Deixar o Mundo Melhor

Deixar o Mundo Melhor

By Francisco Pinto BalsemãoSociety & Culture
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Deixar o Mundo Melhor episodes

  • Henrique Monteiro

    Nasceu em Lisboa a 1 de setembro de 1956, entrou no Colégio Moderno no tempo em que a escola ainda era dirigida por João Soares (pai do ex-Presidente Mário Soares), e de lá seguiu para a Faculdade de Letras de Lisboa onde se licenciou em História, para desgosto do avô, que era advogado. A capacidade oratória poderia ter feito dele um bom causídico mas, Henrique Monteiro assustou-se com "o tamanho dos calhamaços de Direito". Igual a si próprio, gosta de uma boa discussão e de dizer coisas politicamente incorretas, foi maoísta na juventude porque era contra a Guerra Colonial, trabalhou na "Voz do Povo" "quando o jornal já não estava ligado à UDP", passou por "O Jornal" e entrou para o Expresso em 1989. Foi nomeado subdiretor em 1995 - no tempo em que o semanário era dirigido por José António Saraiva - e assumiu o cargo de diretor em 2006, função que exerceu (apenas) cinco anos porque defende que "as pessoas não se devem eternizar nos cargos executivos". Encontrou uma espécie de heteronímia no Comendador Marques de Correia com cujas cartas continua a fidelizar leitores no Expresso. Publicou três romances e mais alguns livros, lamenta que Portugal não tenha jornais regionais com dimensão porque gostaria "de ter feito carreira em Viseu".  Assume que é maçon porque - segundo ele - na maçonaria debate-se "o aprender a morrer, a ligação entre os homens, a cadeia de união, coisas utópicas e muito maçónicas. Somos homens bons. Há por lá uns vigaristas, mas também não há nada onde não existam".

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    38 min
  • Ricardo Costa

    Nasceu em Lisboa em 1968 e foi nesta cidade que cresceu, estudou, viveu e vive. Filho do escritor Orlando da Costa, cresceu numa casa onde existia uma grande biblioteca e, em criança, conviveu com muitos amigos do pai, que só mais tarde percebeu “a importância e o relevo cultural que tinham”. Aos 21 anos começou a trabalhar no semanário Expresso, num tempo em que se faziam grandes reuniões de redação todas as segundas-feiras e não existiam telemóveis nem internet. O jornalista Ricardo Costa, diretor-geral de informação da SIC, está na estação desde a sua criação, em 1992, com um regresso à direção do Expresso pelo meio: "Regressei quando o jornal começou a vender abaixo dos cem mil exemplares, muita gente estava em estado de choque, era preciso começar a fazer o que agora pomposamente se chama transformação digital. Foi um período muito interessante para se estar no jornal. Agora, a televisão está a passar pelos mesmos problemas que os jornais viveram há uns anos". Tem menos sete anos do que o seu único irmão, o primeiro-ministro António Costa. Se as boas contas fazem os bons amigos - como diz o ditado - as conversas escolhidas constroem boas relações familiares: "Não falo de política com o meu irmão, nem de nada que tenha a ver com a área da comunicação. Quando ele vem à SIC, nunca estou para o receber. Mas convivemos".

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    45 min
  • Daniel Oliveira

    Nasceu a 30 de janeiro de 1981, em Lisboa, filho de pais demasiado jovens e toxicodependentes. O avô amenizou-lhe a infância, deu-lhe muitos conselhos - ainda continua a dá-los - e é um pilar fundador no percurso do rapaz trabalhador e determinado que começou a colaborar com a SIC quando tinha apenas 16 anos. Um quarto de século depois, Daniel Oliveira é Diretor-Geral da área de Entretenimento e Produção de Conteúdos da marca SIC. Pelo caminho passou pela RTP, criou e pôs em marcha dezenas de formatos de que destaca a novela: "Portugal produz muitas novelas, alguns dos melhores técnicos que trabalham a nível internacional em séries e filmes nasceram nas novelas, que dão um grande traquejo aos técnicos, atores e guionistas. As novelas representam uma fatia de audiências muito relevante". O programa de entrevistas 'Alta Definição' é outro marco importante no percurso profissional de Daniel Oliveira. Está há 13 anos no ar, tem quase 600 edições e o entrevistador está grato pelo muito que lhe dão os seus entrevistados. A SIC assinala 30 anos de vida a 6 de outubro de 2022.

