher a assumir a presidência Gulbenkian, sucedendo a Artur Santos Silva na presidência da Fundação. A menos de dois meses de passar a pasta ao seu sucessor, António Feijó, diz que o seu legado e "ação concreta foi a área social da Fundação". Agora, tem onze netos à espera de uma avó a tempo inteiro.
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Nasceu a 15 de abril de 1943 em Ponta Delgada, cidade onde cresceu e completou o liceu. Muda-se para o continente quando ingressa na Faculdade de Direito de Lisboa e, em 1969, é eleito deputado à Assembleia Nacional, e o mais jovem a sentar-se no hemiciclo de São Bento na primeira legislatura da primavera Marcelista. Com o 25 de Abril de 1974, João Bosco Mota Amaral inscreve-se no PSD, partido a que ainda está ligado. Foi Presidente do Governo Regional dos Açores entre 1976 e 1995. Terminada a tarefa, regressa ao hemiciclo de São Bento como deputado do regime democrático e foi eleito Presidente da Assembleia da República entre 2002 e 2005. Diz que é um homem de família mas nunca casou nem teve filhos, assume sem pejo a sua ligação de décadas à Opus Dei afirmando que a sua longa carreira política nada deve a esta organização. No momento em que a Europa vive o maior conflito desde a II Guerra Mundial, o homem que já foi a segunda figura do Estado português lembra que é possível 'reativar' os acordos entre Portugal e os Estados Unidos sobre a Base das Lajes, na ilha Terceira.
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Nasceu em Lisboa a 25 de fevereiro de 1944 e recorda com prazer o "magnífico" Liceu Passos Manuel e a forma como as aulas de Filosofia do professor Joel Serrão foram decisivas para escolher o curso de Medicina e embarcar na longa viagem que é compreender o cérebro humano e a forma como ele influencia as emoções. Foi colega de curso e amigo de João Lobo Antunes, encontrou "bons mestres" como o psiquiatra Simões da Fonseca e, sobretudo, conheceu Hannah, a mulher com quem casou no amor e na ciência até que a morte os separe. O investigador António Damásio é autor de muitos livros e artigos, e o seu livro "O Erro de Descartes" já foi traduzido para 40 línguas. Aos 77 anos, está a estudar a fisiologia da consciência.
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Nasceu em Moçambique a 16 de dezembro de 1973 e lamenta as dificuldades em que esbarra para conseguir ajudar as pessoas da terra onde nasceu, recordando que essa pertença africana está presente na sua música, no fado que canta. Mariza fala sem peias do medo que a invade antes de cada espetáculo a ponto de a somatização já a ter feito ir parar ao hospital no final de um concerto, do companheirismo solidário dos músicos que a acompanham, dos problemas de aprendizagem do filho e do público que a acarinha e a faz renascer.
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Nasceu em Águeda a 12 de maio de 1936 e é neto materno de um deputado à Assembleia Constituinte de 1911, na I República. Sessenta e quatro anos, um golpe de Estado e uma revolução depois, o neto seguiu-lhe o caminho e foi deputado na Assembleia Constituinte em 1975. Manuel Alegre, o poeta que escreveu versos subversivos que marcaram o país e mais do que uma geração, ainda liberta as palavras dos grilhões da correção política. Numa conversa sem papas na língua, recorda os tempos de estudante em Coimbra, a saída a salto para França, o exílio em Argel, a importância do discurso que fez no I Congresso do PS, os poemas proibidos, a prisão e o solitário caminho para encontrar a toada que o distinguisse enquanto poeta maior da língua portuguesa.
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Nasceu no Porto a 23 de novembro de 1948 e é bisneta da médica Laurinda Moraes Sarmento, que se licenciou no final do século XIX, num tempo em que era absolutamente invulgar as mulheres frequentarem o ensino superior e exercerem profissões especializadas. É a mais velha de cinco irmãos e a primeira das três raparigas a matricular-se na Faculdade de Direito de Lisboa. Pouco depois do 25 de Abril de 1974, trabalhou na Comissão de Revisão do Código Civil, que consagrou um regime de igualdade entre os cônjuges que até aí não existia. Foi a primeira mulher portuguesa a ser nomeada no feminino para cargos governamentais, primeiro como secretária de Estado e depois como ministra da Saúde de Cavaco Silva. A sua vida mudou no dia 28 de abril de 2000 quando recebeu um telefonema de António Champalimaud.
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Nasceu na ilha de São Miguel no final da II Guerra Mundial, a 24 de janeiro de 1943, licenciou-se em Medicina pela Universidade de Coimbra, viveu numa república de estudantes, cantou o fado e fez teatro. Foi bastonário da Ordem dos Médicos, fundou o maior laboratório de análises português e recusou vendê-lo a um grupo estrangeiro, é maçon, salvou vidas, trouxe bebés ao mundo e foi parteiro da própria filha. Entrevistado por Francisco Pinto Balsemão, José Germano de Sousa fala da paixão pela profissão, a vida dos estudantes de Coimbra no seu tempo, a oposição ao Estado Novo, o combate à pandemia da covid-19 e a família, lembrando que é preciso entender o mundo para se ser médico. O que fez para deixar o mundo melhor?
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Nasceu a 23 de março de 1956 em Lisboa e, licenciado em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa, tornou-se militante do PSD em 1980, na sequência da morte de Francisco Sá Carneiro. Mais tarde foi primeiro-ministro de Portugal, cargo do qual abdicou para assumir a presidência da Comissão Europeia. Atualmente é presidente não-executivo do Banco Goldman Sachs International e presidente da Aliança Global das Vacinas (GAVI). Entrevistado por Francisco Pinto Balsemão, José Manuel Durão Barroso reflete sobre a sua vida profissional enquanto político, gestor e professor universitário. O que fez para deixar o mundo melhor?
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Francisco Pinto Balsemão lança um podcast para assinalar o início das comemorações dos 50 anos do Expresso. Durante 50 semanas, e em contagem decrescente para o dia de aniversário a 6 de janeiro de…

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