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Nasceu a 5 de setembro de 1957 na cidade berço, mas diz que só veio ao mundo em Guimarães, porque na vizinha Fafe - sua terra de coração e criação - ainda não existia hospital. O 25 de Abril de 1974 apanhou-o a terminar o liceu e, Luís Marques Mendes, passou grande parte do tempo do chamado ano de serviço cívico a "fazer política, comícios, sessões de esclarecimento, em nome da JSD no distrito de Braga". Aos 18 anos foi candidato pelo PPD (Partido Popular Democrático) à autarquia de Fafe e foi eleito vereador. Mudou-se de armas e bagagens para Lisboa quando Aníbal Cavaco Silva o convidou para ser seu secretário de Estado e, mais tarde, seu Ministro. Também foi Ministro de Durão Barroso. Na sua já longa carreira política, foi deputado, líder do PSD, mas a liderança do Grupo Parlamentar do seu partido foi o cargo que mais saudades lhe deixou. Hábil nas relações sociais, tem uma palavra de apreço por todos os líderes do PSD e, também, pelos colegas das outras bancadas parlamentares com quem se cruzou, incluindo alguns do PCP, como é o caso de Octávio Teixeira. Comentador político da SIC desde 2013, rejeita (por agora) a hipótese de se candidatar à Presidência da República: "É uma questão que não está nas minhas prioridades nem nos meus planos. Se um dia mudar de ideias, daqui a três ou quatro anos, di-lo-ei publicamente, sem tabus".
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Nasceu em Paris a 8 de novembro de 1971, porque os pais tinham ido estudar para a cidade das luzes, "antes de se meterem nas políticas". Neta de uma pintora e filha de uma restauradora e de um fotojornalista (que foi fotógrafo oficial do Presidente Mário Soares), JoanaVasconcelos é uma das artistas plásticas portuguesas com maior projeção internacional e reúne o lado criativo com a capacidade de ser marchand de si própria. Tinha 36 anos quando levou a 'Noiva' à Bienal de Veneza de 2005, palco onde se apercebeu "do que precisava de construir para ser uma verdadeira artista internacional". Foi nessa cidade-museu que entendeu os desafios do "meio artístico em termos mundiais" e percebeu que teria de construir "um corpo de obra significativo" para estar presente nesses palcos. Sete anos depois, já se sentia totalmente preparada para montar a sua grande exposição num "palco único e extraordinário na história da Europa e na história do mundo" - o Palácio de Versailles. Construir o AMA - Ateliê Museu Aberto - para se aproximar da comunidade é agora o grande desafio da sobrinha do comentador Álvaro de Vasconcelos, que foi dirigente do PCP (m-l), um pequeno partido de extrema-esquerda nos anos que antecederam e se seguiram ao 25 de Abril de 1974.
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Nasceu a 2 de agosto de 1956 e, apesar de ser uma mulher pluri-instrumental na arte de comunicar, é na escrita e no jornalismo que se encontra. Licenciou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (começou o curso em Lisboa) e rapidamente trocou o clausulado jurídico pelas atividades que mantém até hoje. Foi redatora principal do Expresso durante muitos anos, 'separou-se juridicamente' do jornal, mas manteve sempre a coabitação semanal com a coluna "Pluma Caprichosa", que tem um público específico e fiel entre os leitores. Ao longo desta entrevista, Clara Ferreira Alves fala da importância das notícias, do jornalismo literário que foca os detalhes como uma câmara de significantes, da aceleração do tempo na produção de informação, da forma como ela e os restantes intervenientes preparam o programa "Eixo do Mal", de viagens e das impressões que lhe deixaram (grandes) vultos da política e literatura com quem se cruzou. Recorda Mário Soares como uma figura "quase paternal", que lhe deu "bons conselhos sobre a vida" e lhe disse coisas que nunca esqueceu, porque eram "pequenas peças de filosofia experimental".
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Nasceu num hospital da cidade do Porto a 27 de abril de 1971, mas foi registada como se tivesse vindo ao mundo na freguesia da Madalena em Vila Nova de Gaia, onde cresceu, aprendeu a ler e fez os primeiros estudos até atravessar diariamente o rio Douro, quando se matriculou no curso de Biologia na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Manel, nome por que é conhecida acima do Mondego, pela família e pelos amigos, é a prova provada de que os jovens não têm (todos) de falar bem inglês e saber com precisão o rumo que querem seguir depois de terminarem o ensino secundário. Maria Manuel Mota em Portugal - ou Maria Mota no universo anglo-saxónico - não sabia exatamente o que significava ser cientista quando se matriculou na faculdade, mas o seu fascínio pelo estudo das coisas que não se veem a olho nu, fez com que hoje seja uma cientista reconhecida internacionalmente, e o seu trabalho sobre o parasita que causa a malária uma esperança para a Humanidade. Para além de ter talento para pilotar o microscópio, orgulha-se de cozinhar uns bons rojões com vinho tinto e recusa a ideia de um dia ser ministra da Ciência.