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    36 min
  • Paula Amorim

    Nasceu no Porto a 20 de janeiro de 1971 e, por opção própria - alheia a qualquer tipo de dificuldades financeiras - deixou de estudar, e entrou no "mundo dos negócios muito cedo". Aos 19 anos já fazia parte do Conselho de Administração da holding familiar. Paula Amorim é a mais velha das três filhas do empresário Américo Amorim, orgulha-se de pertencer "à quarta geração de um grupo familiar que nasceu em 1870, e que o pai transformou". Mãe de três filhos, o mais novo por gravidez de substituição, teve uma educação "baseada nos princípios do trabalho, na importância do legado para a geração seguinte e na criação de valor". Podia ter-se acomodado a gerir os negócios do pai mas, aos 32 anos, decidiu tentar uma carreira na área do turismo e da moda: "O meu pai não ficou muito contente, mas eu tinha vontade de ter a minha independência. A relação com o meu pai melhorou depois de fazer o meu grupo. Evoluímos para além da moda, somos muito fortes na restauração contemporânea, com espaços grandes que podem estar em qualquer parte do mundo". Sobre o seu trabalho como presidente da Galp diz que o encerramento da refinaria de Matosinhos foi a decisão mais difícil que tomou: "Foi uma decisão muito dura, mexeu com famílias, com postos de trabalho, mas foi importante para a transição energética".

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    38 min
  • Artur Santos Silva

    Nasceu no Porto a 22 de maio de 1941 e cresceu na zona oriental da cidade, "o Porto menos desenvolvido". Filho de um advogado da oposição ao regime do Estado Novo, Artur Santos Silva conta que o pai o matriculou no colégio onde os primos andavam para "não ter de pertencer à Mocidade Portuguesa" - que, à época, era obrigatória no ensino público. O banqueiro que durante muitos anos foi o rosto do BPI - Banco Português de Investimento recorda o seu professor de Francês, Manuel Francisco Rodrigues, que escreveu o livro "Tarrafal, Aldeia da Morte", fala da sua vida na Faculdade de Direito de Coimbra onde se licenciou e foi assistente, dos primeiros anos do BPI, da sua curta passagem pelo PPD (hoje PSD) quando o partido foi criado, e do brinde que fez em casa de Francisco Sá Carneiro no dia 25 de Abril de 1974 com um "champanhe que ele tinha guardado para esta ocasião". Aos 81 anos está à frente da Fundação "La Caixa", cujo trabalho social inclui a criação de uma "rede de cuidados paliativos,  porque o sistema de saúde português não estava a funcionar bem nesta área". Foi presidente da Fundação Calouste Gulbenkian (2011-2017) e da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, e secretário de Estado do Tesouro no VI Governo Provisório (1975-1976).

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    45 min
  • Carlos Pimenta

    Nasceu em Lisboa a 7 de maio de 1955 conservando uma grata memória do tempo da sua adolescência no Barreiro e das sessões culturais organizadas pelo cantor (e então padre) Francisco Fanhais no colégio Francisco Manuel de Mello.

    Ambientalista por convicção, Carlos Pimenta, aderiu ao PPD/PSD em 1974 e quatro anos depois foi Presidente da Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico. Na década seguinte foi eleito deputado do PSD à Assembleia da República e, posteriormente, nomeado Secretário de Estado do Ambiente (1983-1984) e Secretário de Estado das Pescas (1985). Foi posteriormente deputado no Parlamento Europeu onde manteve o empenho na área do ambiente. Atualmente trabalha numa empresa sedeada no Luxemburgo dividindo igualmente o seu tempo com Portugal e a Austrália, onde nasceu a sua mulher.

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    43 min
  • Vasco de Mello

    Nasceu a 27 de outubro de 1956 no seio de uma família de "vocação empresarial", que atravessou regimes e revoluções. Bisneto materno de Alfredo da Silva, o industrial que fundou a CUF no final do século XIX - empresa que começou por produzir sabões, velas e, mais tarde, adubos - Vasco de Mello tinha 17 de anos no 25 de Abril de 1974. Em setembro desse ano, partiu com a mãe e os seus 11 irmãos para a Suíça, por entenderem que a família tinha deixado "de ter condições de segurança para continuar em Portugal". O pai, José Manuel de Mello, permaneceria no país até o grupo CUF ser nacionalizado, em agosto de 1975. Poucos anos depois, recompra a Quimigal, quando a empresa é privatizada, e reconstrói o grupo. Vasco voltaria definitivamente em 1989, para se dedicar aos negócios da família: "Sempre quisemos honrar este legado, é uma responsabilidade, mas sinto-me completamente livre. Revemo-nos na origem do Grupo CUF – falo por mim, pela minha família nuclear, e pelos meus irmãos". Mantém-se no ativo - ainda que menos intensamente - e, nesta conversa, lembra que a primeira unidade de saúde CUF abriu em 1945: "Era um hospital exclusivamente vocacionado para os trabalhadores da CUF, e isto representa bem o que era a responsabilidade social numa altura em que não se falava nesse tema".

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    36 min
  • Nuno Maulide

    Nasceu em Lisboa a 17 de dezembro de 1979, é professor catedrático de Química Orgânica na Universidade de Viena e, em 2019, foi distinguido com o Prémio Cientista do Ano da Áustria pela Associação de Jornalistas de Ciência e Educação daquele país. Nuno Maulide, antigo aluno do Instituto Superior Técnico, também foi o mais jovem membro permanente e o único estrangeiro fora dos países germanófonos a integrar a Academia de Ciências Austríaca. Sportinguista de coração, frequentou o primeiro ano do curso de piano da Escola Superior de Música antes de se apaixonar pela Química Orgânica, que tem uma forte "dimensão estética". O céu é o limite para este prodígio da comunicação científica, que diz que "os professores marcam as nossas vidas e as nossas carreiras". Bem-humorado, assume que dá "calinadas" a falar sérvio, mas esta é a única forma que tem para comunicar com os sogros, que só falam a língua do país onde vivem e nasceram.

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    41 min
  • Ana Pinho

    Nasceu no Porto a 21 de dezembro de 1967 e cresceu em Vale de Cambra, vila (hoje cidade) onde o seu avô paterno, Arlindo Soares de Pinho, fundou a Arsopi em 1942. Desta empresa de equipamentos para a indústria alimentar sairia "muita indústria que existe" atualmente no concelho. A Arsopi pertence hoje a Armando Pinho, pai da gestora. Ana Pinho Macedo Silva é licenciada em Economia pela Universidade do Porto, fez um MBA em Londres e trabalhou muitos anos na banca de investimentos. Assumiu a presidência do conselho de administração da Fundação de Serralves em 2016 e ali trabalha pro bono — à semelhança dos presidentes que a antecederam —, orientando parte do trabalho para a angariação de novos mecenas. É casada com Nuno Macedo Silva — líder da RAR — e sobrinha do empresário Ilídio Pinho, que criou uma fundação focada na divulgação da ciência e da cultura.

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    37 min
  • Manuel Aires Mateus

    Nasceu em Lisboa a 19 de maio de 1963, é arquiteto, e diz que "a parte mais interessante de um projeto é a relação estreita" que estabelece com quem lhe encomenda a obra. Gosta de fazer casas porque elas exigem "uma relação com as famílias" que as vão habitar. Filho de um alentejano que "teve a coragem" de se licenciar em arquitetura e da pintora Catarina Rocha, Manuel Aires Mateus foi muito influenciado pelo mundo da mãe e sente uma dívida de gratidão por ela ter deixado de pintar para se dedicar em exclusivo aos filhos. Ele e o irmão, Francisco, com quem faz dupla profissional, estão a terminar a construção de um edifício em Lausanne que acolherá "um museu de design no andar de cima. É uma obra gigantesca, cara, complexa, muito difícil de levar até ao fim, que está a ser feita com o engenheiro Rui Furtado, e é uma grande demonstração da engenharia portuguesa". Tem o sonho de projetar uma "igreja católica romana", mas por agora dedica (parte) do seu trabalho ao projeto da Grande Mesquita de Bordéus.

    Saiba mais em Expresso.pt

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    33 min

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