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Nasceu a 15 de dezembro de 1965 na ilha da Madeira, mas viveu até aos oito anos na cidade marítima do Lobito, em Angola: "Foi uma etapa para mim muito importante, porque são os primeiros anos da vida, as primeiras coisas que vemos, que temos consciência, digamos. Foi ali que andei na escola pela primeira vez, que me iniciei na experiência do mundo e de facto quem teve essa experiência por África sabe que há uma marca que permanece, porque África dá-nos essa dimensão da vastidão, [da] largueza do espaço (...) uma limpidez que nos fica gravada no coração". Com a descolonização, a família de José Tolentino Mendonça faz parte do quase milhão de retornados que abandonam a casa e a terra onde até ali viveram, o que leva o poeta a afirmar "que Portugal ainda não [soube] encontrar uma narrativa na qual possa falar livremente do que foi o nosso encontro com África". Em 2018, o cardeal Tolentino recebeu um telefonema do Papa Francisco - com quem só se tinha cruzado em audiências públicas - que o convida para ser Bibliotecário e Arquivista do Vaticano: "De todos os serviços que existem na Cúria romana só há dois que permanecem quando morre um Papa, todos os outros ficam demissionários, mas dois continuam no pleno das suas funções. Um é o penitenciário-mor, para perdoar os pecados, e o outro é o bibliotecário para garantir a integridade documental".
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Nasceu no Porto a 17 de maio de 1939 e, 82 anos depois, mantém -se "portuense". Emílio Rui da Veiga Peixoto Vilar licenciou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em 1961, mas foi como gestor que ocupou a causa e o espaço público. Homem discreto e atento à cultura, era ainda muito jovem quando trabalhou no gabinete de Carlos Ribeiro, na época em que este engenheiro era ministro das Comunicações de Oliveira Salazar. Fundador da SEDES e seu primeiro presidente, integrou o I Governo Provisório do pós 25 de Abril de 1974 como secretário de Estado do Comércio Externo e Turismo. Com a queda deste Executivo chefiado por Adelino da Palma Carlos, foi nomeado Ministro da Economia nos II e III Governos Provisórios. O gestor que foi presidente de várias associações desde os tempos do CIDAC (grupo de teatro, em Coimbra), foi Ministro dos Transportes e Comunicações do I Governo Constitucional. Com a adesão de Portugal à CEE (Comunidade Económica Europeia, 'mãe' da União Europeia), desafiou-o para um cargo em Bruxelas, de onde regressou para presidir à Caixa Geral de Depósitos e, anos depois, assumiu a presidência do conselho de administração da Fundação Calouste Gulbenkian. Do muito que geriu no espaço público, destaca a sua tarefa como comissário-geral da Europália (1989-1992) por acreditar que "foi um grande contributo para que a Europa nos visse de uma maneira diferente."
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Nasceu em Lisboa a 16 de julho de 1969 e é o maestro deste podcast, o compositor do trecho inicial que abre o Deixar o Mundo Melhor. A música cruzou a vida de Luís Tinoco desde que nasceu apesar deste compositor ter feito uma incursão pelo mundo do cinema, antes de descobrir que a sua verdadeira vocação era a composição e a orquestração. Filho do pianista e arquiteto José Luís Tinoco, começou a estudar piano com a avó paterna - a concertista Maria Carlota Tinoco - discípula de Vianna da Motta. Discreto e criativo, diz que "os artistas criam para se sentirem melhor, porque há qualquer coisa que precisam de pôr cá fora". Gosta do recato dos bastidores e é o rosto da direção artística do Prémio Jovens Músicos, criado há 36 anos pela antiga Emissora da Radiodifusão Portuguesa, agora Antena 2. O seu mais recente disco, "Alepo e Outros Silêncios", é uma metáfora da incerteza do tempo presente.
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Nasceu em Lisboa em março de 1967, mas só descobriu o poder do Mar depois de completar 25 anos, época que coincidiu com a sua partida para Londres para fazer o mestrado em Direito Europeu e Internacional na London School of Economics and Political Science. Foi nesta prestigiada escola que a interpelação de um professor sobre o mau aproveitamento que Portugal (então) fazia da sua imensa costa lhe mudou o trajeto profissional: “Fiquei surpreendido porque eu tinha vinte e poucos anos e nunca no meu crescimento nenhum adulto me tinha dito que tínhamos alguma coisa grande”. Licenciado em Direito, o administrador executivo da Fundação Oceano Azul seguiu a ‘pegada’ jurídica do pai, o professor catedrático Paulo Pitta e Cunha, e do avô paterno Paulo Cunha, que, além de professor da Faculdade de Direito e Reitor da Universidade de Lisboa, foi ministro dos Negócios Estrangeiros de Oliveira Salazar. Tiago Pitta e Cunha recebeu das mãos do Presidente da República - na última segunda-feira, 18 de abril - o Prémio Pessoa 2021, uma iniciativa do Expresso e da Caixa Geral de Depósitos que já vai na 35ª edição. Entre os cargos internacionais que desempenhou, Tiago Pitta e Cunha foi assessor do então Presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Diogo Freitas do Amaral (1995-1996), delegado à Assembleia Geral das Nações Unidas (1998) e, posteriormente, conselheiro na Missão Permanente de Portugal junto das Nações Unidas (1999-2002), representante de Portugal e dos demais Estados Membros da União Europeia na ONU para os assuntos marítimos, durante as Presidências portuguesa e francesa da União Europeia no ano 2000, e representante de Portugal na Convenção do Direito do Mar das Nações Unidas, na Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos, e no Processo Consultivo Informal das Nações Unidas sobre Oceanos e Direito do Mar.
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Nasceu em Lisboa em 1966 e tirou o curso de Escultura em Belas-Artes em Lisboa. Rui Chafes defende que a qualidade de uma obra de arte não pode [nem deve] ser avaliada pela quantidade de pessoas que gostam dela: "Sabemos que há obras de arte que são autêntico lixo e que têm milhares de pessoas a gostar delas e a bater palmas", o que só prova que este não é o critério para se avaliar um livro, uma pintura, uma intervenção, ou uma escultura.
O escultor escolheu o ferro - que posteriormente pinta de preto - para seu companheiro de trabalho, porque este material quase que só teve uma função utilitária ao longo de muitos séculos. O ferro entrou no mundo da arte tarde, depois da Revolução Industrial: "Com o ferro fazem-se enxadas, fazem-se espadas, fazem-se tanques de guerra, fazem-se aviões, fazem-se martelos, é um material que sempre trouxe a vida e a morte ao mesmo tempo". Chafes foi distinguido com o Prémio Pessoa em 2015 e, em junho, vai ter uma exposição conjunta com o realizador Pedro Costa e o fotógrafo Paulo Nozolino no Centro Pompidou, em Paris.
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Nasceu a 12 de janeiro de 1957 em Lisboa e sente a falta da luz da capital sempre que vive fora. Licenciado em Direito, foi deputado à Assembleia da República, Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares num Governo chefiado por Mário Soares, Ministro da Defesa de António Guterres, juiz do Tribunal Constitucional, Comissário Europeu da Justiça e Assuntos Internos (1998-2004) no tempo de Romano Prodi, entre outros cargos nacionais e internacionais. Atualmente, é o diretor-geral da Organização Internacional para as Migrações, agência das Nações Unidas responsável por 35 milhões de pessoas em todo o mundo, com assistência médica, apoio no transporte e na passagem de fronteiras, integração nos países de acolhimento. Destes 35 milhões de migrantes em movimento, mais de 25 milhões mantém-se no seu país, mas foram obrigados a abandonar as suas casas por causa da guerra, catástrofes naturais ou alterações climáticas. António Vitorino lembra que só em 2020, 30 milhões de pessoas foram obrigadas a deslocarem-se por causa da degradação ambiental, de acidentes naturais e das alterações climáticas. Avisa que a solução para a guerra da Ucrânia passa por um acordo de paz e uma negociação política, e lembra que é precisa mediação política e que até aqui só temos visto negociações bilaterais entre a Rússia e a Ucrânia: "Sem negociação política as pessoas continuarão a morrer".
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Francisco Pinto Balsemão lança um podcast para assinalar o início das comemorações dos 50 anos do Expresso. Durante 50 semanas, e em contagem decrescente para o dia de aniversário a 6 de janeiro de…

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